Cátia Mendonça, in Público on-line
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12.12.12
26.11.12
Mais de 450 mil famílias vivem em casas sobrelotadas
por Rita Carvalho, in Diário de Notícias
Censos desvendam dado que já peca por defeito. Há cada vez mais pessoas a deixar o lar por falta de dinheiro.
Em Portugal, há 450 mil famílias a viver em casas sobrelotadas, cem mil das quais com duas ou mais de três divisões em falta. O número, revelado pelo Censos de 2011, tem vindo a diminuir nas últimas décadas. Mas poderá já estar desajustado da realidade atual, pois há cada vez mais pessoas que, não conseguindo pagar a sua renda ou a prestação bancária, voltam para casa dos pais ou mudam-se para alojamentos mais pequenos.
"A sobrelotação não é um fenómeno específico do momento que vivemos. Já se observa em muitos locais, devido à falta de capacidade das pessoas, em geral, para acederem aos preços de mercado", afirmou ao DN João Carvalhosa, do Comité Português de Coordenação de Habitação Social. Por isso, há tanta gente a viver em habitações sociais, num total de 120 mil, e que pagam uma renda baixa. "Mas se antes havia casas sobrelotadas nos bairros sociais, agora o fenómeno verifica-se na classe média", acrescenta Ana Martins, diretora de Ação Social da AMI.
[Aceda aqui ao artigo na íntegra]
Censos desvendam dado que já peca por defeito. Há cada vez mais pessoas a deixar o lar por falta de dinheiro.
Em Portugal, há 450 mil famílias a viver em casas sobrelotadas, cem mil das quais com duas ou mais de três divisões em falta. O número, revelado pelo Censos de 2011, tem vindo a diminuir nas últimas décadas. Mas poderá já estar desajustado da realidade atual, pois há cada vez mais pessoas que, não conseguindo pagar a sua renda ou a prestação bancária, voltam para casa dos pais ou mudam-se para alojamentos mais pequenos.
"A sobrelotação não é um fenómeno específico do momento que vivemos. Já se observa em muitos locais, devido à falta de capacidade das pessoas, em geral, para acederem aos preços de mercado", afirmou ao DN João Carvalhosa, do Comité Português de Coordenação de Habitação Social. Por isso, há tanta gente a viver em habitações sociais, num total de 120 mil, e que pagam uma renda baixa. "Mas se antes havia casas sobrelotadas nos bairros sociais, agora o fenómeno verifica-se na classe média", acrescenta Ana Martins, diretora de Ação Social da AMI.
[Aceda aqui ao artigo na íntegra]
22.11.12
Censos revelam mais diplomados e mais escolaridade
in Jornal de Notícias
Numa década, os residentes em Portugal melhoraram as suas habilitações literárias, com a percentagem de diplomados a aumentar dos 9% para os 15% e o analfabetismo a recuar para os 5%, segundo os resultados definitivos dos Censos 2011.
Os dados, que constam dos resultados definitivos dos Censos 2011, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam ainda que em 2011 metade da população com 15 ou mais anos tinha concluído o 9º ano de escolaridade, com Lisboa e Algarve a serem as únicas regiões que superam a média nacional, com valores de 60,4% e 52,7%, respetivamente.
Só na região autónoma da Madeira a média de população com 15 anos ou mais com o 9º ano de escolaridade concluído é inferior a 40%, com um registo de 38%.
De acordo com o INE, entre 2001 e 2011 a percentagem da população residente com 23 ou mais anos com o ensino superior completo passou dos 9% para os 15%. Lisboa é a região onde o crescimento do número de diplomados foi mais acentuado, passando de uma percentagem de 13,8% em 2001 para os 21,4% em 2011.
Apesar do crescimento registado na última década, apenas Lisboa tem uma percentagem de diplomados superior à média nacional de 15,1%, sendo seguida pelo Algarve, que regista uma percentagem de 13,2%. A média regional mais baixa é a do Alentejo, com 10,9% dos diplomados em Portugal, mas, ainda assim, quase o dobro dos 5,8% registados em 2001.
Mais de 50% dos residentes com formação superior optou por um curso nas áreas de comércio e administração, formação de professores, saúde ou ciências sociais.
