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1.2.17

Países pobres podem ficar sem peixe para comer em 2050

in Jornal de Notícias

Em pouco mais de 30 anos, milhões de pessoas em países em desenvolvimento poderão não conseguir comprar e comer peixe, alerta um relatório da World Wide Fund for Nature (WWF).

O documento, "À pesca de proteínas - Qual o impacto das pescarias marinhas na segurança alimentar global até 2050", analisa a quantidade de peixe que pode ser retirada dos mares de forma sustentável até meio do século.
A análise prevê que muitas pessoas terão de exportar o peixe em vez de o comer e não terão acesso a alternativas que substituam a fonte de proteína.

No relatório os responsáveis a organização começa por alertar para a necessidade de se duplicar as necessidades globais de alimentos nos próximos anos, face ao aumento populacional, e lembram que mil milhões de pessoas passam fome todos os dias, por problemas de distribuição alimentar e de pobreza.

O peixe, diz-se no documento, alimenta com pelo menos 20% das necessidades de proteína mais de 3,1 mil milhões de pessoas e é responsável pelo fornecimento de 17% da proteína consumida no mundo.

Adicionalmente cerca de 500 milhões de pessoas vivem da pesca, sendo que nem sempre para consumo. O peixe é frequentemente a única fonte disponível de proteínas nas regiões costeiras de países em desenvolvimento mas no mundo o peixe é menos consumido nos países mais pobres (10 quilos por pessoa/ano) e tem um consumo acima da média na Ásia, América do Norte e Europa.

Até meio do século, diz o estudo da WWF, é necessário uma captura sustentável e uma melhor gestão das pescas, o que permitiria peixe suficiente para toda a população (12 quilos por pessoa/ano). Mas perante uma escassez em 2050 os países ricos irão preferir importar peixe dos países em desenvolvimento, que optarão por vender a fonte de proteína em vez de a comer.

Nesse ano, diz-se no estudo, países pobres de África e da América Latina não conseguirão satisfazer a suas procuras internas por exportarem para os países ricos.

3.4.14

Fruta, carne e peixe estão em mínimos de décadas

por Diana Mendes, in Diário de Notícias

Padrões são desequilibrados em relação à roda dos alimentos. Há vinte anos que não tínhamos tão poucos frutos disponíveis.

Há pelo menos 20 anos que os portugueses não tinham tão poucos frutos disponíveis e há 10 anos que não havia níveis tão baixos de carne de bovino. No pescado (oito anos) e nos laticínios (nove) os sinais são semelhantes. Os dados do INE, relativos à Balança Alimentar Portuguesa 2008-2012, foram ontem divulgados e mostram uma redução da oferta nas mesas nacionais. Além disso, concluiu-se que os padrões de consumo dos portugueses são altamente desequilibrados em relação à roda dos alimentos, uma referência para a alimentação saudável.

O INE, que analisa a oferta de alimentos em conjuntos de cinco anos, revela que , só no caso da carne de bovino, cada habitante passou a consumir 69,8 kg por ano, menos 5,9 kg em apenas quatro anos. Neste período, também a carne de porco esteve menos disponível, tendo caído 11,6%.

Pelo contrário, a carne dos animais de capoeira foi a única a apresentar um aumento das quantidades disponíveis. A maior parte da carne (70%) é de produção nacional, embora a de capoeira tenha um peso nacional maior (85%).

1.3.13

Portugueses optam pelo peixe mais barato

in Diário de Notícias

Os portugueses estão a optar por espécies de peixe mais baratas por causa da crise, mas a diferença de sabor e a falta de tempo para descobrir novas formas de cozinhar podem baixar o consumo, alertam especialistas.

Com base em dados da distribuição e de empresas que seguem regularmente o consumo, referentes ao ano passado, o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, Pedro Graça, disse à agência Lusa que se notou "uma substituição nas categorias do peixe, ou seja, as pessoas querem continuar a consumir pescado, mas estão a optar por espécies mais baratas".

Pedro Graça falava a propósito da III Conferência benefícios do Omega3, que hoje se realiza em Lisboa, organizada pela Fileira do Pescado e que analisa os hábitos alimentares dos portugueses e a sua reação às dificuldades económicas.

Manuel Tarré, da Fileira do Pescado, concorda com a análise do especialista e em declarações à Lusa afirmou que se nota "a procura de produtos mais baratos" e a redução do consumo de peixe fresco nalgumas zonas do país.

Mas, realçou, "as alternativas de [peixes] congelados têm mantido os preços".

"O peixe está de tal forma nos hábitos alimentares portugueses que as transferências fazem-se naturalmente, em alguns momentos, para produtos mais baratos, pelo seu tamanho ou pela espécie", explicou Manuel Tarré, acrescentando que "há um desvio entre 10 e 15%".

Nas perspetiva dos especialistas em nutrição, "não há problemas de maior em que as pessoas variem esses consumos e procurem espécies mais baratas, desde que continuem a consumir regularmente pescado".

A questão levantada por Pedro Graça é "se essas variações de espécies e de procura induzem as pessoas a consumir menos porque são espécies para as quais o sabor ainda não está preparado, [trata-se de um] tipo de peixe com mais dificuldade de preparação ou peixe mais pequeno, com mais espinhas, e isso pode levar a que alguns consumidores, nomeadamente os mais jovens, tenham menos apetência para este alimento".

Assim, a preocupação é "até que ponto estas variações do estatuto económico das pessoas e a crise pode levar a que exista menos tempo para cozinhar" levando os portugueses a optar pelo que é mais fácil, um comportamento que "pode afastar as pessoas do consumo de pescado".

E esse comportamento seria "uma pena", realçou o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, sublinhandoo os benefícios nutricionais do consumo de peixe para a saúde.

Os nutricionistas e o próprio Programa sugerem até que o tipo de espécies consumidas seja diverso, pois o peixe, apesar de ter características nutricionais semelhantes, tem pequenas diferenças, como aquelas relativas ao teor de gordura ou tipo de vitaminas e a variação "é importante para o equilíbrio nutricional", apontou Pedro Graça.

O especialista é um dos participantes na Conferência, que pretende alertar para a importância de consumir pescado, defendendo ser possível uma alimentação equilibrada a custos controlados.

Segundo Manuel Tarré, o consumo de pescado em Portugal atinge cerca de 600 mil toneladas anuais e o país ocupa o terceiro lugar no mundo em termos de consumo de peixe per capita, depois do Japão e da Islândia.

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