in Jornal de Notícias
A presidente da Associação de Promoção da Segurança Infantil alertou, esta terça-feira, para a existência de várias situações de risco que podem levar à morte de crianças dentro das viaturas e lembrou recomendações para as prevenir. Segunda-feira, um menino de oito anos morreu depois de ter ficado dentro de um carro, em Castro Verde.
O alerta de Sandra Nascimento surge na sequência da morte de um menino de oito anos, que foi encontrado inanimado na segunda-feira, por um familiar, dentro de um automóvel da família, em Castro Verde, Beja.
"A APSI não tem conhecimento de muitos casos de crianças que morrem dentro de um carro. Pelo menos, em Portugal parecem ser relativamente raros, apesar de poder haver outras situações que não são conhecidas", disse à agência Lusa Sandra Nascimento.
A presidente da Associação de Promoção da Segurança (APSI) lembrou um caso relativamente recente de uma criança que estava numa festa de anos e teve acesso ao carro dos pais. "Entrou, deve ter adormecido e acabou por falecer por estar demasiado tempo fechado dentro do carro", contou.
Para evitar este tipo de situações, Sandra Nascimento disse que o veículo da família deve ficar sempre trancado quando for estacionado e as chaves colocadas num local inacessível às crianças.
"As crianças têm interesse em brincar no carro, para fingir que estão a conduzir, mas a viatura também pode ser um refúgio para algumas crianças", disse a responsável, adiantando que algumas vezes as crianças também vão ao carro para ir buscar um brinquedo esquecido e acabam por ficar.
Nesse sentido, defendeu, "é importante que o acesso ao carro esteja limitado, mesmo quando está estacionado dentro da garagem ou no quintal".
Sandra Nascimento advertiu também que as crianças nunca devem ser deixadas sozinhas no carro, "nem por breves instantes".
"Muitas vezes, a criança é deixada no carro porque está dormir e os pais vão apenas fazer uma compra ou dar uma volta supostamente rápida, mas acontece que às vezes passa mais tempo do que foi avaliado inicialmente", adiantou.
Nesse tempo, advertiu, pode acontecer uma situação de sobreaquecimento no interior da viatura e a criança acaba por falecer por falência respiratória.
Em Portugal, foi apenas registado um caso destes, mas noutros países é mais comum, observou.
"São situações distintas que devem ser prevenidas de forma diferente", adiantou Sandra Nascimento, recomendando: "Nunca se deve deixar a criança sozinha no carro, por pouco tempo que seja, nem deixar o carro aberto ou a chave num local acessível".
Relativamente ao esquecimento das crianças no carro, a responsável lembrou algumas recomendações da Aliança Europeia de Segurança Infantil que podem servir de lembrete, como pôr uma chucha, a fralda ou um boneco ao lado do condutor ou colocar no banco de trás um objeto muito importante, como a chave de casa.
Há outras situações associadas à brincadeira que também podem ocorrer, como a criança destravar o carro, uma situação que ocorreu há alguns anos e a viatura caiu numa ravina, ou ficar presa no vidro elétrico.
Pode também acontecer a criança sair do carro para ir à procura dos pais e acabar por ser atropelada, frisou.
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11.9.13
13.6.12
Mortes de crianças e jovens diminuíram cinco vezes em oito anos
in Público on-line
As mortes de crianças e jovens até aos 19 anos diminuíram cinco vezes em oito anos, segundo o relatório de segurança infantil hoje apresentado em Lisboa, que regista ainda 152 mortes em 2009.
De acordo com a presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), Sandra Nascimento, a taxa de mortalidade infantil tem vindo a diminuir desde o início dos anos de 1990. Em 1994 morreram 551 crianças e jovens enquanto em 2010, o número desceu para 90.