Quanto à taxa de analfabetismo, registou-se um recuo dos 9% em 2001 para os 5,2% em 2011, havendo, no entanto, ainda uma diferença considerável entre o número de homens e mulheres analfabetos, com tendência negativa para as mulheres, com 6,8%, contra 3,8% de homens.
A população analfabeta é, ainda assim, maioritariamente idosa, com quase 80% dos registos a representarem pessoas com 65 ou mais anos de idade.
Lisboa, Açores e Norte são as regiões com menor taxa de analfabetismo, e apenas o Alentejo supera a média nacional de 9%, com um registo de 9,57%.
A região autónoma dos Açores foi a que, na década analisada, registou um maior recuo na taxa de analfabetismo, com um decréscimo dos 12,71% em 2001 para os 5,23% em 2011.
Artigo Parcial
Numa década, os residentes em Portugal melhoraram as suas habilitações literárias, com a percentagem de diplomados a aumentar dos 9% para os 15% e o analfabetismo a recuar para os 5%, segundo os resultados definitivos dos Censos 2011.
Os dados, que constam dos resultados definitivos dos Censos 2011, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam ainda que em 2011 metade da população com 15 ou mais anos tinha concluído o 9º ano de escolaridade, com Lisboa e Algarve a serem as únicas regiões que superam a média nacional, com valores de 60,4% e 52,7%, respetivamente.
Só na região autónoma da Madeira a média de população com 15 anos ou mais com o 9º ano de escolaridade concluído é inferior a 40%, com um registo de 38%.
De acordo com o INE, entre 2001 e 2011 a percentagem da população residente com 23 ou mais anos com o ensino superior completo passou dos 9% para os 15%. Lisboa é a região onde o crescimento do número de diplomados foi mais acentuado, passando de uma percentagem de 13,8% em 2001 para os 21,4% em 2011.
Apesar do crescimento registado na última década, apenas Lisboa tem uma percentagem de diplomados superior à média nacional de 15,1%, sendo seguida pelo Algarve, que regista uma percentagem de 13,2%. A média regional mais baixa é a do Alentejo, com 10,9% dos diplomados em Portugal, mas, ainda assim, quase o dobro dos 5,8% registados em 2001.
Mais de 50% dos residentes com formação superior optou por um curso nas áreas de comércio e administração, formação de professores, saúde ou ciências sociais.
Quanto à taxa de analfabetismo, registou-se um recuo dos 9% em 2001 para os 5,2% em 2011, havendo, no entanto, ainda uma diferença considerável entre o número de homens e mulheres analfabetos, com tendência negativa para as mulheres, com 6,8%, contra 3,8% de homens.
A população analfabeta é, ainda assim, maioritariamente idosa, com quase 80% dos registos a representarem pessoas com 65 ou mais anos de idade.
Lisboa, Açores e Norte são as regiões com menor taxa de analfabetismo, e apenas o Alentejo supera a média nacional de 9%, com um registo de 9,57%.
A região autónoma dos Açores foi a que, na década analisada, registou um maior recuo na taxa de analfabetismo, com um decréscimo dos 12,71% em 2001 para os 5,23% em 2011.
Artigo Parcial
Mais de dois milhões de idosos a viver maioritariamente no interior e sós
in Jornal de Notícias
Quase 20% da população residente em Portugal é idosa, revelam os dados definitivos dos Censos 2011, que registaram mais de dois milhões de pessoas com 65 anos ou mais a viver no país, e, muitas delas, sozinhas. Alentejo, Centro e Algarve são as regiões mais envelhecidas.
Por outro lado, o Instituto Nacional de Estatística (INE) registou um decréscimo para os 15% da população jovem, sendo que, numa década, se perdeu população em todos os grupos etários até aos 29 anos, e que, no grupo entre os 0 e 14 anos de idade, os valores registados são ligeiramente superiores a 1,5 milhões de habitantes.
Entre 2001 e 2011, a percentagem de idosos com 65 ou mais anos subiu de 16% para 19%, mas para o grupo populacional dos idosos com 70 ou mais anos o crescimento foi ainda mais acentuado, com um aumento de cerca de 26%.
O INE contabilizou 21% de pessoas a viver sozinhas em Portugal, maioria delas idosos, e geralmente no interior do país.
