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13.11.15

Resgatar comida de norte a sul do país

Joana de Sousa Dias, in TSF

Comida em perfeitas condições. Comida destinada ao lixo. Comida que chega de restaurantes, cafés, empresas ou hospitais. Comida que serve para alimentar quem mais precisa. A ideia é simples e foi desenvolvida por Hunter Halder, há mais de quatro anos. O projeto cresceu. Passou de Movimento a Associação. Hoje a ReFood tem mais de quatro mil voluntários espalhados pelo país.

"Surgiu como surgem todas as coisas, com uma ideia". E foi depois de um jantar com as filhas, em que elas se perguntaram para onde iriam as sobras da comida. Hunter Halder, norte-americano a viver em Portugal há mais de 20 anos, até tinha outros projetos, mas o Movimento ReFood acabou por se impor. E ainda bem.

Começou com o núcleo de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa. Atualmente são mais de duas dezenas de norte a sul do país. Mas mais estão a ser preparados, mais de uma dezena que deverão arrancar já nos próximos meses. Para o mentor do projeto é difícil contabilizar os voluntários, "é um número que está sempre a crescer", mas já deverá superar os quatro mil.

Mas são precisos mais, sublinha Hunter Halder, que continua a fazer conferências para explicar o projeto e captar o interesse dos querem ajudar. O trabalho na ReFood divide-se em vários processos: da recolha, à preparação dos cabazes, passando pela entrega, por isso quantos mais, melhor.

O rosto do projeto confessa que tem uma caixa de correio de e-mail cheia de pedidos de outros países, de Espanha passando pelo Brasil, para que o ReFood possa ser aplicado além fronteiras. "Ainda é cedo", confessa, "para já a prioridade é Portugal".

O Movimento ReFood nasceu em Março de 2011. A Associação ReFood 4 Good foi criada em julho do mesmo ano.

5.3.14

Pobreza e falta de comida lideram preocupações dos portugueses

in RR

Sondagem do Parlamento Europeu sobre as alterações climáticas foi divulgada esta segunda-feira. Apenas 6% dos inquiridos em Portugal escolheram as alterações climáticas, entre as varias opções possíveis, como preocupação global.

Quase metade dos portugueses (49%) considera que a pobreza e a falta de alimentos e água potável é o principal problema mundial e 6% elegem as alterações climáticas como preocupação, segundo um Eurobarómetro.

Uma sondagem especial sobre as alterações climáticas, divulgada esta segunda-feira, mostra que a maioria dos inquiridos em 19 Estados-membros destacou a pobreza e a escassez de alimentos e de água potável como a principal preocupação mundial, com Portugal no topo da tabela, com 49%, sendo a média europeia de 35%.

Apenas 6% dos inquiridos em Portugal escolheram as alterações climáticas, entre as varias opções possíveis, como preocupação global - o valor mais baixo da tabela - sendo a média da União Europeia (UE) de 16%.

Ainda de acordo com o inquérito, 80% dos inquiridos na UE reconhecem que a luta contra as alterações climáticas e a utilização mais eficaz da energia podem impulsionar a economia e o emprego. Portugal está acima da média europeia (88%), a par da Grécia e da Espanha, numa tabela liderada pela Suécia (95%), e acima da Dinamarca (86%) e do Luxemburgo (85%).

"Não há que escolher entre boa governação económica e protecção do clima: a luta contra as alterações climáticas numa perspectiva de rentabilidade é uma boa política económica", disse o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

"Esta sondagem envia um sinal forte aos dirigentes da UE para que se empenhem em acções a favor do clima, com vista a uma recuperação económica sustentável", adiantou.

Em Portugal, as 1.055 entrevistas foram feitas entre 23 de Novembro de 2 de Dezembro de 2013.