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28.4.23

Mortalidade infantil aumentou no ano passado: morreram 217 bebés

Sónia Trigueirão, in Público online

Dados do INE revelam que no ano passado morreram 217 crianças com menos de um ano, mais 26 do que em 2021. O saldo natural melhorou.

A taxa de mortalidade infantil aumentou em 2022: no ano passado, morreram 217 crianças com menos de um ano, mais 26 do que em 2021, segundo os dados das Estatísticas Vitais do Instituto Nacional de Estatística (INE) publicadas esta sexta-feira.

Estes números reflectem-se num aumento da taxa de mortalidade infantil de 2,4 óbitos por mil nados-vivos em 2021 para 2,6 em 2022, segundo a nota explicativa do INE.

Os dados revelam que nasceram 83.671 crianças de mães residentes em Portugal, representando um acréscimo de 5,1% (mais 4089 nados-vivos) relativamente ao ano anterior. Do total de nados-vivos, 60,2% nasceram fora do casamento, isto é, eram filhos de pais não casados entre si.

Os dados revelam ainda que 42.925 das crianças eram do sexo masculino e 40.746 do sexo feminino, “representando uma relação de masculinidade de 105 (por cada 100 crianças do sexo feminino nasceram cerca de 105 do sexo masculino)” — esta proporção é considerada natural, já que nascem sempre mais bebés do sexo masculino.

Segundo o INE, à semelhança de anos anteriores, Setembro voltou a ser o mês com mais nascimentos. A variação homóloga, com excepção do mês de Abril (-1,3%), foi sempre positiva, tendo-se verificado a maior subida em Novembro (+11,2%).

Estes dados revelam também que a natalidade aumentou em todas as regiões do país, com excepção do Algarve (-1,3%). Nas regiões Norte (+6,2%), Centro (+5,5%) e Área Metropolitana de Lisboa (+6,0%), a subida foi superior ao valor nacional (+5,1%). A Região Autónoma da Madeira registou o menor acréscimo (+0,8%).
Saldo natural melhorou

No mesmo ano, registaram-se 124.311 óbitos de pessoas residentes em território nacional, menos 0,4% (menos 491) do que em 2021. Do total de óbitos, 62.615 foram de pessoas do sexo feminino e 61.696 do sexo masculino.

Em Janeiro e Fevereiro de 2022, houve um decréscimo da mortalidade em relação aos meses homólogos de 2021 (-40,4% e -16,6% óbitos, respectivamente), que em 2021 foram ainda marcados pela pandemia de covid-19. Entre Março e Dezembro de 2022, e com excepção do mês de Novembro, em todos os meses o número de óbitos foi superior ao observado em 2021. O mês de Dezembro foi o que registou maior mortalidade (12.269 óbitos).

A maioria dos óbitos ocorreu em idades avançadas: 86,6% dos óbitos corresponderam a pessoas com 65 e mais anos e mais de metade (60,7%) a óbitos de pessoas com 80 e mais anos.

“O aumento do número de nados-vivos e o decréscimo do número de óbitos determinaram o desagravamento do saldo natural, de -45.220 em 2021 para -40.640 em 2022”, lê-se na nota explicativa publicada pelo INE, que revela ainda que, em 2022, “foram celebrados 36.952 casamentos em Portugal (mais 27,2% do que em 2021)”.

A idade média do casamento foi de 39,9 anos para os homens e 37,4 anos para as mulheres; a idade média ao primeiro casamento foi de 35,1 anos para os homens e 33,7 anos para as mulheres.

Da análise dos dados ficamos ainda a saber que, dos casamentos celebrados, 36.151 realizaram-se entre pessoas de sexo oposto (28.508 em 2021) e 801 entre pessoas do mesmo sexo (549 em 2021), dos quais 413 casamentos entre homens e 388 casamentos entre mulheres (287 e 262, respectivamente, em 2021).

<_o3a_p>​Do total de casamentos entre pessoas de sexo oposto, 73,0% (27.175) foram realizados apenas na forma civil, 26,7% (9662) foram celebrados pelo rito católico e 0,3% (115) segundo outras formas religiosas.

