in RR
Dados foram divulgados hoje pelo Eurostat. Letónia, Estónia e Lituânia foram os países onde o PIB mais cresceu.
A economia da Zona Euro voltou a encolher no quarto trimestre de 2012 e a portuguesa foi a que mais recuou. Comparando com igual período do ano anterior, o PIB português caiu 3,8%, segundo os dados do Eurostat divulgados esta quarta-feira.
Na comparação com o trimestre anterior, o Produto Interno Bruto recuou 1,8% nos últimos três meses do ano passado, valor em linha com o divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Portugal lidera, assim, a maior queda do PIB, seguido do Chipre e da Eslovénia. Em sentido contrário, os maiores crescimentos do PIB no quarto trimestre de 2012 ficaram a cargo da Letónia (1,3%), da Estónia (0,9%) e da Lituânia (0,7%), em comparação com os três meses anteriores.
Na Zona Euro, o Produto Interno Bruto caiu 0,6% em relação aos três meses anteriores, mantendo-se em recessão, segundo dados do gabinete de estatística da União Europeia.
A principal razão do recuo terá sido a queda do comércio e do investimento.
Em termos anuais, o PIB da União Europeia ficou-se pelos 0,3%.
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6.3.13
9.12.12
Riqueza produzida contraiu 3% nos primeiros nove meses do ano
in Jornal de Notícias
O PIB, indicador da riqueza produzida no país, diminui 3% no conjunto dos três primeiros trimestres de 2012, com o abrandamento das exportações e a redução menos acentuada das importações a darem uma contribuição menos positiva para o desempenho no terceiro trimestre.
De acordo com as Contas Nacionais Trimestrais publicadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, a contribuição para o PIB no terceiro trimestre (em termos homólogos) só melhorou no que diz respeito à procura interna.
Ainda assim, a procura interna continua a apresentar resultados negativos passando de uma queda de 8,3% no segundo trimestre (compara com segundo trimestre de 2011) para uma queda de 7,1% no terceiro trimestre (compara com terceiro trimestre de 2012).
Este resultado surge devido a uma queda menos expressiva no investimento, que passa de -20,8% no segundo trimestre (em termos homólogos) para -14,2% no terceiro trimestre, e do consumo público, cuja queda é menor no terceiro trimestre, ao passar de -5,3% para -4,7%.
No entanto, as famílias continuam a apertar o cinto e assim o consumo privado agrava novamente as quedas que tem vindo a registar nos últimos trimestres, passando de -5,5% no primeiro trimestre, para -5,8% no segundo trimestre e agora 6% no terceiro trimestre.
As exportações e as importações foram no sentido inverso e começam a abrandar o seu contributo positivo para estas contas.
A taxa de variação homóloga das exportações tem vindo a abrandar de forma significativa desde o primeiro trimestre deste ano, altura em que atingia os 8,2%, passando para 3,7% no segundo trimestre e finalmente para 1,7% no terceiro trimestre.
A redução nas importações de bens e serviços até tinha aumentado no segundo trimestre -- tem um perfil menos constante -- de -5,4% do primeiro trimestre para os -10,8% no segundo trimestre, mas voltou a abrandar no terceiro trimestre para os -8,2%.
O Produto Interno Bruto (PIB) em termos homólogos sofreu uma contração de 3,5% no terceiro trimestre (agravamento de 0,1 pontos percentuais face à primeira estimativa), após uma queda de 3,1% no segundo trimestre, e de 2,3% no primeiro trimestre do ano.
O PIB, indicador da riqueza produzida no país, diminui 3% no conjunto dos três primeiros trimestres de 2012, com o abrandamento das exportações e a redução menos acentuada das importações a darem uma contribuição menos positiva para o desempenho no terceiro trimestre.
De acordo com as Contas Nacionais Trimestrais publicadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, a contribuição para o PIB no terceiro trimestre (em termos homólogos) só melhorou no que diz respeito à procura interna.
Ainda assim, a procura interna continua a apresentar resultados negativos passando de uma queda de 8,3% no segundo trimestre (compara com segundo trimestre de 2011) para uma queda de 7,1% no terceiro trimestre (compara com terceiro trimestre de 2012).
Este resultado surge devido a uma queda menos expressiva no investimento, que passa de -20,8% no segundo trimestre (em termos homólogos) para -14,2% no terceiro trimestre, e do consumo público, cuja queda é menor no terceiro trimestre, ao passar de -5,3% para -4,7%.
No entanto, as famílias continuam a apertar o cinto e assim o consumo privado agrava novamente as quedas que tem vindo a registar nos últimos trimestres, passando de -5,5% no primeiro trimestre, para -5,8% no segundo trimestre e agora 6% no terceiro trimestre.
As exportações e as importações foram no sentido inverso e começam a abrandar o seu contributo positivo para estas contas.
A taxa de variação homóloga das exportações tem vindo a abrandar de forma significativa desde o primeiro trimestre deste ano, altura em que atingia os 8,2%, passando para 3,7% no segundo trimestre e finalmente para 1,7% no terceiro trimestre.
A redução nas importações de bens e serviços até tinha aumentado no segundo trimestre -- tem um perfil menos constante -- de -5,4% do primeiro trimestre para os -10,8% no segundo trimestre, mas voltou a abrandar no terceiro trimestre para os -8,2%.
