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24.7.20

Pandemia fez acentuar violência de género e pobreza na Guiné-Bissau

in o Observador

Magda Robalo destacou ainda o facto de a ajuda no âmbito da iniciativa "Equipa Europa", cuja logística de recolha de apoios e de transporte foi coordenada por Portugal.

A alta-comissária contra a Covid-19 da Guiné-Bissau, Magda Robalo, disse esta quinta-feira que a pandemia fez aumentar a pobreza no país e agradeceu aos países europeus que “conspiraram para fazer o bem e salvar vida”.

Magda Robalo disse que a pandemia fez acentuar problemas como a violência baseada no género, a pobreza e o processo de desenvolvimento do potencial humano do país.

A antiga ministra da Saúde falava na cerimónia de entrega pelos embaixadores de Portugal, António Alves de Carvalho, e da União Europeia, Sónia Neto, de um primeiro carregamento de cerca de 45 toneladas de material médico, angariados no âmbito da iniciativa “Equipa Europa”, que esta quinta-feira chegou a Bissau num voo que partiu de Lisboa.

No seu discurso, no aeroporto de Bissau, Magda Robalo destacou que os equipamentos e medicamentos vão ajudar o país a aumentar a sua capacidade de diagnóstico e resposta aos casos da Covid-19 bem como atender outras necessidades médicas.

Magda Robalo, que começou por agradecer o apoio, em nome do Presidente e do povo guineense, enalteceu o facto de países europeus (Portugal, Espanha e Itália) e outros parceiros multilaterais “terem conspirado para fazer o bem e salvar vidas” na Guiné-Bissau.

Afirmou que o gesto só foi possível graças a “uma feliz combinação” de fatores como “bom coração, colaboração e cooperação” num momento em que, disse, apenas a solidariedade poderá ajudar os países a superaram as dificuldades provocadas pela pandemia.

Magda Robalo destacou ainda o facto de a ajuda no âmbito da iniciativa “Equipa Europa”, cuja logística de recolha de apoios e de transporte foi coordenada por Portugal, vai trazer à Guiné-Bissau medicamentos e equipamentos de combate à Covid-19, mas também vacinas e fármacos para outras doenças.

É importante não descurar os serviços de saúde essenciais. Não podemos permitir que as mulheres continuem a morrer ao dar a luz por causa da Covid-19″, observou Magda Robalo, antiga ministra da Saúde guineense.

A Guiné-Bissau registava até sábado quase 2.000 casos acumulados de Covid-19, incluindo 26 vítimas mortais e mais de 800 recuperados.

No âmbito do combate à pandemia, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, decretou o estado de emergência no país, em março, quando foram detetados os primeiros casos de infeção.

O estado de emergência já foi prolongado por seis vezes, a última das quais até sábado.

7.7.20

Companhia da Covilhã em projeto internacional que usa artes contra violência de género

in o Observador

A Associação de Teatro e outras Artes (ASTA) integra um projeto internacional que tem como principal objetivo utilizar as artes contra a violência de género.

A Associação de Teatro e outras Artes (ASTA) integra um projeto internacional que tem como principal objetivo utilizar as artes contra a violência de género, anunciou esta segunda-feira a companhia com sede na Covilhã, distrito de Castelo Branco.

Com o nome “DEEP ACTS – Developing Emotional Education Pathways and Art Centered Therapy Services Against Gender Violence” (“Desevolvendo caminhos de educação emocional e serviços de terapia centrados na arte contra a violência de género”, em tradução livre), o projeto arranca em Sevilha, Espanha, e é financiado pelo Programa Direitos Europeus, Igualdade e Cidadania, tendo duração de dois anos.

Segundo a ASTA, será desenvolvido por uma parceria transnacional que envolve estruturas de Espanha, Itália e Portugal, sendo realizado, respetivamente, em Sevilha, Bolonha, Turim e Covilhã. “O principal objetivo é a prevenção da violência de género através da criação de metodologias de intervenção e disseminação de ferramentas baseadas na educação emocional e arteterapia”, é referido. A informação frisa que estão previstas diversas ações e que serão ministrados várias oficinas e proferidas várias conferências.

Ao nível artístico será criada uma peça de teatro, bem como um vídeo documental e uma exposição. O projeto será desenvolvido num consórcio liderado pela associação italiana Bus Stop, de Turim, a cooperativa espanhola RUMBOS, de Sevilha, a associação italiana Nuovo Comitato, de Gubbio, criada pelo Nobel da Literatura Dario Fo, e a Nuovi Linguaggi, de Loreto, bem como a ASTA, em representação de Portugal.

Colaboram ainda no projeto a Associação Espanhola de Educação Emocional e a Associação de Mediadores Interculturais da Roménia.

Além do DEEP ACTS, a ASTA integra atualmente três projetos europeus de investigação, que juntam as artes a várias áreas da sociedade: o RapKOUR, projeto que utiliza o rap e o parkour contra a exclusão social, o TIM – Thetare in Mathematics, que visa a utilização do teatro como ferramenta de ensino da matemática, e o projeto ESCAPE, que recorre ao teatro, dança e música para fomentar novas metodologias de ensino dentro dos estabelecimentos prisionais.




8.8.18

Milhares de mulheres manifestam-se contra a violência de género

in DN

Milhares de mulheres protestaram esta quarta-feira contra a violência de género em marchas e protestos em várias cidades da África do Sul, país onde uma em cada cinco mulheres tem sido afetada por este crime, segundo dados oficiais.

Centenas manifestaram-se no Rossio pelos direitos das mulheres
Sob o tema "Total Shutdown" ("Paragem total"), as mulheres sul-africanas foram chamadas a interromperem as suas atividades e a juntarem-se para aumentar a conscientização sobre os altos índices de violência contra a mulher, contra a criança e contra a comunidade LGBTI [lésbicas, gays, transexuais, bissexuais e intersexuais].

Nas grandes cidades, como a Cidade do Cabo, Durban ou Pretória, as marchas foram muito concorridas.

Os participantes, vestidos de preto e vermelho, empunhavam cartazes com frases como "Meu corpo, não a sua cena do crime", "Não, não" ou "Os direitos das mulheres são direitos humanos".

Por trás do movimento estão várias associações civis locais, que também pediram protestos contra as mulheres nos países vizinhos.

A iniciativa foi apoiada por sindicatos e organizações não-governamentais internacionais, como a Oxfam e a Amnistia Internacional.

De acordo com os meios de comunicação sul-africanos, uma mulher morre a cada oito horas na África do Sul por causa da violência de género e, de acordo com estatísticas do Governo, uma em cada cinco diz já ter sofrido este tipo de violência durante a sua vida - de acordo com um estudo publicado em 2017 e com dados de 2016.

Além disso, e segundo dados da polícia, na África do Sul são registadas anualmente cerca de 40.000 violações, a grande maioria denunciadas por mulheres.

Estes números levam a agência governamental Statistics South Africa a estimar que 1,4 em cada mil mulheres foram violadas, colocando o país com uma das maiores taxas deste tipo de crime no mundo.