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26.6.13

Recessão da economia portuguesa mais grave do que o previsto em março

in TSF

A Comissão Europeia considera que as expectativas sobre a evolução económica se agravaram desde que em março os técnicos da 'troika' reviram a recessão esperada de 1% para 3,2% do PIB e deixam antever um cenário mais negativo.

Na avaliação dos técnicos de Bruxelas à sétima avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira, os técnicos dizem que apenas no período que se passou de março até finalizarem a avaliação que apresentaram ao Eurogrupo e ao ECOFIN os riscos agravaram-se.

«Após a finalização do cenário macroeconómico em março, os risco à previsão passaram a ser mais negativos. A procura interna deverá continuar fraca em particular num ambiente de escassos desenvolvimentos do mercado de trabalho no primeiro trimestre deste ano que podem ter impacto no consumo privado», escrevem os técnicos.

Ainda assim, a missão vê sinais positivos na melhoria das exportações no início do ano, assim como em indicadores de sentimento económico e outros indicadores nos últimos seis meses.

Estes apontam, segundo Bruxelas, para uma progressiva saída da atividade económica dos valores mínimos a que tem estado e uma eventual viragem no final deste ano.

A comissão manteve, no entanto, o cenário macroeconómico acordado em março e já divulgado pelo Fundo Monetário internacional (FMI) a meio deste mês, no qual se mantém para além da previsão de recessão de 2,3% um agravamento da previsão da taxa de desemprego de 16,4% para 18,2% este ano, e de 15,9% para um pique máximo de 18.5% em 2014.

A 'troika' é composta pelo FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu.

11.3.13

Portugal regista a segunda maior recessão de sempre

in Jornal de Notícias

O Instituto Nacional de Estatística confirmou, esta segunda-feira, que no ano passado a economia portuguesa sofreu a mais profunda recessão desde 1975, atingindo os -3,2% do Produto Interno Bruto.

Na segunda estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2012, o Instituto Nacional de Estatística (INE) confirma os resultados apresentados a 14 de fevereiro, revelando que a economia apresentou um dos piores resultados da história, quando em termos anuais o PIB caiu 3,2%, encontrando um registo anual mais negativo apenas em 1975, com dados que não são inteiramente comparáveis.

Este é o pior resultado da série longa do INE que remonta a 1996, e o segundo pior da história quando considerada a série longa do Banco de Portugal, surgindo um resultado mais negativo apenas no ano de 1975, quando a recessão atingiu os 5,1%.

Em termos trimestrais, e comparando com o período homólogo, a contração de 3,8% do PIB no quarto trimestre do ano passado acaba por ser a segunda pior da história, superada apenas pelos 4,1% verificados no primeiro trimestre de 2009. Esta é também a pior sequência na evolução do PIB tanto nas contas do INE como do Banco de Portugal.

INE confirma hoje que queda do PIB do quarto trimestre é uma das piores da História

Por António Ribeiro Ferreira e Liliana Valente, in iOnline

Primeira estimativa: queda de 3,8% nos últimos quatro meses e 3,2% nos doze meses de 2012

Numa semana que se anuncia pródiga em informações relevantes, como o acórdão do Tribunal Constitucional sobre várias medidas do Orçamento do Estado para 2013 e os resultados da sétima avaliação da troika, para além do plano de cortes de quatro mil milhões de euros, que irão marcar de certo o resto do ano, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga hoje a segunda estimativa para a evolução da economia no quarto trimestre de 2012, que em Fevereiro apresentou um dos piores resultados da História, com os economistas a não esperar grandes mudanças nos números iniciais.

A 14 de Fevereiro, o INE divulgou a estimativa rápida para a evolução do Produto Interno Bruto no último trimestre de 2012 e o resultado não só foi pior que o previsto como foi um dos piores desde que existem dados. Em termos anuais, o PIB terá caído 3,2%, encontrando um registo anual mais negativo apenas em 1975, com dados que não são inteiramente comparáveis. Este é o pior resultado da série longa do INE, que remonta a 1996, e o segundo pior da História quando considerada a série longa do Banco de Portugal, surgindo um resultado mais negativo apenas no ano de 1975, quando a recessão atingiu os 5,1%.

Em termos trimestrais, e comparando com o período homólogo, a contracção do PIB no quarto trimestre do ano passado acaba por ser a segunda pior da História, superada apenas pelos 4,1% verificados no primeiro trimestre de 2009. Esta é também a pior sequência na evolução do PIB tanto nas contas do INE como do Banco de Portugal.

