Por Cristina Ferreira, in Jornal Público
O ex-ministro da Economia Augusto Mateus considera que, em termos de salários, o país destaca-se pelos recursos humanos altamente qualificados com baixas remunerações.
Para Augusto Mateus, economista e ex-ministro de António Guterres, Portugal deve diversificar as vendas para novos mercados, em especial para os que crescem depressa. Num estudo realizado para a Caixa Geral de Depósitos (CGD), onde estudou de modo detalhado o desenvolvimento da economia portuguesa, o economista concluiu que, mais importante do que definir onde é que o país deve apostar, é criar o ambiente favorável para que se invista, mas sempre no sector de bens transaccionáveis, não regulado. É aí que o país dispõe de vantagens. Para Augusto Mateus há elementos no memorando da troika “que são verdadeiras oportunidades para se fazerem as mudanças necessárias, mas há outros que se forem postos em marcha precipitadamente podem ser negativos”.
À luz do estudo que fez para a CGD, sobre o “Desenvolvimento da Economia Portuguesa”, como vê o futuro do país?
Com mais dificuldades. Temos um problema de fundo que é de competitividade que corresponde a transformações muito importantes que ocorreram no mundo e na Europa e a que nós não prestámos a devida atenção. Hoje, como o relatório demonstra, temos uma relação muito mais polarizada com o mercado espanhol, dentro dos nossos quatro grandes mercados. Mas o período que melhor correu a Portugal foi aquele em que o mercado alemão emergiu como o grande mercado de referência no contexto europeu, o que historicamente fazia sentido.
A aposta de Portugal no mercado espanhol teve como consequência a redução da qualidade das nossas exportações?
Sim. E não ajudou a subir a sofisticação. Numa primeira fase, ganhámos com a construção europeia, pois fizemos a construção, enquanto pequeno país, com o Reino Unido. Mais tarde, quando se fez a convergência dos dois caminhos da UE, atlântico com o Reino Unido, continental com a Alemanha, Portugal também beneficiou, pois encontrou no declínio da sua ligação com o Reino Unido uma maior progressão no mercado francês e sobretudo no alemão. Com o alargamento da UE, deu-se a consolidação com o mercado espanhol, que se tornou o grande mercado para Portugal.
Foi um mau sinal que Durão Barroso e José Sócrates deram ao aconselharem os empresários a apostar no mercado espanhol?
Resultou numa perda de influência do mercado alemão, que se veio somar à do Reino Unido. De tal maneira que Portugal, ficou, a partir de certa altura, diminuído. Tal como o nosso Norte, que durante muito tempo polarizou as relações de Portugal com o Reino Unido, hoje tem mais relações com a Galiza. E este é um ponto muito importante porque no contexto do alargamento e da globalização Portugal não soube consolidar o que de melhor tinha, nomeadamente, o comércio e o investimento com a Alemanha e, sobretudo, não soube encontrar novos mercados de expansão à escala global. Uma das coisas é que falamos muito dos sectores tradicionais mas o que nos distancia mais das economias europeias é termos um peso de mercados que não crescem, como o espanhol, nas nossas exportações muito significativo e precisamos de encontrar novas realidades.
Refere-se exactamente a quê?
A UE, no seu conjunto, tem um problema demográfico e um problema de consolidação orçamental. Hoje vivemos num mundo a duas velocidades, e a velocidade da UE é lenta. Podemos falar do Mar Negro. A imigração recente trouxe-nos pessoas da Ucrânia, da Moldávia e da Roménia. Se elas encontraram em Portugal uma base para emigrarem, porque é que Portugal não encontra no Mar Negro uma das bases de renovação do seu comércio internacional? Podia recorrer-se de alguns imigrantes que conhecem bem a economia e a realidade portuguesa e que querem regressar aos seus países. E podiam regressar numa lógica de embaixadores económicos, mas numa base comercial em que o seu regresso possa ser ao serviço da colocação de produtos nacionais nos seus países. E temos ainda o mundo emergente, basta pensar no Mercosul, no Brasil, mas não só.
O Brasil já foi uma grande aposta e deixou de ser. Deve ou não voltar a ser uma grande aposta de Portugal?
Convém não esquecer que a Espanha cometeu um erro estratégico gravíssimo ao colocar o seu vice-reinado das Américas do lado de lá, em Lima, no Pacífico. E desguarnecendo o Atlântico. Houve um tempo em que italianos e portugueses eram decisivos em Montevideu e Buenos Aires. Para Portugal, o Mercosul não é apenas Brasil. E temos a Índia, com a qual continua a ser possível construir uma relação muito interessante, e vários países da Ásia do Sudeste, com a China, Macau. O respeito que há em muitos países asiáticos pela longa presença de Portugal naqueles países dá-nos alguma vantagem dentro da nossa dimensão. Mas acontece que vamos perdendo oportunidades, pois precisamos de tempo para fazer esse reposicionamento.
Ainda vamos a tempo?
Vamos sempre a tempo, mas quanto mais atrasados mais dificuldades e outros ocupam o espaço que facilmente podia ser nosso.
O vosso trabalho menciona o impacto dos actuais desequilíbrios macroeconómicos...
Sim, porque na UE há uma segunda transformação que resultou da União Económica e Monetária e que trouxe um novo quadro macroeconómico, uma nova Política Monetária. Passámos de uma situação em que tínhamos maior margem de manobra na política orçamental e com uma moeda fraca, para uma situação em que temos uma moeda forte. A moeda forte cria oportunidades mais para uma internacionalização completa: à medida que se aprecia o euro ganhamos vantagem em usar o poder de compra. Precisávamos de ser menos tomadores de preço.
Pode desenvolver?
É difícil de explicar, mas nosso principal problema não é produzir ao mais baixo custo é produzir a valor unitário mais elevado. Para sermos mais competitivos precisamos de ser mais eficientes, mas o acento tónico da nossa competitividade está mais em produzir mais valor do nosso produto e não produzir a custo mais baixo. É este problema que está por detrás da economia não crescer e por detrás de um país a viver acima das suas possibilidades. O nível da despesa do Estado e das famílias está acima do que a competitividade do país permite.
Qual é o vector diferenciador de Portugal, em relação a outros mercados idênticos, que nos permite apresentarmo-nos a um investidor estrangeiro?
Para já era preciso que nos apresentássemos e era preciso fazê-lo todos os dias. Há que ter outra atitude. Ganhámos capacidade de responder aos que nos procuram, mas não ganhámos assim tanta para ir ter com quem nos devia procurar e não nos procurou para lhes dizer: se nos procurasse encontraria isto.
O que é que o investidor encontraria?
Não podemos oferecer um quadro eficiente de decisão pública, não podemos oferecer um quadro de justiça rápida. Mas podemos oferecer uma capacidade de negociação pois, para projectos de alguma dimensão, podemos negociá-los depressa, atribuir incentivos fiscais. E tomar decisões rápidas. Dizer sim ou não no prazo que quiserem. Num contexto diferente [enquanto ministro da Economia de Guterres] percebi que o que os investidores querem é segurança, rapidez e flexibilidade nas decisões. O que achavam importante era garantir que o Governo os acompanhava nas suas decisões de investimento deixando-lhes alguma margem de escolha.
Tem exemplo de situações em que isso ocorreu?
Por razões que desconheço, quando saí do Governo, deixei um acordo de entendimento com a INTEL assinado, para construir um projecto em Portugal. O que trouxe o interesse foi a posição que eu assumi de dizer: Portugal acompanha a vossa decisão por um valor mínimo de investimento e por um valor máximo de investimento. Abaixo de um certo valor o investimento não é estruturante e não temos razões para vos dar incentivos significativos e acima desse valor não temos condições de vos dar incentivos. Mais nenhum país ofereceu confiança e flexibilidade.
Mas o investimento não foi feito em Portugal?
É verdade. Mas eu consegui pôr Portugal no mapa, depois consegui que ficasse entre quatro candidatos, depois entre três, depois entre dois, e depois assinámos o protocolo. A secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, na altura, era de origem checa, e ela não largou o presidente da INTEL até que ele fosse tomando decisões a favor da República Checa. Mas dou a mão à palmatória porque não me apercebi do que se estava a passar. Mas lá o convenci e acabamos a assinar um memorando de entendimento. Mas saí uma semana depois do Governo e mais ninguém se interessou pelo projecto e o investimento acabou por ser formalizado na Turquia.
Uma das conclusões do relatório é que Portugal tem que ser uma economia mais aberta e atractiva. O que temos para oferecer a quem quer investir em Portugal?
Podemos oferecer coisas muito interessantes do ponto de vista do desenvolvimento turístico, o sector que é o maior gerador de riqueza e de emprego a nível mundial. Não nos interessa uma sobre utilização dos recursos nem um modelo turístico predatório. No Algarve precisávamos de ter tido uma estratégia que alargasse a base territorial, mas nós construímos na falésia. Precisamos de fazer turismo na serra, de excelência. Precisamos de diferenciar para cima o tal valor unitário a subir. Precisamos de captar mercados que não sejam as classes médias da Alemanha, da Holanda e do Reino Unido. Isto é: cada vez mais um hotel não é um hotel, tem uma relação com o património, com a cultura, com os saberes regionais. Em Lisboa pode-se construir um imenso arco patrimonial que mais nenhuma capital europeia tem em diversidade e em dimensão [Sintra, Mafra, Tomar/Templários].
Em vez de afunilar a estratégia deve ser alargar a escala?
O que podia parecer uma sobre exploração de um recurso escasso, passa a ser o contrário: uma coisa harmoniosa do ponto de vista do desenvolvimento regional e local. E pode fazer emergir, para além de três regiões, Lisboa, Algarve e Madeira, onde temos algum sucesso, os Açores, o Alentejo, o Douro, um pouco o Oeste. E aí têm de surgir oportunidades. Este é um terreno onde Portugal tem um trunfo muito grande. E porquê? Porque temos um país tranquilo, diferenciado, relativamente preservado. E com uma boa política consegue-se fazer coisas sérias.
A ideia que persiste é que o país está pouco preservado?
É verdade que existe essa ideia. Mas se por um momento largar Portugal e for europeia e habitante do planeta terra, então fica com outra ideia. Há outra área: temos que perceber que já não somos competitivos em termos de salários. Dentro da UE, na República Checa, na Hungria, na Polónia, há mais de 100 milhões de pessoas com mais escolaridade e salários mais baixos do que os portugueses. Como é que se diz a alguém que se é competitivo? As indústrias da cablagem para automóvel são um exemplo: elas vieram para Portugal quando Portugal era o país da UE com salários mais baixos e saíram quando deixou de ser. Em Portugal há recursos altamente qualificados, temos engenheiros, médicos, gestores, físicos, químicos, gente muito escolarizada, muito competente, pois foi formada em universidades modernas e capazes, mas com salários baixos.
Onde somos muito competitivos do ponto vista dos salários é no que é mais qualificado?
E essa é uma ideia completamente diferente daquela que os portugueses têm.
Por acaso não está a falar do sector dos não transaccionáveis?
Não estou a falar de uma loucura do país, que foi a de voltar a economia toda para o sector dos não transaccionáveis, onde os mercados são protegidos e onde toda agente ganha muito. Estou a referir-me a pessoas que trabalham em sectores com salários de mercado e que comparam muito bem e onde, ainda por cima, do ponto de vista cultural, temos pessoas na casa dos 25 e 30 anos que falam muito bem inglês e são criativos, com licenciaturas, mestrados. E que fazem parte de uma geração onde o raciocino analógico está muito presente e que são muito vocacionados para a programação ou para actividades recreativas. A base é pequena e podia ser maior. Mas é uma base que nos dá capacidade de atrair investimento.
Como se dá o passo em frente para atrair investimento?
Primeiro, não se deve dar tanta facilidade para investimentos virados para dentro. Os níveis de política económica e acção do Estado mostram que se reduziu o risco e aumentou a rendibilidade nos investimentos para a economia portuguesa protegida e se dificultou a vida, aumentou o risco, a quem podia internacionalizar a quem podia produzir bens e serviços, que são só 30 por cento. Desse ponto de vista, se virar a política do avesso, e for decididamente para uma favorável a actividade de bens e serviços transaccionáveis, promove actividades de recursos humanos mais qualificados. Investiu-se nas universidades para ter mão-de-obra qualificada, mas não se investiu na mudança estrutural da economia para criar emprego.
A análise mais aprofundada da economia portuguesa permitiu-lhe pensar em mais propostas que ajudem o país a sair da crise?
Se já tivesse sido posto em marcha um plano de poupança a sério, os portugueses estavam mais seguros, em vez de andarem sem saber o que lhes vai acontecer. Estavam a poupar mais.
No início de 2008 o Governo cortou nos benefícios aos certificados de aforro…
Esses são os erros colossais que se cometem quando se pensa que a Política Pública deve ser feita por artistas, gente que tira coelhos da cartola e fala bem. Claro que falar bem é bom, mas não chega. E esse [corte nos benefícios aos certificados de aforro] é um dos erros da Política Económica que foram cometidos ao longo dos anos e que explicam muitos dos sarilhos em que a economia portuguesa se meteu.
Voltava a apostar nos certificados de aforro?
Até fazia operações novas. Uma emissão especial de obrigações de salvação nacional para as pessoas sentirem que estão a colaborar. Em tempo de guerra as populações reagiram bem a ajudar os seus países, acredito que em tempo de paz reagiriam melhor. E isso pode ajudar o Estado e a banca. A Itália tem um problema de competitividade maior do que o de Portugal, mas continua com uma taxa de poupança elevada. Os italianos continuam a poupar 14 ou 15 por cento, que aplicam nos seus bancos. E, portanto, os bancos italianos têm uma base de captação de recursos que depois reciclam para as empresas, algo que a banca portuguesa não tem. Nos últimos anos a taxa de poupança nacional desceu de 11 ou 12 por cento para seis por cento o que agravou muito as dificuldades. O nosso sistema financeiro pendurou-se em ir captar poupanças ao exterior. O nosso problema não é tanto o nível de endividamento global, mas no facto do nosso endividamento ser sobretudo externo. Medidas deste tipo dariam confiança às pessoas como também dariam se lhes dissermos que, no contexto das medidas de ajustamento, não se tocará em ninguém, rico ou pobre, abaixo de um certo nível, por exemplo de 750 euros. Temos que pôr as pessoas a pensar no futuro e a trabalhar e a pensar que há um caminho. Há que mudar a Política Económica no nosso país. Seria útil as pessoas puderem fazer poupanças a taxas de juro atractivas, e não se tem dificuldade nenhuma em montar operações em que se tem poupanças com rendimentos a taxas de juros a quatro ou 4,25 por cento. Seriam operações concebidas ao nível dos bancos, mas em articulação com o Estado e onde os bancos se capitalizam e o Estado obtém financiamentos.
É favorável à redução da Taxa Social Única (TSU)?
Depende. Se a medida for feita com uma forte solidez técnica pode ser interessante, mas não resolve os problemas, mas permite trazer alguma rendibilidade às empresas que a perderam nos últimos anos. E se ela for implacável no sector regulado, virado para o sector interno, se transformar as reduções da TSU em reduções de preços (o que reduz na TSU não vai para a empresa, vai para os consumidores), e beneficiar o sector exportador pode ser positiva. Mas é preciso que isto aconteça. E podemos sempre adoptar medidas do tipo: Se tiver mais sucesso nos próximos três anos do que teve nos três anteriores, nós sobre isso damos incentivos fiscais que na prática significam reduzir a taxa de imposição do IRC. Portanto temos à disposição mecanismos que podem induzir as empresas a ir por aí.
Uma das preocupações do relatório foi chamar a atenção para a sobredespesa do país...
E podemos falar da reorganização institucional do país. Uma medida ousada de revisão de freguesias e concelhos, não dominada pela lógica economicista da poupança de dinheiro, mas dominada pela lógica de adaptar a organização do território àquilo que é o povoamento do país e às necessidades de eficácia, de massa crítica, de gestão pode ser uma vantagem muito grande. E estou optimista porque contra toda a minha expectativa o trabalho que fiz para a Câmara Municipal de Lisboa produziu algo que achava difícil: o entendimento entre PS e PSD. Não concordo com tudo o que foi feito, mas reduziu-se o número de freguesias e aproximaram-se certas decisões do nível mais fino e trouxeram-se outras para cima onde podem ter massa crítica e dimensão estratégica. Podemos fazer isto ao nível do país e com isso alterar a situação. Se pusermos as famílias a poupar mais, a consumir melhor, se corrigirmos essa sobre despesa que o relatório caracteriza bem, sem destruirmos nada em que o país converge, então há razões para se ser optimista.
Há uma ideia nos liberais, e que é defendida por alguns grupos que apoiaram Passos Coelho, de que um país não precisa de política económica...
Sim, excepto quando estão atrapalhados e precisam do Estado.
Não se corre o risco de esta ideia poder prevalecer em futuros governos?
Não acho que o PSD tenha essa corrente. Essa é uma realidade da campanha eleitoral e uma linha de ataque ao PSD. Claro que o PSD tem essa corrente e tem também uma corrente que não tem futuro, que é a de pensar a Política Pública como uma empresa. A Política Pública não é uma empresa. A boa Política Pública faz coisas diferentes do que as empresas e não se mete com as empresas. Está tão errado o estatista que na prática gostava de ser empresário, quanto o empresário que por ter tido sucesso numa empresa vai tentar aplicá-la nas Políticas Públicas. O mundo mais equilibrado, de maior sucesso, é aquele que dá ao mercado o que é do mercado, ao Estado o que é do Estado. E não há défice de equidade no que respeita à Política Pública.
A Política Pública deve definir o quê?
As regras de equidade. E tem a grande responsabilidade, que mais ninguém tem, que é harmonizar a busca de produzir com mais eficiência, com a busca de fazer aceder o máximo possível de pessoas aos frutos desse crescimento. E, portanto, creio que aqui não é tanto uma questão de partidos, porque todos têm um défice de adesão às novas Políticas Públicas. Veja a facilidade com que em Portugal se inventam coisas sobre os combustíveis. E estou à vontade porque não tenho nem acções da Galp, nem de outra empresa, nem estou ligado a elas. Mas o nosso mercado comporta-se tal e qual como era esperado incluindo a dança de preços, como dizem os bons economistas que têm estudado este tipo de ciclo de mercados em todo o mundo.
Essa é outra ideia que não se tem...
Repare que entre duas bombas de gasolina, se tiver diferença de cêntimos, é a diferença entre vender muito e não vender quase nada. Qual é a realidade que temos? Tínhamos dois países na Europa com política de combustíveis irresponsável: a Espanha e a Grécia. Sobra um que é a Espanha, pois a Grécia com a crise já alterou a sua política. Temos azar porque somos o único país cuja única fronteira terrestre é com a Espanha que tem uma política fiscal de preços com menos fiscalidade que a dos outros países. E a Espanha foi o único país cujo consumo de combustíveis cresceu durante a primeira década do século XXI. Em mais nenhum país da Europa isso aconteceu. A Espanha pactua com as emissões de CO2.
A fiscalidade é útil do ponto de vista da preservação do ambiente?
