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20.12.13

Portugueses são dos mais pessimistas com situação económica da UE

in Jornal de Notícias

Os portugueses são dos europeus mais pessimistas acerca da situação económica na Europa, só ultrapassados pelos cipriotas e os gregos, segundo um inquérito Eurobarómetro, divulgado esta sexta-feira.

A maioria dos portugueses (64%) diz-se "pessimista" quando questionado sobre o futuro da União Europeia, em contraciclo com a média da União Europeia (UE), que está maioritariamente (51%) otimista.

Só os cidadãos de Chipre (66%) e da Grécia (69%) se dizem menos confiantes no bom desempenho da UE, estando no outro extremo da tabela os dinamarqueses (75% de otimistas), irlandeses e malteses (67% de otimistas cada).

Questionados sobre a principal preocupação em termos nacionais, a grande maioria dos portugueses (77%) escolhe o desemprego (UE 49%), seguindo-se a situação económica com 39% de respondentes (UE 33%) e a inflação, com 22% (UE 20%).

Em Portugal foram questionadas 1047 pessoas, entre 2 e 17 de novembro.

1.10.12

Recessão prolongada deixa portugueses mais pessimistas

por Lusa, texto publicado por Paula Mourato, in Diário de Notícias

A confiança dos consumidores voltou a cair em setembro em resultado da continuação de uma prolongada recessão e da perspetiva de novas medidas de austeridade.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidores (calculado através de inquéritos a particulares) caiu em setembro para -51,4 pontos, depois de vários meses em que tinha vindo sucessivamente a melhorar.

Este mês, o Governo anunciou novas medidas de austeridade para cumprir objetivos orçamentais.

O Executivo já recuou na mais emblemática - um aumento das contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social - mas deverá incluir aumentos de impostos no Orçamento do Estado para 2013.

Estas novas medidas de austeridade vêm na sequência de uma recessão que se prolonga desde o final de 2010. Nos seis trimestres até junho deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu sempre em relação ao trimestre anterior.

Essa tendência deverá manter-se pelo menos até ao segundo trimestre do próximo ano.

Da mesma forma, o consumo privado tem-se reduzido cada vez mais. Desde o início de 2011 que todos os trimestres o consumo dos particulares é inferior ao do mesmo período do ano anterior. E a redução é cada vez mais acentuada, tendo chegado a uma redução homóloga de 6,1 por cento no segundo trimestre deste ano.

A quebra no consumo dos particulares é transversal a todos os setores de atividade. Mas já atinge o consumo alimentar (que caiu quatro trimestres consecutivos) e é especialmente significativa no comércio de bens duradouros, que tem caído sucessivamente a taxas superiores aos dois dígitos.

O setor automóvel é dos mais atingidos. As vendas de automóveis ligeiros, medidas pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP), as vendas caíram em agosto 35,5 por cento por comparação com o mesmo mês do ano anterior.

A retração do consumo e o pessimismo dos consumidores estão também relacionados com o desemprego. Há uma década que a taxa tem vindo a aumentar, mas o crescimento acelerou a partir do ano meados do ano passado.

Desde então, a taxa de desemprego tem batido recordes sucessivos, passando dos 12,4 para os 15 por cento no segundo trimestre deste ano. O Governo prevê que o desemprego suba para 16 por cento no próximo ano.