in Sic Notícias
Margem de lucro dos agricultores diminuiu devido ao aumento do preço dos combustíveis, eletricidade e fertilizantes.
Os agricultores do distrito de Leiria manifestaram-se hoje na Batalha. Alegam que os aumentos dos custos de produção diminuem o lucro e tornam a atividade quase incomportável.
Temem que a pequena agricultura esteja ameaçada, não só pelas dificuldades que o setor atravessa, como pela concorrência dos maiores produtores. Pedem, por isso, a intervenção do governo.
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3.5.22
7.9.12
Agricultores estão a regressar à tracção animal para poupar dinheiro em combustível
in Público on-line
O aumento do preço dos combustíveis está a obrigar alguns agricultores transmontanos a optarem pelo regresso à tracção animal, relataram hoje alguns profissionais do sector.
“Todos sabemos que os combustíveis estão cada vez mais caros. Os burros, depois de ensinados, são um bom auxiliar para os trabalhos no campo, o que ajuda a poupar nos gastos com o gasóleo”, disse Artur Gomes, um agricultor do concelho de Miranda do Douro, com vários anos de actividade.
Animais como os burros desempenham várias tarefas na agricultura, como lavrar, puxar a carroça, transportar pessoas e ferramentas para os campos, entre outras utilidades, o que leva os seus proprietários a afirmarem que “cada vez mais compensa trabalhar com eles”, já que são “dóceis e de fácil maneio”.
“Tenho duas burras de raça mirandesa que estão habituadas aos trabalhos do campo. São animais que me ajudam nas tarefas da lavoura e isso reflecte-se em menor gastos na aquisição de combustível para o tractor”, acrescentou.
Também Iria Gomes, uma agricultora e proprietária de quatro burros de raça mirandesa, residente na pequena aldeia mirandesa de Paradela, garante que com os seus animais lavra a vinha, arranca as batatas e planta couves. Para além destas tarefas, os animais acabam por se revelar uma companhia diária.
“Por vezes, estes animais chegam aonde não vão os tractores e sempre fica mais barato que utilizar outros equipamentos motorizados que são mais caros”, frisou.
Por seu lado, Amâncio Fernandes, agricultor em Vimioso há mais de 30 anos, garante que adquiriu um cavalo para se deslocar às suas propriedades.
Estas foram algumas das ideias deixadas à margem da secular Feira de Gado Asinino, que hoje decorreu no Santuário da Senhora do Naso, situado na Póvoa (Miranda do Douro), um certame que juntou cerca de meia centena de proprietários de burros mirandeses, uma raça autóctone com o solar circunscrito à região do planalto mirandês.
Já o secretário técnico da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA), Miguel Nóvoa, é da opinião que a utilização da tracção animal é útil e que os jovens agricultores deveriam reconhecer o valor dos animais nas tarefas agrícolas.
“Quem tiver um burro na sua exploração está salvaguardado de despesas acrescidas com máquinas agrícolas e combustíveis”, destacou o técnico.
O aumento do preço dos combustíveis está a obrigar alguns agricultores transmontanos a optarem pelo regresso à tracção animal, relataram hoje alguns profissionais do sector.
“Todos sabemos que os combustíveis estão cada vez mais caros. Os burros, depois de ensinados, são um bom auxiliar para os trabalhos no campo, o que ajuda a poupar nos gastos com o gasóleo”, disse Artur Gomes, um agricultor do concelho de Miranda do Douro, com vários anos de actividade.
Animais como os burros desempenham várias tarefas na agricultura, como lavrar, puxar a carroça, transportar pessoas e ferramentas para os campos, entre outras utilidades, o que leva os seus proprietários a afirmarem que “cada vez mais compensa trabalhar com eles”, já que são “dóceis e de fácil maneio”.
“Tenho duas burras de raça mirandesa que estão habituadas aos trabalhos do campo. São animais que me ajudam nas tarefas da lavoura e isso reflecte-se em menor gastos na aquisição de combustível para o tractor”, acrescentou.
Também Iria Gomes, uma agricultora e proprietária de quatro burros de raça mirandesa, residente na pequena aldeia mirandesa de Paradela, garante que com os seus animais lavra a vinha, arranca as batatas e planta couves. Para além destas tarefas, os animais acabam por se revelar uma companhia diária.