Sim e, portanto, Portugal está do lado certo. Há pessoas que me dizem: eu vou a Espanha e ponho combustível mais barato. É verdade, mas à custa dos impostos. O que temos é que criar economias mais libertas do carbono, temos que fazer coisas mais sustentáveis a favor do planeta. Existe muita precipitação à esquerda e à direita sobre como é que se regulam os mercados.
Falou no turismo, na saúde, no desenvolvimento industrial. Há sectores que devem ser estratégicos…
A Política Económica nessa matéria, deve ser mais clara do ponto de vista do como e não do onde. Devemos criar condições para que gente qualificada, em vez de pensar num emprego estável para a vida, num banco ou numa universidade, mas que sejam empreendedores, tenham ideias. A vida do empreendedor faz-se com algumas derrotas. No século XX tivemos uma breve ilusão que durou uma geração, 25 anos, entre o final da II Grande Guerra e o choque petrolífero de que podíamos ter emprego para todos. Temos que construir uma sociedade onde haja trabalho para todos e não emprego para todos. Uma coisa é ter uma política que promova o empreendedorismo, outra é dizer que tem de ser de base tecnológica. Por que é que tem que ser de base tecnológica? Consegue-se revitalizar o centro de uma cidade, sem a revitalização comercial? Não consegue. E é de base tecnológica ter de perceber a vida das lojas, os novos cafés? Não.
Onde é que somos bons?
Em muitas indústrias de bens de consumo que estão a ser desbaratadas, tais como os têxteis, o calçado, os móveis, cerâmica, os pavimentos. Portugal ficou preso ao debate do quê. Somos bons a fazer a casa, a fazer a mesa, a fazer o quarto, mas não assumimos isso. Somos bons no conforto do lar. E depois não somos capazes de assumir isso, de fazer o marketing, fazer um cluster, de por as empresas a colaborar umas com as outras.
Como aconteceu no sector dos moldes?
No sector dos moldes isso correu-nos bem. O sucesso dos moldes é construído na internacionalização das empresas e há muitos anos. Nos últimos 30 anos houve empresários e empresas que foram escolas e de onde saíram outros empresários e outros trabalhadores. Nos moldes havia diálogo e acção colectiva. Nós ainda hoje, e apesar da crise, temos uma rede de capacidade industrial que pode ser aproveitada.
A necessidade de voltar a ter um sector agrícola dinâmico está na ordem do dia. O que pensa?
Na agricultura a coisa pode correr-nos bem se for de grande valor. Quando se faz azeite e vinho como se faz medicamentos, de forma sofisticada, criando riqueza, sabendo que se está a produzir para um mercado de alto valor, vai ter sucesso. Portugal não tem dimensão para ser um grande produtor em quantidade de vinho, mas para ser um excelente produtor de vinhos altamente qualificados.
No que se depreende está optimista, por um lado, e pessimista, por outro?
Os desafios e os problemas são gravíssimos e é preciso uma mudança na Política Económica muito grande. Desse ponto de vista ainda não tenho tempo para estar optimista, mas tenho uma base optimista porque há elementos no memorando acordado com o FMI, CE, BCE que são verdadeiras oportunidades para se fazerem as mudanças necessárias, mas há também elementos que se forem postos em marcha precipitadamente podem ser muito negativos. Portanto diria que a dimensão dos problemas é grave, mas há soluções. E mais soluções haverá se incutirmos confiança ao conjunto dos cidadãos. E essa confiança pode ser incutida a partir da sua própria vida: o seu consumo, o seu rendimento. Veja como é fácil ter uma população que sente que não é deixada ao abandono. Podemos responder na saúde com voluntariado, com solidariedade e podemos responder com Políticas Sociais proporcionadas às necessidades e recursos do país. O meu pessimismo resulta também do facto das pessoas terem medo da solução.
Concorda com o amplo programa de privatizações imposto pela troika?
O documento identifica as empresas e os prazos. Concordo que as empresas referidas são susceptíveis de ser incluídas no programa de privatizações e também concordo que é necessário e útil vender activos para conseguir reduzir o nível de endividamento. A questão central, no entanto, é a de que não se devem fazer privatizações numa lógica exclusivamente financeira, sendo necessária uma estratégia global associada ao relançamento do crescimento da economia portuguesa para que as privatizações possam ter sucesso.
Com a saída do Estado do sector empresarial não há risco de Portugal perder algumas das grandes empresas estratégicas?
O quadro da UEM, na Europa, e da globalização, no mundo, obriga a ritmos muito mais intensos e exigentes de investimento e inovação por parte das empresas. O Estado português não tem outra possibilidade, nos próximos anos, senão a de concentrar drasticamente o investimento público no que é essencial e reprodutível com toda a segurança. Isto significa que a presença do Estado como accionista maioritário ou de referência pode conduzir a uma penalização do próprio desenvolvimento competitivo das empresas em causa. Por isso, qualquer estratégia de privatizações precisa de ser bem elaborada porque cada empresa tem características próprias e contribui de forma diferenciada para o desenvolvimento económico do país. Também me parece adequado que o Estado aproveite esta ocasião para reformar a sua relação com o sector empresarial onde detém posições accionistas.
O Estado deve sair de todas as empresas, ou deve manter posições, ainda que parciais, nalguns sectores?
Na maioria dos casos, o interesse público pode ser melhor defendido através de regras e de acordos transparentes do que através da presença accionista no capital. Admito, no entanto, que em certos casos, que as privatizações sejam parciais, desde que as necessidades de investimento não sejam muito exigentes e o papel do Estado seja o de funcionar como “regulador de proximidade” acompanhando e estimulando a contribuição económica e social da empresa. Mas, na maioria dos casos, será preferível que a regulação seja exterior seja pela optimização do papel dos reguladores, seja pelo estabelecimento de contratos que definam com rigor as obrigações a que a actividade das empresas privatizadas ficam sujeitas. Privatizar não significa ausência de regras nem diminuição da defesa do interesse geral. O que interessa é que as políticas económicas saibam, em cada momento orientar as empresas para regras de funcionamento que permitam gerar valor para os accionistas, seguramente, mas necessariamente, também, para os trabalhadores, os consumidores e as próprias regiões e países que as acolhem.
Da lista de empresas a privatizar quais é que lhe merecem reservas?
As privatizações que merecem maiores cuidados e necessitam de enquadramento estratégico de mais longo prazo são, sem dúvida, as que se relacionam com os bens e serviços ambientais (como as águas) e com a mobilidade internacional (como a TAP). Em ambos os casos, é imprescindível favorecer uma melhoria competitiva estratégica e, em matéria ambiental, é seguramente necessário encontrar soluções que permitam oferecer condições de qualidade e segurança na satisfação das necessidades das populações. O documento não me coloca especiais reservas a não ser no que respeita a alguns desequilíbrios nos prazos definidos que podem conduzir a precipitações que deveriam ser evitadas.
Concorda com a venta da totalidade do capital da TAP, tendo em conta a aposta no sector turístico e na relação com países lusófonos?
A privatização da TAP deve ser um instrumento para permitir reforçar a sua posição e do sistema de aeroportos português no quadro mais vasto da actual aliança de companhias onde está a TAP, para favorecer a valorização da posição de Portugal no Mundo, o desenvolvimento do turismo e a internacionalização das nossas empresas. A privatização da TAP levanta, assim, uma dupla questão. Apoiar o objectivo de ter “mais Portugal no Mundo” valorizando, nomeadamente, a nossa ligação aos países de língua oficial portuguesa e aos países emergentes com quem podemos partilhar diferentes formas de cooperação e apoiar o objectivo de ter “mais Mundo em Portugal” favorecendo, nomeadamente, a valorização dos nossos recurso endógenos.
O que propõe?
A privatização da TAP não deve ter uma vocação financeira em sentido estrito, devendo ser encarada como uma oportunidade para desenvolver e reforçar a mobilidade internacional. A questão chave continuará a ser a da articulação dos modelos de privatização com o modelo de construção do novo aeroporto de Lisboa, reforçando a atractividade e competitividade do nosso país e das nossas regiões, através da “montagem” de parcerias internacionais onde, necessariamente, a relação com a Alemanha, através da configuração da Star Alliance, assume especial relevância. As escolhas em torno do modelo de privatização da TAP são muito mais importantes para acelerar a internacionalização de Portugal do que para obter um encaixe financeiro.
Acredita que daqui a três anos, Portugal vai estar em melhores condições do que as de hoje?
O memorando [assinado com a troika] é uma oportunidade para corrigir situações que já deveriam ter sido corrigidas e reformadas há muito tempo. Devemos usar esta oportunidade para nos desenvolvermos, para aumentar a poupança interna, pôr ordem nas finanças públicas e torná-las sustentáveis, tomar medidas que dêem confiança aos consumidores e aos empresários e que permitam chegar ao final do ajustamento com um tecido empresarial mais robusto, inovador e competitivo. Se conseguirmos isto, sem medo de uma austeridade justa e proporcionada e com coragem para ser ousado no favorecimento do investimento privado e do crescimento económico, então daqui a uns anos o país estará mais sólido e os sacrifícios terão valido a pena.
6.6.11
Banca 'empurra' clientes para contas ordenado
por Paula Coredeiro, in Diário de Notícias
Quem tiver menos de 1500 euros, em média, no banco paga 60 euros por ano. Isenções são cada vez menos.
Quem não tem conta ordenado ou tiver um património financeiro mensal inferior a 1500 euros, arrisca-se a pagar 60 euros por ano de despesas de manutenção da conta à ordem.
Os bancos estão a limitar as isenções de encargos apenas aos clientes que acedam àquele tipo de conta, que oferece um descoberto bancário que se traduz, na prática, na duplicação do valor do vencimento, cuja utilização implica o pagamento de juros.
Desde meados do ano passado, os bancos começaram a promover estas contas como as únicas a isentar de despesas de manutenção. Agora foi a vez de a Caixa Geral de Depósitos (CGD) impor no seu preçário que a isenção destes encargos, para quem não tiver conta ordenado, só se aplica a quem tiver um saldo médio trimestral superior a 2500 euros. O banco público reviu o seu preçário no dia 1 de Junho, sendo esta um das suas principais alterações. Também o Millennium bcp alterou o seu preçário nesta data, apesar de manter os critérios em relação às contas ordenado.
Este tipo de conta à ordem apresenta como principal vantagem a possibilidade de o seu utilizador recorrer a um crédito imediato, normalmente correspondente ao valor do seu salário. Estes créditos apresentam taxas de juro normalmente elevadas, acima dos 25% anuais, uma vez que são equiparados aos créditos pessoais.
No caso da Caixa todas as contas à ordem passam a apresentar despesas de manutenção se não forem contas ordenado ou se o cliente não tiver património financeiro ou saldo médio trimestral superior a 2500 euros. Se o saldo for inferior a mil euros, o cliente pagará 14,50 euros trimestralmente.
À semelhança do que acontece com a maior parte dos bancos, o Millennium bcp apresenta um leque de contas bancárias específicas que isentam de despesas de manutenção. Caso o cliente não preencha nenhuma daquelas condições, só tem isenção se tiver conta ordenado, menos de 23 anos, património superior a 7500 euros ou saldo médio não inferior a três mil euros. Caso contrário, pode chegar a pagar 15 euros por trimestre.
No Banco BPI, a situação é praticamente idêntica. Só com conta ordenado ou saldo médio de mil euros, crédito à habitação no BPI, PPR ou idade inferior a 26 anos não se paga despesas de manutenção. Se não, paga 15 euros por trimestre.
No caso do BES, as contas BES 100% isentam de despesas, mas implicam um grande envolvimento comercial com o banco. Se esta relação comercial for inferior a 1500 euros (total de recursos e aplicações), o cliente paga 15 euros por trimestre.
Também o Santander Totta cobra 15,70 euros a quem tiver um saldo médio trimestral inferior a 1500 euros, apesar de este banco disponibilizar igualmente um vasto conjunto de contas à ordem específicas com isenções de despesas.
Quem tiver menos de 1500 euros, em média, no banco paga 60 euros por ano. Isenções são cada vez menos.
Quem não tem conta ordenado ou tiver um património financeiro mensal inferior a 1500 euros, arrisca-se a pagar 60 euros por ano de despesas de manutenção da conta à ordem.
Os bancos estão a limitar as isenções de encargos apenas aos clientes que acedam àquele tipo de conta, que oferece um descoberto bancário que se traduz, na prática, na duplicação do valor do vencimento, cuja utilização implica o pagamento de juros.
Desde meados do ano passado, os bancos começaram a promover estas contas como as únicas a isentar de despesas de manutenção. Agora foi a vez de a Caixa Geral de Depósitos (CGD) impor no seu preçário que a isenção destes encargos, para quem não tiver conta ordenado, só se aplica a quem tiver um saldo médio trimestral superior a 2500 euros. O banco público reviu o seu preçário no dia 1 de Junho, sendo esta um das suas principais alterações. Também o Millennium bcp alterou o seu preçário nesta data, apesar de manter os critérios em relação às contas ordenado.
Este tipo de conta à ordem apresenta como principal vantagem a possibilidade de o seu utilizador recorrer a um crédito imediato, normalmente correspondente ao valor do seu salário. Estes créditos apresentam taxas de juro normalmente elevadas, acima dos 25% anuais, uma vez que são equiparados aos créditos pessoais.
No caso da Caixa todas as contas à ordem passam a apresentar despesas de manutenção se não forem contas ordenado ou se o cliente não tiver património financeiro ou saldo médio trimestral superior a 2500 euros. Se o saldo for inferior a mil euros, o cliente pagará 14,50 euros trimestralmente.
À semelhança do que acontece com a maior parte dos bancos, o Millennium bcp apresenta um leque de contas bancárias específicas que isentam de despesas de manutenção. Caso o cliente não preencha nenhuma daquelas condições, só tem isenção se tiver conta ordenado, menos de 23 anos, património superior a 7500 euros ou saldo médio não inferior a três mil euros. Caso contrário, pode chegar a pagar 15 euros por trimestre.
No Banco BPI, a situação é praticamente idêntica. Só com conta ordenado ou saldo médio de mil euros, crédito à habitação no BPI, PPR ou idade inferior a 26 anos não se paga despesas de manutenção. Se não, paga 15 euros por trimestre.
No caso do BES, as contas BES 100% isentam de despesas, mas implicam um grande envolvimento comercial com o banco. Se esta relação comercial for inferior a 1500 euros (total de recursos e aplicações), o cliente paga 15 euros por trimestre.
Também o Santander Totta cobra 15,70 euros a quem tiver um saldo médio trimestral inferior a 1500 euros, apesar de este banco disponibilizar igualmente um vasto conjunto de contas à ordem específicas com isenções de despesas.
Construtoras acusam banca de descapitalizar empresas
in Diário de Notícias
Confederação garante que, além de dificuldades de financiamento, as empresas defrontam-se com a "renegociação dos empréstimos e a exigência de garantias abusivas"
A banca está a contribuir para a "descapitalização das empresas", obrigando muitas a encerrar, afirma o presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), que acusa o sistema financeiro de "tirar partido dos graves estrangulamentos de tesouraria das empresas para renegociar empréstimos em vigor e, assim, impor, injustificadamente, a prestação de garantias abusivas ou excessivas e o pagamento de spreads mais elevados".
Confederação garante que, além de dificuldades de financiamento, as empresas defrontam-se com a "renegociação dos empréstimos e a exigência de garantias abusivas"
A banca está a contribuir para a "descapitalização das empresas", obrigando muitas a encerrar, afirma o presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), que acusa o sistema financeiro de "tirar partido dos graves estrangulamentos de tesouraria das empresas para renegociar empréstimos em vigor e, assim, impor, injustificadamente, a prestação de garantias abusivas ou excessivas e o pagamento de spreads mais elevados".
Bruxelas faz "recomendações" de política económica
in Diário de Notícias
A Comissão Europeia vai apresentar na terça-feira "recomendações" de política económica para os 27 Estados-membros, numa altura em que as orientações para Portugal já foram negociadas com Lisboa e estão incluídas no memorando assinado com a 'troika'.
De acordo com o executivo comunitário, as "recomendações" baseiam-se na nova "coordenação económica reforçada" entre os Estados-membros e são feitas ao ritmo do "semestre europeu".
Bruxelas irá analisar a situação económica e orçamental de cada país da União Europeia e avaliar se as medidas propostas nos seus programas nacionais de reformas (PNR) e programas de estabilidade e convergência (PEC) são coerentes com os objetivos delineados.
"Nos Estados-membros que considerar ser necessário, a Comissão Europeia irá enumerar reformas estruturais e medidas adicionais para melhorar o crescimento económico nos próximos 12 a 18 meses", segundo fonte comunitária.
As "recomendações serão "discutidas e avalizadas" pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia na reunião que vão ter a 23 e 24 de junho em Bruxelas.
A mesma fonte referiu que as orientações e medidas que Portugal tem de tomar nos próximos meses já estão contidos no memorando assinado entre a 'troika' internacional (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) e o Governo.
Irlanda, Grécia, Roménia e Letónia também seguem programas idênticos e são alvo de uma supervisão apertada por parte das instâncias europeias.
A Comissão Europeia vai apresentar na terça-feira "recomendações" de política económica para os 27 Estados-membros, numa altura em que as orientações para Portugal já foram negociadas com Lisboa e estão incluídas no memorando assinado com a 'troika'.
De acordo com o executivo comunitário, as "recomendações" baseiam-se na nova "coordenação económica reforçada" entre os Estados-membros e são feitas ao ritmo do "semestre europeu".
Bruxelas irá analisar a situação económica e orçamental de cada país da União Europeia e avaliar se as medidas propostas nos seus programas nacionais de reformas (PNR) e programas de estabilidade e convergência (PEC) são coerentes com os objetivos delineados.
"Nos Estados-membros que considerar ser necessário, a Comissão Europeia irá enumerar reformas estruturais e medidas adicionais para melhorar o crescimento económico nos próximos 12 a 18 meses", segundo fonte comunitária.
As "recomendações serão "discutidas e avalizadas" pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia na reunião que vão ter a 23 e 24 de junho em Bruxelas.
A mesma fonte referiu que as orientações e medidas que Portugal tem de tomar nos próximos meses já estão contidos no memorando assinado entre a 'troika' internacional (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) e o Governo.
Irlanda, Grécia, Roménia e Letónia também seguem programas idênticos e são alvo de uma supervisão apertada por parte das instâncias europeias.
Cheque refeição pode aumentar subsídio de alimentação
in Diário de Notícias
As empresas portuguesas podiam oferecer aos trabalhadores mais 85 cêntimos por dia para refeições, sem pagar impostos, se trocassem o subsídio de refeição em dinheiro por cheques de refeição, alertou hoje o fiscalista Diogo Vassalo.
Esta conclusão vai ser um dos temas a ser debatido segunda-feira em Lisboa, numa convenção organizada pela EndeRed, um dos líderes mundiais na emissão e gestão de cartões e cheques de serviços pré-pagos, que em Portugal tem a marca Euroticket.
Ao contrário da totalidade dos países da Europa, diz a empresa, em Portugal o subsídio de refeição ainda é atribuído em dinheiro estando isento de carga fiscal até a um máximo de 6,41 euros.
