in o Observador
Há uma app para definir uma lista de compras consoante as características dos hábitos alimentares de cada pessoa. O protótipo está a ser testado por mais de 70 idosos em Portugal e na Holanda.
O projeto foi desenvolvido em parceria com 16 instituições nacionais e internacionais
Uma equipa do centro de investigação Fraunhofer AICOS desenvolveu uma aplicação que, para prevenir a malnutrição da população idosa, recomenda planos alimentares de acordo com as necessidades nutricionais, preferências alimentares e estilo de vida de cada utilizador.
“Esta visa ser uma solução de apoio à nossa vida do ponto de vista nutricional, assente num sistema de recomendações alimentares”, afirmou esta quarta-feira David Ribeiro, um dos responsáveis pelo projeto, intitulado LIFANA.
Com um financiamento de 2,3 milhões de euros, o projeto, desenvolvido em parceria com 16 instituições nacionais e internacionais, integra uma aplicação que, “desenhada com e para idosos”, recomenda planos alimentares de acordo com as características especificas de cada um, tais como, preferências, cultura, estilo de vida e orçamento.
Em declarações à Lusa, David Ribeiro explicou que, a aplicação, que é ainda um protótipo e está a ser testada por mais de 70 idosos em Portugal e na Holanda, pode fazer um planeamento nutricional diário, semanal ou de apenas uma refeição.
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28.12.15
E se recebesse 892 euros por mês em troca de nada?
in Expresso
A ideia pode ser posta em prática na cidade holandesa de Utrecht e consiste em atribuir a todos os cidadãos um “rendimento básico” que não depende de nenhuma outra fonte de rendimento nem obriga ninguém a procurar trabalho. O objetivo é encorajar todas as pessoas a encontrar empregos a longo prazo
Pode o Governo atribuir um "rendimento básico" mensal a qualquer pessoa, quer esta trabalhe ou não, sem qualquer condicionante? Na Holanda, mais precisamente na cidade de Utrecht, talvez - pelo menos esta é a ideia que pode vir a ser aplicada, num primeiro momento a um número restrito de cidadãos e depois, se houver bons resultados, a toda a população.
A ideia, apoiada sobretudo por vereadores dos partidos de esquerda, é ajudar os cidadãos a evitar a "armadilha da pobreza", diz Nienke Horst, um conselheiro do Partido Liberal Democrata naquele município, citado pelo britânico "The Guardian". No entanto, com esta novidade também se espera que as pessoas que trocam constantemente de emprego consigam, tendo acesso a um rendimento base de 892 euros, ter tempo e estabilidade para procurar um emprego a longo prazo adequado ao seu perfil.
Embora a ideia seja, inicialmente, atribuir este rendimento apenas aos cidadãos carenciados, o conceito é mais abrangente e consiste num rendimento que é garantido de forma incondicional, sem que haja pré-requisitos ou obrigação de procurar trabalho e sem depender de fontes de rendimento.
“Temos de confiar nas pessoas"
No entanto, se o conceito parece revolucionário, esta impressão traz dificuldades acrescidas: "Em Utrecht, não chamamos à ideia 'rendimento básico' porque as pessoas acham que isso é apenas receber dinheiro, sentar-se em casa e ver televisão", explica Heleen de Boer, uma vereadora dos Verdes naquela cidade, citada pelo "Guardian". No entanto, de Boer acrescenta que, para a ideia funcionar, há um requisito: "Penso que temos de confiar nas pessoas".
Se a experiência se concretizar, os resultados serão analisados por Loek Groot, professor da Universidade de Utrecht, para verificar se o esquema traz benefícios e se pode ser aplicado a todos os residentes da cidade.
A ideia pode ser posta em prática na cidade holandesa de Utrecht e consiste em atribuir a todos os cidadãos um “rendimento básico” que não depende de nenhuma outra fonte de rendimento nem obriga ninguém a procurar trabalho. O objetivo é encorajar todas as pessoas a encontrar empregos a longo prazo
Pode o Governo atribuir um "rendimento básico" mensal a qualquer pessoa, quer esta trabalhe ou não, sem qualquer condicionante? Na Holanda, mais precisamente na cidade de Utrecht, talvez - pelo menos esta é a ideia que pode vir a ser aplicada, num primeiro momento a um número restrito de cidadãos e depois, se houver bons resultados, a toda a população.
A ideia, apoiada sobretudo por vereadores dos partidos de esquerda, é ajudar os cidadãos a evitar a "armadilha da pobreza", diz Nienke Horst, um conselheiro do Partido Liberal Democrata naquele município, citado pelo britânico "The Guardian". No entanto, com esta novidade também se espera que as pessoas que trocam constantemente de emprego consigam, tendo acesso a um rendimento base de 892 euros, ter tempo e estabilidade para procurar um emprego a longo prazo adequado ao seu perfil.
Embora a ideia seja, inicialmente, atribuir este rendimento apenas aos cidadãos carenciados, o conceito é mais abrangente e consiste num rendimento que é garantido de forma incondicional, sem que haja pré-requisitos ou obrigação de procurar trabalho e sem depender de fontes de rendimento.
“Temos de confiar nas pessoas"
No entanto, se o conceito parece revolucionário, esta impressão traz dificuldades acrescidas: "Em Utrecht, não chamamos à ideia 'rendimento básico' porque as pessoas acham que isso é apenas receber dinheiro, sentar-se em casa e ver televisão", explica Heleen de Boer, uma vereadora dos Verdes naquela cidade, citada pelo "Guardian". No entanto, de Boer acrescenta que, para a ideia funcionar, há um requisito: "Penso que temos de confiar nas pessoas".
Se a experiência se concretizar, os resultados serão analisados por Loek Groot, professor da Universidade de Utrecht, para verificar se o esquema traz benefícios e se pode ser aplicado a todos os residentes da cidade.
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