Por Ana Rita Faria, in Público on-line
Quase 6% dos empréstimos concedidos à economia estão em risco de incumprimento. Crédito malparado das famílias diminuiu em Maio, mas voltou a aumentar nas empresas.
De acordo com os dados do Banco de Portugal, hoje divulgados, o crédito malparado atingiu os 14.255 milhões de euros em Maio, mais 319 milhões do que no mês anterior. Isto significa que 5,7% dos empréstimos concedidos a famílias e empresas revelam-se de cobrança duvidosa – o valor mais alto desde que a instituição tem registo dos dados.
A contribuir para este aumento está o incumprimento das empresas. Aqui, havia no final de Maio 9.417 milhões de euros de crédito malparado, o equivalente a 8,5% do total de empréstimos concedidos. Também aqui o crédito de cobrança duvidosa está ao nível mais alto de sempre.
Já no caso das famílias, embora o malparado estivesse em níveis historicamente altos, diminuiu ligeiramente em Maio. Do total de 137.521 milhões concedidos a particulares, 4.838 milhões são de cobrança duvidosa, o correspondente a 3,5% do total. No mês anterior, o peso era de 3,6%.
O crédito ao consumo continua a ser aquele com maior peso dos empréstimos malparados (10,9% do total), enquanto no crédito à habitação 1,9% dos empréstimos estão em incumprimento.
Os dados do Banco de Portugal mostram também que o financiamento da banca à economia continua a reduzir-se, com particular impacto sobre as famílias. Em Maio, os bancos nacionais emprestaram 4.052 milhões de euros a famílias e empresas em Maio, menos 17% do que no período homólogo.
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28.6.12
Famílias e empresas portuguesas estão menos pessimistas
Por Ana Rita Faria, in Público on-line
O indicador de clima económico e de confiança dos consumidores registou ligeiras melhorias em Junho.
De acordo com os Inquéritos de Conjuntura do Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidores atingiu em Junho -51,5 pontos, depois dos 52,6 pontos registados no mês anterior. O pessimismo das famílias tem vindo a diminuir desde Fevereiro, depois de no primeiro mês do ano ter atingido um mínimo histórico (-57,1 pontos). O valor agora registado é o melhor desde Setembro de 2011.
Os dados do INE, com base em inquéritos aos consumidores, mostram que o pessimismo dos portugueses diminuiu em praticamente todas as variáveis consideradas, como é o caso da evolução passada e futura da situação financeira do agregado familiar e da situação económica do país, a evolução dos preços e do desemprego, bem como a aquisição de bens de equipamento. A excepção vem das perspectivas de evolução da poupança, que se degradaram nos últimos meses.
Já o indicador de clima económico, medido com base em inquéritos às empresas, atingiu -4,4 pontos em Junho, o valor mais baixo desde Dezembro passado. No mês anterior, tinha sido de -4,6 pontos. Este indicador está a diminuir há quatro meses consecutivos.
Apesar de os indicadores de confiança terem diminuído em quase todos os sectores de actividade – indústria transformadora, comércio, construção e obras públicas e serviços – o indicador de clima económico melhorou, visto que não resulta directamente da agregação dos indicadores de confiança sectoriais, explica o INE.
O indicador de clima económico e de confiança dos consumidores registou ligeiras melhorias em Junho.
De acordo com os Inquéritos de Conjuntura do Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidores atingiu em Junho -51,5 pontos, depois dos 52,6 pontos registados no mês anterior. O pessimismo das famílias tem vindo a diminuir desde Fevereiro, depois de no primeiro mês do ano ter atingido um mínimo histórico (-57,1 pontos). O valor agora registado é o melhor desde Setembro de 2011.
Os dados do INE, com base em inquéritos aos consumidores, mostram que o pessimismo dos portugueses diminuiu em praticamente todas as variáveis consideradas, como é o caso da evolução passada e futura da situação financeira do agregado familiar e da situação económica do país, a evolução dos preços e do desemprego, bem como a aquisição de bens de equipamento. A excepção vem das perspectivas de evolução da poupança, que se degradaram nos últimos meses.
Já o indicador de clima económico, medido com base em inquéritos às empresas, atingiu -4,4 pontos em Junho, o valor mais baixo desde Dezembro passado. No mês anterior, tinha sido de -4,6 pontos. Este indicador está a diminuir há quatro meses consecutivos.
Apesar de os indicadores de confiança terem diminuído em quase todos os sectores de actividade – indústria transformadora, comércio, construção e obras públicas e serviços – o indicador de clima económico melhorou, visto que não resulta directamente da agregação dos indicadores de confiança sectoriais, explica o INE.
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