"Se optassem por pagar aos trabalhadores em senhas de refeição poderiam pagar 7,26 cêntimos sem pagar impostos, conforme o que está na lei, mas ainda ninguém acordou para isto", afirmou à Lusa o especialista em direito fiscal Diogo Vassalo.
O fiscalista defende que a promoção do pagamento em espécie do subsídio de alimentação é uma das medidas essenciais já implícita no memorando que Portugal assinou com a 'troika' constituída pela Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu, permitindo assim que esta vantagem fiscal - concedida pelo Estado a empresas e trabalhadores - assegure um verdadeiro benefício social.
Para Diogo Vassalo, esta medida "aumenta o efeito de controlo do Estado sobre a despesa pública, uma vez que empresas como a EndeRed têm de enviar ao Estado a lista de clientes que têm cheques de refeição, o que aumenta a eficiência dos gastos", acrescentou.
Baseando-se num estudo de 2005 da consultora Deloitte, que parte do princípio que não existem em Portugal benefícios fiscais para o subsídio de refeição em dinheiro, a EndeRed calcula que o Estado podia ter uma receita fiscal adicional de dois mil milhões de euros se o subsídio de refeição fosse entregue em espécie e fosse taxado se entregue em dinheiro.
A empresa escolheu Portugal para acolher a convenção anual com objetivo de alterar a realidade nacional: "Queremos demonstrar à nova classe dirigente portuguesa que existe uma solução simples, fácil de implementar e de êxito comprovado que resulta em benefícios claros para a produtividade da economia portuguesa", afirmou o presidente da comissão executiva da Edenred, Jacques Stern, numa nota enviada à Lusa.
Segundo este responsável, Portugal é o "único país da Europa ocidental" que ainda "não adotou eficientemente políticas modernas" de atribuição dos benefícios fiscais, de forma a melhor conceder e garantir benefícios sociais.
As empresas portuguesas podiam oferecer aos trabalhadores mais 85 cêntimos por dia para refeições, sem pagar impostos, se trocassem o subsídio de refeição em dinheiro por cheques de refeição, alertou hoje o fiscalista Diogo Vassalo.
Esta conclusão vai ser um dos temas a ser debatido segunda-feira em Lisboa, numa convenção organizada pela EndeRed, um dos líderes mundiais na emissão e gestão de cartões e cheques de serviços pré-pagos, que em Portugal tem a marca Euroticket.
Ao contrário da totalidade dos países da Europa, diz a empresa, em Portugal o subsídio de refeição ainda é atribuído em dinheiro estando isento de carga fiscal até a um máximo de 6,41 euros.
"Se optassem por pagar aos trabalhadores em senhas de refeição poderiam pagar 7,26 cêntimos sem pagar impostos, conforme o que está na lei, mas ainda ninguém acordou para isto", afirmou à Lusa o especialista em direito fiscal Diogo Vassalo.
O fiscalista defende que a promoção do pagamento em espécie do subsídio de alimentação é uma das medidas essenciais já implícita no memorando que Portugal assinou com a 'troika' constituída pela Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu, permitindo assim que esta vantagem fiscal - concedida pelo Estado a empresas e trabalhadores - assegure um verdadeiro benefício social.
Para Diogo Vassalo, esta medida "aumenta o efeito de controlo do Estado sobre a despesa pública, uma vez que empresas como a EndeRed têm de enviar ao Estado a lista de clientes que têm cheques de refeição, o que aumenta a eficiência dos gastos", acrescentou.
Baseando-se num estudo de 2005 da consultora Deloitte, que parte do princípio que não existem em Portugal benefícios fiscais para o subsídio de refeição em dinheiro, a EndeRed calcula que o Estado podia ter uma receita fiscal adicional de dois mil milhões de euros se o subsídio de refeição fosse entregue em espécie e fosse taxado se entregue em dinheiro.
A empresa escolheu Portugal para acolher a convenção anual com objetivo de alterar a realidade nacional: "Queremos demonstrar à nova classe dirigente portuguesa que existe uma solução simples, fácil de implementar e de êxito comprovado que resulta em benefícios claros para a produtividade da economia portuguesa", afirmou o presidente da comissão executiva da Edenred, Jacques Stern, numa nota enviada à Lusa.
Segundo este responsável, Portugal é o "único país da Europa ocidental" que ainda "não adotou eficientemente políticas modernas" de atribuição dos benefícios fiscais, de forma a melhor conceder e garantir benefícios sociais.
"Portugal é competitivo na mão-de-obra qualificada"
in Diário de Notícias
Augusto Mateus, ex-ministro da Economia, considera que, em termos de salários, o país destaca-se pelos recursos humanosaltamente qualificados com baixas remunerações.
Numa entrevista ao "Público" , Augusto Mateus sublnha que Portugal deve diversificar de mercados em especial para os crescem depressa. Mais importante do que definir onde é que se deve apostar é criar o ambiente favorável para que se invista, mas sempre no sector de bens transaccionáveis. Protugal investiu nas universidades para ter mão-de-obra qualificada, uma geração que hoje recebe salários competitivos, mas não investiu na mudança estrutural da economia para criar trabalho.
Augusto Mateus, ex-ministro da Economia, considera que, em termos de salários, o país destaca-se pelos recursos humanosaltamente qualificados com baixas remunerações.
Numa entrevista ao "Público" , Augusto Mateus sublnha que Portugal deve diversificar de mercados em especial para os crescem depressa. Mais importante do que definir onde é que se deve apostar é criar o ambiente favorável para que se invista, mas sempre no sector de bens transaccionáveis. Protugal investiu nas universidades para ter mão-de-obra qualificada, uma geração que hoje recebe salários competitivos, mas não investiu na mudança estrutural da economia para criar trabalho.
Atestados médicos estão 17 vezes mais caros
in Diário de Notícias
O preço dos atestados supera em muito a actualização de acordo com a inflação, segundo parecer da Entidade Reguladora
Os portugueses estão a pagar entre três e 17 vezes mais do que deviam para obter atestados médicos de incapacidade ou de autorização para conduzir.
Os atestados médicos tinham até Janeiro um custo de 90 cêntimos, um valor que se mantinha desde a última revisão em 1982. No entanto, foram aumentados para 20, 50 e 100 euros, quando a inflação apenas ditaria subidas até 5,93 euros para os três atestados, de acordo com um parecer da Entidade Reguladora da Saúde (ERS).
O preço dos atestados supera em muito a actualização de acordo com a inflação, segundo parecer da Entidade Reguladora
Os portugueses estão a pagar entre três e 17 vezes mais do que deviam para obter atestados médicos de incapacidade ou de autorização para conduzir.
Os atestados médicos tinham até Janeiro um custo de 90 cêntimos, um valor que se mantinha desde a última revisão em 1982. No entanto, foram aumentados para 20, 50 e 100 euros, quando a inflação apenas ditaria subidas até 5,93 euros para os três atestados, de acordo com um parecer da Entidade Reguladora da Saúde (ERS).
Europeus do Sul trabalham mais do que os alemães diz estudo
in Jornal de Notícias
Os europeus do Sul trabalham muito mais e por vezes durante mais tempo que os alemães, refere um estudo que contraria as recentes declarações da chanceler alemã sobre um eventual laxismo social em Portugal, Espanha ou Grécia.
"Os alemães trabalham muito menos [por ano e durante a vida ativa] que os europeus do Sul. E também não trabalham de forma tão intensiva", assegura Patrick Artus, chefe da secção de economia do banco francês Natixis e o redator deste estudo que se baseia designadamente nos números da ODCE e Eurostat.
A duração anual média do trabalho de um alemão (1390 horas) é assim muito inferior à de um grego (2119 horas), de um italiano (1773 horas), de um português (1719 horas), de um espanhol (1654 horas) ou de um francês (1554 horas), referem as estatísticas publicadas em 2010 pela OCDE.
"O resultado da produtividade individual da Alemanha está na média dos países do Sul, a da produtividade horária está acima da média mas não é melhor que a da França ou Grécia", precisa o Natixis.
A idade legal para a reforma na Alemanha (65 anos atualmente, 67 no futuro) é mais tardia, mas os portugueses e espanhóis trabalham na prática mais tempo, com uma idade efetiva de início da reforma de 62,6 anos e 62,3 anos, contra 62,2 anos para os alemães, refere ainda o estudo.
Os gregos não estão distantes desta média (61,5 anos) e a reforma das aposentações adoptada na primavera de 2010 na Grécia impôs o aumento da idade dos 60 para os 65 anos, com o objectivo de garantir uma idade média de 63,5 anos até 2015. Apenas franceses e italianos garantem hoje a reforma mais cedo que os alemães, precisa o estudo com data de 30 de Maio.
Em meados de Maio, a chanceler alemã, Angela Merkel, criticou publicamente as férias e os sistemas de reforma dos países do Sul da Europa, que considerou demasiado generosos.
"É necessário que em países como a Grécia, Espanha, Portugal não seja garantida a reforma mais cedo que na Alemanha, e que todos façam os mesmos esforços, é importante", disse na ocasião.
"Angela Merkel não refere quais os verdadeiros problemas dos países do Sul da zona euro", conclui o chefe economista do Natixis.
Os europeus do Sul trabalham muito mais e por vezes durante mais tempo que os alemães, refere um estudo que contraria as recentes declarações da chanceler alemã sobre um eventual laxismo social em Portugal, Espanha ou Grécia.
"Os alemães trabalham muito menos [por ano e durante a vida ativa] que os europeus do Sul. E também não trabalham de forma tão intensiva", assegura Patrick Artus, chefe da secção de economia do banco francês Natixis e o redator deste estudo que se baseia designadamente nos números da ODCE e Eurostat.
A duração anual média do trabalho de um alemão (1390 horas) é assim muito inferior à de um grego (2119 horas), de um italiano (1773 horas), de um português (1719 horas), de um espanhol (1654 horas) ou de um francês (1554 horas), referem as estatísticas publicadas em 2010 pela OCDE.
"O resultado da produtividade individual da Alemanha está na média dos países do Sul, a da produtividade horária está acima da média mas não é melhor que a da França ou Grécia", precisa o Natixis.
A idade legal para a reforma na Alemanha (65 anos atualmente, 67 no futuro) é mais tardia, mas os portugueses e espanhóis trabalham na prática mais tempo, com uma idade efetiva de início da reforma de 62,6 anos e 62,3 anos, contra 62,2 anos para os alemães, refere ainda o estudo.
Os gregos não estão distantes desta média (61,5 anos) e a reforma das aposentações adoptada na primavera de 2010 na Grécia impôs o aumento da idade dos 60 para os 65 anos, com o objectivo de garantir uma idade média de 63,5 anos até 2015. Apenas franceses e italianos garantem hoje a reforma mais cedo que os alemães, precisa o estudo com data de 30 de Maio.
Em meados de Maio, a chanceler alemã, Angela Merkel, criticou publicamente as férias e os sistemas de reforma dos países do Sul da Europa, que considerou demasiado generosos.
"É necessário que em países como a Grécia, Espanha, Portugal não seja garantida a reforma mais cedo que na Alemanha, e que todos façam os mesmos esforços, é importante", disse na ocasião.
"Angela Merkel não refere quais os verdadeiros problemas dos países do Sul da zona euro", conclui o chefe economista do Natixis.
Tribunal de Contas Europeu vai acompanhar ajuda externa a Portugal
in Jornal de Notícias
O Tribunal de Contas Europeu vai fiscalizar a gestão das verbas do orçamento da União Europeia que integram o resgate internacional a Portugal, de acordo com um documento da instituição a que a agência Lusa teve acesso.
Num parecer ('position paper') posterior à aprovação do plano de resgate português, o tribunal diz mesmo que poderá fazer esse acompanhamento em Portugal. Fontes comunitárias disseram à agência Lusa que essa análise será sempre feita do ponto de vista das contas próprias da União Europeia (UE).
"O Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (EFSM, na sigla inglesa) foi criado em 2010 para dar aos países da união ajuda financeira, com garantias do orçamento da UE. Até agora, foi atribuída assistência à Irlanda e Portugal", refere o parecer do Tribunal de Contas Europeu.
O documento, que remete para os termos do regulamento que cria o EFSM, diz que o Tribunal Europeu de Contas tem "o direito de desenvolver, nos Estados-membros beneficiários, todos os controlos financeiros e auditorias que considere necessários no que toca à gestão dessa assistência".
Para o Tribunal de Contas Europeu, "o foco principal será sempre no lado da União Europeia, e não sobre a forma como os Estados estão utilizar essas garantias", disse à Lusa a fonte comunitária.
Trata-se sobretudo de verificar se as garantias suportadas pelo orçamento comunitário estão reflectidas nas contas consolidadas da UE, "de forma verdadeira e fiel", acrescentou.
A 17 de maio, os 27 ministros das Finanças da EU aprovaram formalmente o empréstimo de 26 mil milhões de euros que a união vai conceder a Portugal ao abrigo do EFSM.
Nos próximos três anos, a assistência financeira a Portugal, no total de 78 mil milhões de euros, inclui ainda 26 mil milhões do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e 26 mil milhões do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Quanto ao FEEF, uma entidade privada, o parecer do Tribunal de Contas Europeu assume que não haverá lugar a auditorias externas por parte de instituições públicas, tendo já sido nomeado um auditor privado.
No entanto, quando, em 2013, o Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE) substituir o EFSM e o FEEF, o tribunal europeu considera, no parecer, como "uma questão importante" a forma "de dividir o trabalho" entre os auditores privados e públicos, "bem como entre as instituições europeias e os Tribunais de Contas" dos Estados-Membros.
O objectivo do Tribunal de Contas Europeu, presidido pelo juiz português Vítor Caldeira, é "contribuir para uma estrutura de transparência, para salvaguardar uma suficiente auditoria pública".
Para receber o empréstimo de 78 mil milhões de euros, ao abrigo de um acordo de ajuda financeira com o FMI, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, Portugal ficando obrigado a aprovar diversas medidas para reduzir os gastos do Estado.
Nas condições para a atribuição do empréstimo estão, entre outras, a consolidação das finanças públicas, incluindo a redução do défice orçamental para três por cento do produto interno bruto até 2013.
O Tribunal de Contas Europeu vai fiscalizar a gestão das verbas do orçamento da União Europeia que integram o resgate internacional a Portugal, de acordo com um documento da instituição a que a agência Lusa teve acesso.
Num parecer ('position paper') posterior à aprovação do plano de resgate português, o tribunal diz mesmo que poderá fazer esse acompanhamento em Portugal. Fontes comunitárias disseram à agência Lusa que essa análise será sempre feita do ponto de vista das contas próprias da União Europeia (UE).
"O Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (EFSM, na sigla inglesa) foi criado em 2010 para dar aos países da união ajuda financeira, com garantias do orçamento da UE. Até agora, foi atribuída assistência à Irlanda e Portugal", refere o parecer do Tribunal de Contas Europeu.
O documento, que remete para os termos do regulamento que cria o EFSM, diz que o Tribunal Europeu de Contas tem "o direito de desenvolver, nos Estados-membros beneficiários, todos os controlos financeiros e auditorias que considere necessários no que toca à gestão dessa assistência".
Para o Tribunal de Contas Europeu, "o foco principal será sempre no lado da União Europeia, e não sobre a forma como os Estados estão utilizar essas garantias", disse à Lusa a fonte comunitária.
Trata-se sobretudo de verificar se as garantias suportadas pelo orçamento comunitário estão reflectidas nas contas consolidadas da UE, "de forma verdadeira e fiel", acrescentou.
A 17 de maio, os 27 ministros das Finanças da EU aprovaram formalmente o empréstimo de 26 mil milhões de euros que a união vai conceder a Portugal ao abrigo do EFSM.
Nos próximos três anos, a assistência financeira a Portugal, no total de 78 mil milhões de euros, inclui ainda 26 mil milhões do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e 26 mil milhões do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Quanto ao FEEF, uma entidade privada, o parecer do Tribunal de Contas Europeu assume que não haverá lugar a auditorias externas por parte de instituições públicas, tendo já sido nomeado um auditor privado.
No entanto, quando, em 2013, o Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE) substituir o EFSM e o FEEF, o tribunal europeu considera, no parecer, como "uma questão importante" a forma "de dividir o trabalho" entre os auditores privados e públicos, "bem como entre as instituições europeias e os Tribunais de Contas" dos Estados-Membros.
O objectivo do Tribunal de Contas Europeu, presidido pelo juiz português Vítor Caldeira, é "contribuir para uma estrutura de transparência, para salvaguardar uma suficiente auditoria pública".
Para receber o empréstimo de 78 mil milhões de euros, ao abrigo de um acordo de ajuda financeira com o FMI, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, Portugal ficando obrigado a aprovar diversas medidas para reduzir os gastos do Estado.
Nas condições para a atribuição do empréstimo estão, entre outras, a consolidação das finanças públicas, incluindo a redução do défice orçamental para três por cento do produto interno bruto até 2013.
64 toneladas de alimentos via Internet
in Jornal de Notícias
O Banco Alimentar Contra a Fome obteve na Internet 64 toneladas de alimentos até às 12.30 horas de domingo, no âmbito da campanha iniciada no dia 26 e que termina à meia-noite.
Isabel Jonet disse à agência Lusa que a recolha de bens através da Internet, realizada pela primeira vez pelo Banco Alimentar, obteve donativos de muitos cidadãos fora de Portugal.
O site foi visitado por pessoas de 94 países: "Foi muito gratificante ver doações de tantos países".
A maior parte das contribuições veio de Portugal, seguindo-se Angola, Brasil, Suíça e Reino Unido. Muitos emigrantes terão "contribuído para a sua região", afirmou Jonet.
"Até ao fim do dia ainda vai ter mais" doações, declarou a responsável pelo Banco Alimentar.
No portal podem ser consultadas as quantidades de alimentos pagos por esta via - 24.723 litros de leite, 10.328 quilos de açúcar, 10.458 litros de azeite, 2.461 quilos de atum, 6.852 quilos de salsicha e 9.306 litros de óleo.
Os dados são constantemente actualizados.
O Banco Alimentar Contra a Fome obteve na Internet 64 toneladas de alimentos até às 12.30 horas de domingo, no âmbito da campanha iniciada no dia 26 e que termina à meia-noite.
Isabel Jonet disse à agência Lusa que a recolha de bens através da Internet, realizada pela primeira vez pelo Banco Alimentar, obteve donativos de muitos cidadãos fora de Portugal.
O site foi visitado por pessoas de 94 países: "Foi muito gratificante ver doações de tantos países".
A maior parte das contribuições veio de Portugal, seguindo-se Angola, Brasil, Suíça e Reino Unido. Muitos emigrantes terão "contribuído para a sua região", afirmou Jonet.
"Até ao fim do dia ainda vai ter mais" doações, declarou a responsável pelo Banco Alimentar.
No portal podem ser consultadas as quantidades de alimentos pagos por esta via - 24.723 litros de leite, 10.328 quilos de açúcar, 10.458 litros de azeite, 2.461 quilos de atum, 6.852 quilos de salsicha e 9.306 litros de óleo.
Os dados são constantemente actualizados.
