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2.8.18

Dívida pública alivia de máximo histórico para 246,7 mil milhões de euros em junho

in o Observador

A dívida pública caiu em junho para os 246,7 mil milhões de euros, de acordo com a informação divulgada esta quarta-feira pelo Banco de Portugal.

A dívida pública na ótica de Maastricht, calculada de acordo com a definição utilizada no Procedimento dos Défices Excessivos, caiu em junho para os 246,7 mil milhões de euros.

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal, a dívida reduziu-se em 3,6 mil milhões de euros relativamente ao final de maio, mês em que atingiu um máximo histórico de 250,3 mil milhões de euros. Este é o valor mais baixo do montante de dívida pública desde março deste ano.

A justificar esta descida está o decréscimo dos títulos de dívida e dos empréstimos. “Os ativos em depósitos das administrações públicas diminuíram 4,8 mil milhões de euros, pelo que a dívida pública líquida de depósitos registou um aumento de 1,1 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando 227,5 mil milhões de euros”, explica o Banco de Portugal.

11.7.18

Centeno procura novas formas para financiar o Estado. Depois das panda bonds, vêm aí as green bonds

Alberto Teixeira, in Ecoonline

Centeno garantiu que Portugal tem condições para pagar a sua dívida. Vê rácio a cair para baixo de 100% do PIB em 2025. E adiantou que Portugal se prepara para emitir green bonds.

O ministro das Finanças garantiu esta quarta-feira que a dívida pública portuguesa é sustentável e que o rácio vai continuar a cair este ano e nos seguintes. Aos deputados, Mário Centeno assegurou que a República tem condições para pagar a sua dívida. E adiantou que além das panda bonds, em moeda chinesa, Portugal está a olhar “com atenção” para o mercado de green bonds (obrigações verdes).


“Gostava de começar por transmitir uma mensagem de tranquilidade: a dívida da República portuguesa é sustentável e o rácio dívida/PIB vai continuar a cair este ano e nos anos seguintes”, disse Mário Centeno no Parlamento, onde está a ser ouvido no âmbito do grupo de trabalho sobre a dívida pública. “Portugal tem condições para pagar a sua dívida”, defendeu ainda.

As declarações do ministro surgem depois de o endividamento público ter atingido os 250,3 mil milhões de euros em maio, um novo recorde absoluto. Ainda assim, as previsões do Governo apontam para uma redução da dívida pública para 122,2% no final de 2018.

Centeno desvalorizou este recorde. “A dívida pública gere-se numa perspetiva de longo prazo”, disse, “com uma política orçamental responsável”. “O rácio da dívida não deve ser analisada em termos mensais”, sublinhou, notando que este rácio vai cair para baixo de 100% em 2025.


"A emissão de panda bonds está em fase final de execução e estamos a olhar com atenção para o mercado de green bonds.”

“Cabe ao governo assegurar políticas que sejam credíveis para todos os que financiam o Estado”, lembrou.

Por causa das políticas do Governo, “estamos a emitir dívida com um custo menor e a uma maturidade adequada”, considerou Centeno.

O ministro das Finanças deixou ainda duas novidades no que toca à diversificação das fontes de financiamento do Estado. “A emissão de panda bonds está em fase final de execução e estamos a olhar com atenção para o mercado de green bonds“, revelou Centeno.

Portugal paga menos por 950 milhões em dívida de longo prazo

23.2.18

Dívida pública recua para valor mais baixo desde 2012

Lucília Tiago, in Dinheiro Vivo

A dívida pública chegou a dezembro de 2017 num valor mais alto do que um ano antes, mas o seu peso no PIB recuou para níveis de 2012.

O ano de 2017 fechou com o peso do endividamento público no Produto Interno Bruto a situar-se em 126,2%. São menos 4,1 pontos percentuais do que no final de 2016, segundo mostram os dados publicados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal. Trata-se de uma das maiores quedas dos últimos anos e é necessário recuar a 2012 para encontrar um ano em que o peso do endividamento do Estado na economia era inferior aos 126,2% agora divulgados.