Analistas sem surpresas “Não esperamos uma alteração significativa. O detalhe do INE deverá confirmar uma queda da procura interna, mas menos pronunciada que no trimestre anterior, e um menor contributo positivo da procura externa líquida. As principais incógnitas são sobretudo o detalhe da procura interna. Em concreto, o que estará subjacente a um melhor comportamento do investimento (melhorou, segundo a estimativa rápida do INE) e as tendências relativamente ao consumo privado”, explicou a economista do banco BPI, Paula Carvalho. A economista considera ainda que existe “alguma expectativa relativamente às exportações dados os factores conjunturais que actuaram sobre esta variável no quarto trimestre de 2012, designadamente na queda da procura com origem na União Económica e Monetária e o impacto da greve no sector portuário”.

Já o economista chefe do Montepio Geral, Rui Bernardes Serra, lembra que mudanças entre a primeira estimativa e a estimativa final “não são muito frequentes”e que por isso espera que a variação em cadeia apontada no mês passado se mantenha.

15.1.13

Economia deverá recuar 7,4% entre 2009 e 2013

in Diário de Notícias

O Produto Interno Bruto (PIB) português terá caído 7,4% entre 2009 e o final deste ano caso se venha a confirmar uma recessão de 1,9% prevista para este ano, estima o Banco de Portugal.

"As atuais projeções apontam para uma contração de 1,9 por cento da atividade económica em 2013, após uma queda estimada de 3,0 por cento em 2012. Esta evolução implica uma redução acumulada do produto interno bruto de 7,4 por cento durante o período recessivo de 2009-2013", afirma a instituição liderada por Carlos Costa.

No Boletim Económico de Inverno hoje publicado, o banco central sublinha que para este resultado contribui de forma decisiva uma queda acumulada da procura interna na ordem dos 17% no período entre 2009 e 2013, que continua a ser a componente com maior peso no PIB.

A esta queda da procura interna está associada a implementação das medidas de consolidação orçamental incluídas no Orçamento de Estado para 2013, que se espera que continue a ter efeitos negativos na procura interna.

1.10.12

Recessão prolongada deixa portugueses mais pessimistas

por Lusa, texto publicado por Paula Mourato, in Diário de Notícias

A confiança dos consumidores voltou a cair em setembro em resultado da continuação de uma prolongada recessão e da perspetiva de novas medidas de austeridade.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidores (calculado através de inquéritos a particulares) caiu em setembro para -51,4 pontos, depois de vários meses em que tinha vindo sucessivamente a melhorar.

Este mês, o Governo anunciou novas medidas de austeridade para cumprir objetivos orçamentais.

O Executivo já recuou na mais emblemática - um aumento das contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social - mas deverá incluir aumentos de impostos no Orçamento do Estado para 2013.

Estas novas medidas de austeridade vêm na sequência de uma recessão que se prolonga desde o final de 2010. Nos seis trimestres até junho deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu sempre em relação ao trimestre anterior.

Essa tendência deverá manter-se pelo menos até ao segundo trimestre do próximo ano.

Da mesma forma, o consumo privado tem-se reduzido cada vez mais. Desde o início de 2011 que todos os trimestres o consumo dos particulares é inferior ao do mesmo período do ano anterior. E a redução é cada vez mais acentuada, tendo chegado a uma redução homóloga de 6,1 por cento no segundo trimestre deste ano.

A quebra no consumo dos particulares é transversal a todos os setores de atividade. Mas já atinge o consumo alimentar (que caiu quatro trimestres consecutivos) e é especialmente significativa no comércio de bens duradouros, que tem caído sucessivamente a taxas superiores aos dois dígitos.

O setor automóvel é dos mais atingidos. As vendas de automóveis ligeiros, medidas pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP), as vendas caíram em agosto 35,5 por cento por comparação com o mesmo mês do ano anterior.

A retração do consumo e o pessimismo dos consumidores estão também relacionados com o desemprego. Há uma década que a taxa tem vindo a aumentar, mas o crescimento acelerou a partir do ano meados do ano passado.

Desde então, a taxa de desemprego tem batido recordes sucessivos, passando dos 12,4 para os 15 por cento no segundo trimestre deste ano. O Governo prevê que o desemprego suba para 16 por cento no próximo ano.