Raquel Martins, in Público on-line
Taxa média anual ficou nos 11,1%, ligeiramente abaixo da estimativa do Governo que apontava para 11,2%.
A taxa de desemprego em Portugal estabilizou nos 10,5% no último trimestre de 2016 e a média anual foi de 11,1%, ligeiramente abaixo dos 11,2% estimados pelo Governo e inferior aos 12,4% registados em 2015.
Os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que a taxa de desemprego apurada para o conjunto do ano acabou por ir ao encontro das previsões da Comissão Europeia e ficou muito próximo das estimativas das outras instituições internacionais, que apontavam para um valor a rondar os 11%. Em 2017, e de acordo com os números recolhidos pelo Conselho das Finanças Públicas, a taxa de desemprego deverá continuar a recuar para valores entre os 10% e os 10,7%.
Ainda esta semana, o ministro das Finanças garantiu ao secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) - que esteve em Portugal para apresentar o seu relatório mais recente onde prevê que o desemprego se mantenha na casa dos dois dígitos neste ano e no próximo - que a taxa de desemprego ficará abaixo dos dois dígitos no final do ano.
A taxa de desemprego trimestral manteve-se inalterada face aos 10,5% registados no trimestre anterior, mas recuou em relação aos 12,2% apurados para o período homólogo (quarto trimestre de 2015).
Os dados do INE dão conta de 543.200 pessoas desempregadas, uma diminuição trimestral de 1,2% (menos 6300 pessoas) e uma diminuição homóloga de 14,3% (menos 90.700).
O desemprego jovem atingia 27,7% da população activa entre os 15 e os 24 anos, registando-se uma subida face à taxa de 26,1% do trimestre anterior. Na comparação homóloga, o desemprego jovem caiu face aos 32,8% que tinham sido apurados pelo INE para o quarto trimestre de 2015. No final do trimestre, o INE dá conta de 101.800 desempregados entre os 15 e os 24 anos.
O desemprego de longa duração recuou, tanto na evolução mais recente como na comparação com o final de 2015. Havia 337.400 pessoas que procuravam trabalho há 12 ou mais meses, menos 2,8% do que em Setembro e menos 14,5% do que em Dezembro de 2015.
Mais de 82 mil empregos criados
O INE estima que a população empregada era, no último trimestre de 2016, de 4.643.600 pessoas, o que significa que havia mais 82.100 pessoas a trabalhar do que no mesmo período de 2015. Esta evolução, refere o instituto, vem prolongar as variações homólogas positivas registadas desde o quarto trimestre de 2013.
O aumento homólogo verificado na recta final de 2016 ficou a dever-se, essencialmente, ao aumento do emprego feminino (57.200 mil ou 2,6%); nas pessoas dos 45 aos 64 anos (75.200 ou 4,1%) e nos trabalhadores com o ensino superior (81.700 mil ou 7,1%). É ainda de destacar o aumento registado no sector dos serviços, que empregou mais 52.900 pessoas; e no emprego por conta de outrem (102.200 ou 2,7%), nomeadamente com contrato de trabalho sem termo (80.800 ou 2,8%) e a tempo completo (95.000 ou 2,4%).
Olhando para a evolução mais recente, a população empregada diminuiu 0,4% em relação ao trimestre anterior, o que se traduziu em menos 17.900 pessoas empregadas. Esta diminuição, destaca o INE, tem ocorrido “em quase todos os quartos trimestres da série iniciada em 2011”.
As estatísticas trimestrais, divulgadas nesta quarta-feira, não devem ser confundidas, nem podem ser directamente comparadas, com as estatísticas mensais que o INE publica todos os meses sobre o mercado de trabalho.
Os dados trimestrais não são ajustados de sazonalidade e consideram um universo de população distinto. Enquanto as estatísticas mensais consideram o grupo dos 15 aos 74 anos, os valores trimestrais analisam a população com 15 e mais anos, em linha com os conceitos da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Os valores mais recentes das estatísticas mensais dizem respeito a Dezembro, com o INE a apontar para uma taxa provisória de desemprego de 10,2%, depois de em Novembro já ter recuado para 10,5%, o nível mais baixo desde 2009.
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10.2.17
27.1.17
Desemprego ainda aflige
in Antena 1
Há setenta e quatro concelhos que aumentaram o número de desempregados nos últimos seis anos desde a intervenção da troika. A tendência é contrária ao que se verificou no resto do país, com uma queda da taxa de desemprego de 13,9 para 10,5 por cento.
Há setenta e quatro concelhos que aumentaram o número de desempregados nos últimos seis anos desde a intervenção da troika. A tendência é contrária ao que se verificou no resto do país, com uma queda da taxa de desemprego de 13,9 para 10,5 por cento.
2.2.13
Taxa de desemprego em Portugal sobe para recorde de 16,5% em dezembro
in Jornal de Notícias
A taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 16,5% em dezembro de 2012, ligeiramente acima do valor observado no mês anterior (16,3%) e superior aos 14,6% registados um ano antes, segundo dados divulgados, esta quinta-feira, pelo Eurostat.
foto VÍTOR RIOS / GLOBAL IMAGENS
Centro de Emprego
Segundo dados do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), a taxa de desemprego (corrigida de variações sazonais) na zona euro manteve-se nos 11,7% em dezembro e na UE permaneceu também estável nos 10,7%, o que acontece pelo terceiro mês consecutivo em ambos os casos.
