Raquel Abecasis, in RR
Adriano Moreira tece duras críticas aos principais líderes europeus e teme que as dificuldades e a pobreza venham a conduzir a uma “agitação social”.
Adriano Moreira diz, em entrevista ao programa Terça à Noite da Renascença, que “o Presidente Cavaco Silva está demasiado preso aos dizeres da Constituição” e que “o principal poder do Presidente da República é o poder da palavra que Mário Soares sobe usar como nenhum outro Presidente".
Para este senador, "não é em vão que se chama ao Presidente da República o mais alto magistrado da nação. Isso tem que ter um valor!”, afirma.
“Nesta altura, o Presidente tem que falar e tem que ser escutado com atenção pelo Governo e pelos responsáveis políticos”, sublinha.
Adriano Moreira teme que as dificuldades e a pobreza extrema que já se verificam na sociedade portuguesa venham a conduzir a uma “agitação social”. Diz o Professor que “a fome não é uma obrigação constitucional”.
Nesta entrevista à Renascença, Adriano Moreira tece duras críticas aos principais líderes europeus e ao facto de neste momento a Europa já estar a ser comandada por um “directório”.
“Os líderes falam com a Chanceler alemã e não com as instituições europeias e isso é um problema grave na Europa de hoje”, onde, diz, “se está a perder o sentido da solidariedade e das regras de cortesia com os Estados soberanos”.
Para Adriano Moreira, é inadmissível que um comissário europeu se dirija ao Presidente da República nos termos em que Olli Rehn se dirigiu a Cavaco Silva no passado fim-de-semana.