In "TVI 24"
Número é divulgado por um estudo do Observatório da Emigração.
A emigração portuguesa continua em alta, apesar de estável, com 110 mil saídas por ano entre 2013 e 2014, de acordo com um estudo publicado pelo Observatório da Emigração.
Os dados divulgados pelo Observatório, em setembro, sobre as saídas totais de portugueses são estimados com base na soma de dados recolhidos em 15 países europeus, mais Angola, Brasil e Moçambique.
O número de portugueses que emigraram neste período só tem “paralelo com finais dos anos de 1960 e princípios dos anos de 1970”, de acordo com Rui Pena Pires, do Observatório da Emigração, que falou à Lusa no lançamento do estudo.
Os principais países para onde emigram os portugueses são na Europa, Reino Unido, Suíça, França, Alemanha e Espanha. Há um maior destaque para o Reino Unido, com 30 mil portugueses a preferir emigrar para aquele país, por ano.
Rui Pena Pires admitiu a 15 de dezembro, durante uma audição no parlamento, que a emigração nacional deverá "manter-se alta", mesmo depois de ultrapassada a crise.
"Vamos ter emigração alta, embora mais baixa que os níveis atuais, uma vez esta crise ultrapassada. Nunca iremos, nos tempos mais próximos, regressar a níveis de emigração muito baixos"
O Observatório da Emigração, criado em 2009, resulta de uma parceria entre o ISCTE e a Direção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas.
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23.12.15
11.12.15
Portugueses continuam a emigrar e muitos acabam pelas ruas sem trabalho
Miguel Soares, in "Antena 1"
Continuam a chegar à capital francesa dezenas de portugueses, sem garantias de trabalho e de alojamento. Muitos vão á sorte e acabam a viver nas ruas. Não são só refugiados vindos do norte de África que procuram a sorte pela Europa e muitos são portugueses.
As condições de vida em Portugal nos últimos anos tem levado muitos do cidadão nacionais a procurar outras paragens, fora do nosso país, numa tentativa de melhoria de vida e Paris, em França é um dos destinos de eleição.
O Provedor Joaquim Silva Sousa conversou com a RDP-Internacional e diz que muitos chegam com pouco dinheiro e poucos contactos e pensam que tudo é muito fácil.
Em relação aos portugueses que acabam a viver nas ruas de Paris, Joaquim Silva Sousa garante que a Santa Casa tem respondido de forma imediata.
Só durante este ano, a Santa Casa da Misericórdia de Paris arranjou trabalho a cerca de 40 portugueses que estavam em situação precária.
Mas não é só em França que há portugueses em situações complicadas.
Em Londres, este ano, foram retirados das ruas 20 portugueses, que foram à procura de melhores condições de vida.
Guilherme Rosa, vereador da Câmara de Lambeth, o único português na política em Londres, deixa o apelo. Não venham à aventura.
As ajudas sociais já não são o que eram, e o mercado imobiliário está saturado. As rendas das casas são muito altas. O ideal mesmo, é ficar em casa de um familiar.
Quando as coisas não correm bem, muitos portugueses procuram o centro comunitário, que os vai encaminhando tanto no aspecto habitacional como no profissional.
Falar a língua, ter um sitio onde ficar, e ter um curriculum segundo os moldes britânicos, são os requisitos necessários para quem quer aventurar-se a ir viver e trabalhar para a capital londrina.
Continuam a chegar à capital francesa dezenas de portugueses, sem garantias de trabalho e de alojamento. Muitos vão á sorte e acabam a viver nas ruas. Não são só refugiados vindos do norte de África que procuram a sorte pela Europa e muitos são portugueses.
As condições de vida em Portugal nos últimos anos tem levado muitos do cidadão nacionais a procurar outras paragens, fora do nosso país, numa tentativa de melhoria de vida e Paris, em França é um dos destinos de eleição.
O Provedor Joaquim Silva Sousa conversou com a RDP-Internacional e diz que muitos chegam com pouco dinheiro e poucos contactos e pensam que tudo é muito fácil.
