por Dinheiro Vivo
FingerReader é uma ferramenta de leitura em voz alta de textos, em formato de livro ou através de um Kindle para cegos.
Um aparelho eletrónico que permite a leitura de um livro comum a deficientes visuais, sem recorrer ao uso braille, através de um sistema que faz a leitura em voz alta e em tempo real dos textos. O utilizador pode ainda optar por um sistema de tradução.
Este é um produto desenvolvido por pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology), que pretende revolucionar a forma como as pessoas que não conseguem ver, ou que têm visão reduzida, leem textos.
Basta seguir o texto com o dedo indicador (aconselhado para colocar o 'fingereader'), para que o aparelho reproduza em voz alta cada palavra seguida. Sempre que inicia uma nova frase ou um novo parágrafo, o aparelho emite sinais de vibração, que alertam o utilizador. Caso este se afaste da linha de texto, é emitido um sinal para que o leitor volte atrás e se coloque novamente em linha com o que está a ler.
O aparelho tem uma pequena câmara que faz a análise dos elementos escritos do texto, fazendo a sua leitura em tempo real, sejam impressos ou em e-book, como o Kindle.
Uma das ferramentas adicionais do anel de leitura é a possibilidade de tradução de textos.
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26.3.15
4.1.13
Invisuais têm uma “fome de livros que tem de ser saciada”
por João Cunha, in RR
A Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal desafia as editoras a interessarem-se mais pelo mercado de livros traduzidos para braille.
No Dia Mundial do Braille, que se assinala nesta sexta-feira, a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) deixa o desafio às editoras portuguesas: interessem-se pelo mercado de livros traduzidos para braille.
“Nas pessoas com deficiência visual existe uma fome de livros que tem de ser saciada”, alerta Henrique Santos, director da ACAPO.
Em Portugal a produção é assegurada pelos poucos centros de produção existentes, mas todo o esforço traduz-se apenas em cerca de uma centena de obras por ano. O grande impulso terá de ser dado, por isso, pelas editoras: “Não estamos a falar de uma franja de público que deva ser subestimada. Esta é uma franja que tem fome de livros, que não se importa de olhar para o livro como um bem de consumo e só quer que este livro seja disponibilizado num formato que permita a sua leitura e o seu manuseio em condições de igualdade”.
O interesse das editoras poderia beneficiar de um acordo que a Organização Internacional de Propriedade Intelectual está a tentar alcançar até finais de Junho e que dispensaria as obras traduzidas para braille de direitos de autor.
No país o Código de Direitos de Autor e Direitos Conexos permite a reprodução de livros em braille desde que não tenham intuito lucrativo, mas Portugal pode beneficiar do tratado no ponto relacionado à partilha de obras, contribuindo assim para o aumento do número de títulos disponíveis.
Henrique Santos deixa por isso um apelo. “É importante que as editoras percebam que as pessoas com deficiência visual estão prontas, estão interessadas e querem consumir leitura”.
Estima-se que apenas 5% de todos os títulos publicados sejam traduzidos para formatos acessíveis a portadores de deficiência visual.
Devido às necessidades específicas dos invisuais, o Ministério da Educação revelou que os enunciados das provas finais e dos exames nacionais para alunos cegos ou com baixa visão vão ser apresentados este ano num formato digital específico.
Mesmo assim, os alunos que não reúnam condições para realizar as provas nesse formato podem fazê-las transcritas em braille.
A Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal desafia as editoras a interessarem-se mais pelo mercado de livros traduzidos para braille.
No Dia Mundial do Braille, que se assinala nesta sexta-feira, a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) deixa o desafio às editoras portuguesas: interessem-se pelo mercado de livros traduzidos para braille.
“Nas pessoas com deficiência visual existe uma fome de livros que tem de ser saciada”, alerta Henrique Santos, director da ACAPO.
Em Portugal a produção é assegurada pelos poucos centros de produção existentes, mas todo o esforço traduz-se apenas em cerca de uma centena de obras por ano. O grande impulso terá de ser dado, por isso, pelas editoras: “Não estamos a falar de uma franja de público que deva ser subestimada. Esta é uma franja que tem fome de livros, que não se importa de olhar para o livro como um bem de consumo e só quer que este livro seja disponibilizado num formato que permita a sua leitura e o seu manuseio em condições de igualdade”.
O interesse das editoras poderia beneficiar de um acordo que a Organização Internacional de Propriedade Intelectual está a tentar alcançar até finais de Junho e que dispensaria as obras traduzidas para braille de direitos de autor.
No país o Código de Direitos de Autor e Direitos Conexos permite a reprodução de livros em braille desde que não tenham intuito lucrativo, mas Portugal pode beneficiar do tratado no ponto relacionado à partilha de obras, contribuindo assim para o aumento do número de títulos disponíveis.
Henrique Santos deixa por isso um apelo. “É importante que as editoras percebam que as pessoas com deficiência visual estão prontas, estão interessadas e querem consumir leitura”.
Estima-se que apenas 5% de todos os títulos publicados sejam traduzidos para formatos acessíveis a portadores de deficiência visual.
Devido às necessidades específicas dos invisuais, o Ministério da Educação revelou que os enunciados das provas finais e dos exames nacionais para alunos cegos ou com baixa visão vão ser apresentados este ano num formato digital específico.
Mesmo assim, os alunos que não reúnam condições para realizar as provas nesse formato podem fazê-las transcritas em braille.