Sublinha o INE que, em 68,5% dos casos, os noivos já moravam juntos.

Nesse ano, ocorreram também 49.230 dissoluções de casamento por morte do cônjuge, representando um decréscimo de 1,4% em relação a 2021 (49.908), das quais resultaram 14.385 viúvos e 34.845 viúvas.

21.1.19

Mortalidade infantil aumentou 26% em 2018

in Antena 1

A mortalidade infantil em Portugal aumentou no ano passado 26 por cento. Dados da Direção-Geral da Saúde divulgados pelo jornal Correio da Manhã revelam que em 2018 morreram 289 crianças com menos de um ano.

É o valor mais elevado dos últimos cinco anos, como sublinha a jornalista da Antena 1 Rosa Azevedo.

Ainda é cedo para avançar com uma justificação para este aumento, embora seja um dos indicadores que permite avaliar a qualidade dos cuidados de saúde e as condições socioeconómicas do país.

18.9.18

Números da mortalidade infantil melhoram mas continuam inaceitáveis - ONU

Por Expresso das Ilhas

A situação da mortalidade infantil no mundo apresenta melhorias assinaláveis desde 1990, mas a situação permanece inaceitável, alertou hoje a Organização das Nações Unidas (ONU) ao divulgar um relatório produzido por várias das suas agências.

Em 2017 morreram 5,4 milhões de crianças com menos de cinco anos, menos de metade dos 12,6 milhões de óbitos registados em 1990, segundo o documento do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Organização Mundial da Saúde, Divisão da ONU para a População e Banco Mundial.

A maior quantidade de mortes (2,5 milhões) ocorreu no primeiro mês de vida, com mais 1,6 milhões a ocorrerem entre um e 11 meses e outros 1,3 milhões entre um e quatro anos. Entre 5 e 14 anos morreram mais 900 mil crianças no ano em causa.

No documento salientou-se que "estas mortes reflectem o acesso limitado de crianças e comunidades a condições básicas de saúde, como vacinação, tratamento médico de doenças infecciosas, alimentação adequada, água limpa e saneamento".

Os autores do texto salientaram que "é inaceitável que 15 mil crianças tenham morrido todos os dias em 2017, na sua maioria de causas evitáveis e doenças tratáveis".

Metade das mortes ocorreu na África subsariana e 30% no sudeste asiático.

"As crianças estão a morrer por causa do que são e do ambiente em que nasceram, sejam famílias pobres ou comunidades marginalizadas", apontou-se na análise.

Em particular, as crianças nascidas em famílias pobres têm o dobro da possibilidade de morrer do que se tiverem nascido em famílias abastadas, o risco de morte nas áreas rurais é 1,5 vezes superior ao das áreas urbanas e os filhos de mães sem educação têm uma probabilidade 2,6 vezes superior de morrer do que se fossem filhos de mães com o ensino secundário ou superior. A qualidade do ar também discrimina nestas mortes, em particular em algumas regiões da África subsariana.

Se a tendência actual se mantiver, os autores do documento estimam que entre 2018 e 2030 vão morrer mais 56 milhões de crianças, metade das quais recém-nascidas.

Entre os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), os números indicam uma tendência generalizada de melhoria, mas com situações diferentes.

Assim, em relação a crianças mortas com menos de cinco anos por mil nados vivos, Portugal passou de 15 em 1990 para quatro em 2017.

Entre os outros integrantes da CPLP a situação pior é a da Guiné-Bissau, que passou de 224 para 84, e a melhor a do Brasil, que reduziu de 63 para 15. No meio estão Angola (de 224 para 81), Moçambique (de 240 para 72), Timor-Leste (de 174 para 48) e Cabo Verde, que passou de 63 para 17.

