in Jornal de Leiria
A iniciativa contou com a parceria da autarquia e do centro de saúde do municípioA campanha Laço Azul, que elege Abril como o mês da prevenção dos maus-tratos infantis, recorrendo a projectos que pretendem “sensibilizar a comunidade para o bem cuidar das crianças” e destacar “o compromisso dos profissionais de saúde para que isso aconteça”, contou com a parceria da Câmara Municipal da Marinha Grande e do Núcleo de Apoio a Crianças e Jovens em Risco do Centro de Saúde do concelho, informa um comunicado de imprensa.
Foram realizadas, este quarta e quinta-feira, “acções de sensibilização aos utentes do Centro de Saúde” por alunos do curso técnico auxiliar de farmácia, da Escola Secundária Eng.º Acácio Calazans Duarte. A iniciativa, informa o comunicado, deu a conhecer os direitos dos menores de idade nos serviços de saúde e incidiu sobre a história e o simbolismo do laço azul. Representando as “nódoas negras”, este símbolo tornou-se uma “referência da defesa dos direitos das crianças” em Portugal após uma avó o colocar na antena do carro, pretendendo “sinalizar como o neto tinha sido brutalmente espancado pela própria mãe e pelo namorado desta”.
Na quarta-feira, profissionais de saúde, adornando fato ou bata branca e segurando um balão azul, formaram um laço gigante nas zones exteriores do parque de estacionamento Centro de Saúde da Marinha Grande, entoando a mensagem “Pelo bem cuidar, maus-tratos não!”. A iniciativa contou com a participação da vereadora da saúde, Ana Laura Baridó, e pela chefe da Divisão de Saúde e Bem-Estar, Cristina Santos.
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27.4.16
Deteção de casos de maus tratos a crianças tem vindo a aumentar na região Centro
Dora Loureiro, In "Diário As Beiras"
A Campanha do Laço Azul teve origem na sociedade civil e mereceu a adesão das instituições. Assim, iniciou-se em 1989, na Virgínia (EUA), quando uma avó, Bonnie Finney, amarrou uma fita azul à antena do seu carro “para fazer com que as pessoas se questionassem”. A história que Bonnie Finney contou aos elementos da comunidade que se revelaram “curiosos” foi trágica e sobre os maus tratos à sua neta, os quais já tinham morto o seu neto de forma brutal. E porquê azul? Porque apesar do azul ser uma cor bonita, Bonnie Finney não queria esquecer os corpos batidos e cheios de nódoas negras dos seus dois netos. O azul servir-lhe-ia como um lembrete constante para a sua luta na proteção das crianças contra os maus tratos. Alertar as consciências É este o objetivo da campanha, que entre nós decorre no mês de abril: alertar as consciências das pessoas. De uma forma mais organizada, o Mundo, e Portugal, foram aderindo. Em Portugal, a área da saúde desenvolve um trabalho estruturado nesta área desde 2007, quando de forma experimental foram criados alguns Núcleos de Apoio a Crianças e Jovens em Risco, para se perceber de que forma se poderia criar uma resposta. Depois, em 2008, através de um despacho da ministra da Saúde, foi então criada, em cada concelho, uma resposta. A ARS do Centro tem 87 núcleos criados nos concelhos, nos cuidados primários e hospitalares. Constituem estas equipas 258 profissionais, desde médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e juristas
A Campanha do Laço Azul teve origem na sociedade civil e mereceu a adesão das instituições. Assim, iniciou-se em 1989, na Virgínia (EUA), quando uma avó, Bonnie Finney, amarrou uma fita azul à antena do seu carro “para fazer com que as pessoas se questionassem”. A história que Bonnie Finney contou aos elementos da comunidade que se revelaram “curiosos” foi trágica e sobre os maus tratos à sua neta, os quais já tinham morto o seu neto de forma brutal. E porquê azul? Porque apesar do azul ser uma cor bonita, Bonnie Finney não queria esquecer os corpos batidos e cheios de nódoas negras dos seus dois netos. O azul servir-lhe-ia como um lembrete constante para a sua luta na proteção das crianças contra os maus tratos. Alertar as consciências É este o objetivo da campanha, que entre nós decorre no mês de abril: alertar as consciências das pessoas. De uma forma mais organizada, o Mundo, e Portugal, foram aderindo. Em Portugal, a área da saúde desenvolve um trabalho estruturado nesta área desde 2007, quando de forma experimental foram criados alguns Núcleos de Apoio a Crianças e Jovens em Risco, para se perceber de que forma se poderia criar uma resposta. Depois, em 2008, através de um despacho da ministra da Saúde, foi então criada, em cada concelho, uma resposta. A ARS do Centro tem 87 núcleos criados nos concelhos, nos cuidados primários e hospitalares. Constituem estas equipas 258 profissionais, desde médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e juristas
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