O Produto Interno Bruto (PIB) em termos homólogos sofreu uma contração de 3,5% no terceiro trimestre (agravamento de 0,1 pontos percentuais face à primeira estimativa), após uma queda de 3,1% no segundo trimestre, e de 2,3% no primeiro trimestre do ano.
29.10.12
Economia portuguesa estará no próximo ano ao nível de 2000
in Jornal de Notícias
As previsões do Governo e da 'troika' apontam para que a economia portuguesa vá encolher no próximo ano para o nível mais baixo desde o ano 2000.
Considerando as previsões do FMI divulgadas na quinta-feira, nem em 2017 o Produto Interno Bruto (PIB) real português conseguirá ultrapassar o máximo atingido em 2007.
Em 2011, o PIB de Portugal foi 159.391 milhões de euros, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este valor é calculado em volume - ou seja, está ajustado para os efeitos da inflação - e toma como referência o ano 2006.
Considerando que tanto o Governo como a 'troika' preveem para este ano uma contração de 3% na economia, o PIB para 2012 ficará nos 154.610 milhões de euros. As autoridades esperam que em 2013 a economia volte a encolher mais 1% -- o que deixaria o PIB real nos 153.063 milhões de euros.
Para encontrar um PIB português inferior a este número é preciso recuar até ao ano 2000: 152.156 milhões de euros.
Governo e 'troika' esperam que as coisas comecem a recuperar já no próximo ano, e que em 2014 volte a haver crescimento, embora tímido: 1,2 por cento. Para os anos seguintes, o Fundo Monetário Internacional atribui uma taxa de crescimento fixa -- 1,8 por cento até 2017.
Se estas previsões (muito provisórias) se concretizarem, em 2017 a economia portuguesa atingirá 163.417 milhões de euros -- um valor ainda inferior aos 164.660 milhões de euros de 2007.
Mesmo olhando para o PIB nominal (isto é, o valor da economia em euros sem ajustar para a inflação), o panorama não é animador.
Segundo o Ministério das Finanças, o PIB nominal este ano vai cair para 166.342 milhões de euros -- o nível mais baixo desde 2006.
Se as projeções do Governo se concretizarem, o PIB nominal atingirá os 170.394 milhões de euros em 2014 -- mesmo assim, um valor inferior ao que se registou no ano passado.
As previsões do Governo e da 'troika' apontam para que a economia portuguesa vá encolher no próximo ano para o nível mais baixo desde o ano 2000.
Considerando as previsões do FMI divulgadas na quinta-feira, nem em 2017 o Produto Interno Bruto (PIB) real português conseguirá ultrapassar o máximo atingido em 2007.
Em 2011, o PIB de Portugal foi 159.391 milhões de euros, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este valor é calculado em volume - ou seja, está ajustado para os efeitos da inflação - e toma como referência o ano 2006.
Considerando que tanto o Governo como a 'troika' preveem para este ano uma contração de 3% na economia, o PIB para 2012 ficará nos 154.610 milhões de euros. As autoridades esperam que em 2013 a economia volte a encolher mais 1% -- o que deixaria o PIB real nos 153.063 milhões de euros.
Para encontrar um PIB português inferior a este número é preciso recuar até ao ano 2000: 152.156 milhões de euros.
Governo e 'troika' esperam que as coisas comecem a recuperar já no próximo ano, e que em 2014 volte a haver crescimento, embora tímido: 1,2 por cento. Para os anos seguintes, o Fundo Monetário Internacional atribui uma taxa de crescimento fixa -- 1,8 por cento até 2017.
Se estas previsões (muito provisórias) se concretizarem, em 2017 a economia portuguesa atingirá 163.417 milhões de euros -- um valor ainda inferior aos 164.660 milhões de euros de 2007.
Mesmo olhando para o PIB nominal (isto é, o valor da economia em euros sem ajustar para a inflação), o panorama não é animador.
Segundo o Ministério das Finanças, o PIB nominal este ano vai cair para 166.342 milhões de euros -- o nível mais baixo desde 2006.
Se as projeções do Governo se concretizarem, o PIB nominal atingirá os 170.394 milhões de euros em 2014 -- mesmo assim, um valor inferior ao que se registou no ano passado.
7.9.12
Riqueza de Portugal caiu 3,3% no segundo trimestre
in Jornal de Notícias
O Produto Interno Bruto, indicador que mede a riqueza, de Portugal caiu 3,3% no segundo trimestre de 2012 relativamente ao mesmo período do ano anterior, indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística, confirmando os valores avançados na estimativa rápida.
No segundo trimestre de 2012, a variação homóloga do Produto Interno Bruto (PIB) "em termos reais foi -3,3%, o que compara com a taxa de -2,3% observada no trimestre anterior", refere o INE no destaque divulgado esta sexta-feira.
Face ao trimestre anterior, o PIB caiu 1,2 por cento.
O Produto Interno Bruto, indicador que mede a riqueza, de Portugal caiu 3,3% no segundo trimestre de 2012 relativamente ao mesmo período do ano anterior, indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística, confirmando os valores avançados na estimativa rápida.
No segundo trimestre de 2012, a variação homóloga do Produto Interno Bruto (PIB) "em termos reais foi -3,3%, o que compara com a taxa de -2,3% observada no trimestre anterior", refere o INE no destaque divulgado esta sexta-feira.
Face ao trimestre anterior, o PIB caiu 1,2 por cento.
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