18.4.12
Biblioteca Nacional aposta nos áudiolivros para deficientes visuais
in Diário Digital
Maria Cavaco Silva juntou-se hoje aos cerca de 20 voluntários da Biblioteca Nacional que dão a voz e transformam em áudio, livros procurados por deficientes visuais, com a leitura de uma obra de Sophia de Mello Breyner Andresen. "Aproveitei para fazer também um pequeno voluntariado lendo um conto lindíssimo de Sophia, que é uma das minhas escritoras preferidas, e estou encantada com a maneira como isto funciona e como isto é um polo de replicação para o resto do país e para as pessoas que podem levar o livro para casa", afirmou a primeira-dama, depois da leitura de "A casa do mar", da autora de "Contos Exemplares".
"Desde o princípio que tenho dedicado o meu voluntariado à deficiência - e não é tanto uma gota, já há uma onda em relação a muitos aspetos, há uma diferença enorme entre a maneira como os problemas da deficiência eram vividos, quando era uma menina pequena", continuou.
A mulher do Presidente da República sublinhou mesmo que "há uma abertura e uma abordagem completamente diferentes à deficiência; as pessoas estão muito mais programadas para entender a deficiência e para trazer a deficiência para a rua, que era uma coisa que não se fazia no meu tempo".
De acordo com Carlos Ferreira, "o serviço de leitura para deficientes visuais da Biblioteca Nacional existe desde 1969 e possui um acervo riquíssimo tanto em braille como em livros sonoros.
"Temos cerca de 7000 títulos em Braille, dos quais 4000 da área da música. Quanto a áudio-livros, temos cerca de 1900 livros em registo analógico e cerca de 300 em formato digital", explica o responsável pela Área de Deficientes Visuais da Biblioteca.
A preocupação este ano, diz, é a salvaguarda de todo o património em formato áudio, porque muitos dos 1900 livros estão gravados em fita magnética, ainda em bobine ou em cassetes, que têm uma tendência para se degradar muito rapidamente.
Desde o início de abril, a Biblioteca Nacional garante aos seus leitores deficientes visuais, o empréstimo de livros áudio do seu acervo, independentemente do formato em que está - analógico ou digital.
"Os livros em Braille são extremamente volumosos. Um livro pequeno em tinta, quando transposto para Braille, é uma enormidade. Um livro A5, com cerca de 100 páginas, quando transposto para Braille vai ocupar cerca de 400 páginas em tamanho A4. Não é propriamente um livro transportável", explica Carlos Ferreira.
Por isso, a Biblioteca Nacional conta com cerca de mil leitores que funcionam por empréstimo. Metade utiliza, quase em exclusividade, o sistema Braille, os outros 500 utilizam o sistema áudio e o sistema eletrónico.
"Os formatos alternativos são sempre poucos para as necessidades dos nossos leitores, que têm de socorrer-se dos formatos que existem, de forma a poder ter acesso aos livros que pretendem ler", realça o responsável.
Maria Cavaco Silva juntou-se hoje aos cerca de 20 voluntários da Biblioteca Nacional que dão a voz e transformam em áudio, livros procurados por deficientes visuais, com a leitura de uma obra de Sophia de Mello Breyner Andresen. "Aproveitei para fazer também um pequeno voluntariado lendo um conto lindíssimo de Sophia, que é uma das minhas escritoras preferidas, e estou encantada com a maneira como isto funciona e como isto é um polo de replicação para o resto do país e para as pessoas que podem levar o livro para casa", afirmou a primeira-dama, depois da leitura de "A casa do mar", da autora de "Contos Exemplares".
"Desde o princípio que tenho dedicado o meu voluntariado à deficiência - e não é tanto uma gota, já há uma onda em relação a muitos aspetos, há uma diferença enorme entre a maneira como os problemas da deficiência eram vividos, quando era uma menina pequena", continuou.
A mulher do Presidente da República sublinhou mesmo que "há uma abertura e uma abordagem completamente diferentes à deficiência; as pessoas estão muito mais programadas para entender a deficiência e para trazer a deficiência para a rua, que era uma coisa que não se fazia no meu tempo".
De acordo com Carlos Ferreira, "o serviço de leitura para deficientes visuais da Biblioteca Nacional existe desde 1969 e possui um acervo riquíssimo tanto em braille como em livros sonoros.
"Temos cerca de 7000 títulos em Braille, dos quais 4000 da área da música. Quanto a áudio-livros, temos cerca de 1900 livros em registo analógico e cerca de 300 em formato digital", explica o responsável pela Área de Deficientes Visuais da Biblioteca.
A preocupação este ano, diz, é a salvaguarda de todo o património em formato áudio, porque muitos dos 1900 livros estão gravados em fita magnética, ainda em bobine ou em cassetes, que têm uma tendência para se degradar muito rapidamente.
Desde o início de abril, a Biblioteca Nacional garante aos seus leitores deficientes visuais, o empréstimo de livros áudio do seu acervo, independentemente do formato em que está - analógico ou digital.
"Os livros em Braille são extremamente volumosos. Um livro pequeno em tinta, quando transposto para Braille, é uma enormidade. Um livro A5, com cerca de 100 páginas, quando transposto para Braille vai ocupar cerca de 400 páginas em tamanho A4. Não é propriamente um livro transportável", explica Carlos Ferreira.
Por isso, a Biblioteca Nacional conta com cerca de mil leitores que funcionam por empréstimo. Metade utiliza, quase em exclusividade, o sistema Braille, os outros 500 utilizam o sistema áudio e o sistema eletrónico.
"Os formatos alternativos são sempre poucos para as necessidades dos nossos leitores, que têm de socorrer-se dos formatos que existem, de forma a poder ter acesso aos livros que pretendem ler", realça o responsável.
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