Em relação aos portugueses que acabam a viver nas ruas de Paris, Joaquim Silva Sousa garante que a Santa Casa tem respondido de forma imediata.
Só durante este ano, a Santa Casa da Misericórdia de Paris arranjou trabalho a cerca de 40 portugueses que estavam em situação precária.
Mas não é só em França que há portugueses em situações complicadas.
Em Londres, este ano, foram retirados das ruas 20 portugueses, que foram à procura de melhores condições de vida.
Guilherme Rosa, vereador da Câmara de Lambeth, o único português na política em Londres, deixa o apelo. Não venham à aventura.
As ajudas sociais já não são o que eram, e o mercado imobiliário está saturado. As rendas das casas são muito altas. O ideal mesmo, é ficar em casa de um familiar.
Quando as coisas não correm bem, muitos portugueses procuram o centro comunitário, que os vai encaminhando tanto no aspecto habitacional como no profissional.
Falar a língua, ter um sitio onde ficar, e ter um curriculum segundo os moldes britânicos, são os requisitos necessários para quem quer aventurar-se a ir viver e trabalhar para a capital londrina.
9.12.15
Portugal, país da UE com maior entrada de remessas de emigrantes
In "Sic Notícias"
Portugal foi o país da União Europeia (UE) que recebeu mais remessas de transferências pessoais de emigrantes em 2014 (4,8 mil milhões de euros), segundo dados do Eurostat.
No ano passado, dos 4,8 mil milhões de euros recebidos em Portugal, 2,6 mil milhões foram remessas de residentes na UE e 2,2 mil milhões foram transferidos por emigrantes fora do espaço comunitário.
Em segundo lugar nas entradas de dinheiro proveniente de emigrantes, segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, vem a Polónia (2,8 mil milhões de euros), o Reino Unido (2,4 mil milhões), a Itália (2,1 mil milhões) e a Roménia (2,0 mil milhões).
No que respeita a saídas de verbas das transferências pessoais, a França lidera com 9,4 mil milhões, seguida do Reino Unido (6,8 mil milhões), Itália (6,5 mil milhões) e Espanha (5,9 mil milhões, referentes apenas a pagamentos a trabalhadores expatriados).
Na média da UE, entraram 11 mil milhões de remessas e saíram 29,3 mil milhões em 2014.
Portugal foi o país da União Europeia (UE) que recebeu mais remessas de transferências pessoais de emigrantes em 2014 (4,8 mil milhões de euros), segundo dados do Eurostat.
No ano passado, dos 4,8 mil milhões de euros recebidos em Portugal, 2,6 mil milhões foram remessas de residentes na UE e 2,2 mil milhões foram transferidos por emigrantes fora do espaço comunitário.
Em segundo lugar nas entradas de dinheiro proveniente de emigrantes, segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, vem a Polónia (2,8 mil milhões de euros), o Reino Unido (2,4 mil milhões), a Itália (2,1 mil milhões) e a Roménia (2,0 mil milhões).
No que respeita a saídas de verbas das transferências pessoais, a França lidera com 9,4 mil milhões, seguida do Reino Unido (6,8 mil milhões), Itália (6,5 mil milhões) e Espanha (5,9 mil milhões, referentes apenas a pagamentos a trabalhadores expatriados).
Na média da UE, entraram 11 mil milhões de remessas e saíram 29,3 mil milhões em 2014.
19.11.13
160 mil portugueses trabalham na Suíça
in Jornal de Notícias
Os portugueses que trabalham na Suíça ocupam principalmente postos na área da indústria e do comércio, revelam dados divulgados, esta segunda-feira, pelo Observatório Federal das Estatísticas suíço.
Entre os 160 mil portugueses ativos no mercado do trabalho suíço, 40 mil estão na indústria e outros 40 mil no comércio.
Os portugueses mantêm uma taxa de atividade laboral de 87,1%, sendo os indivíduos entre 25 e 39 anos que registam a maior atividade, com 94.4%.
Sendo um dos países menos atingidos pela crise, as autoridades suíças assinalaram, de maneira geral, um aumento da mão-de-obra estrangeira.