Entre os Estados-membros, Portugal continua a ter a terceira taxa de desemprego mais elevada, apenas atrás da Grécia (26,8%, valor referente a outubro) e da Espanha (26,1%), enquanto Áustria (4,3%), Alemanha e Luxemburgo (5,3% cada) apresentam as taxas mais baixas.
Na comparação homóloga, as maiores subidas na taxa de desemprego verificaram-se na Grécia (19,7% para 26,8% entre outubro de 2011 e outubro de 2012), no Chipre (de 9,7% para 14,7% entre dezembro de 2011 de dezembro de 2012), na Espanha (de 23,2% para 26,1, no mesmo período) e em Portugal (de 14,6% para 16,5%).
Os principais recuos registaram-se na Estónia (de 12,1% para 9,9% entre dezembro de 2011 e dezembro de 2012), na Letónia (de 15,7% para 14,1% entre os terceiros trimestres de 2011 e de 2012) e na Lituânia (de 13,7% para 12,3%, entre dezembro de 2011 e de 2012).
No mesmo período, a taxa de desemprego subiu de 10,7% para 11,7% na zona euro, e de 10% para 10,7% na UE a 27.
Entre os jovens (com menos de 25 anos), Portugal registou uma taxa de desemprego de 38,3 em dezembro, ligeiramente inferior aos 38,7% em novembro de 2012, mantendo a tendência de ligeiro recuo, dado que em outubro era de 39%, mas acima dos 35,1% verificados em novembro de 2011.
Na zona euro, a taxa de desemprego juvenil manteve-se nos 24% de novembro para dezembro, e subiu em relação aos 21,7% observados um ano antes.
Na UE, o desemprego entre os jovens estabilizou nos 23,4%, na comparação mensal, e aumentou na homóloga, face aos 22,2% verificados em dezembro de 2011.
De acordo com as estimativas do Eurostat, gabinete oficial de estatísticas da União, em dezembro de 2012, existiam 25,926 milhões de pessoas desempregadas na União a 27, das quais 18,715 milhões na zona euro.
O Eurostat calcula mensalmente uma taxa harmonizada de desemprego para todos os países da UE. Esta taxa utiliza uma metodologia comum a todos os 27 para permitir comparações. Os resultados do Eurostat não são necessariamente iguais aos obtidos pelo Instituto Nacional de Estatística.
A taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 16,5% em dezembro de 2012, ligeiramente acima do valor observado no mês anterior (16,3%) e superior aos 14,6% registados um ano antes, segundo dados divulgados, esta quinta-feira, pelo Eurostat.
foto VÍTOR RIOS / GLOBAL IMAGENS
Centro de Emprego
Segundo dados do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), a taxa de desemprego (corrigida de variações sazonais) na zona euro manteve-se nos 11,7% em dezembro e na UE permaneceu também estável nos 10,7%, o que acontece pelo terceiro mês consecutivo em ambos os casos.
Entre os Estados-membros, Portugal continua a ter a terceira taxa de desemprego mais elevada, apenas atrás da Grécia (26,8%, valor referente a outubro) e da Espanha (26,1%), enquanto Áustria (4,3%), Alemanha e Luxemburgo (5,3% cada) apresentam as taxas mais baixas.
Na comparação homóloga, as maiores subidas na taxa de desemprego verificaram-se na Grécia (19,7% para 26,8% entre outubro de 2011 e outubro de 2012), no Chipre (de 9,7% para 14,7% entre dezembro de 2011 de dezembro de 2012), na Espanha (de 23,2% para 26,1, no mesmo período) e em Portugal (de 14,6% para 16,5%).
Os principais recuos registaram-se na Estónia (de 12,1% para 9,9% entre dezembro de 2011 e dezembro de 2012), na Letónia (de 15,7% para 14,1% entre os terceiros trimestres de 2011 e de 2012) e na Lituânia (de 13,7% para 12,3%, entre dezembro de 2011 e de 2012).
No mesmo período, a taxa de desemprego subiu de 10,7% para 11,7% na zona euro, e de 10% para 10,7% na UE a 27.
Entre os jovens (com menos de 25 anos), Portugal registou uma taxa de desemprego de 38,3 em dezembro, ligeiramente inferior aos 38,7% em novembro de 2012, mantendo a tendência de ligeiro recuo, dado que em outubro era de 39%, mas acima dos 35,1% verificados em novembro de 2011.
Na zona euro, a taxa de desemprego juvenil manteve-se nos 24% de novembro para dezembro, e subiu em relação aos 21,7% observados um ano antes.
Na UE, o desemprego entre os jovens estabilizou nos 23,4%, na comparação mensal, e aumentou na homóloga, face aos 22,2% verificados em dezembro de 2011.
De acordo com as estimativas do Eurostat, gabinete oficial de estatísticas da União, em dezembro de 2012, existiam 25,926 milhões de pessoas desempregadas na União a 27, das quais 18,715 milhões na zona euro.
O Eurostat calcula mensalmente uma taxa harmonizada de desemprego para todos os países da UE. Esta taxa utiliza uma metodologia comum a todos os 27 para permitir comparações. Os resultados do Eurostat não são necessariamente iguais aos obtidos pelo Instituto Nacional de Estatística.
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