Este valor fica em linha do que tinha sido estimado pelo governo – que apontava exatamente para 126,2%. Os reembolsos antecipados ao Fundo Monetário Internacional (um dos organismos que emprestou dinheiro a Portugal quando o país avançou para um resgate), cujo valor compensou as novas emissões de dívida, e o crescimento da economia registado em 2017 (2,7%) foram determinantes para este recuo do rácio da dívida quando medido em percentagem do PIB. Em valor, a dívida pública chegou a dezembro de 2017 nos 242 598 milhões de euros – acima dos 240 958 milhões registados um ano antes. A informação divulgada mostra que o peso da dívida na economia atingiu o valor mais elevado de sempre no final em março de 2014 altura em que se situou em 133,0% do PIB. Ao longo do ano passado, o ponto mais alto foi observado no final do segundo trimestre, com o rácio a ascender a 132,1%.

6.7.15

Portugal é o quarto país da OCDE com a maior dívida pública

Pedro Crisóstomo, in Público on-line

Conseguir um excedente orçamental é uma condição necessária, mas não suficiente para estabilizar a dívida, diz a OCDE.

Em seis anos, a dívida pública do conjunto dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) aumentou 34,7 pontos percentuais, com Irlanda, Grécia e Portugal a registarem as maiores subidas.

Numa análise à evolução da dívida pública, publicada nesta segunda-feira no relatório Government at a Glance 2015 (Panorama das administrações públicas 2015), a OCDE lembra que o aumento do rácio da dívida nos três países europeus está associado ao facto de estas economias terem sido “severamente afectadas pela crise e de terem sido alvo dos programas de resgate financeiro da União Europeia”.

Os dados que a OCDE cita para concluir que houve um aumento próximo dos 35 pontos percentuais refere-se ao período de 2007 a 2013. A trajectória ascendente coloca Portugal como o quarto país com o maior nível de dívida pública quando comparada com o Produto Interno Bruto (PIB). Em 2014, esse rácio era de 130,2%. Com um nível de dívida pública maior apenas surgem o Japão (226%), a Grécia (177,4%) e Itália (132%).

A OCDE nota que países acumularam dívida pública para “financiar despesas acima das suas receitas” e considera que, como resultado da crise, muitos países “aumentaram a despesa, através de pacotes de estímulo e intervenções para suportar as instituições financeiras, incorrendo por isso em dívida pública. Em muitos países da OCDE, a colecta das receitas também diminuiu, aumentando a pressão sobre as finanças públicas”.

No conjunto dos países da OCDE para os quais há estatísticas disponíveis, o pagamento de juros representou, em média, 2,9% do PIB em 2013. Portugal está, com a Itália e a Islândia, no topo dos países onde este encargo foi mais alto quando comparado com o PIB. Nestes três países, o pagamento de juros ascendeu a 5% do PIB. Em sentido oposto, os valores mais baixos registaram-se na Estónia e no Luxemburgo, com um rácio inferior a 0,5%.

“Para os países com uma grande dívida pública, atingir um excedente orçamental é muitas vezes considerado uma condição necessária, embora não suficiente, para estabilizar ou diminuir os níveis de dívida pública”, refere a OCDE, sublinhando que o aumento dos encargos com o pagamento de juros “é o resultado de défices anteriores e uma consequência associada à dimensão” da dívida pública. “Embora o pagamento de juros não represente per se um factor negativo, se a dívida continua a crescer, pode acrescentar pressão adicional sobre a sustentabilidade das finanças públicas”, avisa a OCDE.

Sobre a consolidação orçamental em Portugal, a organização liderada por Ángel Gurría considera que, depois de “vários anos numa situação muito difícil nas finanças públicas”, o Governo adoptou no ano passado “um ritmo de consolidação orçamental mais moderado”, conseguindo baixar o défice para 4,5% do PIB.

Quanto ao défice estrutural (que não considera as medidas extraordinárias, nem o efeito do ciclo económico, sendo por isso um indicador mais usado para medir o esforço de consolidação orçamental), a OCDE sublinha que Portugal teve uma descida considerável, fazendo o saldo orçamental baixar de -8,7% para -1,9% em 2013 e para -0,9% em 2014. Esta foi, segundo a OCDE, uma redução melhor do que a média registada nos países da organização, o que reflecte “algumas melhorias na posição orçamental subjacente de Portugal”.

