por Ana Margarida Pinheiro, in Diário de Notícias
O Banco Central Europeu (BCE) elogiou as reformas ao mercado laboral realizadas na Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália porque incluem "importantes medidas para aumentar a flexibilidade das negociações salariais e reduzir a excessiva protecção do emprego".
Num relatório sobre "os mercados laborais na zona euro e a crise", publicado hoje, o banco liderado por Mario Draghi analisa as alterações ao mercado laboral na zona euro para dizer que as reformas a este sector constituem os primeiros passos para melhorar a competitividade do conjunto da região do euro.
"As reacções à crise nos diferentes países não só reflectem as diferenças de força com que a crise atacou as instituições e mercado laboral como também a diferente natureza do seu impacto nas economias da zona euro e a presença de desequilíbrios acumulados", escreve o BCE.
Como explica, "em Portugal, foi adoptada uma significativa redução dos pagamentos por indemnização, juntamente com um aumento da flexibilidade do horário de trabalho e uma maior amplitude para negociação colectiva ao nível das empresas." Relevante, diz o Banco, é também "a revisão do sistema de segurança social" com redução do tempo e valor atribuído pelo subsídio de desemprego.
A instituição financeira refere, no global, que "a relevância das reformas laborais é particularmente grande na Grécia, Irlanda e Portugal, países actualmente sob um programa de assistência financeira". Como refere, "estas reformas podem ser muito abrangentes e incluem as pensões, o estado-social e o sector público com programas de privatização." O BCE diz ainda que estas reformas incluem também alterações significativas para "aumentar o crescimento e contribuir para a redução dos orçamentos."
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8.10.12
26.7.12
Silva Peneda: insistência em aprofundar reforma laboral não faz sentido
in TSF
O presidente do Conselho Económico e Social, Silva Peneda, diz não compreender a insistência na necessidade de mais reformas laborais em Portugal.
Em declarações à TSF, Silva Peneda diz-se surpreendido com estes conselhos da OCDE e explica porquêSilva Peneda defende que o reanimar da economia portuguesa não pode ser feita à custa da perda de direitos dos trabalhadoresArménio Carlos, da CGTP, diz que esta é uma consequência natural das opções do GovernoQuanto ao alargamento do corte dos subsídios aos privados, Arménio Carlos considera que esta situação só viria piorar a situação económica do país
Aos olhos do presidente do Conselho Económico e Social, a insistência na necessidade de aprofundar a reforma da legislação laboral não faz sentido. Este é um dos conselhos da OCDE num relatório divulgado hoje.
Em declarações à TSF, Silva Peneda defende que o reanimar da economia portuguesa não pode ser feito à custa da perda de direitos dos trabalhadores.
Do lado da CGTP, Arménio Carlos garante que não ficou surpreendido com as previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. O secretário-geral da Inter afirma que esta é uma consequência natural das opções do governo.
Quanto ao alargamento do corte dos subsídios aos privados, um cenário considerado razoável pelo economista-chefe da OCDE, em declarações à agência Lusa, Arménio Carlos considera que só viria piorar a situação.
Para João Proença, da UGT, estes números coincidem com as previsões feitas ao longo do ultimo ano pela OCDE e não surpreendem.
A OCDE é a primeira instituição a antever a continuação da recessão no próximo ano com uma quebra de 0,9% no PIB, sendo que também é previsto um nível brutal de desemprego para além da barreira dos 16 por cento.
O presidente do Conselho Económico e Social, Silva Peneda, diz não compreender a insistência na necessidade de mais reformas laborais em Portugal.
Em declarações à TSF, Silva Peneda diz-se surpreendido com estes conselhos da OCDE e explica porquêSilva Peneda defende que o reanimar da economia portuguesa não pode ser feita à custa da perda de direitos dos trabalhadoresArménio Carlos, da CGTP, diz que esta é uma consequência natural das opções do GovernoQuanto ao alargamento do corte dos subsídios aos privados, Arménio Carlos considera que esta situação só viria piorar a situação económica do país
Aos olhos do presidente do Conselho Económico e Social, a insistência na necessidade de aprofundar a reforma da legislação laboral não faz sentido. Este é um dos conselhos da OCDE num relatório divulgado hoje.
Em declarações à TSF, Silva Peneda defende que o reanimar da economia portuguesa não pode ser feito à custa da perda de direitos dos trabalhadores.
Do lado da CGTP, Arménio Carlos garante que não ficou surpreendido com as previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. O secretário-geral da Inter afirma que esta é uma consequência natural das opções do governo.
Quanto ao alargamento do corte dos subsídios aos privados, um cenário considerado razoável pelo economista-chefe da OCDE, em declarações à agência Lusa, Arménio Carlos considera que só viria piorar a situação.
Para João Proença, da UGT, estes números coincidem com as previsões feitas ao longo do ultimo ano pela OCDE e não surpreendem.
A OCDE é a primeira instituição a antever a continuação da recessão no próximo ano com uma quebra de 0,9% no PIB, sendo que também é previsto um nível brutal de desemprego para além da barreira dos 16 por cento.
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