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6.6.12

Estudantes vão poder ser expulsos da escola por três anos

Por Clara Viana, in Público on-line

A pena máxima regressa às escolas por via do novo Estatuto do Aluno, que foi hoje enviado ao Parlamento pelo Ministério da Educação e Ciência.

A partir do próximo ano lectivo, os alunos com mais de 18 anos, e que estão por isso fora da escolaridade obrigatória, podem ser expulsos da escola e impedidos de regressar durante mais dois anos. Ou seja, são expulsos num ano lectivo e não poderão regressar nos dois anos seguintes.

O projecto de lei que revê o Estatuto do Aluno foi aprovado na quinta-feira passada em Conselho de Ministros, foi hoje entregue na Assembleia da República e enviado à comunicação social. A medida de expulsão não figurava entre as alterações ao estatuto que foram divulgadas pela tutela na semana passada.

Segundo o diploma, que terá de ser votado pelo Parlamento, a decisão de expulsão compete ao director-geral da Educação, com possibilidade de delegação, e só pode ser adoptada “quando, de modo notório, se constate não haver outra medida ou modo de responsabilização no sentido do cumprimento dos seus deveres como aluno”.

4.6.12

Pais de alunos que faltam com menos apoio social

Marlene Carriço, in Negócios on-line

Os pais de alunos que excedam o limite de faltas injustificadas ou tenham processos disciplinares podem vir a sofrer cortes nos apoios sociais.

Os pais de alunos que excedam o limite de faltas injustificadas ou tenham processos disciplinares podem vir a sofrer cortes nos apoios sociais. Esta é uma das medidas que constam do novo Estatuto do Aluno, ontem aprovado em Conselho de Ministros, que promove a responsabilização de todos os intervenientes no processo educativo.

"A violação reiterada dos deveres de assiduidade e disciplina por parte dos alunos determina uma censura social aos pais ou encarregados de educação, podendo levar à redução de apoios sociais à família ou a contraordenações", lê-se no comunicado enviado pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC).

Também para o aluno haverá alterações: acaba o plano individual de trabalho - "uma carga de trabalho grande sobre os professores, com resultados diminutos", segundo o secretário de Estado do ensino e Administração Escolar -, que passa a ser substituído por medidas ao critério da escola como tarefas socialmente úteis para a escola ou comunidade, após o horário lectivo.

Esta proposta de lei determina também a equiparação à falta de presença a falta de pontualidade e de material didáctico.

Subsistindo a falta de assiduidade, "será dada [ao aluno] a possibilidade de mudança do percurso escolar; poderá ocorrer a retenção no ensino básico e a exclusão a disciplinas no caso do ensino secundário", explica o ministério de Nuno Crato. Em paralelo, é obrigatória a comunicação à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens.

Entre as medidas sancionatórias para o aluno constam a suspensão até três dias, seguida de audição do mesmo e do encarregado de educação. Além disso, os crimes cometidos contra professores terão um agravamento de um terço das penas máxima e mínima.

Alunos poderão ter mais tempo de aulas até ao sexto ano

Foi também ontem aprovado o documento que regulamenta o aumento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos, ratificado pelo Parlamento em 2009.

Para prevenir o insucesso, o Governo compromete-se a reforçar o apoio ao estudo no 1º ciclo, e fala num "possível prolongamento do calendário escolar dos 1º e 2º ciclos", bem como na "implementação de um sistema modular como via alternativa ao currículo do ensino básico para maiores de 16 anos" e uma oferta adaptada ao aluno, no secundário.