SOS Racismo condena intervenção policial no bairro 6 de Maio
in Jornal de Notícias
A associação SOS Racismo condenou a intervenção policial efectuada este domingo no Bairro 6 de Maio, na Amadora, na qual 17 pessoas foram detidas, e pediu responsabilidades por "acto racista e violador" dos direitos humanos
A PSP efectuou este domingo 17 detenções no Bairro 6 de Maio, na sequência de desacatos durante os quais foram danificadas portas de prédios e de estabelecimentos comerciais, depois de terem sido apedrejados dois carros patrulha.
Foram então detidas seis pessoas e no momento em que foram encaminhados para a esquadra registaram-se vários episódios de desordem por parte de moradores no bairro.
"Houve necessidade de uma intervenção para repor a ordem e aí foram detidos mais 11 indivíduos", afirmou à Lusa fonte da PSP.
Para a associação SOS Racismo, a intervenção foi abusiva e "levanta seriíssimas preocupações sobre a impunidade da violência policial".
"E a cada acção de violência policial que resulta em violações flagrantes dos direitos humanos e /ou em morte, as autoridades aparecem sempre com justificações oficiais que, além de falaciosas, são insultuosas para a dignidade humana", referiram.
Por isso, apelaram para "uma estratégia política de resposta social às desigualdades, à precariedade e contra a discriminação".
A associação SOS Racismo condenou a intervenção policial efectuada este domingo no Bairro 6 de Maio, na Amadora, na qual 17 pessoas foram detidas, e pediu responsabilidades por "acto racista e violador" dos direitos humanos
A PSP efectuou este domingo 17 detenções no Bairro 6 de Maio, na sequência de desacatos durante os quais foram danificadas portas de prédios e de estabelecimentos comerciais, depois de terem sido apedrejados dois carros patrulha.
Foram então detidas seis pessoas e no momento em que foram encaminhados para a esquadra registaram-se vários episódios de desordem por parte de moradores no bairro.
"Houve necessidade de uma intervenção para repor a ordem e aí foram detidos mais 11 indivíduos", afirmou à Lusa fonte da PSP.
Para a associação SOS Racismo, a intervenção foi abusiva e "levanta seriíssimas preocupações sobre a impunidade da violência policial".
"E a cada acção de violência policial que resulta em violações flagrantes dos direitos humanos e /ou em morte, as autoridades aparecem sempre com justificações oficiais que, além de falaciosas, são insultuosas para a dignidade humana", referiram.
Por isso, apelaram para "uma estratégia política de resposta social às desigualdades, à precariedade e contra a discriminação".
Pobreza afecta muitos trabalhadores açorianos
In a União
Pobreza afecta muitos trabalhadores açorianos, diz Sociólogo Fernando Diogo
A pobreza nos Açores, e no país, não é exclusiva dos desempregados, dos idosos, ou “dos malandros”. É, nos dias que correm, um problema de muitos trabalhadores. Esta foi uma das ideias vincadas pelo sociólogo Fernando Diogo no debate sobre o tema que decorreu na manhã de ontem no âmbito da II Semana Social, na Praia da Vitória.
“Uma das grandes causas da pobreza no arquipélago é o mercado de trabalho, que exige habilitações baixas e oferece remunerações baixas. Se observarmos as estatísticas, por exemplo, a Região tem a menor taxa de desemprego do país, mas tem uma das taxas mais elevadas de pobreza. Quer isto dizer que muitos pobres têm trabalho”, explica o professor da Universidade dos Açores que tem dedicado a sua investigação a este tema.
“E este sistema, em grande medida, decorre de um problema que a Região e o país sofre: a existência de elites corruptas, vampirescas e incompetentes, que são um grande entrave ao desenvolvimento dos Açores e de Portugal”, sublinha.
“Portanto, há uma relação fraca entre a pobreza e o desemprego na Região. Além disso, quando falamos de pobreza no arquipélago temos de sublinhar sempre que essa situação é diferente de ilha para ilha. Porque o peso demográfico e económico de São Miguel tende a ser tomado como padrão quando se analisam estas questões. E isso é um erro”, reforça.
“Uma das soluções para invertermos o peso central da pobreza no arquipélago é reforçar os níveis de escolaridade. É esse, em minha opinião, um dos grandes desafios da Autonomia”, sublinhou.
Há soluções
Na sequência da intervenção de Fernando Diogo, o investigador e docente universitário Rogério Roque Amaro admitiu ser possível combater a pobreza no país, mas assegurou tratar-se de uma tarefa de difícil concretização.
“Logo à partida, o conceito e a ideia de pobreza estão errados. Aliás, nos últimos tempos, temos assistido ao regresso da visão tradicional sobre a pobreza, ou seja, que esta é simplesmente um problema económico. Ora, essa visão está completamente errada. É uma ideia que decorre da visão neoliberalista que pretende vingar na nossa sociedade. Mas a pobreza tem várias razões, várias origens, é uma questão de desigualdade, uma questão societal, estrutural, ou seja, resulta da forma como a sociedade se estrutura”, explicou o professor do ISCTE, que tem dedicado parte da sua acção a várias instituições que estudam a pobreza, o desenvolvimento e a economia solidária.
“O trabalho precário, a monoparentalidade, a doença, a toxicodependência, os baixos salários, a exclusão social, o próprio ambiente ou a cultura, são áreas que podem gerar pobreza. E sem que haja um problema económico. No fundo, contrariamente ao que muitos políticos defendem a resolução da pobreza não passa exclusivamente pelo crescimento económico e pela criação de emprego”, explicou.
Para o académico, a luta contra a pobreza só será eficaz “se for sistémica e permanente”.
“Será eficaz de visar os recursos e o acesso aos recursos e não apenas a privação deles. Ou seja, o acesso aos recursos – sejam eles quais forem – tem de ser mais igual. A luta contra a pobreza só será eficaz se incidir na pessoa pobre, mas também na sociedade, o que implica mudar mentalidades. Não podemos incentivar o pobre a libertar-se da pobreza e, depois, a própria sociedade barrar-lhe esse sonho”, sublinha.
Roque Amaro adianta que “fazer do pobre o protagonista central do seu percurso” é outro dos imperativos para o sucesso da luta contra a pobreza.
“Mas essa luta tem de ser um projecto de toda a sociedade e não apenas a função do Estado. E só terá êxito se for uma estratégia de proximidade. Isto é, tem de ser uma questão de terreno e não de gabinete. Poderá ter conceitos macro, mas concretização micro; no fundo, um processo de desenvolvimento local”, explicou.
“E tem que ser uma luta persistente, o que não é compatível com os ciclos políticos”, reforçou.
“E todas estas acções devem acontecer, de forma planeada, sequente e, acima de tudo, integrada. A pobreza só se combate com sucesso se for entendida como uma situação multidimensional e não apenas como uma questão económica. Aliás, até defendo que a luta contra a pobreza devia estar na nossa Constituição e devia ser alvo de pactos de regime entre partidos, para que os ciclos políticos não a afectassem”, concluiu.
No poupar está o ganho
A luta contra a pobreza deve começar no seio familiar, deve ser uma acção iniciada dentro da família pobre e não imposta por acção externa. E ser pobre não é uma fatalidade. Foram duas das ideias vincadas por Henrique Dédalo, jornalista terceirense que se prepara para lançar o livro “Cartilha da Economia Familiar”, “um contributo para ajudar as famílias a perceberem que quem nasce pobre não o será obrigatoriamente até morrer”.
“A sociedade tem de deixar de ver o pobre como um coitadinho. E o pobre tem de deixar de ver-se como um pobre para toda a vida. Ter consciência disso e, a partir desse empenho, procurar inverter a situação é a solução. Aliás, andamos a esquecer-nos que muitos de nós descendem de pais ou avós pobres, que pouparam toda uma vida para deixar uma vida melhor aos seus filhos. No tempo dos nossos avós, conseguia-se poupar. Mesmo quem tinha rendimentos medíocres”, explicou.
“Fazer contas, relevar o essencial e diminuir o supérfluo, ensinar os filhos a poupar, são estratégias que permitem sair da pobreza. Há pequenos gestos, pequenas acções, pequenas decisões que permitem ganhos consideráveis”, sublinhou Henrique Dédalo.
“Se uma pessoa fumar, por exemplo, 20 cigarros por dia e deixar de fumar, por exemplo, quatro, no final do ano terá poupado 250 euros. Ou seja, mais de metade do salário mínimo”, adiantou o presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, que apresentou algumas das linhas da “Cartilha da Economia Familiar”, que será lançada na semana Outono Vivo deste ano, na Praia da Vitória.
“É um livro que recupera muitos dos ensinamentos dos nossos pais e avós, um trabalho de paixão, mas que espelha grande razão e que pode ser uma solução para os novos pobres da nossa sociedade: aquelas famílias que trabalham e se esforçam, mas que estão sobreendividadas, cujos rendimentos são absorvidos pelos créditos que foram levados a contrair no âmbito de estratégias extremamente agressivas de marketing e publicidade, nomeadamente pela Banca”, sublinhou Roberto Monteiro.
“Reforço da auto-estima, cultura de poupança, aprender a dizer não, são alguns dos conselhos que este livro dá e que, no fundo, reflectem a visão que começa a ganhar força na nossa sociedade, e que, na minha opinião, será fundamental para ultrapassarmos esta crise”, reforçou o autarca.
O final do painel sobre a pobreza contou com as intervenções do Provedor da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória, Francisco Ferreira, que confirmou o aumento na instituição do número de pedidos de ajuda por parte de famílias e pessoas em dificuldades financeiras e, emotivamente, criticou todos aqueles que vêem o apoio social como um contributo para “a malandrice”.
“Como se pode não ajudar crianças, idosos e pessoas em dificuldades, vítimas de maus tratos, pessoas que passam fome, que precisam de ajuda? Muitos são injustos ao criticarem sem conhecerem um trabalho válido, uma acção que tem ajudado muito para que a nossa sociedade seja cada vez melhor”, expressou.
A última intervenção coube a Ludovina Vieira, do Grupo Continente, que apresentou o projecto de apoio que a empresa pretende concretizar e que procurará apoiar os consumidores e as famílias nas melhores opções nos gastos domésticos.
“Saber o que se ganha e o que se gasta e conhecer pequenos truques e acções que permitem poupar é a base deste projecto. O Kit para a Família inclui a avaliação da sua situação financeira, fichas de controlo de gastos, dicas de poupança, receitas a custo reduzido, um manual de ida ao supermercado, entre outras coisas. É uma forma de ajudarmos e contribuirmos para uma cultura de poupança e de responsabilidade no consumo”, concretizou.
Pobreza afecta muitos trabalhadores açorianos, diz Sociólogo Fernando Diogo
A pobreza nos Açores, e no país, não é exclusiva dos desempregados, dos idosos, ou “dos malandros”. É, nos dias que correm, um problema de muitos trabalhadores. Esta foi uma das ideias vincadas pelo sociólogo Fernando Diogo no debate sobre o tema que decorreu na manhã de ontem no âmbito da II Semana Social, na Praia da Vitória.
“Uma das grandes causas da pobreza no arquipélago é o mercado de trabalho, que exige habilitações baixas e oferece remunerações baixas. Se observarmos as estatísticas, por exemplo, a Região tem a menor taxa de desemprego do país, mas tem uma das taxas mais elevadas de pobreza. Quer isto dizer que muitos pobres têm trabalho”, explica o professor da Universidade dos Açores que tem dedicado a sua investigação a este tema.
“E este sistema, em grande medida, decorre de um problema que a Região e o país sofre: a existência de elites corruptas, vampirescas e incompetentes, que são um grande entrave ao desenvolvimento dos Açores e de Portugal”, sublinha.
“Portanto, há uma relação fraca entre a pobreza e o desemprego na Região. Além disso, quando falamos de pobreza no arquipélago temos de sublinhar sempre que essa situação é diferente de ilha para ilha. Porque o peso demográfico e económico de São Miguel tende a ser tomado como padrão quando se analisam estas questões. E isso é um erro”, reforça.
“Uma das soluções para invertermos o peso central da pobreza no arquipélago é reforçar os níveis de escolaridade. É esse, em minha opinião, um dos grandes desafios da Autonomia”, sublinhou.
Há soluções
Na sequência da intervenção de Fernando Diogo, o investigador e docente universitário Rogério Roque Amaro admitiu ser possível combater a pobreza no país, mas assegurou tratar-se de uma tarefa de difícil concretização.
“Logo à partida, o conceito e a ideia de pobreza estão errados. Aliás, nos últimos tempos, temos assistido ao regresso da visão tradicional sobre a pobreza, ou seja, que esta é simplesmente um problema económico. Ora, essa visão está completamente errada. É uma ideia que decorre da visão neoliberalista que pretende vingar na nossa sociedade. Mas a pobreza tem várias razões, várias origens, é uma questão de desigualdade, uma questão societal, estrutural, ou seja, resulta da forma como a sociedade se estrutura”, explicou o professor do ISCTE, que tem dedicado parte da sua acção a várias instituições que estudam a pobreza, o desenvolvimento e a economia solidária.
“O trabalho precário, a monoparentalidade, a doença, a toxicodependência, os baixos salários, a exclusão social, o próprio ambiente ou a cultura, são áreas que podem gerar pobreza. E sem que haja um problema económico. No fundo, contrariamente ao que muitos políticos defendem a resolução da pobreza não passa exclusivamente pelo crescimento económico e pela criação de emprego”, explicou.
Para o académico, a luta contra a pobreza só será eficaz “se for sistémica e permanente”.
“Será eficaz de visar os recursos e o acesso aos recursos e não apenas a privação deles. Ou seja, o acesso aos recursos – sejam eles quais forem – tem de ser mais igual. A luta contra a pobreza só será eficaz se incidir na pessoa pobre, mas também na sociedade, o que implica mudar mentalidades. Não podemos incentivar o pobre a libertar-se da pobreza e, depois, a própria sociedade barrar-lhe esse sonho”, sublinha.
Roque Amaro adianta que “fazer do pobre o protagonista central do seu percurso” é outro dos imperativos para o sucesso da luta contra a pobreza.
“Mas essa luta tem de ser um projecto de toda a sociedade e não apenas a função do Estado. E só terá êxito se for uma estratégia de proximidade. Isto é, tem de ser uma questão de terreno e não de gabinete. Poderá ter conceitos macro, mas concretização micro; no fundo, um processo de desenvolvimento local”, explicou.
“E tem que ser uma luta persistente, o que não é compatível com os ciclos políticos”, reforçou.
“E todas estas acções devem acontecer, de forma planeada, sequente e, acima de tudo, integrada. A pobreza só se combate com sucesso se for entendida como uma situação multidimensional e não apenas como uma questão económica. Aliás, até defendo que a luta contra a pobreza devia estar na nossa Constituição e devia ser alvo de pactos de regime entre partidos, para que os ciclos políticos não a afectassem”, concluiu.
No poupar está o ganho
A luta contra a pobreza deve começar no seio familiar, deve ser uma acção iniciada dentro da família pobre e não imposta por acção externa. E ser pobre não é uma fatalidade. Foram duas das ideias vincadas por Henrique Dédalo, jornalista terceirense que se prepara para lançar o livro “Cartilha da Economia Familiar”, “um contributo para ajudar as famílias a perceberem que quem nasce pobre não o será obrigatoriamente até morrer”.
“A sociedade tem de deixar de ver o pobre como um coitadinho. E o pobre tem de deixar de ver-se como um pobre para toda a vida. Ter consciência disso e, a partir desse empenho, procurar inverter a situação é a solução. Aliás, andamos a esquecer-nos que muitos de nós descendem de pais ou avós pobres, que pouparam toda uma vida para deixar uma vida melhor aos seus filhos. No tempo dos nossos avós, conseguia-se poupar. Mesmo quem tinha rendimentos medíocres”, explicou.
“Fazer contas, relevar o essencial e diminuir o supérfluo, ensinar os filhos a poupar, são estratégias que permitem sair da pobreza. Há pequenos gestos, pequenas acções, pequenas decisões que permitem ganhos consideráveis”, sublinhou Henrique Dédalo.
“Se uma pessoa fumar, por exemplo, 20 cigarros por dia e deixar de fumar, por exemplo, quatro, no final do ano terá poupado 250 euros. Ou seja, mais de metade do salário mínimo”, adiantou o presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, que apresentou algumas das linhas da “Cartilha da Economia Familiar”, que será lançada na semana Outono Vivo deste ano, na Praia da Vitória.
“É um livro que recupera muitos dos ensinamentos dos nossos pais e avós, um trabalho de paixão, mas que espelha grande razão e que pode ser uma solução para os novos pobres da nossa sociedade: aquelas famílias que trabalham e se esforçam, mas que estão sobreendividadas, cujos rendimentos são absorvidos pelos créditos que foram levados a contrair no âmbito de estratégias extremamente agressivas de marketing e publicidade, nomeadamente pela Banca”, sublinhou Roberto Monteiro.
“Reforço da auto-estima, cultura de poupança, aprender a dizer não, são alguns dos conselhos que este livro dá e que, no fundo, reflectem a visão que começa a ganhar força na nossa sociedade, e que, na minha opinião, será fundamental para ultrapassarmos esta crise”, reforçou o autarca.
O final do painel sobre a pobreza contou com as intervenções do Provedor da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória, Francisco Ferreira, que confirmou o aumento na instituição do número de pedidos de ajuda por parte de famílias e pessoas em dificuldades financeiras e, emotivamente, criticou todos aqueles que vêem o apoio social como um contributo para “a malandrice”.
“Como se pode não ajudar crianças, idosos e pessoas em dificuldades, vítimas de maus tratos, pessoas que passam fome, que precisam de ajuda? Muitos são injustos ao criticarem sem conhecerem um trabalho válido, uma acção que tem ajudado muito para que a nossa sociedade seja cada vez melhor”, expressou.
A última intervenção coube a Ludovina Vieira, do Grupo Continente, que apresentou o projecto de apoio que a empresa pretende concretizar e que procurará apoiar os consumidores e as famílias nas melhores opções nos gastos domésticos.
“Saber o que se ganha e o que se gasta e conhecer pequenos truques e acções que permitem poupar é a base deste projecto. O Kit para a Família inclui a avaliação da sua situação financeira, fichas de controlo de gastos, dicas de poupança, receitas a custo reduzido, um manual de ida ao supermercado, entre outras coisas. É uma forma de ajudarmos e contribuirmos para uma cultura de poupança e de responsabilidade no consumo”, concretizou.
Mais famílias e mais indivíduos recorrem ao “Banco Colmeia”
Escrito por José Carlos Silva, in Diário de Coimbra
A actividade do Banco de Recursos (BR) Colmeia tem vindo a registar um aumento significativo do número de beneficiários, isto é, mais famílias e mais indivíduos que têm recorrido a este espaço de solidariedade promovido pela autarquia de Cantanhede. O que não é novidade, quando são sobejamente conhecidas as dificuldades que as famílias atravessam, face ao agravamento da situação de crise que se vive.
Segundo o vereador responsável da pasta da Solidariedade e Acção Social, são quase meio milhar de famílias - o que perfaz cerca de 1 500 indivíduos - apoiadas pela Colmeia e, desde a abertura do Banco (há quatro anos), são já 14 000 registos em termos de beneficiários que solicitaram bens. E apenas no decurso do ano passado foram registados mais 4.682 beneficiários, que inclui pessoas de todo o concelho de Cantanhede.
