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18.6.12

Portugal preside à Rede Europeia Anti-Pobreza

in Página 1

Portugal vai presidir durante os próximos três anos à Rede Europeia Anti-Pobreza (REAP), depois de ter vencido as eleições na 23º assembleia-geral da organização de 29 países que criticou as políticas de austeridade na Europa.

[Leia aqui o artigo na íntegra]

15.6.12

Portugal preside à Rede Europeia Anti-Pobreza

in RR

"As políticas de austeridade não estão a funcionar", concluiu a assembleia-geral desta organização.

Portugal vai presidir durante os próximos três anos à Rede Europeia Anti-Pobreza (REAP), depois de ter vencido as eleições na 23º assembleia-geral da organização de 29 países que criticou as políticas de austeridade na Europa.

"As políticas de austeridade não estão a funcionar" foi a principal mensagem da 23º assembleia-geral da REAP, que se realizou na semana passada, na Noruega.

Em comunicado divulgado esta quinta-feira, a Rede assinala que "a pobreza está a aumentar, fazendo com que os mais pobres paguem o preço da crise que não criaram".

A rede a que Portugal vai presidir através da sua representação da organização defende um Pacto Europeu de Investimento Social, com investimento na criação de emprego, protecção social com esquemas de rendimento mínimo e combate à evasão fiscal, entre outras medidas.

O activista Sérgio Aires vai presidir à REAP, coadjuvado por Letizia Sforza (Itália), Peter Kelly (Reino Unido), Olivier Marguery (França) e Kart Mere (Estónia).

O presidente da REAP Portugal, padre Joaquim Moreira, considerou que a presidência portuguesa da REAP é o reconhecimento do "empenho, seriedade e experiência da Rede portuguesa", que existe há mais de 20 anos.

Durante a assembleia-geral, os membros da REAP Europa expressaram solidariedade para com o povo grego, afirmando que "parece ter sido abandonado pelos líderes da União Europeia, quando implementaram políticas não tendo em conta as consequências sociais a curto e a longo prazo".

Europa: Portugal vai presidir à Rede Anti-Pobreza

in Agência Ecclesia
Sociólogo Sérgio Aires passa a liderar instituição que propõe pacto de «investimento social»



Sérgio Aires, presidente da EAPN Europa; padre Jardim Moreira, presidente da EAPN Portugal; Ludo Horemans, ex-presidente da EAPN Europa
Portugal vai presidir à Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN, sigla em inglês) nos próximos três anos, através do sociólogo Sérgio Aires, anunciou hoje a instituição, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

“Queremos uma Europa que promova a união e cujo acordo fiscal não esteja desfasado do acordo social que defendemos. Queremos uma Europa norteada pelos valores que a fundaram e não uma Europa dividida”, refere Sérgio Aires.

“Tudo faremos para que a interlocução e a governação sejam, de facto, uma parceria com a sociedade civil, um verdadeiro trabalho conjunto em prol de uma Europa social mais justa, completamente assente nos valores da sua fundação: paz, solidariedade, união”, acrescenta o novo presidente, eleito durante a 23ª assembleia-geral da EAPN que decorreu na Noruega, com a presença de 29 países.

No final dos trabalhos, os participantes sublinharam que “as políticas de austeridade não estão a funcionar”, fazendo com que os mais pobres “paguem o preço da crise que não criaram”.

A EAPN propôs, por isso, um ‘Pacto Europeu de Investimento Social’, que permita “o investimento na criação de empregos de qualidade, serviços acessíveis e elevados níveis de proteção social, incluindo esquemas de rendimento mínimo adequado”.

Durante este encontro foi, ainda, expressa solidariedade para com o povo grego “que parece ter sido abandonado pelos líderes da União Europeia, quando implementaram políticas não tendo em conta as consequências sociais a curto e a longo prazo”.

“Esta abordagem tem tido consequências desastrosas, muitas delas já previstas, nomeadamente pela EAPN”, disse Sérgio Aires, acrescentado que “enquanto o combate à pobreza e à exclusão social e a defesa do modelo social europeu não forem verdadeiras prioridades para a política europeia, continuaremos no caminho para a desintegração”.

Na vice-presidência da organização europeia ficaram Letizia Cesarini Sforza, da EAPN Itália; Peter Kelly, da EAPN Reino Unido; Olivier Marguery, da EAPN França; e Kart Mere da EAPN Estónia.

A ‘European Anti Poverty Network’, criada em Bruxelas há mais de 20 anos, é uma entidade sem fins lucrativos, reconhecida em Portugal como Associação de Solidariedade Social, de âmbito nacional, tendo sido constituída a 17 de dezembro de 1991.

O presidente da EAPN Portugal, padre Jardim Moreira, considera que a eleição de Sérgio Aires, responsável pelo Observatório da Luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, é um “voto de confiança”.

“Estamos muito satisfeitos por termos merecido o crédito dos nossos pares e por reconhecerem o empenho, seriedade e experiência da Rede portuguesa, durante mais de 20 anos, na luta contra a pobreza e exclusão social”, sublinha o sacerdote.

A EAPN Portugal foi distinguida em 2010 pelo Parlamento português com o ‘Prémio Direitos Humanos’.

OC

14.6.12

Portugal vai presidir a Rede Europeia Anti-Pobreza, que condena austeridade


in iOnline

Portugal vai presidir durante os próximos três anos à Rede Europeia Anti-Pobreza, depois de ter vencido as eleições na 23ª assembleia-geral da organização de 29 países que criticou as políticas de austeridade na Europa.
"As políticas de austeridade não estão a funcionar" foi a principal mensagem da 23ª assembleia-geral da REAP, que se realizou na semana passada, na Noruega.

Em comunicado divulgado hoje, a REAP assinala que "a pobreza está a aumentar, fazendo com que os mais pobres paguem o preço da crise que não criaram".

A rede a que Portugal vai presidir através da sua representação da organização defende um Pacto Europeu de Investimento Social, com investimento na criação de emprego, proteção social com esquemas de rendimento mínimo e combate à evasão fiscal, entre outras medidas.

O ativista Sérgio Aires vai presidir à REAP, coadjuvado por Letizia Sforza (Itália), Peter Kelly (Reino Unido), Olivier Marguery (França) e Kart Mere (Estónia).

O presidente da REAP Portugal, padre Joaquim Moreira, considerou que a presidência portuguesa da REAP é o reconhecimento do "empenho, seriedade e experiência da Rede portuguesa", que existe há mais de 20 anos.

Durante a assembleia-geral, os membros da REAP Europa expressaram solidariedade para com o povo grego, afirmando que "parece ter sido abandonado pelos líderes da União Europeia, quando implementaram políticas não tendo em conta as consequências sociais a curto e a longo prazo”.