"É de salientar o facto de Portugal, nestes últimos anos, ter conseguido evitar tantas mortes e poupar tantas vidas", sublinhou Sandra Nascimento, durante a apresentação do relatório de Avaliação de Segurança Infantil em Portugal 2012, que se refere a dados de 2009.
Enquanto o relatório hoje apresentado revela a morte de 152 crianças e jovens em 2009, os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para 90 mortes no ano passado.
Em 2001, "a taxa de mortalidade rondava os 31 por 100 mil habitantes. Agora a taxa é de seis por cem mil", lembrou a responsável. "Portugal está agora acima da média, no que diz respeito à taxa de mortalidade por acidentes em crianças e adolescentes", realçou.
No entanto, sublinhou a presidente da APSI, "os acidentes continuam a ser a principal causa de morte até aos 19 anos e representam 16,62% de todas as mortes".
O relatório revela ainda que as crianças mais vulneráveis socialmente são também as mais atingidas. "As crianças de famílias com rendimentos mais baixos, com literacia mais baixa e que vivem em zonas mais carenciadas estão mais expostas ao risco de acidente", sublinhou Sandra Nascimento, lembrando que, em Portugal, cerca de 25% da população está em risco de pobreza ou exclusão.
Segundo dados do INE, entre 2006 e 2010 morreram 625 crianças e jovens com menos de 19 anos em consequência de um acidente. Apesar de a mortalidade infantil estar a reduzir, a responsável da APSI lembrou que "entre 2009 e 2012 houve muito pouca coisa que melhorou no que toca ao nível de segurança", estando Portugal ainda abaixo da média europeia.
Entre as áreas mais carenciadas no que toca a segurança, Sandra Nascimento apontou a segurança de peões e ciclistas, segurança na água e a prevenção de quedas.
As mortes de crianças e jovens até aos 19 anos diminuíram cinco vezes em oito anos, segundo o relatório de segurança infantil hoje apresentado em Lisboa, que regista ainda 152 mortes em 2009.
De acordo com a presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), Sandra Nascimento, a taxa de mortalidade infantil tem vindo a diminuir desde o início dos anos de 1990. Em 1994 morreram 551 crianças e jovens enquanto em 2010, o número desceu para 90.
"É de salientar o facto de Portugal, nestes últimos anos, ter conseguido evitar tantas mortes e poupar tantas vidas", sublinhou Sandra Nascimento, durante a apresentação do relatório de Avaliação de Segurança Infantil em Portugal 2012, que se refere a dados de 2009.
Enquanto o relatório hoje apresentado revela a morte de 152 crianças e jovens em 2009, os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para 90 mortes no ano passado.
Em 2001, "a taxa de mortalidade rondava os 31 por 100 mil habitantes. Agora a taxa é de seis por cem mil", lembrou a responsável. "Portugal está agora acima da média, no que diz respeito à taxa de mortalidade por acidentes em crianças e adolescentes", realçou.
No entanto, sublinhou a presidente da APSI, "os acidentes continuam a ser a principal causa de morte até aos 19 anos e representam 16,62% de todas as mortes".
O relatório revela ainda que as crianças mais vulneráveis socialmente são também as mais atingidas. "As crianças de famílias com rendimentos mais baixos, com literacia mais baixa e que vivem em zonas mais carenciadas estão mais expostas ao risco de acidente", sublinhou Sandra Nascimento, lembrando que, em Portugal, cerca de 25% da população está em risco de pobreza ou exclusão.
Segundo dados do INE, entre 2006 e 2010 morreram 625 crianças e jovens com menos de 19 anos em consequência de um acidente. Apesar de a mortalidade infantil estar a reduzir, a responsável da APSI lembrou que "entre 2009 e 2012 houve muito pouca coisa que melhorou no que toca ao nível de segurança", estando Portugal ainda abaixo da média europeia.
Entre as áreas mais carenciadas no que toca a segurança, Sandra Nascimento apontou a segurança de peões e ciclistas, segurança na água e a prevenção de quedas.
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