in Porto Canal
A candidatura de José Junqueiro (PS) à Câmara de Viseu prometeu hoje a criação de uma unidade de recursos técnicos partilhados que deem resposta às necessidades das instituições sociais do concelho.
No final de uma visita a uma instituição social, a candidata Rosa Monteiro (terceira da lista de José Junqueiro) explicou à agência Lusa que o PS propõe uma estratégia de emergência social que tem como primeira linha de força o apoio ao setor social e capacitação de respostas sociais.
"Queremos criar uma unidade de recursos técnicos partilhados que deem resposta às necessidades que as instituições têm em termos de meios técnicos, recursos humanos e novos financiamentos", explicou.
A ideia é "reforçar a capacidade das instituições", criando esta unidade que seja partilhada por todas elas, para que consequentemente possam "reforçar a sua capacidade de intervenção".
A candidatura do PS promete também criar "uma estratégia local de luta contra a pobreza e exclusão social", considerando que, para isso, "é fundamental um bom diagnóstico".
Na opinião de Rosa Monteiro, este "tem de ser um trabalho permanente" e que não esconda os problemas sociais "debaixo do tapete".
"Não nos interessa uma política de postal ilustrado, temos de olhar para os problemas. Temos estado em instituições que dão conta do aumento brutal de famílias sem qualquer tipo de apoio, devido à pobreza envergonhada", lamentou, considerando que têm de ser pensadas "respostas eficazes às novas vulnerabilidades".
Estas medidas visam levar a que a Câmara passe a ser "um parceiro forte" do setor social.
"Nós temos um corpo técnico no concelho muito bom na área da intervenção social. O que não está a funcionar é esta capacidade de diagnóstico e de planeamento", frisou.
A criação do prémio Viseu Inovação, que distinguirá "as instituições com ação inovadora e maior impacto ao nível da coesão social", e de um gabinete de consultoria social são outras propostas para esta área.
José Junqueiro lembrou o apelo feito pela Rede Europeia Anti-Pobreza em Portugal a todos os candidatos às eleições autárquicas para que incluíssem na agenda da governação local o combate à pobreza e à exclusão social.
"A Rede Europeia Anti-Pobreza apresentou várias propostas e nós tivemos o gosto de poder responder, ainda ontem (quarta-feira), ao nosso representante em Viseu, porque todas as propostas que eles fazem estão contempladas no nosso programa", frisou.
O candidato socialista referiu ainda que pretende candidatar Viseu à Rede Europeia dos Concelhos Amigos dos Idosos, à Rede de Câmaras Familiarmente Responsáveis e à Rede Europeia de Cidades Saudáveis.
Além de José Junqueiro (PS), concorrem à presidência da Câmara de Viseu, nas eleições de 29 de setembro, Almeida Henriques (PSD), Helder Amaral (CDS/PP), Manuela Antunes (BE) e Francisco Almeida (CDU).
AMF // SSS
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12.9.13
Braga: Cidadania em Movimento quer mais transparência da Câmara com IPSS
in Esquerda.net
“Temos de substituir a cultura da competição pela cultura da cooperação”, afirmou Inês Barbosa, candidata à Cãmara Municipal de Braga, referindo-se ao funcionamento das instituições que integram a rede social.
A cabeça de lista da Cidadania em Movimento reuniu ontem com dirigentes da Delegação de Braga da Rede Europeia Anti Pobreza, e ouviu alguns reparos acerca do modo como as instituições se relacionam em sede de rede social e com a Câmara e com a Segurança Social.
Segundo Ivo Domingues “as IPSS têm desenvolvido uma cultura de subserviência onde as formas de participação são canalizadas apenas para a obtenção dos apoios necessários à execução dos seus projectos”. Uma cultura que, acrescenta, “também não é contrariada pelos responsáveis políticos que, por vezes até estimulam essa subserviência”.
A par deste problema o presidente da EAPN refere também que é necessário alterar a cultura competitiva: “Cada freguesia e IPSS quer um determinado equipamento, muitas vezes onde não faz falta, mas os restantes parceiros, não têm a frontalidade de discordar porque na próxima reunião querem que os outros aprovem o seu projeto”. O resultado é uma espécie de “silêncio dos compadres” que não é contrariado pelos responsáveis, e um desperdício de dinheiros públicos em projectos que nem sempre são necessários.
Inês Barbosa considera que “esta situação só se altera com uma cultura de participação das pessoas, pois são elas os destinatários dos equipamentos, e com a valorização dos técnicos”. Para a candidata do CEM a Câmara tem aqui um papel muito importante no sentido de “promover a transparência no seu relacionamento com todas as instituições, em vez de promover uma postura de chapéu na mão”.
Alice Matos, vice-presidente daquela instituição, referiu também que a EAPN tem investido muito do seu trabalho no fomento dessa cultura participativa, quer dinamizando projectos onde, por exemplo, os idosos são ouvidos sobre os serviços e equipamentos que necessitam. “Os responsáveis, por vezes, querem um lar, mas não perguntaram aos idosos o que é que eles queriam”.
A EAPN tem também desenvolvido projectos que visam a capacitação dos técnicos do terceiro sector, com o objetivo de contribuir para melhora a cultura organizativa das instituições, um trabalho que foi saudado por Inês Barbosa, pois vai de encontro ao programa da candidatura Cidadania em Movimento.
“Temos de substituir a cultura da competição pela cultura da cooperação”, afirmou Inês Barbosa, candidata à Cãmara Municipal de Braga, referindo-se ao funcionamento das instituições que integram a rede social.
A cabeça de lista da Cidadania em Movimento reuniu ontem com dirigentes da Delegação de Braga da Rede Europeia Anti Pobreza, e ouviu alguns reparos acerca do modo como as instituições se relacionam em sede de rede social e com a Câmara e com a Segurança Social.
Segundo Ivo Domingues “as IPSS têm desenvolvido uma cultura de subserviência onde as formas de participação são canalizadas apenas para a obtenção dos apoios necessários à execução dos seus projectos”. Uma cultura que, acrescenta, “também não é contrariada pelos responsáveis políticos que, por vezes até estimulam essa subserviência”.
A par deste problema o presidente da EAPN refere também que é necessário alterar a cultura competitiva: “Cada freguesia e IPSS quer um determinado equipamento, muitas vezes onde não faz falta, mas os restantes parceiros, não têm a frontalidade de discordar porque na próxima reunião querem que os outros aprovem o seu projeto”. O resultado é uma espécie de “silêncio dos compadres” que não é contrariado pelos responsáveis, e um desperdício de dinheiros públicos em projectos que nem sempre são necessários.
Inês Barbosa considera que “esta situação só se altera com uma cultura de participação das pessoas, pois são elas os destinatários dos equipamentos, e com a valorização dos técnicos”. Para a candidata do CEM a Câmara tem aqui um papel muito importante no sentido de “promover a transparência no seu relacionamento com todas as instituições, em vez de promover uma postura de chapéu na mão”.
Alice Matos, vice-presidente daquela instituição, referiu também que a EAPN tem investido muito do seu trabalho no fomento dessa cultura participativa, quer dinamizando projectos onde, por exemplo, os idosos são ouvidos sobre os serviços e equipamentos que necessitam. “Os responsáveis, por vezes, querem um lar, mas não perguntaram aos idosos o que é que eles queriam”.
A EAPN tem também desenvolvido projectos que visam a capacitação dos técnicos do terceiro sector, com o objetivo de contribuir para melhora a cultura organizativa das instituições, um trabalho que foi saudado por Inês Barbosa, pois vai de encontro ao programa da candidatura Cidadania em Movimento.
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