in Rádio Hertz
Integradas nas comemorações do Dia Municipal para a Igualdade, que se assinala no dia 24 de outubro, irão realizar-se diversas atividades inerentes ao tema da igualdade, em diferentes espaços do concelho, entre os dias 24 e 27 de outubro. Tendo em conta o lema “Iguais na Diferença” pretende-se combater o estigma associado a esta temática, trabalhando todos os dias para uma mudança de mentalidades e para um concelho mais inclusivo através da participação cívica da comunidade. A comemoração desta data será assinalada com algumas iniciativas, de forma a sensibilizar para o respeito pela igualdade, constituindo alicerces sólidos para tornar o município do Entroncamento como exemplo de igualdade, diversidade e desenvolvimento. No dia 24 de outubro, Dia Municipal para a Igualdade, será divulgada uma mensagem do Presidente da Câmara Municipal sobe esta temática. Também no dia 24 de outubro será apresentada no Cineteatro S. João, a peça de teatro “Tempo de mudança”, pelo grupo Sonh´arte do CAO – Centro de atividades Ocupacionais do CERE e dinamizada uma ação pela Associação Igualdade .pt com os alunos/as dos cursos profissionais da Escola Secundária e da Escola Profissional Gustave Eiffel. No encerramento das atividades, deste dia, serão apresentados testemunhos “Histórias de Vida”. Nos dias 25 e 26 de outubro será realizada uma rúbrica na Rádio Voz do Entroncamento subordinada ao tema: “Participação Cívica, no caminho para a Igualdade“ com a presença de elementos da Equipa para a Igualdade na Vida Local. Para encerramento da semana dedicada à Igualdade, no dia 27 de outubro, irá decorrer no auditório da Escola Dr. Ruy de Andrade, a sessão “Somos Um, Iguais na Diferença” para os alunos do 7.º ano, com a participação especial da Dr.ª Ana Simão e do Núcleo Distrital de Santarém da EAPN- Rede Europeia Anti-Pobreza. O Município do Entroncamento conta nesta iniciativa com as parcerias do CERE, do Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento, da Escola Profissional Gustave Eiffel, da Associação Igualdade.pt, da EAPN e do CLDS-4G.
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23.10.22
9.9.20
Entroncamento | Grupo de formação de maioria cigana é exemplo de integração (c/ vídeo)
in MediaTejo
De um total de 17 formandos que frequentam uma ação de formação no Entroncamento, só três é que são “paítos”, designação que os da etnia cigana dão aos não ciganos. Destinada a desempregados de longa duração, a ação está a ser um sucesso e enquadra-se no Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (PO ISE) do Fundo Social Europeu que inclui vários módulos formativos na área do trabalho social e orientação.
Pela cor da pele, pela forma como se apresentam e pela maneira de falar percebe-se que são pessoas de etnia cigana. E estão em maioria nesta turma de formação que está criada no Entroncamento há cerca de dois anos.
Quando visitámos o grupo, numa sala na rua 1º de Maio, decorria mais uma sessão de uma UFCD – Unidade de Formação de Curta Duração desta vez sobre animação cultural com a duração de 50 horas.
A formadora Carla Ildefonso estava acompanhada por Rita Rodrigues, da empresa Planeta Informático, promotora da ação de formação. Na ocasião resolviam-se questões burocráticas de calendário e assiduidade.
O ambiente é calmo e percebe-se que todos estão ali movidos pelo objetivo de aprender algo mais e aproveitar o momento de convívio, além de acrescentarem alguns euros ao seu rendimento.
Ciganos e “paitos” estão unidos pela formação, “como se fosse uma família”, refere uma das formandas mais velhas. Pelo que percebemos todos se mostram satisfeitos com o decorrer das ações em que a formadora Carla Ildefonso é a responsável.
“Damo-nos todos muito bem uns com os outros, aqui somos todos iguais, somos uma família”, afirma Natália Lopes, 62 anos, quando questionada pelo mediotejo.net. Entre as várias mulheres formandas, é a única não cigana.
Elogia os colegas e a formadora Carla. “É uma excelente professora, explica muito bem. Não nos dá descanso, é exigente, mas colabora connosco”. Revela que a formação ajudou-a a ultrapassar uma fase difícil de depressão.
Aos 50 anos e já com alguns anos de experiência como formadora em ambientes hostis como por exemplo em estabelecimentos prisionais, Carla Ildefonso encara a formação a uma turma maioritariamente de etnia cigana, como um desafio idêntico a outras ações.