“Por vezes, estes animais chegam aonde não vão os tractores e sempre fica mais barato que utilizar outros equipamentos motorizados que são mais caros”, frisou.
Por seu lado, Amâncio Fernandes, agricultor em Vimioso há mais de 30 anos, garante que adquiriu um cavalo para se deslocar às suas propriedades.
Estas foram algumas das ideias deixadas à margem da secular Feira de Gado Asinino, que hoje decorreu no Santuário da Senhora do Naso, situado na Póvoa (Miranda do Douro), um certame que juntou cerca de meia centena de proprietários de burros mirandeses, uma raça autóctone com o solar circunscrito à região do planalto mirandês.
Já o secretário técnico da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA), Miguel Nóvoa, é da opinião que a utilização da tracção animal é útil e que os jovens agricultores deveriam reconhecer o valor dos animais nas tarefas agrícolas.
“Quem tiver um burro na sua exploração está salvaguardado de despesas acrescidas com máquinas agrícolas e combustíveis”, destacou o técnico.
3.4.12
Agricultores isentos de pagar Segurança Social durante seis meses
in RR
Assunção Cristas anunciou novas medidas para combater os efeitos da seca
Medida faz parte do pacote de decisões para mitigar os efeitos da seca.
Os agricultores vão ter uma redução de seis meses nos pagamentos à Segurança Social, anunciou esta segunda-feira a ministra da Agricultura, Assunção Cristas.
A medida está inscrita no pacote de decisões para mitigar os efeitos da seca que a assola a maior parte do país.
Segundo uma apresentação feita no Ministério da Agricultura, a redução temporária de pagamentos de contribuições à Segurança Social está inscrita no Orçamento Rectificativo, sob o registo de seis milhões de euros.
Dos cofres do Estado vão sair, no âmbito das iniciativas motivadas pela seca, 40 milhões de euros, referiu a ministra, destacando que a medida mais "onerosa" será a da ajuda directa aos produtores de animais, num total de 20 milhões de euros.
Ajuda à electricidade “verde”
A ajuda à electricidade verde para os agricultores será no valor de cinco milhões de euros e refere-se ao período entre Setembro de 2011 e Março de 2012, informou a ministra da Agricultura.
Assunção Cristas explicou que a medida serve para compensar os custos da electricidade utilizada na actividade agrícola e pecuária.
"O valor da ajuda é equivalente a 40% do valor da factura, excluindo o IVA", disse a ministra, prevendo que o respectivo despacho seja enviado para publicação esta semana.
Já a isenção na área dos recursos hídricos custará ao Estado 1,6 milhões de euros e diz respeito ao ano de 2011, cujo pagamento se processa em 2012.
Assunção Cristas anunciou novas medidas para combater os efeitos da seca
Medida faz parte do pacote de decisões para mitigar os efeitos da seca.
Os agricultores vão ter uma redução de seis meses nos pagamentos à Segurança Social, anunciou esta segunda-feira a ministra da Agricultura, Assunção Cristas.
A medida está inscrita no pacote de decisões para mitigar os efeitos da seca que a assola a maior parte do país.
Segundo uma apresentação feita no Ministério da Agricultura, a redução temporária de pagamentos de contribuições à Segurança Social está inscrita no Orçamento Rectificativo, sob o registo de seis milhões de euros.
Dos cofres do Estado vão sair, no âmbito das iniciativas motivadas pela seca, 40 milhões de euros, referiu a ministra, destacando que a medida mais "onerosa" será a da ajuda directa aos produtores de animais, num total de 20 milhões de euros.
Ajuda à electricidade “verde”
A ajuda à electricidade verde para os agricultores será no valor de cinco milhões de euros e refere-se ao período entre Setembro de 2011 e Março de 2012, informou a ministra da Agricultura.
Assunção Cristas explicou que a medida serve para compensar os custos da electricidade utilizada na actividade agrícola e pecuária.
"O valor da ajuda é equivalente a 40% do valor da factura, excluindo o IVA", disse a ministra, prevendo que o respectivo despacho seja enviado para publicação esta semana.
Já a isenção na área dos recursos hídricos custará ao Estado 1,6 milhões de euros e diz respeito ao ano de 2011, cujo pagamento se processa em 2012.
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