in Jornal de Notícias
Em pouco mais de 30 anos, milhões de pessoas em países em desenvolvimento poderão não conseguir comprar e comer peixe, alerta um relatório da World Wide Fund for Nature (WWF).
O documento, "À pesca de proteínas - Qual o impacto das pescarias marinhas na segurança alimentar global até 2050", analisa a quantidade de peixe que pode ser retirada dos mares de forma sustentável até meio do século.
A análise prevê que muitas pessoas terão de exportar o peixe em vez de o comer e não terão acesso a alternativas que substituam a fonte de proteína.
No relatório os responsáveis a organização começa por alertar para a necessidade de se duplicar as necessidades globais de alimentos nos próximos anos, face ao aumento populacional, e lembram que mil milhões de pessoas passam fome todos os dias, por problemas de distribuição alimentar e de pobreza.
O peixe, diz-se no documento, alimenta com pelo menos 20% das necessidades de proteína mais de 3,1 mil milhões de pessoas e é responsável pelo fornecimento de 17% da proteína consumida no mundo.
Adicionalmente cerca de 500 milhões de pessoas vivem da pesca, sendo que nem sempre para consumo. O peixe é frequentemente a única fonte disponível de proteínas nas regiões costeiras de países em desenvolvimento mas no mundo o peixe é menos consumido nos países mais pobres (10 quilos por pessoa/ano) e tem um consumo acima da média na Ásia, América do Norte e Europa.
Até meio do século, diz o estudo da WWF, é necessário uma captura sustentável e uma melhor gestão das pescas, o que permitiria peixe suficiente para toda a população (12 quilos por pessoa/ano). Mas perante uma escassez em 2050 os países ricos irão preferir importar peixe dos países em desenvolvimento, que optarão por vender a fonte de proteína em vez de a comer.
Nesse ano, diz-se no estudo, países pobres de África e da América Latina não conseguirão satisfazer a suas procuras internas por exportarem para os países ricos.
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1.2.17
3.4.14
Fruta, carne e peixe estão em mínimos de décadas
por Diana Mendes, in Diário de Notícias
Padrões são desequilibrados em relação à roda dos alimentos. Há vinte anos que não tínhamos tão poucos frutos disponíveis.
Há pelo menos 20 anos que os portugueses não tinham tão poucos frutos disponíveis e há 10 anos que não havia níveis tão baixos de carne de bovino. No pescado (oito anos) e nos laticínios (nove) os sinais são semelhantes. Os dados do INE, relativos à Balança Alimentar Portuguesa 2008-2012, foram ontem divulgados e mostram uma redução da oferta nas mesas nacionais. Além disso, concluiu-se que os padrões de consumo dos portugueses são altamente desequilibrados em relação à roda dos alimentos, uma referência para a alimentação saudável.
O INE, que analisa a oferta de alimentos em conjuntos de cinco anos, revela que , só no caso da carne de bovino, cada habitante passou a consumir 69,8 kg por ano, menos 5,9 kg em apenas quatro anos. Neste período, também a carne de porco esteve menos disponível, tendo caído 11,6%.
Pelo contrário, a carne dos animais de capoeira foi a única a apresentar um aumento das quantidades disponíveis. A maior parte da carne (70%) é de produção nacional, embora a de capoeira tenha um peso nacional maior (85%).
Padrões são desequilibrados em relação à roda dos alimentos. Há vinte anos que não tínhamos tão poucos frutos disponíveis.
Há pelo menos 20 anos que os portugueses não tinham tão poucos frutos disponíveis e há 10 anos que não havia níveis tão baixos de carne de bovino. No pescado (oito anos) e nos laticínios (nove) os sinais são semelhantes. Os dados do INE, relativos à Balança Alimentar Portuguesa 2008-2012, foram ontem divulgados e mostram uma redução da oferta nas mesas nacionais. Além disso, concluiu-se que os padrões de consumo dos portugueses são altamente desequilibrados em relação à roda dos alimentos, uma referência para a alimentação saudável.
O INE, que analisa a oferta de alimentos em conjuntos de cinco anos, revela que , só no caso da carne de bovino, cada habitante passou a consumir 69,8 kg por ano, menos 5,9 kg em apenas quatro anos. Neste período, também a carne de porco esteve menos disponível, tendo caído 11,6%.
Pelo contrário, a carne dos animais de capoeira foi a única a apresentar um aumento das quantidades disponíveis. A maior parte da carne (70%) é de produção nacional, embora a de capoeira tenha um peso nacional maior (85%).
1.3.13
Portugueses optam pelo peixe mais barato
in Diário de Notícias
Os portugueses estão a optar por espécies de peixe mais baratas por causa da crise, mas a diferença de sabor e a falta de tempo para descobrir novas formas de cozinhar podem baixar o consumo, alertam especialistas.
Com base em dados da distribuição e de empresas que seguem regularmente o consumo, referentes ao ano passado, o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, Pedro Graça, disse à agência Lusa que se notou "uma substituição nas categorias do peixe, ou seja, as pessoas querem continuar a consumir pescado, mas estão a optar por espécies mais baratas".
Pedro Graça falava a propósito da III Conferência benefícios do Omega3, que hoje se realiza em Lisboa, organizada pela Fileira do Pescado e que analisa os hábitos alimentares dos portugueses e a sua reação às dificuldades económicas.