«Esta resposta social é importantíssima sobretudo nesta altura, em que sabemos que as medidas de austeridade e a crise pesam, inequivocamente, muito mais sobre os mais pobres», disse ontem ao DC Pedro Vaz Cardoso, sublinhando que, para além dos novos casos de pobreza, «preocupa-nos o crescente número de casos, que chamamos pobreza envergonhada».
Outro aspecto importante e que tem sido muito referenciado por quem dá (donativos) é a credibilidade do Banco de Recursos, «que dá a garantia de que os bens doados chegam àqueles que mais precisam, aos casos mais fragilizados socioeconomicamente», adianta Pedro Cardoso, sendo que é também conhecida a eficácia deste processo devidamente organizado do ponto de vista administrativo e logístico, «que serve de filtro para eventuais situações de oportunistas e/ou facilitismo no acesso aos bens».
Esta resposta social, observa Pedro Cardoso, é apenas um complemento da intervenção social do município, «que não se tem poupado a esforços nesta tarefa importante de erradicação da pobreza e exclusão social». O autarca frisa que «ninguém pode ficar indiferente» e que «todos temos de trabalhar para o bem comum».
Voluntários fazem a diferença
A dinamização do Banco de Recursos está, desde o seu início, a cargo de uma equipa de voluntários do Banco de Voluntariado de Cantanhede, supervisionada pela autarquia através da Divisão de Educação e Acção Social, que orienta e acompanha, tendo desenvolvido um trabalho que contribui fortemente para o bem-estar da população mais fragilizada do concelho de Cantanhede.
Estas pessoas (actualmente são cerca de 20) têm a responsabilidade de receber e fazer a triagem e registo do material doado, atender os utentes na loja, disponibilizando os bens aos beneficiários de acordo com a ficha de registo prévio de necessidades e proceder ao registo do material facultado.
«A generosidade destes voluntários assegura a ajuda a quem dela precisa, apelando à co-responsabilização de quem dela beneficia, tentando assim contribuir para o incremento de uma atitude mais participativa na resolução dos seus problemas», acentua Pedro Vaz Cardoso.
Como espaço de partilha e de convergência de esforços, o Banco de Recursos – acentua o autarca, é também uma oportunidade para uma maior consciencialização de toda a comunidade de que a luta contra a pobreza e exclusão é uma tarefa de todos.
«Todos somos convocados para este desafio, ninguém pode ficar indiferente», alerta o responsável, lembrando que estamos a falar «da promoção da dignidade humana, de direitos humanos, da construção de uma sociedade mais justa e solidária». E nisso, conclui, «o Banco de Recursos também é desafiante, interpelador».
Quatro anos a promover cadeia de solidariedade
Banco de Recursos – Colmeia foi inaugurado a 6 de Janeiro de 2007. A actividade deste projecto tem vindo a crescer progressivamente, tendo neste momento uma maior divulgação pelas freguesias de Cantanhede e um maior envolvimento das instituições parceiras da Rede Social, que têm um papel pró-activo na sinalização de casos, no encaminhamento e mesmo na divulgação desta resposta social. Pedro Vaz Cardoso enfatiza a «eficácia em tempos de crise», e lembra que a entrega de bens tem sido realizada de acordo com a sinalização prévia das famílias e indivíduos, até para que quem dá tenha a confiança de que a gestão dos bens é bem feita e se destinam de facto a pessoas carenciadas.
«O facto de a Rede Social tentar, através do BR, congregar esforços com todas as entidades parceiras, é uma forma de responder mais célere às necessidades e promover uma racionalização dos bens que são cada vez mais escassos», conclui o vereador.
A actividade do Banco de Recursos (BR) Colmeia tem vindo a registar um aumento significativo do número de beneficiários, isto é, mais famílias e mais indivíduos que têm recorrido a este espaço de solidariedade promovido pela autarquia de Cantanhede. O que não é novidade, quando são sobejamente conhecidas as dificuldades que as famílias atravessam, face ao agravamento da situação de crise que se vive.
Segundo o vereador responsável da pasta da Solidariedade e Acção Social, são quase meio milhar de famílias - o que perfaz cerca de 1 500 indivíduos - apoiadas pela Colmeia e, desde a abertura do Banco (há quatro anos), são já 14 000 registos em termos de beneficiários que solicitaram bens. E apenas no decurso do ano passado foram registados mais 4.682 beneficiários, que inclui pessoas de todo o concelho de Cantanhede.
«Esta resposta social é importantíssima sobretudo nesta altura, em que sabemos que as medidas de austeridade e a crise pesam, inequivocamente, muito mais sobre os mais pobres», disse ontem ao DC Pedro Vaz Cardoso, sublinhando que, para além dos novos casos de pobreza, «preocupa-nos o crescente número de casos, que chamamos pobreza envergonhada».
Outro aspecto importante e que tem sido muito referenciado por quem dá (donativos) é a credibilidade do Banco de Recursos, «que dá a garantia de que os bens doados chegam àqueles que mais precisam, aos casos mais fragilizados socioeconomicamente», adianta Pedro Cardoso, sendo que é também conhecida a eficácia deste processo devidamente organizado do ponto de vista administrativo e logístico, «que serve de filtro para eventuais situações de oportunistas e/ou facilitismo no acesso aos bens».
Esta resposta social, observa Pedro Cardoso, é apenas um complemento da intervenção social do município, «que não se tem poupado a esforços nesta tarefa importante de erradicação da pobreza e exclusão social». O autarca frisa que «ninguém pode ficar indiferente» e que «todos temos de trabalhar para o bem comum».
Voluntários fazem a diferença
A dinamização do Banco de Recursos está, desde o seu início, a cargo de uma equipa de voluntários do Banco de Voluntariado de Cantanhede, supervisionada pela autarquia através da Divisão de Educação e Acção Social, que orienta e acompanha, tendo desenvolvido um trabalho que contribui fortemente para o bem-estar da população mais fragilizada do concelho de Cantanhede.
Estas pessoas (actualmente são cerca de 20) têm a responsabilidade de receber e fazer a triagem e registo do material doado, atender os utentes na loja, disponibilizando os bens aos beneficiários de acordo com a ficha de registo prévio de necessidades e proceder ao registo do material facultado.
«A generosidade destes voluntários assegura a ajuda a quem dela precisa, apelando à co-responsabilização de quem dela beneficia, tentando assim contribuir para o incremento de uma atitude mais participativa na resolução dos seus problemas», acentua Pedro Vaz Cardoso.
Como espaço de partilha e de convergência de esforços, o Banco de Recursos – acentua o autarca, é também uma oportunidade para uma maior consciencialização de toda a comunidade de que a luta contra a pobreza e exclusão é uma tarefa de todos.
«Todos somos convocados para este desafio, ninguém pode ficar indiferente», alerta o responsável, lembrando que estamos a falar «da promoção da dignidade humana, de direitos humanos, da construção de uma sociedade mais justa e solidária». E nisso, conclui, «o Banco de Recursos também é desafiante, interpelador».
Quatro anos a promover cadeia de solidariedade
Banco de Recursos – Colmeia foi inaugurado a 6 de Janeiro de 2007. A actividade deste projecto tem vindo a crescer progressivamente, tendo neste momento uma maior divulgação pelas freguesias de Cantanhede e um maior envolvimento das instituições parceiras da Rede Social, que têm um papel pró-activo na sinalização de casos, no encaminhamento e mesmo na divulgação desta resposta social. Pedro Vaz Cardoso enfatiza a «eficácia em tempos de crise», e lembra que a entrega de bens tem sido realizada de acordo com a sinalização prévia das famílias e indivíduos, até para que quem dá tenha a confiança de que a gestão dos bens é bem feita e se destinam de facto a pessoas carenciadas.
«O facto de a Rede Social tentar, através do BR, congregar esforços com todas as entidades parceiras, é uma forma de responder mais célere às necessidades e promover uma racionalização dos bens que são cada vez mais escassos», conclui o vereador.
Recolha do Banco Alimentar: “É bom ajudar quem precisa”
Por Carlos Pessoa, in Jornal Público
Há quem vá ao super-mercado só para participar na Campanha do Banco Alimentar Contra a Fome.
Na primeira hora e pouco por toda a manhã esteve tudo muito calmo. A recolha de produtos ressentiu-se mas, apesar disso, ainda há a assinalar uma pessoa que veio expressamente ao Jumbo das Amoreiras para encher um carrinho e entregá-lo aos voluntários do Banco Alimentar Contra a Fome. “Carros cheios não são assim tão invulgares como se poderia pensar”, diz Rita Mendes, responsável pelo primeiro turno do dia.
Esta jovem bancária é responsável há 10 anos pelo grupo que faz o horário entre as 9 e as 13 horas dos dois dias, mobilizando pessoas a partir do agrupamento de escuteiros de Santa Isabel, ao qual está ligada há 13 anos. “É um bichinho que se instala e já não sai”, comenta com um sorriso.
Com que sensação se fica ao participar numa campanha destas? “Antes de tudo, há uma enorme satisfação pessoal. Não importa quem dá nem quem recebe. É sentir que se deixa o mundo um bocadinho melhor do que o encontrámos antes.”
A partir das 11 horas, a afluência de consumidores aumentou e o ritmo de trabalho começou a deixar pouco espaço livre. Os sacos começaram a ser entregues a um ritmo alto e, nas caixas registadoras, o vaivém dos carrinhos com os donativos passou a ser constante. José Maria, 10 anos, é um dos escuteiros encarregados de transportar os carrinhos com donativos para uma zona de retaguarda de onde serão transportados para as instalações do Banco Alimentar, em Alcântara. Não é a primeira vez que participa e gosta do que faz: “É bom ajudar outras pessoas que precisam.” Cumpre o horário da manhã e depois vai para casa. Tenciona voltar no próximo ano.
Miguel Brito Correia, arquitecto, é um dos poucos adultos numa equipa que tem bastantes jovens, e alguns deles bem pequenos. “Sou pai de três escuteiros e vim trazê-los”, explica. Já aqui esteve na campanha anterior, no final do ano passado, e vai voltar a fazê-lo no futuro. “É o momento de voluntariado com o maior número de pessoas em acção em Portugal”, comenta.
Quem dá raramente perde tempo a explicar a sua motivação. “Acho que devo dar”, limita-se a responder Manuela Luz Clara, reformada. “Há quem precise mais do que eu”, diz por seu turno Nuno Lemos, bancário, antes de seguir rapidamente o seu caminho. Helena Correia Mendes, pintora, é uma veterana do voluntariado, que já a levou a África e outros pontos do planeta. “É uma maravilha quando se vive para isso. É difícil dizer o que se sente quando ajudamos outros. Só experimentando se consegue ver o que acontece.”
Há quem vá ao super-mercado só para participar na Campanha do Banco Alimentar Contra a Fome.
Na primeira hora e pouco por toda a manhã esteve tudo muito calmo. A recolha de produtos ressentiu-se mas, apesar disso, ainda há a assinalar uma pessoa que veio expressamente ao Jumbo das Amoreiras para encher um carrinho e entregá-lo aos voluntários do Banco Alimentar Contra a Fome. “Carros cheios não são assim tão invulgares como se poderia pensar”, diz Rita Mendes, responsável pelo primeiro turno do dia.
Esta jovem bancária é responsável há 10 anos pelo grupo que faz o horário entre as 9 e as 13 horas dos dois dias, mobilizando pessoas a partir do agrupamento de escuteiros de Santa Isabel, ao qual está ligada há 13 anos. “É um bichinho que se instala e já não sai”, comenta com um sorriso.
Com que sensação se fica ao participar numa campanha destas? “Antes de tudo, há uma enorme satisfação pessoal. Não importa quem dá nem quem recebe. É sentir que se deixa o mundo um bocadinho melhor do que o encontrámos antes.”
A partir das 11 horas, a afluência de consumidores aumentou e o ritmo de trabalho começou a deixar pouco espaço livre. Os sacos começaram a ser entregues a um ritmo alto e, nas caixas registadoras, o vaivém dos carrinhos com os donativos passou a ser constante. José Maria, 10 anos, é um dos escuteiros encarregados de transportar os carrinhos com donativos para uma zona de retaguarda de onde serão transportados para as instalações do Banco Alimentar, em Alcântara. Não é a primeira vez que participa e gosta do que faz: “É bom ajudar outras pessoas que precisam.” Cumpre o horário da manhã e depois vai para casa. Tenciona voltar no próximo ano.
Miguel Brito Correia, arquitecto, é um dos poucos adultos numa equipa que tem bastantes jovens, e alguns deles bem pequenos. “Sou pai de três escuteiros e vim trazê-los”, explica. Já aqui esteve na campanha anterior, no final do ano passado, e vai voltar a fazê-lo no futuro. “É o momento de voluntariado com o maior número de pessoas em acção em Portugal”, comenta.
Quem dá raramente perde tempo a explicar a sua motivação. “Acho que devo dar”, limita-se a responder Manuela Luz Clara, reformada. “Há quem precise mais do que eu”, diz por seu turno Nuno Lemos, bancário, antes de seguir rapidamente o seu caminho. Helena Correia Mendes, pintora, é uma veterana do voluntariado, que já a levou a África e outros pontos do planeta. “É uma maravilha quando se vive para isso. É difícil dizer o que se sente quando ajudamos outros. Só experimentando se consegue ver o que acontece.”
Novo apelo à solidariedade
Marlene Cerqueira, in Correio do Minho
Leite, azeite, óleo, açúcar, atum, bolachas, grão, feijão, massas, arroz, cereais e salsichas. São estes os alimentos que o Banco Alimentar Contra a Fome de Braga mais precisa. Até ao final do dia de hoje ainda pode contribuir para esta causa. Basta dirigir-se a um hiper ou supermercado aderente à campanha.
Na zona de actuação do Banco Alimentar de Braga, a campanha está a mobilizar cerca de 2.500 voluntários. São estes homens e mulheres que recolhem as contribuições efectuadas em 73 estabelecimentos comerciais da região.
Os bens alimentares doados são encaminhados para os armazéns do Banco Alimentar.
O produto da campanha, ainda com recurso ao voluntariado, será distribuído localmente, já a partir da próxima semana, através de 71 IPSS previamente seleccionadas, a cerca de 7.000 pessoas com carências alimentares comprovadas.
Para aderir a esta campanha basta aceitar um saco de plástico entregue pelos voluntários do Banco Alimentar Contra a Fome de Braga devidamente identificados (localizados à entrada de cada um dos estabelecimentos comerciais), colocando no seu interior bens alimentares de preferência não perecíveis.
Ontem, ao final da manhã, o ‘Correio do Minho’ esteve no Pingo Doce Braga Parque, onde uma vasta equipa coordenada por Rui Santos e Micaela Ramon, desenvolvia a campanha.
“Ainda é cedo para fazer qualquer leitura, mas até ao momento as pessoas estão a aceitar muito bem os sacos que lhes oferecemos à entrada da loja”, referiu Rui Santos.
Precisamente “mesmo à entrada da loja”, o Pingo Doce Braga Parque apresentava uma ‘ilha’ onde constavam os alimentos de que o Banco Alimentar mais precisa. “Foi um pedido nosso e o Pingo Doce correspondeu desde logo. Assim, as pessoas têm acesso imediato aos produtos mais são necessários”, referiu este voluntário que participa nestas campanhas há cerca de três anos.
No Pingo Doce Braga Parque os voluntários estão distribuídos por turnos de seis pessoas. “É o suficiente e está tudo a correr bem”, garantiu.
No ano passado, o Banco Alimentar Contra a Fome de Braga distribuiu um total de 512 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado de 727 mil euros), ou seja, um movimento diário médio de duas toneladas.
Ajuda em forma de ‘vale’
Em simultâneo com a campanha tradicional de recolha de alimentos que decorre este fim-de-semana, até 6 de Junho desenvolve-se também a campanha ‘Ajuda Vale’, em todas as lojas das cadeias Pingo Doce, Continente, Dia/Mini-preço, Jumbo/Pão de Açúcar e Lidl.
Nesses estabelecimentos são disponibilizados, em suportes próprios, vales de produtos seleccionados (como azeite, óleo, leite, salsichas e atum).
“Cada cupão representa uma unidade do produto (por exemplo, ‘1 litro de azeite’, ‘1 litro de leite’, etc.). Este cupão, para além de mencionar que se trata de uma entrega destinada aos Bancos Alimentares Contra a Fome, refere de forma clara a identificação do tipo de produto, a respectiva unidade e inclui um código de barras próprio, através do qual é efectuado o controlo das dádivas.
Ao efectuar o pagamento, o dador entrega o cupão ‘Ajuda Vale’ na caixa registadora e os produtos ficam claramente identificados no talão de caixa”, explica a instituição no seu sítio oficial na internet.
A logística de transporte para os Bancos Alimentares Contra a Fome fica a cargo de cada uma das cadeias de distribuição.
Leite, azeite, óleo, açúcar, atum, bolachas, grão, feijão, massas, arroz, cereais e salsichas. São estes os alimentos que o Banco Alimentar Contra a Fome de Braga mais precisa. Até ao final do dia de hoje ainda pode contribuir para esta causa. Basta dirigir-se a um hiper ou supermercado aderente à campanha.
Na zona de actuação do Banco Alimentar de Braga, a campanha está a mobilizar cerca de 2.500 voluntários. São estes homens e mulheres que recolhem as contribuições efectuadas em 73 estabelecimentos comerciais da região.
Os bens alimentares doados são encaminhados para os armazéns do Banco Alimentar.
O produto da campanha, ainda com recurso ao voluntariado, será distribuído localmente, já a partir da próxima semana, através de 71 IPSS previamente seleccionadas, a cerca de 7.000 pessoas com carências alimentares comprovadas.
Para aderir a esta campanha basta aceitar um saco de plástico entregue pelos voluntários do Banco Alimentar Contra a Fome de Braga devidamente identificados (localizados à entrada de cada um dos estabelecimentos comerciais), colocando no seu interior bens alimentares de preferência não perecíveis.
Ontem, ao final da manhã, o ‘Correio do Minho’ esteve no Pingo Doce Braga Parque, onde uma vasta equipa coordenada por Rui Santos e Micaela Ramon, desenvolvia a campanha.
“Ainda é cedo para fazer qualquer leitura, mas até ao momento as pessoas estão a aceitar muito bem os sacos que lhes oferecemos à entrada da loja”, referiu Rui Santos.
Precisamente “mesmo à entrada da loja”, o Pingo Doce Braga Parque apresentava uma ‘ilha’ onde constavam os alimentos de que o Banco Alimentar mais precisa. “Foi um pedido nosso e o Pingo Doce correspondeu desde logo. Assim, as pessoas têm acesso imediato aos produtos mais são necessários”, referiu este voluntário que participa nestas campanhas há cerca de três anos.
No Pingo Doce Braga Parque os voluntários estão distribuídos por turnos de seis pessoas. “É o suficiente e está tudo a correr bem”, garantiu.
No ano passado, o Banco Alimentar Contra a Fome de Braga distribuiu um total de 512 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado de 727 mil euros), ou seja, um movimento diário médio de duas toneladas.