Entre o terceiro trimestre de 2012 e o terceiro trimestre de 2013, o número de trabalhadores estrangeiros aumentou de 3,2%, enquanto o número de trabalhadores suíços diminuiu 0,5%, de acordo com os dados do OFS.
"Há uma forte imigração na Suíça, o que faz que a proporção de trabalhadores estrangeiros aumente em relação à proporção de trabalhadores suíços" comentou Magnus Fink, técnico de estatísticas no OFS, acerca destes resultados.
Este trimestre, os trabalhadores estrangeiros atingiram cerca de 1,4 milhões e os suíços passaram a 3,4 milhões.
Os estrangeiros titulares de autorizações de trabalho de curta duração, na Suíça há menos de 1 ano, atingiram a maior progressão, aumentando 10,7% em relação ao mesmo período no ano anterior e subindo 18%, em relação ao segundo trimestre de 2013.
A taxa de desemprego na Suíça passou de de 4,3% no terceiro trimestre 2012 para 4,7% no mesmo período de 2013.
Na Suíça contabiliza-se 8,5% de desempregados estrangeiros contra 3,4% de desempregados suíços no terceiro trimestre.
Os imigrantes provenientes de países da União Europeia representam 5,6% dos desempregados e os estrangeiros de outros países 15%.
Como em Portugal, no terceiro trimestre de 2013, os jovens entre 15 e 24 anos são uma das populações mais vulneráveis, com 10,4% de desempregados, contra 36,5% em Portugal.
Dados recentes do observatório federal das migrações indicam que chegaram 15.874 portugueses à Suíça até agosto de 2013.
Os portugueses que trabalham na Suíça ocupam principalmente postos na área da indústria e do comércio, revelam dados divulgados, esta segunda-feira, pelo Observatório Federal das Estatísticas suíço.
Entre os 160 mil portugueses ativos no mercado do trabalho suíço, 40 mil estão na indústria e outros 40 mil no comércio.
Os portugueses mantêm uma taxa de atividade laboral de 87,1%, sendo os indivíduos entre 25 e 39 anos que registam a maior atividade, com 94.4%.
Sendo um dos países menos atingidos pela crise, as autoridades suíças assinalaram, de maneira geral, um aumento da mão-de-obra estrangeira.
Entre o terceiro trimestre de 2012 e o terceiro trimestre de 2013, o número de trabalhadores estrangeiros aumentou de 3,2%, enquanto o número de trabalhadores suíços diminuiu 0,5%, de acordo com os dados do OFS.
"Há uma forte imigração na Suíça, o que faz que a proporção de trabalhadores estrangeiros aumente em relação à proporção de trabalhadores suíços" comentou Magnus Fink, técnico de estatísticas no OFS, acerca destes resultados.
Este trimestre, os trabalhadores estrangeiros atingiram cerca de 1,4 milhões e os suíços passaram a 3,4 milhões.
Os estrangeiros titulares de autorizações de trabalho de curta duração, na Suíça há menos de 1 ano, atingiram a maior progressão, aumentando 10,7% em relação ao mesmo período no ano anterior e subindo 18%, em relação ao segundo trimestre de 2013.
A taxa de desemprego na Suíça passou de de 4,3% no terceiro trimestre 2012 para 4,7% no mesmo período de 2013.
Na Suíça contabiliza-se 8,5% de desempregados estrangeiros contra 3,4% de desempregados suíços no terceiro trimestre.
Os imigrantes provenientes de países da União Europeia representam 5,6% dos desempregados e os estrangeiros de outros países 15%.
Como em Portugal, no terceiro trimestre de 2013, os jovens entre 15 e 24 anos são uma das populações mais vulneráveis, com 10,4% de desempregados, contra 36,5% em Portugal.
Dados recentes do observatório federal das migrações indicam que chegaram 15.874 portugueses à Suíça até agosto de 2013.
17.1.13
Emigração em Portugal cresceu 85% entre 2010 e 2011
in Jornal de Notícias
O número de pessoas que saiu de Portugal em 2011 aumentou 85% em relação a 2010 e a faixa etária em que mais se registou a saída foi entre os 25 e 29 anos.
Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre estimativas anuais de emigração indicam que em 2011 emigraram, no total, 43.998 pessoas, incluindo cidadãos de Portugal e estrangeiros, ou seja mais 20.238 do que em 2010, ano em que emigrou um total de 23.760 pessoas, registando-se um aumento de 85% em apenas um ano.
Do total de 43.998 pessoas que abandonaram Portugal, estima-se que 41.444 seriam portugueses e 2.554 nacionalidades estrangeiras.
Em 2010, o INE estima que tenham saído de Portugal um total de 23.760 indivíduos (16.899, em 2009), sendo que 22.127 teriam nacionalidade portuguesa e 1.633 de nacionalidade estrangeira.
E se em 2010 o maior número de emigrantes se situava na faixa etária dos 20 e 24 anos (3.815 emigrantes), em 2011 a maior fatia de indivíduos a abandonar Portugal tinha entre 25 e 29 anos (5.876), logo seguida dos indivíduos entre os 20 e 24 anos (5.784) e entre 30 e 34 anos (5.027).
Um dado a assinalar é que há milhares de crianças e adolescentes que emigraram entre 2010 e 2011.
Só em 2010, emigraram 2.320 crianças entre até aos quatro anos, 2.077 crianças entre os cinco e os nove anos e 2.580 adolescentes entre os 15 e os 19 anos.
Em 2011, as estimativas do INE indicam que emigraram 3.315 adolescentes entre os 15 e os 19 anos, 1.326 crianças até aos quatro anos, 1.302 entre os cinco e os nove anos e 1.479 entre os 10 e os 14 anos.
Quanto ao país de destino, dos 23.760 indivíduos emigrantes em 2010, 19.418 terão ido para um outro país da União Europeia (UE) e 4.342 deslocaram-se para um país fora da UE.
Segundo dados disponibilizados pelo Observatório da Emigração, Angola, Reino Unido, Suíça, Espanha, Alemanha, Luxemburgo, Brasil e a Holanda são os países que mais receberam emigrantes portugueses.
Os países que também receberam portugueses, mas em menor número, foram: Noruega, Dinamarca, Suécia, Macau, Áustria, África do Sul, Austrália e Argentina e Nova Zelândia.
O número de pessoas que saiu de Portugal em 2011 aumentou 85% em relação a 2010 e a faixa etária em que mais se registou a saída foi entre os 25 e 29 anos.
Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre estimativas anuais de emigração indicam que em 2011 emigraram, no total, 43.998 pessoas, incluindo cidadãos de Portugal e estrangeiros, ou seja mais 20.238 do que em 2010, ano em que emigrou um total de 23.760 pessoas, registando-se um aumento de 85% em apenas um ano.
Do total de 43.998 pessoas que abandonaram Portugal, estima-se que 41.444 seriam portugueses e 2.554 nacionalidades estrangeiras.
Em 2010, o INE estima que tenham saído de Portugal um total de 23.760 indivíduos (16.899, em 2009), sendo que 22.127 teriam nacionalidade portuguesa e 1.633 de nacionalidade estrangeira.
E se em 2010 o maior número de emigrantes se situava na faixa etária dos 20 e 24 anos (3.815 emigrantes), em 2011 a maior fatia de indivíduos a abandonar Portugal tinha entre 25 e 29 anos (5.876), logo seguida dos indivíduos entre os 20 e 24 anos (5.784) e entre 30 e 34 anos (5.027).
Um dado a assinalar é que há milhares de crianças e adolescentes que emigraram entre 2010 e 2011.
Só em 2010, emigraram 2.320 crianças entre até aos quatro anos, 2.077 crianças entre os cinco e os nove anos e 2.580 adolescentes entre os 15 e os 19 anos.
Em 2011, as estimativas do INE indicam que emigraram 3.315 adolescentes entre os 15 e os 19 anos, 1.326 crianças até aos quatro anos, 1.302 entre os cinco e os nove anos e 1.479 entre os 10 e os 14 anos.