Manuel Tarré, da Fileira do Pescado, concorda com a análise do especialista e em declarações à Lusa afirmou que se nota "a procura de produtos mais baratos" e a redução do consumo de peixe fresco nalgumas zonas do país.
Mas, realçou, "as alternativas de [peixes] congelados têm mantido os preços".
"O peixe está de tal forma nos hábitos alimentares portugueses que as transferências fazem-se naturalmente, em alguns momentos, para produtos mais baratos, pelo seu tamanho ou pela espécie", explicou Manuel Tarré, acrescentando que "há um desvio entre 10 e 15%".
Nas perspetiva dos especialistas em nutrição, "não há problemas de maior em que as pessoas variem esses consumos e procurem espécies mais baratas, desde que continuem a consumir regularmente pescado".
A questão levantada por Pedro Graça é "se essas variações de espécies e de procura induzem as pessoas a consumir menos porque são espécies para as quais o sabor ainda não está preparado, [trata-se de um] tipo de peixe com mais dificuldade de preparação ou peixe mais pequeno, com mais espinhas, e isso pode levar a que alguns consumidores, nomeadamente os mais jovens, tenham menos apetência para este alimento".
Assim, a preocupação é "até que ponto estas variações do estatuto económico das pessoas e a crise pode levar a que exista menos tempo para cozinhar" levando os portugueses a optar pelo que é mais fácil, um comportamento que "pode afastar as pessoas do consumo de pescado".
E esse comportamento seria "uma pena", realçou o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, sublinhandoo os benefícios nutricionais do consumo de peixe para a saúde.
Os nutricionistas e o próprio Programa sugerem até que o tipo de espécies consumidas seja diverso, pois o peixe, apesar de ter características nutricionais semelhantes, tem pequenas diferenças, como aquelas relativas ao teor de gordura ou tipo de vitaminas e a variação "é importante para o equilíbrio nutricional", apontou Pedro Graça.
O especialista é um dos participantes na Conferência, que pretende alertar para a importância de consumir pescado, defendendo ser possível uma alimentação equilibrada a custos controlados.
Segundo Manuel Tarré, o consumo de pescado em Portugal atinge cerca de 600 mil toneladas anuais e o país ocupa o terceiro lugar no mundo em termos de consumo de peixe per capita, depois do Japão e da Islândia.
Artigo Parcial
Os portugueses estão a optar por espécies de peixe mais baratas por causa da crise, mas a diferença de sabor e a falta de tempo para descobrir novas formas de cozinhar podem baixar o consumo, alertam especialistas.
Com base em dados da distribuição e de empresas que seguem regularmente o consumo, referentes ao ano passado, o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, Pedro Graça, disse à agência Lusa que se notou "uma substituição nas categorias do peixe, ou seja, as pessoas querem continuar a consumir pescado, mas estão a optar por espécies mais baratas".
Pedro Graça falava a propósito da III Conferência benefícios do Omega3, que hoje se realiza em Lisboa, organizada pela Fileira do Pescado e que analisa os hábitos alimentares dos portugueses e a sua reação às dificuldades económicas.
Manuel Tarré, da Fileira do Pescado, concorda com a análise do especialista e em declarações à Lusa afirmou que se nota "a procura de produtos mais baratos" e a redução do consumo de peixe fresco nalgumas zonas do país.
Mas, realçou, "as alternativas de [peixes] congelados têm mantido os preços".
"O peixe está de tal forma nos hábitos alimentares portugueses que as transferências fazem-se naturalmente, em alguns momentos, para produtos mais baratos, pelo seu tamanho ou pela espécie", explicou Manuel Tarré, acrescentando que "há um desvio entre 10 e 15%".
Nas perspetiva dos especialistas em nutrição, "não há problemas de maior em que as pessoas variem esses consumos e procurem espécies mais baratas, desde que continuem a consumir regularmente pescado".
A questão levantada por Pedro Graça é "se essas variações de espécies e de procura induzem as pessoas a consumir menos porque são espécies para as quais o sabor ainda não está preparado, [trata-se de um] tipo de peixe com mais dificuldade de preparação ou peixe mais pequeno, com mais espinhas, e isso pode levar a que alguns consumidores, nomeadamente os mais jovens, tenham menos apetência para este alimento".
Assim, a preocupação é "até que ponto estas variações do estatuto económico das pessoas e a crise pode levar a que exista menos tempo para cozinhar" levando os portugueses a optar pelo que é mais fácil, um comportamento que "pode afastar as pessoas do consumo de pescado".
E esse comportamento seria "uma pena", realçou o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, sublinhandoo os benefícios nutricionais do consumo de peixe para a saúde.
Os nutricionistas e o próprio Programa sugerem até que o tipo de espécies consumidas seja diverso, pois o peixe, apesar de ter características nutricionais semelhantes, tem pequenas diferenças, como aquelas relativas ao teor de gordura ou tipo de vitaminas e a variação "é importante para o equilíbrio nutricional", apontou Pedro Graça.
O especialista é um dos participantes na Conferência, que pretende alertar para a importância de consumir pescado, defendendo ser possível uma alimentação equilibrada a custos controlados.
Segundo Manuel Tarré, o consumo de pescado em Portugal atinge cerca de 600 mil toneladas anuais e o país ocupa o terceiro lugar no mundo em termos de consumo de peixe per capita, depois do Japão e da Islândia.
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