6.3.17

Problemas ambientais matam mais de 1,7 milhões de crianças

in Diário de Notícias

Entre os riscos ambientais listados pela OMS está a poluição do ar interior e exterior, exposição a fumo de tabaco, insalubridade da água ou a falta de saneamento e de higiene


Mais de 1,7 milhões de crianças com menos de cinco anos morrem, por ano, devido a doenças relacionadas com problemas ambientais, como poluição do ar ou exposição a produtos químicos, denunciou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Aquele número representa cerca de um quarto do total de mortes de crianças até aos cinco anos em todo o mundo, segundo informação da OMS hoje divulgada.

A agência da ONU publicou os estudos "Herdando um mundo sustentável: Atlas sobre a saúde das crianças e o ambiente" e "Não contamines o meu futuro" que analisam a relação entre a saúde dos mais novos e o que os rodeia.

Entre os riscos ambientais listados está a poluição do ar interior e exterior, exposição a fumo de tabaco, insalubridade da água ou a falta de saneamento e de higiene.

Do total das 1,7 milhões de mortes, cerca de 570 mil devem-se a infeções respiratórias, como pneumonia, que podem atribuir-se à poluição do ar interior e exterior assim como à exposição ao fumo de tabaco, enquanto 361 mil crianças são vítimas de diarreias devido à falta de acesso a água potável e ao insuficiente saneamento e falta de condições de higiene.

"Um ambiente poluído é mortal, particularmente para as crianças mais novas", referiu a diretora geral da OMS, Margaret Chan, citada num comunicado da entidade.

As crianças são mais vulneráveis à poluição do ar e da água já que "os seus organismos e sistemas imunitários estão ainda a desenvolver-se" e, por exemplo, o seu aparelho respiratório é frágil, explicou.

Segundo a OMS, grande parte das doenças que são as principais causas de morte de crianças entre um mês e cinco anos poderiam ser evitadas com intervenções que se sabe reduzem os riscos ambientais, como o acesso a água potável e a utilização de combustíveis adequados à preparação das refeições.

A maior parte das mortes relacionadas com fatores ambientais registam-se nos países em vias de desenvolvimento onde, por exemplo, a poluição causa mais de metade das infeções respiratórias nos mais novos.

Os especialistas apontam novos perigos ambientais que ameaçam a saúde das crianças, como os resíduos elétricos e eletrónicos, como os telemóveis em final de vida, que não são corretamente reciclados, expondo os mais novos a toxinas que podem levar à redução das aptidões cognitivas, ao défice de atenção, a lesões pulmonares ou mesmo cancro.

As alterações climáticas fazem aumentar as temperaturas e os níveis de dióxido de carbono, o que favorece a produção de pólen, associada ao aumento dos casos de asma entre as crianças.

Atualmente, segundo o estudo da OMS, 44% dos casos de asma entre crianças com mais de cinco anos é uma consequência direta da poluição atmosférica.

A OMS referiu ainda que, em cada ano, cerca de 200 mil crianças até aos cinco anos morrem devido a quedas, acidentes rodoviários, envenenamentos, incêndios ou afogamento.

28.6.16

Mortalidade infantil até aos 5 anos diminuiu 94% desde 1970 em Portugal

in Jornal de Notícias

Portugal tem uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil do mundo, com quatro mortes de crianças até aos cinco anos em cada mil nascimentos, em 2015, valor que representa uma diminuição de 94% em 45 anos.

Os dados constam do relatório anual da Unicef -- Fundo das Nações Unidas para a Infância, divulgado hoje, e que revela, no geral, que quase setenta milhões de crianças morrerão antes dos cinco anos até 2030 se a comunidade internacional não investir já nas mais crianças pobres.

De acordo com a Unicef, e tendo por base dados do Eurostat para 2014, 19,5% da população portuguesa vivia em risco de pobreza.

Entre os adultos o risco de pobreza era de 18,1%, enquanto entre as crianças o risco era bastante mais elevado e chegava aos 25,6%, enquanto a média europeia foi de 16,3% e 21,1%, respetivamente.

Numa lista de 197 países, Portugal aparece na 166.ª posição, ex-aequo com mais 15 países que partilham uma taxa de mortalidade infantil até aos cinco anos de quatro crianças em cada mil.