Quanto ao país de destino, dos 23.760 indivíduos emigrantes em 2010, 19.418 terão ido para um outro país da União Europeia (UE) e 4.342 deslocaram-se para um país fora da UE.
Segundo dados disponibilizados pelo Observatório da Emigração, Angola, Reino Unido, Suíça, Espanha, Alemanha, Luxemburgo, Brasil e a Holanda são os países que mais receberam emigrantes portugueses.
Os países que também receberam portugueses, mas em menor número, foram: Noruega, Dinamarca, Suécia, Macau, Áustria, África do Sul, Austrália e Argentina e Nova Zelândia.
16.7.12
Mais de 6 mil portugueses chegaram a Lyon desde 2010
por Texto da Agência Lusa, publicado por Patrícia Viegas, in Diário de Notícias
Entre seis e sete mil portugueses chegaram nos últimos dois anos à área consular de Lyon (Sudeste de França), e encontraram emprego sobretudo na construção civil, restauração e limpezas, disse à Lusa o cônsul-geral de Portugal na região.
António Barroso, cônsul-geral de Portugal em Lyon, afirmou que, "nos últimos dois anos, chegaram a esta região muitos portugueses, provenientes sobretudo do norte de Portugal, à procura de trabalho. A maioria [tem entre] 25 e 45 anos". Foram, estima, entre 6 e 7 mil.
"Sabemos que a maioria dos nacionais chega a esta região através de informações obtidas junto de amigos ou familiares e não tem, regra geral, muitos problemas para trabalhar. São pessoas qualificadas (na maioria jovens), outras sem habilitações superiores mas com um elevado espírito de sacrifício para trabalharem e juntarem algum dinheiro. A maioria obtém trabalho na construção civil, restauração e limpezas", acrescentou.
A ajudar a isto está o facto de a região ter uma economia dinâmica e ofertas de emprego.
O Consulado não tem, por isso, registo de casos de portugueses "em situação extrema de abandono ou a passar fome". A grande maioria, diz, pode também "contar com o apoio de familiares, amigos ou até com a solidariedade de outros portugueses".
Ainda assim, destacou o responsável, "há portugueses que não se informam antes de partir de Portugal". Esta atitude, alertou, "dificulta a sua adaptação e integração no mercado de trabalho e na sociedade francesa".
O responsável estima que residam nesta região cerca de 174 mil portugueses, dos quais 33.500 no departamento do Rhône, a maioria em Lyon e arredores.
Entre seis e sete mil portugueses chegaram nos últimos dois anos à área consular de Lyon (Sudeste de França), e encontraram emprego sobretudo na construção civil, restauração e limpezas, disse à Lusa o cônsul-geral de Portugal na região.
António Barroso, cônsul-geral de Portugal em Lyon, afirmou que, "nos últimos dois anos, chegaram a esta região muitos portugueses, provenientes sobretudo do norte de Portugal, à procura de trabalho. A maioria [tem entre] 25 e 45 anos". Foram, estima, entre 6 e 7 mil.
"Sabemos que a maioria dos nacionais chega a esta região através de informações obtidas junto de amigos ou familiares e não tem, regra geral, muitos problemas para trabalhar. São pessoas qualificadas (na maioria jovens), outras sem habilitações superiores mas com um elevado espírito de sacrifício para trabalharem e juntarem algum dinheiro. A maioria obtém trabalho na construção civil, restauração e limpezas", acrescentou.
A ajudar a isto está o facto de a região ter uma economia dinâmica e ofertas de emprego.
O Consulado não tem, por isso, registo de casos de portugueses "em situação extrema de abandono ou a passar fome". A grande maioria, diz, pode também "contar com o apoio de familiares, amigos ou até com a solidariedade de outros portugueses".
Ainda assim, destacou o responsável, "há portugueses que não se informam antes de partir de Portugal". Esta atitude, alertou, "dificulta a sua adaptação e integração no mercado de trabalho e na sociedade francesa".
O responsável estima que residam nesta região cerca de 174 mil portugueses, dos quais 33.500 no departamento do Rhône, a maioria em Lyon e arredores.
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