Estas alterações na estrutura etária nacional refletiram-se na idade média da população, que aumentou três anos na última década, situando-se agora, em termos globais, nos 41,8 anos, contra os 39 de 2001.
Numa comparação por géneros, os números do INE apontam para uma idade média das mulheres de 43,2 anos e de 40,3 para os homens.
Alentejo, Centro e Algarve são as regiões mais envelhecidas do país, e as regiões autónomas da Madeira e Açores são as únicas que apresentam uma idade média da população inferior a 40 anos de idade, sendo também as únicas que apresentam mais jovens do que idosos.
Quanto ao índice de sustentabilidade potencial, que compara o número de pessoas ativas com o número de idosos, há agora 3,5 pessoas ativas para cada idoso no país, valores que comparam com os 4,1 de ativos para cada idoso em 2001.
As regiões do Centro, Alentejo e Algarve são as únicas que apresentam valores abaixo da média nacional de 3,5 ativos para cada idoso.
Quase 20% da população residente em Portugal é idosa, revelam os dados definitivos dos Censos 2011, que registaram mais de dois milhões de pessoas com 65 anos ou mais a viver no país, e, muitas delas, sozinhas. Alentejo, Centro e Algarve são as regiões mais envelhecidas.
Por outro lado, o Instituto Nacional de Estatística (INE) registou um decréscimo para os 15% da população jovem, sendo que, numa década, se perdeu população em todos os grupos etários até aos 29 anos, e que, no grupo entre os 0 e 14 anos de idade, os valores registados são ligeiramente superiores a 1,5 milhões de habitantes.
Entre 2001 e 2011, a percentagem de idosos com 65 ou mais anos subiu de 16% para 19%, mas para o grupo populacional dos idosos com 70 ou mais anos o crescimento foi ainda mais acentuado, com um aumento de cerca de 26%.
O INE contabilizou 21% de pessoas a viver sozinhas em Portugal, maioria delas idosos, e geralmente no interior do país.
Estas alterações na estrutura etária nacional refletiram-se na idade média da população, que aumentou três anos na última década, situando-se agora, em termos globais, nos 41,8 anos, contra os 39 de 2001.
Numa comparação por géneros, os números do INE apontam para uma idade média das mulheres de 43,2 anos e de 40,3 para os homens.
Alentejo, Centro e Algarve são as regiões mais envelhecidas do país, e as regiões autónomas da Madeira e Açores são as únicas que apresentam uma idade média da população inferior a 40 anos de idade, sendo também as únicas que apresentam mais jovens do que idosos.
Quanto ao índice de sustentabilidade potencial, que compara o número de pessoas ativas com o número de idosos, há agora 3,5 pessoas ativas para cada idoso no país, valores que comparam com os 4,1 de ativos para cada idoso em 2001.
As regiões do Centro, Alentejo e Algarve são as únicas que apresentam valores abaixo da média nacional de 3,5 ativos para cada idoso.
Há mais imigrantes e a viver maioritariamente em Lisboa
in Jornal de Notícias
O número de estrangeiros residentes em Portugal cresceu quase 70% entre 2001 e 2011, situando-se nos 400 mil, a maioria do Brasil, Cabo Verde e Ucrânia, segundo os resultados definitivos dos Censos 2011.
Os resultados definitivos dos Censos 2011, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam ainda que a maioria dos cidadãos estrangeiros reside em Lisboa.
Dos 394.496 estrangeiros a residir em Portugal em 2011, 109.787 tinham origem no Brasil, a comunidade estrangeira com mais peso entre a população residente - representa 28% dos estrangeiros no país - e aquela que mais cresceu na década em análise, quase triplicando em relação aos 31.869 brasileiros registados pelos Censos de 2001.
Os imigrantes com origem em Cabo Verde são 10% dos estrangeiros residentes e os oriundos da Ucrânia 9%.
Os Censos 2011 revelaram ainda que o total de angolanos a viver em Portugal decresceu na década em análise de mais de 37 mil habitantes para cerca de 27 mil.
Por outro lado, as populações romena e chinesa a residir no país foram aquelas que registaram um maior crescimento passando, em ambos os casos, de uma população de cerca de dois mil habitantes em 2001, para 24.356 romenos em 2011 e 11.458 chineses em 2011.