O país mais mal classificado é Angola, em 1.º lugar, com a maior taxa de mortalidade infantil do mundo: 157 em cada mil crianças morrem antes dos cinco anos no país.

Especificamente em relação a Portugal, a Unicef revela que a taxa de mortalidade infantil até aos cinco anos de idade teve uma redução de 94% desde 1970, ano em que morriam 68 crianças em cada mil nascimentos.

Esse número cai para 15 mortes em 1990, para sete em 2000 e para quatro em 2015, o que significa, de acordo com os dados da Unicef, que houve uma redução de 76% desde 1990 e de 50% desde 2000.

Em 2015, a taxa de mortalidade até aos cinco anos de idade por sexo era de quatro mortes entre os rapazes e de três mortes entre as raparigas.

Já a mortalidade infantil até um ano de idade era, no ano passado, de três mortes em cada mil nascimentos, contra 12 em 1990, o que representa um decréscimo de 75%.

No que diz respeito à mortalidade neonatal, ou seja, até aos 28 dias de idade, Portugal tinha uma taxa de duas mortes por cada mil nascimentos.

Segundo a Unicef, nasceram no ano passado 83 crianças e não se registou qualquer morte infantil até aos cinco anos de idade, sendo que a esperança de vida à nascença era de 81 anos.

Por outro lado, uma em cada 8.200 mulheres corria o risco de morrer durante o trabalho de parto.

Os dados para Portugal revelam que, em matéria de educação, a taxa de alfabetização dos jovens com idade entre os 15 e os 24 anos foi de 99% entre 2009 e 2014.

Para o mesmo período, 92% de rapazes e 89% de raparigas frequentaram o pré-escolar, ao mesmo tempo que apenas 1% das crianças não frequentou a escola primária, o que representou sete alunos.

Na escola secundária inscreveram-se 92% dos rapazes e 94% das raparigas.

Os indicadores demográficos revelam que, em 2015, Portugal tinha 10.350 mil habitantes, dos quais 1.782 mil com menos de 18 anos e 439 mil com menos de cinco anos. 1.072 mil pessoas tinham entre 10 e 19 anos, representando 10% da população.

A taxa de crescimento anual da população foi de 0,2% entre 1990 e 2015, prevendo-se um decréscimo de 0,3% entre 2015 e 2030.

Relativamente à saúde, a totalidade da população tem acesso a água potável, bem como a instalações sanitárias.

1.7.15

Pobreza mata seis milhões de crianças todos os anos

por André Rodrigues, in RR

O número consta do relatório da UNICEF sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Em 2030, podem ser mais de 70 milhões as crianças menores de cinco anos a morrer de causas evitáveis.

Seis milhões de crianças com menos de cinco anos morrem anualmente por causa da pobreza extrema. O alerta vem no relatório da UNICEF sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, divulgado esta terça-feira.

O documento indica que, apesar dos progressos feitos nos últimos anos, a desigualdade de oportunidades continua a deixar milhões de crianças na pobreza. Todos os anos morrem 289 mil mulheres durante o parto; 58 milhões de crianças nem sequer chegam a ir à escola.

Quanto aos avanços, o relatório refere o que se conseguiu na protecção à infância desde 1990: a mortalidade nas crianças abaixo de cinco anos caiu mais de metade e a mortalidade materna caiu 45%.

Nos últimos 25 anos, mais de dois milhões e meio de pessoas passaram a ter acesso a água potável e a subnutrição crónica entre as crianças diminuiu mais de 40%.

Sudeste asiático, América Latina e Caraíbas são as três regiões desfavorecidas com melhor desempenho naqueles parâmetros de avaliação da UNICEF. Já a África subsaariana continua a ser a região do mundo onde as desigualdades são mais evidentes.