“Gosto muito de estar com eles, já tenho uma relação pessoal com todos e não olho para eles como sendo de etnia, até me esqueço”, refere a formadora que acompanha este grupo há cerca de dois anos e com quem já criou laços. Confessa que, “por vezes até é mais difícil dar formação “aos senhores” como eles dizem (designação dada aos não ciganos)”.
Reconhece que “por vezes há choques de personalidade, mas isso nada tem a ver com o facto de serem ou não da etnia”. Outra questão sensível tem a ver com questões de diferenças culturais. Temas como a sexualidade por exemplo são consideradas tabu porque na cultura cigana têm outro tipo de abordagem.
Todos os alunos com quem falámos são unânimes em elogiar a formação e a formadora, estando disponíveis para participar noutras ações que venham a surgir.
Délio Bruno, 33 anos, não tem dúvidas de que esta aprendizagem “é uma mais-valia para a integração no mercado de trabalho”. Não consegue apontar dificuldades até porque “a formadora Carla é excelente na forma como ensina”.
Para Manuel Romão, 55 anos, “nunca é demais aprender. Quando era mais novo não me foi dada a oportunidade e por isso há que aproveitar, é sempre bom”. É com este espírito que tem participado nas várias ações de formação desde há cerca de dois anos a esta parte. “Nós queremos aprender mais e esta é uma oportunidade que estamos a aproveitar, é muito útil”, assegura.
Prosseguindo a ronda por alguns formandos, falamos com Luís Lopes, 62 anos, que não pertence à etnia maioritária naquela sala. Sobre o tema da ação (animação cultural) diz que “já tinha ouvido falar sobre alguns assuntos assim por alto”, mas agora “estamos a profundar um pouco mais, o que nos dá uma valorização muito grande”.
A sua opinião sobre a turma reforça a ideia do bom ambiente e camaradagem que existe. “Há uma ótima interação, é espetacular, é um grupo mesmo com “G” grande”, reconhece.
Rita Rodrigues, da empresa de formação e consultoria Planeta informático, com sede no Porto, mas com ações um pouco por todo o país, aponta como objetivo desta formação que os formandos, no final, saiam mais capacitados depois de um percurso formativo preenchido com um leque variado de aprendizagens que vão fazendo.
Destinada a desempregados de longa duração, a ação enquadra-se no Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (PO ISE) do Fundo Social Europeu e inclui várias UFCDs na área do trabalho social e orientação.
De um total de 17 formandos que frequentam uma ação de formação no Entroncamento, só três é que são “paítos”, designação que os da etnia cigana dão aos não ciganos. Destinada a desempregados de longa duração, a ação está a ser um sucesso e enquadra-se no Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (PO ISE) do Fundo Social Europeu que inclui vários módulos formativos na área do trabalho social e orientação.
Pela cor da pele, pela forma como se apresentam e pela maneira de falar percebe-se que são pessoas de etnia cigana. E estão em maioria nesta turma de formação que está criada no Entroncamento há cerca de dois anos.
Quando visitámos o grupo, numa sala na rua 1º de Maio, decorria mais uma sessão de uma UFCD – Unidade de Formação de Curta Duração desta vez sobre animação cultural com a duração de 50 horas.
A formadora Carla Ildefonso estava acompanhada por Rita Rodrigues, da empresa Planeta Informático, promotora da ação de formação. Na ocasião resolviam-se questões burocráticas de calendário e assiduidade.
O ambiente é calmo e percebe-se que todos estão ali movidos pelo objetivo de aprender algo mais e aproveitar o momento de convívio, além de acrescentarem alguns euros ao seu rendimento.
Ciganos e “paitos” estão unidos pela formação, “como se fosse uma família”, refere uma das formandas mais velhas. Pelo que percebemos todos se mostram satisfeitos com o decorrer das ações em que a formadora Carla Ildefonso é a responsável.
“Damo-nos todos muito bem uns com os outros, aqui somos todos iguais, somos uma família”, afirma Natália Lopes, 62 anos, quando questionada pelo mediotejo.net. Entre as várias mulheres formandas, é a única não cigana.
Elogia os colegas e a formadora Carla. “É uma excelente professora, explica muito bem. Não nos dá descanso, é exigente, mas colabora connosco”. Revela que a formação ajudou-a a ultrapassar uma fase difícil de depressão.
Aos 50 anos e já com alguns anos de experiência como formadora em ambientes hostis como por exemplo em estabelecimentos prisionais, Carla Ildefonso encara a formação a uma turma maioritariamente de etnia cigana, como um desafio idêntico a outras ações.
“Gosto muito de estar com eles, já tenho uma relação pessoal com todos e não olho para eles como sendo de etnia, até me esqueço”, refere a formadora que acompanha este grupo há cerca de dois anos e com quem já criou laços. Confessa que, “por vezes até é mais difícil dar formação “aos senhores” como eles dizem (designação dada aos não ciganos)”.