Os estrangeiros em Portugal enquadram-se sobretudo na faixa da população ativa - 82,4% dos estrangeiros estão em idade ativa, contra 65,5% dos portugueses - e a idade média dos cidadãos imigrantes é de 34,2 anos, contra os 42,1 anos da população portuguesa.
Os imigrantes vivem maioritariamente na região de Lisboa, com 51,6% dos estrangeiros a escolher esta região para se fixar, representando cerca de 7% da população total.
Outros 13,2% escolheram o Algarve para viver, mas neste caso representam 12% da população estrangeira residente.
Os Censos 2011 contabilizaram também o número de portugueses regressados ao país, depois de já terem vivido no estrangeiro, apontando para um valor de 1,4 milhões de cidadãos.
Os portugueses regressados escolheram, maioritariamente, como países de acolhimento no estrangeiro a França (26,3%), Angola (15,2%), Moçambique (7,8%), Alemanha (7,6%) e Suíça (7,2%).
O número de estrangeiros residentes em Portugal cresceu quase 70% entre 2001 e 2011, situando-se nos 400 mil, a maioria do Brasil, Cabo Verde e Ucrânia, segundo os resultados definitivos dos Censos 2011.
Os resultados definitivos dos Censos 2011, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam ainda que a maioria dos cidadãos estrangeiros reside em Lisboa.
Dos 394.496 estrangeiros a residir em Portugal em 2011, 109.787 tinham origem no Brasil, a comunidade estrangeira com mais peso entre a população residente - representa 28% dos estrangeiros no país - e aquela que mais cresceu na década em análise, quase triplicando em relação aos 31.869 brasileiros registados pelos Censos de 2001.
Os imigrantes com origem em Cabo Verde são 10% dos estrangeiros residentes e os oriundos da Ucrânia 9%.
Os Censos 2011 revelaram ainda que o total de angolanos a viver em Portugal decresceu na década em análise de mais de 37 mil habitantes para cerca de 27 mil.
Por outro lado, as populações romena e chinesa a residir no país foram aquelas que registaram um maior crescimento passando, em ambos os casos, de uma população de cerca de dois mil habitantes em 2001, para 24.356 romenos em 2011 e 11.458 chineses em 2011.
Os estrangeiros em Portugal enquadram-se sobretudo na faixa da população ativa - 82,4% dos estrangeiros estão em idade ativa, contra 65,5% dos portugueses - e a idade média dos cidadãos imigrantes é de 34,2 anos, contra os 42,1 anos da população portuguesa.
Os imigrantes vivem maioritariamente na região de Lisboa, com 51,6% dos estrangeiros a escolher esta região para se fixar, representando cerca de 7% da população total.
Outros 13,2% escolheram o Algarve para viver, mas neste caso representam 12% da população estrangeira residente.
Os Censos 2011 contabilizaram também o número de portugueses regressados ao país, depois de já terem vivido no estrangeiro, apontando para um valor de 1,4 milhões de cidadãos.
Os portugueses regressados escolheram, maioritariamente, como países de acolhimento no estrangeiro a França (26,3%), Angola (15,2%), Moçambique (7,8%), Alemanha (7,6%) e Suíça (7,2%).
4.2.12
Mais de 1,2 milhões de idosos vivem sozinhos
in Jornal de Notícias
Mais de 1,2 milhões de idosos vivem sozinhos ou em companhia de outros idosos, fenómeno que aumentou 28% na última década, revelou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística.
Segundo os resultados dos Censos de 2011, 400.964 idosos vivem sozinhos e 804.577 na companhia exclusiva de outras pessoas com 65 ou mais anos, representando cerca de 60% da população idosa a viver nestas condições.
Na última década, os idosos a viver sós ou em companhia com outros idosos aumentou 28%, passando de 942.594 em 2001 para 1,2 milhões em 2011, adiantam os dados do INE.
Os resultados dos Censos indicam também que o número de idosos a viver sozinhos aumentou 29% em Portugal nos últimos dez anos, uma subida idêntica (28%) à que se registou nos idosos que vivem exclusivamente com outros.
O INE refere que este aumento se verificou em todo o país, embora os crescimentos superiores à média nacional tenham ocorrido, nos últimos dez anos, na Região Autónoma da Madeira, Lisboa, Norte e Algarve.