Ajuda em forma de ‘vale’
Em simultâneo com a campanha tradicional de recolha de alimentos que decorre este fim-de-semana, até 6 de Junho desenvolve-se também a campanha ‘Ajuda Vale’, em todas as lojas das cadeias Pingo Doce, Continente, Dia/Mini-preço, Jumbo/Pão de Açúcar e Lidl.
Nesses estabelecimentos são disponibilizados, em suportes próprios, vales de produtos seleccionados (como azeite, óleo, leite, salsichas e atum).
“Cada cupão representa uma unidade do produto (por exemplo, ‘1 litro de azeite’, ‘1 litro de leite’, etc.). Este cupão, para além de mencionar que se trata de uma entrega destinada aos Bancos Alimentares Contra a Fome, refere de forma clara a identificação do tipo de produto, a respectiva unidade e inclui um código de barras próprio, através do qual é efectuado o controlo das dádivas.
Ao efectuar o pagamento, o dador entrega o cupão ‘Ajuda Vale’ na caixa registadora e os produtos ficam claramente identificados no talão de caixa”, explica a instituição no seu sítio oficial na internet.
A logística de transporte para os Bancos Alimentares Contra a Fome fica a cargo de cada uma das cadeias de distribuição.
Quase 32 mil voluntários recolhem alimentos
Texto E. Assunção, in Fátima Missionária
Banco Alimentar contra a Fome recolheu 2.309 toneladas de alimentos no último fim-de-semana de Maio. Em relação à campanha de Maio de 2010, registou-se um aumento de 14,9 por cento de donativos, até ao momento
Foi “a maior acção de voluntariado”, com um total de “31.900 voluntários” envolvidos na recolha de alimentos realizada no fim-de-semana de 29 de Maio, lê-se num comunicado do Banco Alimentar (BA). Até 5 de Junho, haverá ainda a possibilidade de doar alimentos através da campanha na Internet, com alternativa de pagamento por multibanco ou através das 3.900 lojas Payshop, um serviço seguro e cómodo de pagamento, que se pode encontrar nos correios, quiosques ou supermercados. As doações em dinheiro serão posteriormente convertidas em leite.
Os géneros alimentares recolhidos começarão a ser entregues já na próxima semana a 1.936 instituições de solidariedade social, que os distribuirão “a cerca de 319 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou de refeições confeccionadas”. Em 2010, os 14 Bancos Alimentares Contra a Fome operacionais distribuíram 26.527 toneladas de alimentos. O valor global destes alimentos distribuídos foi calculado em cerca de 38 milhões de euros.
Isabel Jonet, presidente do BA, instituição que angaria alimentos para distribuir pelas pessoas necessitadas, atribui o aumento da solidariedade dos portugueses à “confiança” depositada no banco alimentar, mas também à possibilidade de um dia poderem vir a precisar de usufruir desta ajuda. “Num momento de crise as pessoas antecipam que lhes pode vir a acontecer o mesmo e contribuem enquanto têm possibilidades”. O aumento das doações dos portugueses deve-se a terem cada vez mais conhecimento de “pessoas com necessidades” que vivem ao seu lado, o que os leva a serem mais solidários.
O BA realiza anualmente duas campanhas de recolha de alimentos, em Maio e em Novembro. As pessoas podem escolher entre um conjunto de seis produtos básicos para doar: leite, azeite, óleo, atum, salsichas e açúcar. A recolha de alimentos deste fim-de-semana, 29 de Maio, realizou-se em mais de 1.560 superfícies comerciais das zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Terceira, Viana do Castelo e Viseu. Nos Açores, em São Miguel, devido às festas do Senhor Santo Cristo, a recolha de alimentos realiza-se a 4 e 5 de Junho.
Maria Isabel Jonet, a activista portuguesa contra a pobreza, que está à frente do Banco Alimentar, nasceu em 1960 e é licenciada em economia. Em 1994, depois de uma estada em Bruxelas, na União Europeia, regressou a Portugal e deixou de trabalhar para poder acompanhar melhor o crescimento e a educação dos filhos. Como ficou com mais tempo livre, resolveu entrar como voluntária no BA Contra a Fome. Passado algum tempo, assumiu a presidência da instituição. O trabalho de Isabel Jonet foi reconhecido pela Assembleia da República de Portugal, que em 2005 lhe entregou o prémio Direitos Humanos 2005.
Banco Alimentar contra a Fome recolheu 2.309 toneladas de alimentos no último fim-de-semana de Maio. Em relação à campanha de Maio de 2010, registou-se um aumento de 14,9 por cento de donativos, até ao momento
Foi “a maior acção de voluntariado”, com um total de “31.900 voluntários” envolvidos na recolha de alimentos realizada no fim-de-semana de 29 de Maio, lê-se num comunicado do Banco Alimentar (BA). Até 5 de Junho, haverá ainda a possibilidade de doar alimentos através da campanha na Internet, com alternativa de pagamento por multibanco ou através das 3.900 lojas Payshop, um serviço seguro e cómodo de pagamento, que se pode encontrar nos correios, quiosques ou supermercados. As doações em dinheiro serão posteriormente convertidas em leite.
Os géneros alimentares recolhidos começarão a ser entregues já na próxima semana a 1.936 instituições de solidariedade social, que os distribuirão “a cerca de 319 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou de refeições confeccionadas”. Em 2010, os 14 Bancos Alimentares Contra a Fome operacionais distribuíram 26.527 toneladas de alimentos. O valor global destes alimentos distribuídos foi calculado em cerca de 38 milhões de euros.
Isabel Jonet, presidente do BA, instituição que angaria alimentos para distribuir pelas pessoas necessitadas, atribui o aumento da solidariedade dos portugueses à “confiança” depositada no banco alimentar, mas também à possibilidade de um dia poderem vir a precisar de usufruir desta ajuda. “Num momento de crise as pessoas antecipam que lhes pode vir a acontecer o mesmo e contribuem enquanto têm possibilidades”. O aumento das doações dos portugueses deve-se a terem cada vez mais conhecimento de “pessoas com necessidades” que vivem ao seu lado, o que os leva a serem mais solidários.
O BA realiza anualmente duas campanhas de recolha de alimentos, em Maio e em Novembro. As pessoas podem escolher entre um conjunto de seis produtos básicos para doar: leite, azeite, óleo, atum, salsichas e açúcar. A recolha de alimentos deste fim-de-semana, 29 de Maio, realizou-se em mais de 1.560 superfícies comerciais das zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Terceira, Viana do Castelo e Viseu. Nos Açores, em São Miguel, devido às festas do Senhor Santo Cristo, a recolha de alimentos realiza-se a 4 e 5 de Junho.
Maria Isabel Jonet, a activista portuguesa contra a pobreza, que está à frente do Banco Alimentar, nasceu em 1960 e é licenciada em economia. Em 1994, depois de uma estada em Bruxelas, na União Europeia, regressou a Portugal e deixou de trabalhar para poder acompanhar melhor o crescimento e a educação dos filhos. Como ficou com mais tempo livre, resolveu entrar como voluntária no BA Contra a Fome. Passado algum tempo, assumiu a presidência da instituição. O trabalho de Isabel Jonet foi reconhecido pela Assembleia da República de Portugal, que em 2005 lhe entregou o prémio Direitos Humanos 2005.
Dois milhões de pobres devem envergonhar portugueses
in Diário do Minho
O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, padre Jardim Moreira, afirma
que a existência de dois milhões de pobres no nosso país deveria envergonhar todos os portugueses. Para o sacerdote, que falava à margem do colóquio “Intervenção Psicossocial em Situação de Crise”, organizado pela Faculdade de Ciências Sociais, do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa, dois milhões de pobres é mesmo um número «assustador e imoral».
Leia aqui o artigo na íntegra
O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, padre Jardim Moreira, afirma
que a existência de dois milhões de pobres no nosso país deveria envergonhar todos os portugueses. Para o sacerdote, que falava à margem do colóquio “Intervenção Psicossocial em Situação de Crise”, organizado pela Faculdade de Ciências Sociais, do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa, dois milhões de pobres é mesmo um número «assustador e imoral».
Leia aqui o artigo na íntegra
Mais de duas mil toneladas de alimentos recolhidas
João Relvas, in RTP
O banco Alimentar Contra a Fome, no âmbito da recolha nacional de recolha de bens alimentares, recriou uma com crianças na Amadora
Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram, este fim-de semana, 2.309 toneladas de géneros alimentares na campanha realizada em mais de 1.560 superfícies comerciais do país. Os alimentos agora recolhidos, mais 14,9 por cento de que em maio de 2009, vão ser distribuídos a partir da próxima semana a 1.936 Instituições de Solidariedade que os vão entregar a 319 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou refeições confecionadas.Mais de duas mil toneladas de alimentos recolhidas
31.900 voluntários estiveram presentes nas superfícies comerciais nas zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria – Fátima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Terceira, Viana do Castelo e Viseu. Para o Banco Alimentar Contra a Fome esta foi a “maior ação de voluntariado”.
“Os resultados obtidos voltaram a evidenciar uma extraordinária adesão, apesar das sombrias perspetivas sobre a evolução da economia portuguesa e do rendimento disponível dos portugueses não confirmando assim as expectativas de que as suas tradicionais generosidade e solidariedade poderiam não manter-se ao nível habitual”, lê-se no balanço da campanha no site do Banco Alimentar Contra a Fome.
Para a instituição, o sucesso da campanha de recolha de alimentos realizada este fim-de-semana, “mostra também a confiança que os portugueses depositam em particular no projeto da sociedade civil que constitui o Banco Alimentar Contra a Fome e em geral em quaisquer projetos que se mostrem claros e mobilizadores”.
Generosidade dos portugueses
Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar, afirmou à agência Lusa, que o aumento das doações se deve ao facto dos portugueses terem cada vez conhecimento de “mais pessoas com necessidades que vivem ao seu lado, o que os leva a ser mais solidários, mas também ao facto de temerem vir a precisar desta ajuda no futuro”.
“As pessoas antecipam que podem vir a cair em situações de necessidade e enquanto podem contribuem”, sublinhou.
Campanha prossegue na internet
A recolha de alimentos nos supermercados decorreu este fim-de-semana, mas a possibilidade de colaborar na campanha do Banco Alimentar Contra a Fome prossegue na internet até ao próximo dia 5 de junho, no site www.alimenteestaideia.com, o pagamento será feito pelo sistema multibanco.
“A nova plataforma electrónica de recolha de alimentos carateriza-se por uma grande simplicidade e acesso ao mais baixo preço do mercado a um conjunto de produtos alimentares essenciais para ajuda às famílias”, acrescenta o comunicado.
Também até 5 de junho, é possível nas 3.900 lojas Payshop espalhadas no país contribuir para esta campanha, efetuando uma doação em dinheiro que será convertida em leite e dará lugar à emissão de recibo.
Duas campanhas por ano
O Banco Alimentar Contra a Fome realiza anualmente duas campanhas de recolha de alimentos, em maio e novembro. No entanto, os catorze Bancos Alimentares Contra a Fome, recebem diariamente excedentes alimentares doados pela indústria agro-alimentar, pelos agricultores, pelas cadeias de distribuição e pelos operadores dos mercados abastecedores.
Em 2010, foram distribuídas um total de 26.527 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 37,7 milhões de euros), ou seja, um movimento médio de 90,3 toneladas por dia útil.
O banco Alimentar Contra a Fome, no âmbito da recolha nacional de recolha de bens alimentares, recriou uma com crianças na Amadora
Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram, este fim-de semana, 2.309 toneladas de géneros alimentares na campanha realizada em mais de 1.560 superfícies comerciais do país. Os alimentos agora recolhidos, mais 14,9 por cento de que em maio de 2009, vão ser distribuídos a partir da próxima semana a 1.936 Instituições de Solidariedade que os vão entregar a 319 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou refeições confecionadas.Mais de duas mil toneladas de alimentos recolhidas
31.900 voluntários estiveram presentes nas superfícies comerciais nas zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria – Fátima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Terceira, Viana do Castelo e Viseu. Para o Banco Alimentar Contra a Fome esta foi a “maior ação de voluntariado”.
“Os resultados obtidos voltaram a evidenciar uma extraordinária adesão, apesar das sombrias perspetivas sobre a evolução da economia portuguesa e do rendimento disponível dos portugueses não confirmando assim as expectativas de que as suas tradicionais generosidade e solidariedade poderiam não manter-se ao nível habitual”, lê-se no balanço da campanha no site do Banco Alimentar Contra a Fome.
Para a instituição, o sucesso da campanha de recolha de alimentos realizada este fim-de-semana, “mostra também a confiança que os portugueses depositam em particular no projeto da sociedade civil que constitui o Banco Alimentar Contra a Fome e em geral em quaisquer projetos que se mostrem claros e mobilizadores”.
Generosidade dos portugueses
Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar, afirmou à agência Lusa, que o aumento das doações se deve ao facto dos portugueses terem cada vez conhecimento de “mais pessoas com necessidades que vivem ao seu lado, o que os leva a ser mais solidários, mas também ao facto de temerem vir a precisar desta ajuda no futuro”.
“As pessoas antecipam que podem vir a cair em situações de necessidade e enquanto podem contribuem”, sublinhou.
Campanha prossegue na internet
A recolha de alimentos nos supermercados decorreu este fim-de-semana, mas a possibilidade de colaborar na campanha do Banco Alimentar Contra a Fome prossegue na internet até ao próximo dia 5 de junho, no site www.alimenteestaideia.com, o pagamento será feito pelo sistema multibanco.
“A nova plataforma electrónica de recolha de alimentos carateriza-se por uma grande simplicidade e acesso ao mais baixo preço do mercado a um conjunto de produtos alimentares essenciais para ajuda às famílias”, acrescenta o comunicado.
Também até 5 de junho, é possível nas 3.900 lojas Payshop espalhadas no país contribuir para esta campanha, efetuando uma doação em dinheiro que será convertida em leite e dará lugar à emissão de recibo.
Duas campanhas por ano
O Banco Alimentar Contra a Fome realiza anualmente duas campanhas de recolha de alimentos, em maio e novembro. No entanto, os catorze Bancos Alimentares Contra a Fome, recebem diariamente excedentes alimentares doados pela indústria agro-alimentar, pelos agricultores, pelas cadeias de distribuição e pelos operadores dos mercados abastecedores.
Em 2010, foram distribuídas um total de 26.527 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 37,7 milhões de euros), ou seja, um movimento médio de 90,3 toneladas por dia útil.
Em cada cinco crianças duas vivem em situação de pobreza
por Cláudia Reis, in iInformação
Em cada cinco crianças, 2 vivem em situação de pobreza, refere um estudo encomendado pelo ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. No total, cerca de 40% das crianças portuguesas vivem numa “situação de pobreza”.
O Público refere que as crianças até aos 17 anos são o grupo mais vulnerável à pobreza, tendo já ultrapassado o dos idosos. O estudo revela ainda que não há nenhuma criança que por razões económicas esteja privada de televisão.
Da realidade portuguesa, 23% vivem em alojamentos sobrelotados e 5% estão integradas num agregado que não faz uma refeição de carne ou peixe, pelo menos de dois em dois dias. Como refere o estudo, “o momento presente deixa-nos algumas interrogações adicionais. Os recentes cortes nos apoios sociais não permitem antever um futuro promissor para estas crianças…”.
De todas, as crianças pertencentes a famílias de maior dimensão também foram particularmente penalizadas, 29,5%, passavam em 2009 por pobreza e privação.
Em cada cinco crianças, 2 vivem em situação de pobreza, refere um estudo encomendado pelo ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. No total, cerca de 40% das crianças portuguesas vivem numa “situação de pobreza”.
O Público refere que as crianças até aos 17 anos são o grupo mais vulnerável à pobreza, tendo já ultrapassado o dos idosos. O estudo revela ainda que não há nenhuma criança que por razões económicas esteja privada de televisão.
Da realidade portuguesa, 23% vivem em alojamentos sobrelotados e 5% estão integradas num agregado que não faz uma refeição de carne ou peixe, pelo menos de dois em dois dias. Como refere o estudo, “o momento presente deixa-nos algumas interrogações adicionais. Os recentes cortes nos apoios sociais não permitem antever um futuro promissor para estas crianças…”.
De todas, as crianças pertencentes a famílias de maior dimensão também foram particularmente penalizadas, 29,5%, passavam em 2009 por pobreza e privação.
Alugar o útero como último recurso pode conduzir a culpa e vergonha, diz psicóloga
in Diário de Notícias
Uma mulher que, numa situação de "extrema pobreza", opte por ser "barriga de aluguer" poderá sofrer problemas associados à culpa e à vergonha "imensuráveis" e entrar em "processo de depressão profunda", segundo uma psicóloga que abordou a temática.
A análise é de Joana Leonardo, psicóloga no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), em Lisboa, autora de um estudo inédito sobre as representações dos técnicos de saúde de uma maternidade face à substituição gestacional e às hospedeiras gestacionais ("barrigas de aluguer").
Em declarações à agência Lusa, a propósito da notícia de que existem mulheres em Portugal que, por motivos financeiros, são "barrigas de aluguer", a investigadora disse que "a maioria das hospedeiras gestacionais apenas dá à luz crianças que não identifica como filhos seus, identificando-se apenas como veículo para outrem".
Por outro lado, disse, "sendo encarado como um filho, a maioria desiste do processo de substituição gestacional, mesmo que as dificuldades económicas sejam evidentes, arranjando formas alternativas de rendimento para sobreviver: prostituição, ajuda de familiares e amigos, furtos, procura de outra inserção profissional, etc.".
Mas, embora "num cenário de prevalência pouco frequente, e numa situação extrema de pobreza em que uma mulher se veja obrigada a vender um filho para conseguir subsistir, os problemas associados à culpa e à vergonha serão certamente imensuráveis, podendo a mulher entrar em processo de depressão profunda, o que poderá ter consequências nefastas", alertou a psicóloga.
Joana Leonardo salientou que "uma mulher, ao tornar-se hospedeira gestacional ("barriga de aluguer"), toma esta decisão de forma consciente e consentida, assim como acontece em mulheres que decidem dar uma criança para adopção". "Maioritariamente, existe já uma relação afectiva com o casal anterior à própria gestação, existindo por parte da hospedeira um sentimento de gratificação e enaltecimento pessoal".
Também "a proveniência dos gâmetas que originam aquele embrião parece interferir no tipo de relação e vinculação que se estabelece com a criança", disse.
No seu estudo, realizado há dez anos, antes mesmo de ser aprovada a lei de Procriação Medicamente Assistida (PMA), que proíbe esta prática desde 2006, Joana Leonardo identificou "uma maior facilidade de compreensão e aceitação social do casal intencional (compreensão de uma necessidade) do que para a disponibilidade (física e emocional) das hospedeiras gestacionais". Para este facto terá contribuído a "falta de informação sobre o assunto" na altura.
"As atitudes e os estereótipos são influenciados pelo grau de conhecimento, pela natureza da situação vivida pelo indivíduo e pelas características pessoais de cada um, assumindo um carácter multidimensional", afirma a especialista.