Reconhece que “por vezes há choques de personalidade, mas isso nada tem a ver com o facto de serem ou não da etnia”. Outra questão sensível tem a ver com questões de diferenças culturais. Temas como a sexualidade por exemplo são consideradas tabu porque na cultura cigana têm outro tipo de abordagem.
Todos os alunos com quem falámos são unânimes em elogiar a formação e a formadora, estando disponíveis para participar noutras ações que venham a surgir.
Délio Bruno, 33 anos, não tem dúvidas de que esta aprendizagem “é uma mais-valia para a integração no mercado de trabalho”. Não consegue apontar dificuldades até porque “a formadora Carla é excelente na forma como ensina”.
Para Manuel Romão, 55 anos, “nunca é demais aprender. Quando era mais novo não me foi dada a oportunidade e por isso há que aproveitar, é sempre bom”. É com este espírito que tem participado nas várias ações de formação desde há cerca de dois anos a esta parte. “Nós queremos aprender mais e esta é uma oportunidade que estamos a aproveitar, é muito útil”, assegura.
Prosseguindo a ronda por alguns formandos, falamos com Luís Lopes, 62 anos, que não pertence à etnia maioritária naquela sala. Sobre o tema da ação (animação cultural) diz que “já tinha ouvido falar sobre alguns assuntos assim por alto”, mas agora “estamos a profundar um pouco mais, o que nos dá uma valorização muito grande”.
A sua opinião sobre a turma reforça a ideia do bom ambiente e camaradagem que existe. “Há uma ótima interação, é espetacular, é um grupo mesmo com “G” grande”, reconhece.
Rita Rodrigues, da empresa de formação e consultoria Planeta informático, com sede no Porto, mas com ações um pouco por todo o país, aponta como objetivo desta formação que os formandos, no final, saiam mais capacitados depois de um percurso formativo preenchido com um leque variado de aprendizagens que vão fazendo.
Destinada a desempregados de longa duração, a ação enquadra-se no Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (PO ISE) do Fundo Social Europeu e inclui várias UFCDs na área do trabalho social e orientação.
22.1.16
Conferência sobre voluntariado e desenvolvimento
In "O Mirante"
O Banco Local de Voluntariado do Entroncamento e a Avasocial realizam no dia 29, sexta-feira, a partir das 10h00, uma conferência sobre "Voluntariado e Desenvolvimento", aberta a todos os interessados, mediante inscrição prévia através dos telefones 249 728 338, 966 715 580 ou 933 150 002. O orador convidado é o Professor Doutor Mauro Serapioni do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. O evento, que decorrerá no auditório da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima - Entroncamento, realiza-se ainda no âmbito do Ano Europeu do Desenvolvimento que se celebrou em 2015 e do décimo aniversário da Banco de Voluntariado do Entroncamento que se assinala este ano.
A participação é gratuita.
O Banco Local de Voluntariado do Entroncamento e a Avasocial realizam no dia 29, sexta-feira, a partir das 10h00, uma conferência sobre "Voluntariado e Desenvolvimento", aberta a todos os interessados, mediante inscrição prévia através dos telefones 249 728 338, 966 715 580 ou 933 150 002. O orador convidado é o Professor Doutor Mauro Serapioni do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. O evento, que decorrerá no auditório da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima - Entroncamento, realiza-se ainda no âmbito do Ano Europeu do Desenvolvimento que se celebrou em 2015 e do décimo aniversário da Banco de Voluntariado do Entroncamento que se assinala este ano.
A participação é gratuita.
11.12.15
Inscrições para o voluntariado nas férias
In "Entroncamento Online"
Até 13 deste mês de dezembro, o Banco Local de Voluntariado do Entroncamento, encontra-se a aceitar inscrições de jovens que queiram realizar voluntariado no período de férias escolares da presente quadra natalícia. Os interessados devem inscrever-se, ou no referido Banco de Voluntariado, ou nos sites www.avasocial.org ou www.voluntariadoemsaude.org Mais informação através dos telefones 249 728 338, 966 715 580 e 933 150 002.
Até 13 deste mês de dezembro, o Banco Local de Voluntariado do Entroncamento, encontra-se a aceitar inscrições de jovens que queiram realizar voluntariado no período de férias escolares da presente quadra natalícia. Os interessados devem inscrever-se, ou no referido Banco de Voluntariado, ou nos sites www.avasocial.org ou www.voluntariadoemsaude.org Mais informação através dos telefones 249 728 338, 966 715 580 e 933 150 002.
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