Um fenómeno que para a vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança tem sido potenciado pelo surgimento de vários conflitos. “É uma situação que nós não estamos a ver um fim à vista. Estamos confrontados com situações gravíssimas em países como a Síria, Iémen e Iraque. Vemos situações em que as pessoas fogem em barcaças, que muitas vezes não chegam ao destino. Correm riscos porque nos seus países há perigo de vida, fome e miséria”, explicou à Renascença Dulce Rocha.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância lembra, contudo, que os próximos 15 anos são cruciais. A manterem-se as actuais taxas de progresso, e tendo em conta a projecção do crescimento demográfico, estima-se que em 2030 mais 68 milhões de crianças menores de cinco anos morram de causas evitáveis. A má nutrição crónica deverá afectar 119 milhões.

30.1.14

UNICEF diz que 6,6 milhões de crianças abaixo dos 5 anos morreram em 2012

in Diário Digital

Cerca de 6,6 milhões de crianças com menos de cinco anos morreram em 2012, a maioria de causas evitáveis, revelou hoje a UNICEF, no seu relatório anual sobre «A Situação Mundial da Infância em Números 2014».

Para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), estas mortes constituem uma «violação do direito fundamental das crianças à sobrevivência e ao desenvolvimento».

O relatório sobre a situação das crianças em 2012, divulgado hoje, revela que 15 por cento das crianças do mundo são colocadas a fazer trabalho que «compromete o seu direito à proteção contra a exploração económica e infringe o direito de aprender e de brincar que lhes assiste».

Diário Digital / Lusa

7.6.13

Malnutrição é responsável por 45% da mortalidade infantil

in Público on-line

Investigadores confirmam importância dos primeiros anos de vida para a saúde e alertam que ciclo da pobreza não pode ser quebrado, se nutrição não for prioridade.

A malnutrição é responsável por 45% das mortes de crianças com menos de cinco anos – cerca de 3,1 milhões de pessoas – segundo um estudo divulgado pela revista Lancet.

O trabalho confirma também que os primeiros mil dias de vida, considerando o período da concepção e dos dois anos de idade, têm consequências duradouras para a saúde.

A malnutrição – que pode ser resultado quer de excesso de peso, quer de subnutrição – tem igualmente um importante impacto económico, segundo o estudo divulgado pela BBC.

As conclusões do estudo publicado pela Lancet resultam do trabalho de uma equipa liderada por Robert Black, da John Hopkins Bloomberg School of Public Health, de Baltimore, Estados Unidos.

Os investigadores passaram em revisão os dados relativos a subnutrição e obesidade em países de baixo ou médio rendimento e sobre programas alimentares nacionais e internacionais, desde 2008.

Ainda que tenham sido feitos progressos nos últimos anos, em 2011 mais de 165 milhões de crianças tinham uma altura inferior à média para a sua idade e 50 milhões um peso inferior à média.

Cerca de 900 mil vidas poderiam ter sido salvas em 34 países, se dez intervenções nutricionais de êxito comprovado tivessem sido alargadas a 90% da população, concluíram os investigadores.

A equipa de Robert Black avisa também que o ciclo da pobreza não pode ser quebrado, se a nutrição não for uma prioridade global.

Um relatório das Nações Unidas divulgado nesta semana calcula em 3,5 mil biliões [milhões de milhões] de dólares por ano (2,66 biliões de euros), ou 500 dólares por pessoa globalmente, os custos sociais e económicos da malnutrição.

23.1.13

Subida da mortalidade infantil relacionada com baixo peso dos bebés

in RR

Direcção-Geral de Saúde concluiu que este aumento verificou-se unicamente nos bebés até aos 28 dias de vida. Especialista acredita que o sítio onde os bebés nascem pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) acredita que a prematuridade e o baixo peso podem explicar o aumento da mortalidade infantil de 2010 para 2011. Segundo os mais recentes dados, subiu de 2,5 para 3,1 o número de óbitos por cada mil nascimentos.

No comunicado agora divulgado, a DGS explica que esta subida fica a dever-se, unicamente, ao aumento da mortalidade neonatal, ou seja, quando as crianças morrem até completarem 28 dias de vida.

