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23.8.21

Moratórias continuam a adiar desemprego e falências

João Barros, in Económico on-line

Ainda que parte da queda no desemprego no segundo trimestre seja por uma adaptação das empresas, o “grande choque” será o fim das moratórias.

Apesar do ânimo que traz a diminuição da taxa de desemprego no segundo trimestre do ano, a queda de 0,4 pontos percentuais (p.p.) deve-se sobretudo aos apoios ainda em vigor na economia portuguesa, nomeadamente as moratórias que permitem segurar algumas empresas que, levantadas estas medidas, experienciarão dificuldades. Susana Peralta, economista e professora da NOVA SBE, reconhece o ponto positivo que constitui a taxa de 6,7% divulgada esta semana, mas teme uma desaceleração do crescimento do emprego quando terminarem estes apoios.

Por um lado, este resultado surge pelo “levantamento das restrições ao longo do segundo trimestre”, considera Susana Peralta, aliado ao progresso na vacinação, “que permite um regresso a uma certa normalidade”. Por outro, “as empresas foram-se adaptando a esta nova forma de trabalhar”, algo bem patente pela diferença entre as quebras de atividade nos dois grandes confinamentos, o do segundo trimestre de 2020 e o do início de 2021, quando a redução na atividade foi apenas de um terço do registado no primeiro embate da Covid-19.

11.6.13

Todos os dias fecham seis lojas no Porto

Marta Neves, in Jornal de Notícias

O comércio tradicional no Porto está a definhar, multiplicando-se o número de lojas fechadas. A crise e a consequente falta de poder de compra fazem com que, em média, seis estabelecimentos fechem por dia.

Não fossem os turistas que entram e saem curiosos das lojas espalhadas pela Baixa do Porto, e muitos estabelecimentos não teriam qualquer movimento. Há dias consecutivos em que as caixas registadoras não se "estreiam" e, com isso, o comércio tradicional vai sobrevivendo em agonia.

Nas ruas, porta sim porta sim, repetem-se anúncios de "vende-se", "trespassa-se" e as "liquidações totais" chegam até aos 70%. Há um vazio latente até em espaços recentemente criados, como a Casa de Ló, na Travessa de Cedofeita, que ambicionava recuperar sabores tradicionais, mas onde só restam umas portadas grafitadas.

10.4.12

17 falências por dia em Portugal

in TVI

Mais de 1.600 empresas já fecharam as portas este ano

Só desde o início deste ano foram já à falência 1.650 empresas em Portugal. Uma média de 17 por dia.

Os dados, do Instituto Informador Comercial, e compilados pelo «Diário de Notícias», revelam uma subida de 45% face ao mesmo período do ano passado.

Entre as razões de tanta falência destacam-se as dificuldades de financiamento e a queda de consumo em Portugal.

A região mais afetada é o Norte. Só no distrito do Porto, fecharam mais de 400 empresas e no de Braga mais de 220.

Por setores, a construção e o comercio são os mais afetados, e juntos representam metade das falências.

Os setores onde não há falências e até há vagas por preencher

No entanto também há exceções. Segundo o «Diário de Notícias» deste domingo de Páscoa, são 25 os sectores que, até agora, ainda não registaram qualquer insolvência. As telecomunicações são um desses casos.

Apesar de o desemprego não parar de atingir valores nunca vistos em Portugal, em especial entre os jovens, há setores com lugares por preencher, como é o caso da metalurgia e metalomecânica, avança o «Jornal de Notícias».

Treze núcleos do Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica (CENFIN) são a «sorte» dos alunos que ali se preparam para o mercado de trabalho: 90% dos formandos têm emprego garantido.

Os restantes 10% optam por prosseguir os estudos. Ainda assim, a indústria tem falta de mão de obra qualificada.

Sobram as vagas, faltam os candidatos, num país com um escandaloso desemprego jovem.