No entanto e de acordo com o INE, é nas regiões de Lisboa (22%), Alentejo (22%) e Algarve (21%) que se verificaram as mais elevadas percentagens de idosos a viver sós, enquanto as mais baixas taxas encontram-se nas regiões do Norte e Açores, com 17% cada.
Os resultados dos Censos de 2011 mostram que a população idosa, com 65 ou mais anos, residente em Portugal é de 2,023 milhões de pessoas, representando cerca de 19 por cento da população total. Na última década o número de idosos cresceu cerca de 19%.
Na região Norte encontra-se 31% do total da população idosa, seguindo-se as regiões Centro e Lisboa, ambas com cerca de 26%, seguindo-se Alentejo (9,1%), Algarve (4,4%), Madeira (2%) e Açores (1,6%).
Segundo o Instituto Nacional de Estatística, cerca de 20% dos alojamentos familiares (797.851) são exclusivamente habitados por pessoas idosas, o que representa um acréscimo de 28,3% na última década.
O INE indica também que 10% dos alojamentos familiares são habitados por uma só pessoa idosa.
Os 15 municípios mais populosos do país apresentam, na generalidade, percentagens mais baixas de alojamentos familiares habitados por uma pessoa idosa a viver só. O peso relativo destes alojamentos varia entre 14,9% em Lisboa, 13,2% no Porto e 5,6% em Braga e em Guimarães.
Em Sintra, Vila Nova de Gaia, Odivelas, Gondomar, Seixal e Matosinhos o peso dos alojamentos familiares habitados por apenas uma pessoa idosa situa-se entre 6,7% e 8,1%, abaixo da média nacional.
Mais de 1,2 milhões de idosos vivem sozinhos ou em companhia de outros idosos, fenómeno que aumentou 28% na última década, revelou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística.
Segundo os resultados dos Censos de 2011, 400.964 idosos vivem sozinhos e 804.577 na companhia exclusiva de outras pessoas com 65 ou mais anos, representando cerca de 60% da população idosa a viver nestas condições.
Na última década, os idosos a viver sós ou em companhia com outros idosos aumentou 28%, passando de 942.594 em 2001 para 1,2 milhões em 2011, adiantam os dados do INE.
Os resultados dos Censos indicam também que o número de idosos a viver sozinhos aumentou 29% em Portugal nos últimos dez anos, uma subida idêntica (28%) à que se registou nos idosos que vivem exclusivamente com outros.
O INE refere que este aumento se verificou em todo o país, embora os crescimentos superiores à média nacional tenham ocorrido, nos últimos dez anos, na Região Autónoma da Madeira, Lisboa, Norte e Algarve.
No entanto e de acordo com o INE, é nas regiões de Lisboa (22%), Alentejo (22%) e Algarve (21%) que se verificaram as mais elevadas percentagens de idosos a viver sós, enquanto as mais baixas taxas encontram-se nas regiões do Norte e Açores, com 17% cada.
Os resultados dos Censos de 2011 mostram que a população idosa, com 65 ou mais anos, residente em Portugal é de 2,023 milhões de pessoas, representando cerca de 19 por cento da população total. Na última década o número de idosos cresceu cerca de 19%.
Na região Norte encontra-se 31% do total da população idosa, seguindo-se as regiões Centro e Lisboa, ambas com cerca de 26%, seguindo-se Alentejo (9,1%), Algarve (4,4%), Madeira (2%) e Açores (1,6%).
Segundo o Instituto Nacional de Estatística, cerca de 20% dos alojamentos familiares (797.851) são exclusivamente habitados por pessoas idosas, o que representa um acréscimo de 28,3% na última década.
O INE indica também que 10% dos alojamentos familiares são habitados por uma só pessoa idosa.
Os 15 municípios mais populosos do país apresentam, na generalidade, percentagens mais baixas de alojamentos familiares habitados por uma pessoa idosa a viver só. O peso relativo destes alojamentos varia entre 14,9% em Lisboa, 13,2% no Porto e 5,6% em Braga e em Guimarães.
Em Sintra, Vila Nova de Gaia, Odivelas, Gondomar, Seixal e Matosinhos o peso dos alojamentos familiares habitados por apenas uma pessoa idosa situa-se entre 6,7% e 8,1%, abaixo da média nacional.
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