Por Rita Brandão Guerra, in Público on-line
O Presidente da República alertou hoje, em Génova, que as reformas em curso na União Europeia são “imprescindíveis”, mas que os "sacrifícios pesados" que são pedidos aos Estados membros, e que se prolongarão por vários anos, não podem ser em vão, sob pena de não recolherem o devido apoio social.
“As mudanças em curso são condições imprescindíveis para o reforço da sustentabilidade financeira e para a recuperação económica dos nossos países. Todavia, representam sacrifícios pesados que se imporão aos nossos cidadãos por vários anos”, afirmou Cavaco Silva, no encerramento da reunião da COTEC Europa, que decorreu na cidade italiana.
As “profundas reformas económicas” em curso, que desenham “ambiciosos programas de correcção dos desequilíbrios orçamentais”, acrescentou o chefe de Estado português, só colherão o apoio da sociedade se “os sacrifícios não forem em vão, se existir a convicção de que as reformas irão permitir retomar uma trajectória de crescimento sustentado”.
O PR recuperou a ideia de que é preciso que exista “a convicção” de que as reformas permitam “retomar uma trajectória de crescimento sustentado.” E colocou mesmo como meta um crescimento económico mais “robusto e saudável”, a par da necessidade de criar emprego qualificado, sem descurar a necessidade de “forte liderança” e o reforço de uma cultura de “realismo e responsabilidade”.
Na intervenção que fez perante empresários portugueses, espanhóis e italianos, o PR assumiu que o desempenho da economia europeia tem ficado aquém das economias concorrentes. E deu como exemplos o registo de novas patentes, a criação de emprego de elevada qualificação e o lançamento de produtos tecnologicamente superiores.