“Como resultado dos esforços de consolidação, a maioria dos países da OCDE melhorou o seu saldo corrente (a diferença entre as receitas e as despesas correntes) entre 2009 e 2013, incluindo países com um elevado saldo negativo, como a Grécia, Irlanda e Portugal”.

7.5.14

OCDE. Portugal vai continuar a divergir da zona euro

Por Filipe Paiva Cardoso, in iOnline




Organização adianta que a economia portuguesa vai continuar a divergir dos parceiros da zona euro e dívida vai chegar a 132% do PIB




A dívida portuguesa vai crescer 10 mil milhões de euros até ao final de 2015, prevê a OCDE, que antecipa que o nível de endividamento do Estado chegará aos 131,8% do PIB no final do próximo ano - valor que compara com os 129% registados no final de 2013. Mas não é só neste ponto que as previsões para Portugal da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico são menos optimistas que as da troika ou governo.

Apesar do declínio acentuado imposto à economia portuguesa nos últimos anos, as previsões da OCDE apontam no sentido de que os primeiros anos do pós-troika ficarão marcados pelo problema estrutural que tem marcado o país: os portugueses continuarão a ficar mais pobres face aos seus pares europeus, apesar de pagarem impostos mais elevados e ganharem salários bem mais baixos.

A OCDE antecipou ontem que o PIB português este ano cresça apenas 1,1% e mais 1,4% em 2015, valores que comparam mal com o crescimento económico previsto para a zona euro. O conjunto de países da moeda única deverá crescer 1,2% e 1,7%, continuando assim a trajectória de empobrecimento dos portugueses face aos seus congéneres do euro.

Esta evolução implica que se no final de 2012 o PIB per capita português já estava 30% abaixo da média da zona euro, quando em 2010 estava 25% aquém, até 2015 a situação vai piorar, com os portugueses a ficarem ainda mais pobres em relação à zona euro. Em 2010, o PIB per capita português estava 6,8 mil euros abaixo da média da zona euro (18 países), em 2012 a diferença já superava os 8,1 mil euros. Nos próximos anos, o fosso continuará a aumentar. Especialmente em relação à Alemanha, que deve continuar a crescer num ritmo superior ao da zona euro.

Apesar da continuação da estratégia de empobrecimento do país, ao nível do emprego nada irá melhorar em relação à situação europeia. Apesar da OCDE prever um ligeiro recuo na taxa de 2014 para 2015, de 15,1% para 14,8%, a queda prevista é idêntica à que a OCDE prevê que ocorra em toda a zona da moeda única, assim como no conjunto de países que compõem a OCDE: o organismo prevê que em todas as zonas geográficas o desemprego caia em 0,3 pontos percentuais, o que indicia que o desemprego melhorará em conjunto com o ambiente económico internacional e não graças a alguma mudança específica da situação portuguesa.

Deflação e comparação "Como a travagem da economia é e continuará a ser considerável, a inflação deverá manter-se muito baixa, existindo o risco de deflação, o que tornará a redução da dívida mais difícil", salienta a OCDE na análise à situação portuguesa, avançado com uma previsão de recuo de 0,3% nos preços este ano, subindo apenas 0,4% durante 2015.

As previsões da OCDE para Portugal são ligeiramente inferiores às feitas pelo governo e pela troika recentemente, já que acreditam apenas num salto de 1,1% do PIB, contra os 1,2% de previsão "oficial". Em sentido contrário, estão os números previstos para o desemprego em Portugal segundo a OCDE. A troika prevê que a economia nacional feche 2014 com uma taxa a ronda os 15,4%, contra os 15,1% avançados ontem pela OCDE, ainda que para 2015 todas as previsões coincidam: 14,8% de desemprego.

As previsões da OCDE foram publicadas no "Economic Outlook" de Primavera, divulgado ontem. Tal como qualquer organização que tem falado sobre Portugal, também a OCDE salienta que "é necessário prosseguir o ajustamento orçamental para além do programa de ajuda".