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27.1.20

José vai passar por quatro países africanos em seis meses. E quer ajudar crianças, andar de bicicleta e ler, tudo por causas sociais

Miguel Morgado, in Sapo24

Quatro países em seis meses, num projeto de empreendedorismo social. Inspirado em Mandela, José Próspero, aluno da Nova SBE, vai ajudar crianças na África do Sul, andar de bicicleta em Moçambique e ler no Quénia. Na Nigéria ainda não sabe o que fará.

José Próspero é aluno da Universidade Nova SBE. Nos próximos seis meses irá trocar o moderno edifício em Carcavelos por quatro cidades do continente africano. "Serão seis meses, quatro países, 45 dias em cada, um tempo para criar impacto no trabalho a realizar ao lado das associações", descreveu ao TNBI o finalista do curso de economia.

O mote desta incursão tem o nome de batismo "Impossible Until It's Done", um projeto de voluntariado que tem por base o empreendedorismo social e que ganhou inspiração numa frase de Nelson Mandela, antigo presidente sul-africano: "Tudo parece impossível até acontecer".

Se a experiência empreendedora advém do Erasmus feito na Renmin University of China, em Pequim, em que deu de caras com a associação Roots&Shoots, o voluntariado tem sido desenvolvido no No Bully Portugal, onde tem "ajudado no marketing e na angariação de fundos".

Com o trabalho feito em casa, contactos feitos com associações e organizações locais e com "quase tudo definido", irá "conhecer o máximo de empreendedores que estejam a tentar melhorar as suas comunidades, trabalhar e ajudá-los no que estão a fazer", revela.

A Cidade do Cabo, na África do Sul, será o ponto de partida desta viagem de voluntariado e de aprendizagem "junto de empreendedores locais". A associação Rainbow Dreams Trust, que será a sua casa durante 45 dias, "procura prevenir, através do empreendedorismo, que os jovens das zonas mais pobres sigam más influências", sublinha. "Vou transmitir aquilo que tenho aprendido a nível de empreendedorismo e vou ajudar na comunicação do dia a dia, a espalhar imagem da associação a nível global", frisa.
Em março, estará em Maputo, em Moçambique. Fará voluntariado na Mozambikes, uma empresa do setor social do português Rui Mesquita. "É uma associação que procura levar bicicletas a locais mais remotos de modo a facilitar o acesso à educação, saúde e emprego", explica. "Ajudarei a medir o impacto que tem tido nos sítios em que já forneceu bicicletas", antecipa José Próspero.

Nairobi, no Quénia, em abril, é a penúltima paragem. Desenvolverá o trabalho na Worldreader, uma organização global sem fins lucrativos, de literacia digital e "apoiada pela Amazon" que visa, através dos livros digitais (Kindle), "promover a leitura" e "fomentar a educação" de jovens e adultos.

O semestre deste finalista termina, 180 dias depois, em Lagos, Nigéria onde ainda está "a realizar contactos" sobre o que irá fazer. Até lá, irá documentar o que faz. "A outra parte do projeto, para além do voluntariado, é ter as redes sociais ativa", finaliza.

30.12.15

Restaurante Viva Lisboa conquista novos públicos e abraça causas sociais

In "Atualidade"

O restaurante Viva Lisboa está a todo o vapor para conquistar novos públicos e abraçar causas sociais. São várias as iniciativas acolhidas pelo restaurante que visam dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pela sua equipa, chefiada por Pedro Santos Almeida. Uma equipa jovem e talentosa, que diariamente leva à mesa novidades gastronómicas versáteis. Dando continuidade ao trabalho que tém desenvolvido na área da sustentabilidade e responsabilidade social, o Viva Lisboa criou, no âmbito da sua adesão ao "Rota do Tejo Gourmet-Lisboa Restaurante Week", um menu especial para ajudar a equipar o Hospital Dona Estefânia. O "Menu Solidário" previa que por cada 50 menus solidários vendidos, os clientes do restaurante Viva Lisboa ajudassem na oferta de um equipamento de primeira necessidade ao Hospital Dona Estefânia. Foi a terceira vez que o Viva Lisboa participou no "Lisboa Restaurante Week".

9.7.12

Bicicleta tornou-se “aliada” de causas sociais em viagem pela Ecovia Lisboa-Badajoz

in Público on-line

Um grupo de 17 cicloturistas, dos 13 aos 50 anos e “com variadas formas físicas”, percorreu a Ecovia Lisboa-Badajoz, nos últimos sete dias, para apoiar duas causas sociais. A “aventura” terminou nesta segunda-feira, com a etapa final a ligar Elvas à cidade espanhola.

“Quisemos promover a bicicleta como forma turística e ecológica de viajar e também apoiar duas causas sociais, o que é importante, sobretudo em tempos de crise”, sublinhou Paulo Guerra dos Santos, um dos promotores da iniciativa, à agência Lusa. A iniciativa procurou angariar fundos para duas instituições de solidariedade social, a Aldeias-SOS e a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI).

O grupo de 17 “resistentes” integrou seis miúdos carenciados apoiados por Aldeias-SOS, que fizeram a viagem com “bicicletas emprestadas por particulares e organizações".

“Esta rota de longo curso, para ser percorrida em bicicleta e em segurança, já está registada e, por isso, foi só introduzir o itinerário no GPS. Viajámos por caminhos e estradas secundárias, uns em terra e outros em asfalto, passando por vilas e aldeias”, contou Paulo Guerra dos Santos.

Sempre “ao ritmo do mais lento”, o grupo pedalou uma média de “40 a 50 quilómetros por dia”, apenas durante as manhãs. Já as tardes, até porque a passagem pelo calor do Alentejo a isso obriga, serviram para relaxar, conhecer o território e aproveitar as atracções locais.

A aventura, incluiu ainda a criação de um blogue na Internet (www.lisboabadajozembicicleta.blogspot.pt) através do qual os interessados podiam fazer donativos.

Os participantes já equacionam uma nova "aventura", em Setembro, e voltar a “pedalar” em prol das causas sociais, ligando Lisboa a Sagres.