“No conjunto, morreram 167 crianças que nasceram com menos de dois quilos e meio. Estamos perante um fenómeno de mortalidade neonatal sobretudo em crianças que nascem com muito baixo peso”, explica o director geral, Francisco George.

Nestas declarações à Renascença, Francisco George lembra que houve “uma redução da mortalidade fetal, isto é, das mortes de crianças ainda no útero, o que faz perceber que há mais reanimação de crianças quando nascem com muitos problemas e sem sinais vitais e que essas crianças, depois, em termos de comparação com anos anteriores, vieram a morrer, sobretudo a partir do segundo dia de vida”.

“Estamos perante um problema que outros países na Europa já viveram e que nós temos que compreender. Vamos discutir estes assuntos com especialistas em obstetrícia, em pediatria, nomeadamente em neonatalogia mas também com os médicos especialistas em procriação medicamente assistida”, reconheceu Francisco George, apesar de considerar que os números de mortalidade infantil continuam em níveis muito reduzidos.

O director do serviço de Neonatologia do Hospital de Santa Maria, Carlos Moniz, concorda que qualquer aumento da mortalidade deve ser investigado, embora considera natural haver algumas oscilações nos números.

Carlos Moniz lembra que os médicos têm hoje meios técnicos e humanos que permitem salvar bebés cada vez mais pequenos, o que aumenta o risco de mortalidade, mas alerta para uma realidade: o sítio onde estas crianças nascem pode significar a diferença entre a vida e a morte.

“Há hospitais que eventualmente não terão condições para que estas crianças nasçam lá e se nascerem lá, provavelmente, o transporte pode eventualmente prejudicar o sucesso”.

13.6.12

Mortes de crianças e jovens diminuíram cinco vezes em oito anos

in Público on-line

As mortes de crianças e jovens até aos 19 anos diminuíram cinco vezes em oito anos, segundo o relatório de segurança infantil hoje apresentado em Lisboa, que regista ainda 152 mortes em 2009.

De acordo com a presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), Sandra Nascimento, a taxa de mortalidade infantil tem vindo a diminuir desde o início dos anos de 1990. Em 1994 morreram 551 crianças e jovens enquanto em 2010, o número desceu para 90.

"É de salientar o facto de Portugal, nestes últimos anos, ter conseguido evitar tantas mortes e poupar tantas vidas", sublinhou Sandra Nascimento, durante a apresentação do relatório de Avaliação de Segurança Infantil em Portugal 2012, que se refere a dados de 2009.

Enquanto o relatório hoje apresentado revela a morte de 152 crianças e jovens em 2009, os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para 90 mortes no ano passado.

Em 2001, "a taxa de mortalidade rondava os 31 por 100 mil habitantes. Agora a taxa é de seis por cem mil", lembrou a responsável. "Portugal está agora acima da média, no que diz respeito à taxa de mortalidade por acidentes em crianças e adolescentes", realçou.

No entanto, sublinhou a presidente da APSI, "os acidentes continuam a ser a principal causa de morte até aos 19 anos e representam 16,62% de todas as mortes".

O relatório revela ainda que as crianças mais vulneráveis socialmente são também as mais atingidas. "As crianças de famílias com rendimentos mais baixos, com literacia mais baixa e que vivem em zonas mais carenciadas estão mais expostas ao risco de acidente", sublinhou Sandra Nascimento, lembrando que, em Portugal, cerca de 25% da população está em risco de pobreza ou exclusão.

Segundo dados do INE, entre 2006 e 2010 morreram 625 crianças e jovens com menos de 19 anos em consequência de um acidente. Apesar de a mortalidade infantil estar a reduzir, a responsável da APSI lembrou que "entre 2009 e 2012 houve muito pouca coisa que melhorou no que toca ao nível de segurança", estando Portugal ainda abaixo da média europeia.

Entre as áreas mais carenciadas no que toca a segurança, Sandra Nascimento apontou a segurança de peões e ciclistas, segurança na água e a prevenção de quedas.