Mostrar mensagens com a etiqueta EAPN Portugal - Audiência Presidente da AR. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta EAPN Portugal - Audiência Presidente da AR. Mostrar todas as mensagens

1.2.18

Portugal: Fórum sobre a Pobreza em março 2018

in Rádio Vaticano

A noticia foi avançada em exclusivo à Rádio Vaticano pelo Presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza-Portugal, no final de uma audiência com o Presidente República.

Marcelo Rebelo de Sousa recebeu no Palácio de Belém na tarde de 2ª feira, 11, uma delegação da EAPN-Portugal com cerca de 30 pessoas.

Uma iniciativa, no contexto do Dia dos Direitos Humanos (10 de dezembro), para fazer “o ponto da situação sobre a pobreza e o trabalho que está a ser feito”, diz o Padre Jardim Moreira.

“Preparámos um fórum em conjunto para o próximo ano e houve aqui uma co-responsabilidade dele connosco de trabalhar em articulação no sentido de fazer uma estratégia nacional”, sublinha o padre Jardim Moreira que aponta para março de 2018 a realização desta iniciativa.

Sobre a situação da pobreza em Portugal, o padre Jardim Moreira diz que “não é fácil, ainda que o emprego tenha facilitado para muitos uma certa capacidade de elevar a vida social e familiar”.
“A austeridade não acabou. O que neste momento acabou foi uma forma de olhar os problemas, e portanto, de  tornar a pobreza, não uma imposição que parecia obrigatória, mas ela continua a ser através dos impostos, e as pessoas continuam a não ter grande saída”.

Em entrevista ao nosso correspondente Domingos Pinto, o presidente da EAPN-Portugal considera que “é necessário alimentar nas pessoas a auto-estima, a capacidade de desenvolvimento e a esperança de poderem lutar por uma sociedade onde possam integrar-se”.

11.12.17

Marcelo recebe pessoas em situação de pobreza em Belém

in Correio da Manhã

Presidente da República ouviu Rede Europeia Anti-Pobreza e conheceu casos de pobres.

O chefe de Estado recebeu esta segunda-feira o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza e dezenas de pobres, que sublinharam o empenhamento de Marcelo Rebelo de Sousa pela justiça e equidade.

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, padre Jardim Moreira, disse aos jornalistas que, na audiência no Palácio de Belém, pretenderam "sensibilizar para o que já está claro, assumido, pela parte do senhor Presidente: a preocupação por todos os portugueses, pelo desenvolvimento da sua dignidade, por justiça e equidade para todos".

"Viemos dizer ao senhor Presidente que é necessário que Portugal tenha cidadãos de uma só categoria, todos de categoria primeira, e não de primeira e de segunda, e quisemos que fossem os próprios pobres, pessoas em situação de pobreza, a expressar as suas situações vivenciais de injustiça ou exclusão", explicou.

Jaime Filipe foi uma das pessoas em situação de pobreza que contou a sua história a Marcelo Rebelo de Sousa.

Depois de perder a casa num incêndio, Jaime Filipe ficou "como um 'zombie'", entregando-se ao alcool, e encontrou no núcleo de Setúbal da Rede Anti-Pobreza, o "interesse desinteressado" pela sua situação, que o animou a tentar "levantar-se".

Embora ainda viva numa "situação muito difícil", numa casa sem água nem luz, Jaime Filipe sente-se atualmente melhor e animado também para ajudar outros, sublinhando que a Rede Anti-Pobreza lhe deu "uma conceção" para "ultrapassar os vícios e o precipício em que estava deitado".

"A questão económica, a EPN [sigla em inglês] luta contra isso, mas isso depende do Estado, de muitas situações", frisou, sublinhando as palavras de empenhamento que ouviu de Marcelo Rebelo de Sousa.

12.3.15

Aumento da pobreza das crianças levado à presidente da AR

in TVI24

Rede Europeia Anti-Pobreza quer sensibilizar Assunção Esteves para «problemas que afetam dois milhões de portugueses», e alertar para a necessidade de criar uma estratégia nacional de combate à pobreza


O aumento da pobreza em Portugal, em particular das crianças, e a falta de uma estratégia nacional para a combater são preocupações que o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza vai expor, na quinta-feira, à presidente da Assembleia da República.

«Vamos sensibilizar a presidente da Assembleia da República para problemas que afetam cerca de dois milhões de portugueses», disse Jardim Moreira, que pediu a audiência em nome de um grupo de trabalho - constituído por pessoas e organizações, entre os quais Bruto da Costa, Carlos Farinha Rodrigues, Cáritas, Cruz Vermelha e Instituto de Apoio à Criança - que tem estudado o impacto das medidas de austeridade na vida dos portugueses.

O presidente da EAPN Portugal adiantou à agência Lusa que vai manifestar à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, a necessidade de criar uma estratégia nacional para combater a pobreza e as suas causas, como foi defendido por este grupo num manifesto público lançado no ano passado.

Vai também interpelar Assunção Esteves sobre uma resolução aprovada em 2008 pela Assembleia da República, em que foi reconhecido que «a pobreza expressa conduz à violação dos direitos humanos».

Esta resolução «não teve consequências até agora», lamentou Jardim Moreira.

«Queríamos que esta resolução fosse assumida para uma definição de uma estratégia nacional de luta contra a pobreza», protagonizada pelos poderes públicos e as várias organizações que estão no terreno, defendeu, acrescentando que esta estratégia deve «avaliar os efeitos positivos e negativos das políticas, até agora aplicadas», na vida dos portugueses

Para Jardim Moreira, estas políticas públicas têm vindo «a descaracterizar o modelo de estado social, que está a ficar bastante alterado», uma situação que deve ser repensada.

Por outro lado, o combate à exclusão social tem-se reduzido, «nestes últimos tempos», a um «conjunto de medidas avulsas que visam fundamentalmente aliviar as carências mais prementes da família».

Estas medidas, «assistencialistas e de emergência social», são necessárias, «mas falta uma estratégia que vá às causas estruturais da pobreza para que as pessoas não fiquem sempre dependentes dessas respostas pontuais», defendeu Jardim Moreira.

A pobreza infantil, que atinge um quarto das crianças portuguesas, é outra questão que o padre Jardim Moreira vai levantar no encontro com Assunção Esteves.

«A pobreza das crianças não é indissociável da pobreza em geral e das famílias pobres», lamentou.

Para o presidente da EAPN Portugal, a «responsabilidade da pobreza ultrapassa qualquer ministério», defendendo, por isso, que «deve ser assumida pela presidência do Conselho de Ministros».

Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que 19,5 por cento dos portugueses estavam em risco de pobreza em 2013 face aos 18,7 por cento do ano anterior, apesar de ter existido um aumento dos apoios sociais às situações de doença e incapacidade, família ou desemprego.