Uma mulher que, numa situação de "extrema pobreza", opte por ser "barriga de aluguer" poderá sofrer problemas associados à culpa e à vergonha "imensuráveis" e entrar em "processo de depressão profunda", segundo uma psicóloga que abordou a temática.
A análise é de Joana Leonardo, psicóloga no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), em Lisboa, autora de um estudo inédito sobre as representações dos técnicos de saúde de uma maternidade face à substituição gestacional e às hospedeiras gestacionais ("barrigas de aluguer").
Em declarações à agência Lusa, a propósito da notícia de que existem mulheres em Portugal que, por motivos financeiros, são "barrigas de aluguer", a investigadora disse que "a maioria das hospedeiras gestacionais apenas dá à luz crianças que não identifica como filhos seus, identificando-se apenas como veículo para outrem".
Por outro lado, disse, "sendo encarado como um filho, a maioria desiste do processo de substituição gestacional, mesmo que as dificuldades económicas sejam evidentes, arranjando formas alternativas de rendimento para sobreviver: prostituição, ajuda de familiares e amigos, furtos, procura de outra inserção profissional, etc.".
Mas, embora "num cenário de prevalência pouco frequente, e numa situação extrema de pobreza em que uma mulher se veja obrigada a vender um filho para conseguir subsistir, os problemas associados à culpa e à vergonha serão certamente imensuráveis, podendo a mulher entrar em processo de depressão profunda, o que poderá ter consequências nefastas", alertou a psicóloga.
Joana Leonardo salientou que "uma mulher, ao tornar-se hospedeira gestacional ("barriga de aluguer"), toma esta decisão de forma consciente e consentida, assim como acontece em mulheres que decidem dar uma criança para adopção". "Maioritariamente, existe já uma relação afectiva com o casal anterior à própria gestação, existindo por parte da hospedeira um sentimento de gratificação e enaltecimento pessoal".
Também "a proveniência dos gâmetas que originam aquele embrião parece interferir no tipo de relação e vinculação que se estabelece com a criança", disse.
No seu estudo, realizado há dez anos, antes mesmo de ser aprovada a lei de Procriação Medicamente Assistida (PMA), que proíbe esta prática desde 2006, Joana Leonardo identificou "uma maior facilidade de compreensão e aceitação social do casal intencional (compreensão de uma necessidade) do que para a disponibilidade (física e emocional) das hospedeiras gestacionais". Para este facto terá contribuído a "falta de informação sobre o assunto" na altura.
"As atitudes e os estereótipos são influenciados pelo grau de conhecimento, pela natureza da situação vivida pelo indivíduo e pelas características pessoais de cada um, assumindo um carácter multidimensional", afirma a especialista.
40 por cento das crianças portuguesas vivem em «situação de pobreza»
Texto Lucília Oliveira,in Fátima Missionária
Duas em cada cinco crianças vivem em situação de pobreza. São menores que vivem privação, ou seja, nem sempre fazem as refeições diárias porque a família não tem
Os números são de um estudo que uma equipa de investigadores do Instituto Superior de Economia e Gestão, da Universidade Técnica de Lisboa fez e que tornará público no Dia mundial da criança, 1 de Junho. As crianças até aos 17 anos são o grupo mais vulnerável à pobreza, tendo ultrapassado o dos idosos, refere o jornal Público. Os investigadores Amélia Bastos, Carla Machado e José Passos defendem que «a pobreza não se confina nem se esgota na escassez de recursos monetários». E por isso, analisaram também as condições de vida - através do Inquérito às condições de vida e rendimentos.
Não há nenhuma criança que por razões económicas esteja privada de televisão, indica o estudo. 23 por cento vivem em alojamentos sobrelotados. Uma em cada quatro crianças (23 por cento) estava, em 2009, inserida em famílias com rendimentos abaixo do limiar de pobreza; 27 por cento viviam uma situação de privação. Em 11.2 por cento dos casos (uma em cada dez crianças) a privação era acumulada com a ausência de rendimentos do seu agregado familiar, abaixo do limiar de pobreza.
Duas em cada cinco crianças vivem em situação de pobreza. São menores que vivem privação, ou seja, nem sempre fazem as refeições diárias porque a família não tem
Os números são de um estudo que uma equipa de investigadores do Instituto Superior de Economia e Gestão, da Universidade Técnica de Lisboa fez e que tornará público no Dia mundial da criança, 1 de Junho. As crianças até aos 17 anos são o grupo mais vulnerável à pobreza, tendo ultrapassado o dos idosos, refere o jornal Público. Os investigadores Amélia Bastos, Carla Machado e José Passos defendem que «a pobreza não se confina nem se esgota na escassez de recursos monetários». E por isso, analisaram também as condições de vida - através do Inquérito às condições de vida e rendimentos.
Não há nenhuma criança que por razões económicas esteja privada de televisão, indica o estudo. 23 por cento vivem em alojamentos sobrelotados. Uma em cada quatro crianças (23 por cento) estava, em 2009, inserida em famílias com rendimentos abaixo do limiar de pobreza; 27 por cento viviam uma situação de privação. Em 11.2 por cento dos casos (uma em cada dez crianças) a privação era acumulada com a ausência de rendimentos do seu agregado familiar, abaixo do limiar de pobreza.
40% das crianças vive em situação de pobreza
in Destak.pt
Cerca de 40% das crianças portuguesas vive em situação de pobreza. A conclusão é de um estudo do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), divulgado pelo jornal Público. De acordo com o estudo, as crianças até aos 17 anos são o grupo mais vulnerável à pobreza, tendo mesmo já ultrapassado os idosos.
Mas que 23% das crianças vive em casas sobrelotadas e que 5% estão inseridas num agregado que não faz uma refeição de carne ou peixe (ou equivalente vegetariano) pelo menos de dois em dois dias por falta de dinheiro.
Uma em cada quatro crianças (23%) em 2009, estava inserida em famílias com rendimentos abaixo do limiar de pobreza e 27% viviam em situação de privação.
Mais de uma em cada dez (11,2%) acumulava a forma mais gravosa de pobreza: estava em privação e, ao mesmo tempo, os seus agregados dispunham de rendimentos abaixo do limiar de pobreza.
Em 2004, havia quase tantas crianças em situação de pobreza grave como em 2009 (a percentagem era de 11,9%, e o número de crianças atingido por algum tipo de pobreza (monetária, privação ou ambas) era apenas 1,2 pontos percentuais inferior
O facto de haver emprego na família não é, contudo, garantia de bem-estar, diz o mesmo estudo. "Cerca de 35% das crianças incluídas em famílias onde pelo menos um elemento está a trabalhar estão ora em pobreza monetária ora em privação." Os baixos salários e a precariedade são duas das causas.
O estudo em causa é divulgado no Dia da Criança, 1 de Junho.
Cerca de 40% das crianças portuguesas vive em situação de pobreza. A conclusão é de um estudo do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), divulgado pelo jornal Público. De acordo com o estudo, as crianças até aos 17 anos são o grupo mais vulnerável à pobreza, tendo mesmo já ultrapassado os idosos.
Mas que 23% das crianças vive em casas sobrelotadas e que 5% estão inseridas num agregado que não faz uma refeição de carne ou peixe (ou equivalente vegetariano) pelo menos de dois em dois dias por falta de dinheiro.
Uma em cada quatro crianças (23%) em 2009, estava inserida em famílias com rendimentos abaixo do limiar de pobreza e 27% viviam em situação de privação.
Mais de uma em cada dez (11,2%) acumulava a forma mais gravosa de pobreza: estava em privação e, ao mesmo tempo, os seus agregados dispunham de rendimentos abaixo do limiar de pobreza.
Em 2004, havia quase tantas crianças em situação de pobreza grave como em 2009 (a percentagem era de 11,9%, e o número de crianças atingido por algum tipo de pobreza (monetária, privação ou ambas) era apenas 1,2 pontos percentuais inferior
O facto de haver emprego na família não é, contudo, garantia de bem-estar, diz o mesmo estudo. "Cerca de 35% das crianças incluídas em famílias onde pelo menos um elemento está a trabalhar estão ora em pobreza monetária ora em privação." Os baixos salários e a precariedade são duas das causas.
O estudo em causa é divulgado no Dia da Criança, 1 de Junho.
Mesão Frio promove Feira de Emprego, Qualificação, Formação e Orientação Escolar
in A Verdade
Mesão Frio promove, nos próximos dias 3 e 4 de Junho, na Avenida Conselheiro José Maria Alpoim, uma Feira de Emprego, Qualificação, Formação e Orientação Escolar (FEQFOE). A responsabilidade do acontecimento é da Santa Casa da Misericórdia de Mesão Frio, no âmbito do projecto “3 Saberes” do Programa CLDS de Mesão Frio e contará com a participação de entidades de referência da Região Norte nas áreas de emprego, qualificação e formação. As actividades decorrerão, Sexta-feira e Sábado, das 9h30 às 17 horas.
O projecto “3 Saberes” do CLDS de Mesão Frio promove, nos próximos dias 3 e 4 de Junho, na Avenida Conselheiro José Maria Alpoim, uma Feira de Emprego, Qualificação, Formação e Orientação Escolar, em parceria com a Câmara Municipal de Mesão Frio, Rede Social do Concelho, Gabinete de Inserção Profissional de Mesão Frio, a EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti-Pobreza – Núcleo Distrital de Vila Real, Agrupamento de Escolas de Mesão Frio, dirigida ao Concelho de Mesão Frio, bem como aos Concelhos vizinhos, concretamente, para os Concelhos de Baião, Régua, Resende e Santa Marta de Penaguião.
Os objectivos da FEQFOE são a promoção do contanto directo entre as empresas, população activa e os estudantes, permitindo que as empresas apresentem os seus programas, procedimentos, formas de recrutar e as oportunidades que têm para oferecer; potenciar oportunidades de estágio e emprego; promoção do Ensino Profissional; promoção do Ensino Superior; promoção da Formação Profissional e a promoção dos saberes tradicionais. Estarão presentes a Associação da Região do Douro para o Apoio a Deficientes, a Escola Profissional da Régua, a Escola de Hotelaria de Lamego, o NERVIR – Núcleo Empresarial de Vila Real, a Escola Profissional do NERVIR, o Centro Novas Oportunidades de Peso da Régua, o Instituto Politécnico de Bragança, o Instituto Politécnico de Viseu, a ACIR, a Associação Douro Histórico – Projecto PALMUS - CLDS, a Competir – Formação e Serviços, a Margem – Formação e Consultoria Económica, o Centro de Formação Profissional de Vila Real, o Gabinete de Inserção Profissional de Mesão Frio, o Agrupamento de Escolas de Mesão Frio, o Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa do Agrupamento de Escolas de Mesão Frio, o Centro de Tropas e Operações Especiais de Lamego, o Centro de Recrutamento de Vila Real, a Associação 2000 de Apoio ao Desenvolvimento – A2000, bem como os artesãos do concelho, ao nível da doçaria, tanoaria, cestaria, rendas e trabalhos em madeira.
Esta Feira tem como destinatários os empregados, empresários, comerciantes, desempregados, desempregados de Longa Duração, beneficiários do Rendimento Social de Inserção, jovens à procura do 1º emprego e a comunidade em geral. A programação da Feira inclui vários workshops, palestras e acções de sensibilização, podendo ser consultada na página de internet da Câmara Municipal de Mesão Frio (www.cm-mesaofrio.pt).
Mesão Frio promove, nos próximos dias 3 e 4 de Junho, na Avenida Conselheiro José Maria Alpoim, uma Feira de Emprego, Qualificação, Formação e Orientação Escolar (FEQFOE). A responsabilidade do acontecimento é da Santa Casa da Misericórdia de Mesão Frio, no âmbito do projecto “3 Saberes” do Programa CLDS de Mesão Frio e contará com a participação de entidades de referência da Região Norte nas áreas de emprego, qualificação e formação. As actividades decorrerão, Sexta-feira e Sábado, das 9h30 às 17 horas.
O projecto “3 Saberes” do CLDS de Mesão Frio promove, nos próximos dias 3 e 4 de Junho, na Avenida Conselheiro José Maria Alpoim, uma Feira de Emprego, Qualificação, Formação e Orientação Escolar, em parceria com a Câmara Municipal de Mesão Frio, Rede Social do Concelho, Gabinete de Inserção Profissional de Mesão Frio, a EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti-Pobreza – Núcleo Distrital de Vila Real, Agrupamento de Escolas de Mesão Frio, dirigida ao Concelho de Mesão Frio, bem como aos Concelhos vizinhos, concretamente, para os Concelhos de Baião, Régua, Resende e Santa Marta de Penaguião.
Os objectivos da FEQFOE são a promoção do contanto directo entre as empresas, população activa e os estudantes, permitindo que as empresas apresentem os seus programas, procedimentos, formas de recrutar e as oportunidades que têm para oferecer; potenciar oportunidades de estágio e emprego; promoção do Ensino Profissional; promoção do Ensino Superior; promoção da Formação Profissional e a promoção dos saberes tradicionais. Estarão presentes a Associação da Região do Douro para o Apoio a Deficientes, a Escola Profissional da Régua, a Escola de Hotelaria de Lamego, o NERVIR – Núcleo Empresarial de Vila Real, a Escola Profissional do NERVIR, o Centro Novas Oportunidades de Peso da Régua, o Instituto Politécnico de Bragança, o Instituto Politécnico de Viseu, a ACIR, a Associação Douro Histórico – Projecto PALMUS - CLDS, a Competir – Formação e Serviços, a Margem – Formação e Consultoria Económica, o Centro de Formação Profissional de Vila Real, o Gabinete de Inserção Profissional de Mesão Frio, o Agrupamento de Escolas de Mesão Frio, o Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa do Agrupamento de Escolas de Mesão Frio, o Centro de Tropas e Operações Especiais de Lamego, o Centro de Recrutamento de Vila Real, a Associação 2000 de Apoio ao Desenvolvimento – A2000, bem como os artesãos do concelho, ao nível da doçaria, tanoaria, cestaria, rendas e trabalhos em madeira.
Esta Feira tem como destinatários os empregados, empresários, comerciantes, desempregados, desempregados de Longa Duração, beneficiários do Rendimento Social de Inserção, jovens à procura do 1º emprego e a comunidade em geral. A programação da Feira inclui vários workshops, palestras e acções de sensibilização, podendo ser consultada na página de internet da Câmara Municipal de Mesão Frio (www.cm-mesaofrio.pt).
Sida: 2500 jovens infetados por dia
in Expresso
Metade dos novos casos ocorre entre os 15 e os 24 anos, revela um relatório de várias organizações internacionais hoje divulgado.
Todos os dias 2500 jovens são infetados com o VIH/sida em todo o mundo e quase um em cada dois novos casos de infeção em adultos ocorre entre os 15 e os 24 anos, segundo um relatório de várias organizações internacionais hoje divulgado.
"Oportunidades na crise" é o nome do documento que traça o cenário da infeção pelo VIH/sida nas camadas mais jovens a nível mundial, uma publicação da Unicef , da Onusida, da UNESCO, da Organização Mundial da Saúde, da Organização Internacional do Trabalho e do Banco Mundial.
De acordo com um resumo do documento, a que a Lusa teve acesso, quase um em cada dois novos casos de infeção pelo VIH em adultos ocorre entre os 15 e os 24 anos.
Sexo e drogas
"No mundo, muitos jovens empurrados pelas provações económicas, pela exploração, pela exclusão social e pela falta de apoio familiar viram-se para o comércio do sexo e para o consumo de drogas injetáveis. Enfrentam um risco extremamente elevado", refere o relatório.
São 2500 os jovens que todos os dias são infetados com o VIH. Para muitos destes é resultado de negligência, exclusão e de violações que ocorreram, muitas vezes com o conhecimento de famílias ou comunidades.
África sofre
Segundo o relatório, em 2009 havia cinco milhões de jovens entre os 15 e os 24 anos a viver com VIH e na faixa etária de 10 a 19 anos serão cerca de dois milhões de adolescentes a viver atualmente infetados. A maior parte destes jovens encontra-se na África subsariana.
São as mulheres as mais afetadas. Entre os jovens, 60% dos que contraem VIH são do sexo feminino a nível mundial, proporção que sobre para os 72% em África.
O relatório reconhece os sucessos conseguidos em matéria de acesso aos medicamentos antirretrovirais, mas admite que o mundo "precisa desesperadamente de novas estratégias para a prevenção".
"Para cada duas pessoas que recebem o tratamento contra a sida que ameaça as suas vidas, outras cinco contraem a infeção, o que representa uma situação impossível para muitos países pobres e suas comunidades", alerta, no documento, o diretor administrativo do Banco Mundial.
Metade dos novos casos ocorre entre os 15 e os 24 anos, revela um relatório de várias organizações internacionais hoje divulgado.
Todos os dias 2500 jovens são infetados com o VIH/sida em todo o mundo e quase um em cada dois novos casos de infeção em adultos ocorre entre os 15 e os 24 anos, segundo um relatório de várias organizações internacionais hoje divulgado.
"Oportunidades na crise" é o nome do documento que traça o cenário da infeção pelo VIH/sida nas camadas mais jovens a nível mundial, uma publicação da Unicef , da Onusida, da UNESCO, da Organização Mundial da Saúde, da Organização Internacional do Trabalho e do Banco Mundial.
De acordo com um resumo do documento, a que a Lusa teve acesso, quase um em cada dois novos casos de infeção pelo VIH em adultos ocorre entre os 15 e os 24 anos.
Sexo e drogas
"No mundo, muitos jovens empurrados pelas provações económicas, pela exploração, pela exclusão social e pela falta de apoio familiar viram-se para o comércio do sexo e para o consumo de drogas injetáveis. Enfrentam um risco extremamente elevado", refere o relatório.
São 2500 os jovens que todos os dias são infetados com o VIH. Para muitos destes é resultado de negligência, exclusão e de violações que ocorreram, muitas vezes com o conhecimento de famílias ou comunidades.
África sofre
Segundo o relatório, em 2009 havia cinco milhões de jovens entre os 15 e os 24 anos a viver com VIH e na faixa etária de 10 a 19 anos serão cerca de dois milhões de adolescentes a viver atualmente infetados. A maior parte destes jovens encontra-se na África subsariana.
São as mulheres as mais afetadas. Entre os jovens, 60% dos que contraem VIH são do sexo feminino a nível mundial, proporção que sobre para os 72% em África.
O relatório reconhece os sucessos conseguidos em matéria de acesso aos medicamentos antirretrovirais, mas admite que o mundo "precisa desesperadamente de novas estratégias para a prevenção".
"Para cada duas pessoas que recebem o tratamento contra a sida que ameaça as suas vidas, outras cinco contraem a infeção, o que representa uma situação impossível para muitos países pobres e suas comunidades", alerta, no documento, o diretor administrativo do Banco Mundial.
Parceria contra a pobreza envergonhada
in Região Bairradina
O Centro Social de Vila Nova de Monsarros, a Junta de Freguesia de Vila Nova e a Delegação da ADRA firmaram, no passado dia 27, um protocolo de parceria com o objectivo de apoiar famílias em risco na freguesia, ou eventualmente fora da freguesia.
O presidente da Junta de Freguesia, António Duarte, referiu que “há cada vez mais dificuldades na freguesia”, acrescentando que “há quem passe necessidades e não peça ajuda por vergonha”. “É preciso combater a pobreza envergonhada que existe”, afirmou.
O autarca adiantou que “esta parceria permite sinalizar casos de carências e depois podermos ir ao encontro dessas pessoas para as ajudar”.
António Duarte realçou que “há pessoas na freguesia que já não podem comprar medicamentos porque não têm dinheiro”.
Sublinhou que “nunca daremos dinheiro a ninguém. Daremos apoio ou pagaremos algumas despesas”.
João Martins, Director Executivo da ADRA, considerou que este protocolo “faz todo o sentido. É uma parceria importante para nós, dado que temos a sede da delegação em Vila Nova e há necessidade de trabalhar mais com a freguesia”.
Sublinhou ainda que “o facto de irmos ao encontro das pessoas é a abordagem correcta”. Terminou dizendo que “este é o primeiro passo para outras acções de parceria”.
Segundo o protocolo assinado, a parceria abrange pessoas individuais ou famílias nas quais seja comprovada situação sócio-financeira que condicione e limite a satisfação das necessidades básicas.
A metodologia de intervenção assentará em três vertentes: sinalização, apoio e encaminhamento.
O protocolo refere que cabe ao Centro Social a distribuição de roupa e excepcionalmente (após aprovação da Direcção) distribuição de refeições cozinhadas.
Cabe à Junta de Freguesia a disponibilização de recursos financeiros para a compra de géneros perecíveis (carne, peixe, pão e frutas), pagamento de despesas correntes (por exemplo luz, água, gás, entre outros) ou pequenas obras de melhoramento ou adaptação da habitação.
Cabe à Delegação de Vila Nova da ADRA a distribuição de géneros alimentares, roupas, mobiliário e apoio logístico, ao nível de pequenas obras de melhoramento ou adaptação habitacional.
O Centro Social fará ainda o encaminhamento dos beneficiários para entidades competentes a fim de solicitar os apoios disponibilizados pelo Estado, assim como, apoio ao nível burocrático e logístico para candidatura a medidas pretendidas/necessárias ao beneficiário.
O Centro Social de Vila Nova de Monsarros, a Junta de Freguesia de Vila Nova e a Delegação da ADRA firmaram, no passado dia 27, um protocolo de parceria com o objectivo de apoiar famílias em risco na freguesia, ou eventualmente fora da freguesia.
O presidente da Junta de Freguesia, António Duarte, referiu que “há cada vez mais dificuldades na freguesia”, acrescentando que “há quem passe necessidades e não peça ajuda por vergonha”. “É preciso combater a pobreza envergonhada que existe”, afirmou.
O autarca adiantou que “esta parceria permite sinalizar casos de carências e depois podermos ir ao encontro dessas pessoas para as ajudar”.
António Duarte realçou que “há pessoas na freguesia que já não podem comprar medicamentos porque não têm dinheiro”.
Sublinhou que “nunca daremos dinheiro a ninguém. Daremos apoio ou pagaremos algumas despesas”.
João Martins, Director Executivo da ADRA, considerou que este protocolo “faz todo o sentido. É uma parceria importante para nós, dado que temos a sede da delegação em Vila Nova e há necessidade de trabalhar mais com a freguesia”.
Sublinhou ainda que “o facto de irmos ao encontro das pessoas é a abordagem correcta”. Terminou dizendo que “este é o primeiro passo para outras acções de parceria”.
Segundo o protocolo assinado, a parceria abrange pessoas individuais ou famílias nas quais seja comprovada situação sócio-financeira que condicione e limite a satisfação das necessidades básicas.
A metodologia de intervenção assentará em três vertentes: sinalização, apoio e encaminhamento.
O protocolo refere que cabe ao Centro Social a distribuição de roupa e excepcionalmente (após aprovação da Direcção) distribuição de refeições cozinhadas.
Cabe à Junta de Freguesia a disponibilização de recursos financeiros para a compra de géneros perecíveis (carne, peixe, pão e frutas), pagamento de despesas correntes (por exemplo luz, água, gás, entre outros) ou pequenas obras de melhoramento ou adaptação da habitação.
Cabe à Delegação de Vila Nova da ADRA a distribuição de géneros alimentares, roupas, mobiliário e apoio logístico, ao nível de pequenas obras de melhoramento ou adaptação habitacional.
O Centro Social fará ainda o encaminhamento dos beneficiários para entidades competentes a fim de solicitar os apoios disponibilizados pelo Estado, assim como, apoio ao nível burocrático e logístico para candidatura a medidas pretendidas/necessárias ao beneficiário.
Crises não justificam cortes aos mais pobres
Texto Miguel Marujo, in Fátima Missionária
A recuperação económica deve começar pelos mais vulneráveis. Reduções injustificadas na ajuda aos que estão na pobreza pode violar direitos humanos
Cortes injustificados na ajuda aos pobres durante uma crise financeira pode violar normas de direitos humanos. Afinal, defende uma especialista em direitos humanos das Nações Unidas, a recuperação económica deve começar pelos mais vulneráveis.
Magdalena Sepúlveda, especialista independente das Nações Unidas sobre os direitos humanos e pobreza extrema, disse numa reunião do Conselho de Direitos Humanos em Genebra que “a redução injustificada dos gastos dedicados à execução de serviços públicos que são essenciais para a realização dos direitos económicos, sociais e culturais vão estar a violar normas de direitos humanos”.
“Não há espaço em direitos humanos para uma abordagem destas”, disse Sepúlveda na segunda-feira. “De uma perspectiva dos direitos humanos, a recuperação deve começar pelos mais vulneráveis e desfavorecidos.”
A recuperação económica deve começar pelos mais vulneráveis. Reduções injustificadas na ajuda aos que estão na pobreza pode violar direitos humanos
Cortes injustificados na ajuda aos pobres durante uma crise financeira pode violar normas de direitos humanos. Afinal, defende uma especialista em direitos humanos das Nações Unidas, a recuperação económica deve começar pelos mais vulneráveis.
Magdalena Sepúlveda, especialista independente das Nações Unidas sobre os direitos humanos e pobreza extrema, disse numa reunião do Conselho de Direitos Humanos em Genebra que “a redução injustificada dos gastos dedicados à execução de serviços públicos que são essenciais para a realização dos direitos económicos, sociais e culturais vão estar a violar normas de direitos humanos”.
“Não há espaço em direitos humanos para uma abordagem destas”, disse Sepúlveda na segunda-feira. “De uma perspectiva dos direitos humanos, a recuperação deve começar pelos mais vulneráveis e desfavorecidos.”
«O voluntariado é gratuidade e solidariedade»
Texto Lucília Oliveira, in Fátima Missionária
Voluntariado: «Trabalho que se realiza livremente, sem expectativa de remuneração económica, em benefício de alguém que não seja família imediata, sem ser pedido pelo Estado ou outras instituições públicas»
Na reflexão de Junho deste Calendário meditado, a partir de um pensamento de Fernando Pessoa, Ramón Cazallas aponta «algumas finalidades do serviço voluntário que impregnam a alma das pessoas que a ele querem dedicar parte da sua vida ou a vida inteira». O missionário da Consolata defende que o voluntariado é «o o tempo da travessia, de passar para a outra margem e abrir o coração para partilhar com os outros as riquezas que Deus nos deu».
Entre as características do voluntariado destaca o altruísmo, a solidariedade, a qualidade de vida, as convicções religiosas e uma melhoria das relações sociais. «É uma dedicação vivida na gratuidade absoluta», escreve a propósito do altruísmo. Mas voluntariado é mais que isto, é um trabalhar para os outros, com os outros «sentindo os seus problemas como próprios, promovendo acções para os solucionar e recolhendo os benefícios obtidos». Ajudar os outros faz com que o voluntário se sinta bem, refere o teólogo.
No trabalho voluntário, «a fé move os voluntários crentes». Este é um factor importante: «Quem acredita em Cristo tem motivações muito profundas que nascem do próprio baptismo e do mandamento do amor que está na raiz do ser cristão», diz Ramón Cazallas apontando exemplos como Santo Agostinho. Uma de entre muitas vantagens do voluntariado é o facto de permitir conhecer mais pessoas que têm interesses comuns.
O missionário da Consolata defende que, neste mês de Junho, há «duas festas que nos ajudam a crescer na solidariedade e na gratuidade». A primeira é a festa de Nossa Senhora da Consolata. «Ela foi consolada por Deus e ao mesmo tempo fez-se consoladora para todos os povos. Pura gratuidade da parte de Deus em relação a Maria, e pura gratuidade da parte de Maria que dedicou toda a sua existência para consolar os aflitos e os tristes com a mesma consolação com a qual ela foi consolada», lembra. A segunda festa é a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. «Deus faz-se pão partilhado para a vida do mundo. É para os cristãos o ideal e o ícone de se tornar pão para todos e alimento para todas as fomes que hoje vão aparecendo no mundo», conclui.
Voluntariado: «Trabalho que se realiza livremente, sem expectativa de remuneração económica, em benefício de alguém que não seja família imediata, sem ser pedido pelo Estado ou outras instituições públicas»
Na reflexão de Junho deste Calendário meditado, a partir de um pensamento de Fernando Pessoa, Ramón Cazallas aponta «algumas finalidades do serviço voluntário que impregnam a alma das pessoas que a ele querem dedicar parte da sua vida ou a vida inteira». O missionário da Consolata defende que o voluntariado é «o o tempo da travessia, de passar para a outra margem e abrir o coração para partilhar com os outros as riquezas que Deus nos deu».
Entre as características do voluntariado destaca o altruísmo, a solidariedade, a qualidade de vida, as convicções religiosas e uma melhoria das relações sociais. «É uma dedicação vivida na gratuidade absoluta», escreve a propósito do altruísmo. Mas voluntariado é mais que isto, é um trabalhar para os outros, com os outros «sentindo os seus problemas como próprios, promovendo acções para os solucionar e recolhendo os benefícios obtidos». Ajudar os outros faz com que o voluntário se sinta bem, refere o teólogo.
No trabalho voluntário, «a fé move os voluntários crentes». Este é um factor importante: «Quem acredita em Cristo tem motivações muito profundas que nascem do próprio baptismo e do mandamento do amor que está na raiz do ser cristão», diz Ramón Cazallas apontando exemplos como Santo Agostinho. Uma de entre muitas vantagens do voluntariado é o facto de permitir conhecer mais pessoas que têm interesses comuns.
O missionário da Consolata defende que, neste mês de Junho, há «duas festas que nos ajudam a crescer na solidariedade e na gratuidade». A primeira é a festa de Nossa Senhora da Consolata. «Ela foi consolada por Deus e ao mesmo tempo fez-se consoladora para todos os povos. Pura gratuidade da parte de Deus em relação a Maria, e pura gratuidade da parte de Maria que dedicou toda a sua existência para consolar os aflitos e os tristes com a mesma consolação com a qual ela foi consolada», lembra. A segunda festa é a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. «Deus faz-se pão partilhado para a vida do mundo. É para os cristãos o ideal e o ícone de se tornar pão para todos e alimento para todas as fomes que hoje vão aparecendo no mundo», conclui.
Associação Fotografia e Cultura de Alcochete
in Rostos on-line
Banco Alimentar de Setúbal em Imagem - Fotografe esta ideia!
A Associação Fotografia e Cultura de Alcochete em parceria com o Banco Alimentar de Setúbal, realizaram no passado fim-de-semana, dias 28 e 29 de Maio de 2011, o evento "Banco Alimentar em imagem. Fotografe esta ideia!".
Contando com a presença de mais de uma dezena de fotógrafos, foi possível realizar a reportagem fotográfica da 22ª campanha de recolha de alimentos, focando temas como o abastecimento, a distribuição, o voluntariado, o funcionamento.
Com a proclamação do Ano Europeu do Voluntariado, a AFCA e o Banco Alimentar de Setúbal pretenderam dinamizar e promover esse valor dentro da sociedade e apoiar a acção dos voluntários empenhados nos mais diversos campos, valorizando as pessoas e contribuindo desta forma para a construção de um país melhor.
Para consulta das imagens obtidas.
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150258961296291.382736.563886290&l=1b6b6780c2
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150260744696291.383230.563886290&l=0a6c676a18
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150261952176291.383592.563886290&l=389d8d8143
Banco Alimentar de Setúbal em Imagem - Fotografe esta ideia!
A Associação Fotografia e Cultura de Alcochete em parceria com o Banco Alimentar de Setúbal, realizaram no passado fim-de-semana, dias 28 e 29 de Maio de 2011, o evento "Banco Alimentar em imagem. Fotografe esta ideia!".
Contando com a presença de mais de uma dezena de fotógrafos, foi possível realizar a reportagem fotográfica da 22ª campanha de recolha de alimentos, focando temas como o abastecimento, a distribuição, o voluntariado, o funcionamento.
Com a proclamação do Ano Europeu do Voluntariado, a AFCA e o Banco Alimentar de Setúbal pretenderam dinamizar e promover esse valor dentro da sociedade e apoiar a acção dos voluntários empenhados nos mais diversos campos, valorizando as pessoas e contribuindo desta forma para a construção de um país melhor.
Para consulta das imagens obtidas.
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150258961296291.382736.563886290&l=1b6b6780c2
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150260744696291.383230.563886290&l=0a6c676a18
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150261952176291.383592.563886290&l=389d8d8143
Número de crianças e jovens que saiu de instituições triplicou em 2010
in Público on-line
O número de crianças e jovens que conseguiu sair de instituições com novos projectos de vida triplicou, em 2010, no Distrito de Bragança, com 60 desinstitucionalizações, segundo dados divulgados hoje por técnicos da Segurança Social.
Um resultado considerado “muito bom quando a média de desinstitucionalizações era de 15/20 por ano”, de acordo com Fernando Jorge Rodrigues, técnico do sector infância e juventude da Unidade de Desenvolvimento Social da Segurança Social de Bragança.
O técnico presta também assistência às oito instituições do Distrito de Bragança que acolhem cerca de 350 crianças e jovens em risco e garantiu à Lusa que “todos os que saíram têm um projecto de vida, que continua a ser acompanhado e pode ser redireccionado”.
Este responsável atribuiu os resultados ao “novo paradigma” do plano DOM (Desafios, Oportunidades e Mudanças) que aposta na desinstitucionalização de forma sustentada com soluções que passam pelo regresso à família, adopção, entrega a pessoas idóneas, à família alargada, entre outras.
O projecto está em curso há três anos e permitiu dotar as instituições de acolhimento de equipas técnicas que apoiam as crianças e as próprias famílias.
Segundo Fernando Jorge Rodrigues, “o maior constrangimento que existe ao nível do Distrito de Bragança são as crianças geograficamente deslocalizadas”
“Ou seja, doutros distritos que vêem para o nosso distrito”, concretizou, explicando que o principal constrangimento reside em fazer o acompanhamento à família.
“É impensável os técnicos de uma instituição de Bragança estarem a fazer um acompanhamento às famílias dessas crianças e desses jovens, por exemplo que residem em Faro, Lisboa ou Porto”, declarou.
Segundo disse, o número de crianças geograficamente deslocalizadas tem vindo a aumentar consideravelmente”.
“Enquanto que acolhemos duas, três do distrito, temos pedidos na ordem das dezenas para acolher de fora”, afirmou.
Os dados foram divulgados numa iniciativa transfronteiriça promovida pela Rede Europeia Anti Pobreza (EAPN) sobre a institucionalização de crianças e jovens.
Os núcleos de Bragança, Guarda, Vila Real, em Portugal, e de Castela e Leão, em Espanha, decidiram realizar em simultâneo seminários sobre a problemática, que decorreram em cada uma das cidades portuguesas hoje e que Espanha realizará no dia 09, em Salamanca.
O coordenador do núcleo de Bragança, Pedro Guerra, explicou à Lusa que a ideia desta cooperação é “debater problema se constrangimentos, procurar soluções e que tudo seja compilado numa publicação conjunta”.
O Distrito de Bragança “tem uma capacidade de resposta boa para as necessidades”, na opinião de Pedro Guerra, mas já a nível nacional entende que há “algumas arestas a liminar”.
Este dirigente da EAPN que é também responsável por uma das instituições de acolhimento de Bragança entende que “devia haver dois níveis de institucionalização, porque é diferente institucionalizar uma criança de cinco anos e de 16”.
O número de crianças e jovens que conseguiu sair de instituições com novos projectos de vida triplicou, em 2010, no Distrito de Bragança, com 60 desinstitucionalizações, segundo dados divulgados hoje por técnicos da Segurança Social.
Um resultado considerado “muito bom quando a média de desinstitucionalizações era de 15/20 por ano”, de acordo com Fernando Jorge Rodrigues, técnico do sector infância e juventude da Unidade de Desenvolvimento Social da Segurança Social de Bragança.
O técnico presta também assistência às oito instituições do Distrito de Bragança que acolhem cerca de 350 crianças e jovens em risco e garantiu à Lusa que “todos os que saíram têm um projecto de vida, que continua a ser acompanhado e pode ser redireccionado”.
Este responsável atribuiu os resultados ao “novo paradigma” do plano DOM (Desafios, Oportunidades e Mudanças) que aposta na desinstitucionalização de forma sustentada com soluções que passam pelo regresso à família, adopção, entrega a pessoas idóneas, à família alargada, entre outras.
O projecto está em curso há três anos e permitiu dotar as instituições de acolhimento de equipas técnicas que apoiam as crianças e as próprias famílias.
Segundo Fernando Jorge Rodrigues, “o maior constrangimento que existe ao nível do Distrito de Bragança são as crianças geograficamente deslocalizadas”
“Ou seja, doutros distritos que vêem para o nosso distrito”, concretizou, explicando que o principal constrangimento reside em fazer o acompanhamento à família.
“É impensável os técnicos de uma instituição de Bragança estarem a fazer um acompanhamento às famílias dessas crianças e desses jovens, por exemplo que residem em Faro, Lisboa ou Porto”, declarou.
Segundo disse, o número de crianças geograficamente deslocalizadas tem vindo a aumentar consideravelmente”.
“Enquanto que acolhemos duas, três do distrito, temos pedidos na ordem das dezenas para acolher de fora”, afirmou.
Os dados foram divulgados numa iniciativa transfronteiriça promovida pela Rede Europeia Anti Pobreza (EAPN) sobre a institucionalização de crianças e jovens.
Os núcleos de Bragança, Guarda, Vila Real, em Portugal, e de Castela e Leão, em Espanha, decidiram realizar em simultâneo seminários sobre a problemática, que decorreram em cada uma das cidades portuguesas hoje e que Espanha realizará no dia 09, em Salamanca.
O coordenador do núcleo de Bragança, Pedro Guerra, explicou à Lusa que a ideia desta cooperação é “debater problema se constrangimentos, procurar soluções e que tudo seja compilado numa publicação conjunta”.
O Distrito de Bragança “tem uma capacidade de resposta boa para as necessidades”, na opinião de Pedro Guerra, mas já a nível nacional entende que há “algumas arestas a liminar”.
Este dirigente da EAPN que é também responsável por uma das instituições de acolhimento de Bragança entende que “devia haver dois níveis de institucionalização, porque é diferente institucionalizar uma criança de cinco anos e de 16”.
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