Por Notícias ao Minuto
A Câmara de Lisboa vai abrir concurso para financiar mais 200 habitações para sem-abrigo, no âmbito do programa "Housing First", que se juntarão às 180 já existentes, disse à Lusa o vereador com o pelouro dos Direitos Sociais.
A Câmara de Lisboa vai abrir concurso para financiar mais 200 habitações para sem-abrigo, no âmbito do programa "Housing First", que se juntarão às 180 já existentes, disse à Lusa o vereador com o pelouro dos Direitos Sociais.
O Plano Municipal para as Pessoas em Situação de Sem-Abrigo vai de 2019 até 2023 e dele já constavam este conjunto de 'Housing First' durante este período. Vamos acelerar [o processo], tendo em atenção que hoje temos um conjunto muito grande de pessoas que estão nas nossas respostas de emergência e que necessitam de respostas definitivas ou, pelo menos, com um horizonte temporal muito mais alargado", afirmou Manuel Grilo (BE, partido que tem um acordo de governação da cidade com o PS).
Assim, de acordo com a proposta subscrita pelo vereador com o pelouro dos Direitos Sociais e que será debatida na reunião privada do executivo camarário agendada para hoje, a autarquia vai abrir concurso para atribuir apoio financeiro a cinco projetos de "Housing First", destinados a garantir um total de 200 casas para pessoas em situação de sem-abrigo.
A cada projeto será atribuído um financiamento máximo de 277 mil euros.
"Já estavam aprovadas 100 vagas de 'Housing First' que iriam acrescentar às 80 que existiam desde há uns anos e, agora, vamos avançar com mais 200 vagas de 'Housing First'", referiu o autarca, salientando que o programa tem "uma taxa de sucesso acima de 90%", resolvendo o problema de habitação dos sem-abrigo, mas também sendo capaz de fazer a sua reinserção social.
Salientando que este "é um investimento fortíssimo da Câmara Municipal de Lisboa" em soluções quase definitivas de habitação ou mesmo definitivas para algumas pessoa, como sem-abrigo como mais idade, Manuel Grilo insistiu que uma das partes mais importantes do programa "Housing First" é que "com a casa vai toda uma equipa que trabalha diretamente com cada uma das pessoas que acede à habitação".
Essa equipa, acrescentou, trabalha no sentido de garantir a reinserção plena na sociedade da pessoa que estava em situação de sem-abrigo, a sua autonomia completa no domínio da empregabilidade, quando tal é possível, "seja no domínio da saúde, seja no domínio de encontrar meios de sobrevivência de acordo com a sua condição específica".
"É ter uma casa, mas é também ter uma equipa multidisciplinar para garantir que estas pessoas possam ter uma autonomia completa", disse.
O autarca explicou ainda que as 200 vagas de "Housing First", tal como aconteceu com as outras 180 já existentes, são criadas através de financiamento a associações, que depois desenvolvem os projetos.
Neste concurso estão previstas a criação de "cinco unidades de 40 casas cada uma, por forma a garantir que mais associações possam ter acesso ao financiamento".
Manuel Grilo disse estimar que até ao final do ano se conseguirá chegar "às 380 vagas de 'Housing First' na cidade de Lisboa".
"É um passo de gigante, estamos a partir de uma base de 80, vamos chegar às 380 muito rapidamente", sustentou.
O "Housing First" é um projeto em que as pessoas são integradas em habitações tendencialmente individuais e têm um acompanhamento por técnicos que as ensinam a gerir uma casa tendo em vista a sua integração social.
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21.5.20
Câmara de Lisboa quer ter 380 casas para sem-abrigo até ao fim do ano
João Pedro Pincha, in Público on-line
Proposta do vereador do BE visa triplicar o número de arrendamentos que estava previsto para 2020. Manuel Grilo defende que as pessoas acolhidas na pandemia não devem voltar à rua.
O objectivo era chegar a 2023 com 400 fogos, mas a Câmara de Lisboa quer antecipar para este ano a disponibilização de 380 casas para alojar pessoas sem-abrigo. O vereador dos Direitos Sociais leva esta quinta-feira à reunião camarária uma proposta para que sejam arrendados mais 200 apartamentos em 2020 e espera que no segundo semestre eles comecem a ser atribuídos.
O projecto Housing First, lançado há sete anos e gerido pela Associação Crescer e pela Associação para o Estudo e Integração Psicossocial (AEIPS), tem neste momento 80 fogos em que habitam pessoas que viviam na rua ou nos centros de acolhimento temporário. Este ano está a decorrer o arrendamento de mais 145 casas, mas Manuel Grilo quer que se avance já para outras 200.
O vereador do BE tem defendido nas últimas semanas que os sem-abrigo acolhidos em pavilhões durante a pandemia não devem voltar à rua e materializa a intenção na proposta que leva a votos. “Esta é uma resposta não só para a população de rua, mas também será a solução habitacional para quem está hoje nos quatro centros de acolhimento de emergência da câmara, incluindo pessoas que caíram na rua já por perda de rendimento devido à pandemia”, diz Manuel Grilo, em nota de imprensa.
O investimento previsto nesta nova fase do Housing First é de 1,4 milhões de euros, que são entregues às associações parceiras para que estas encontrem e arrendem os fogos e façam o acompanhamento técnico das pessoas. Neste momento, a Crescer apoia pessoas com dependências e a AEIPS está responsável pelas pessoas com doença mental.
O actual Plano Municipal para a Pessoa em situação de Sem Abrigo (PMSA), a vigorar entre 2020 e 2023, aponta para este último ano a disponibilização de 400 casas em regime de Housing First. O documento, aprovado pela câmara em Junho de 2019, sofreu uma grande alteração nos seis meses seguintes, passando de um orçamento de 4,2 milhões de euros para mais de 14 milhões. O valor alocado a esta missão foi uma das críticas iniciais de toda a oposição, que lamentou que o executivo não estivesse disposto a gastar mais. Depois de reuniões com Fernando Medina e o Governo, Manuel Grilo acabou por anunciar um reforço de todas as linhas do plano.
No anterior PMSA, que vigorou entre 2016 e 2019, estava previsto que em 2018 já houvesse 150 casas no Housing First, mas o vereador do Bloco justificou então que os preços praticados no mercado de arrendamento tornavam incomportável o aumento da resposta.
No ano passado havia cerca de 360 pessoas a viver na rua e 1967 em centros de acolhimento. Na aprovação do novo PMSA, Manuel Grilo assumiu o objectivo de tirar todas as pessoas da rua até 2021
Proposta do vereador do BE visa triplicar o número de arrendamentos que estava previsto para 2020. Manuel Grilo defende que as pessoas acolhidas na pandemia não devem voltar à rua.
O objectivo era chegar a 2023 com 400 fogos, mas a Câmara de Lisboa quer antecipar para este ano a disponibilização de 380 casas para alojar pessoas sem-abrigo. O vereador dos Direitos Sociais leva esta quinta-feira à reunião camarária uma proposta para que sejam arrendados mais 200 apartamentos em 2020 e espera que no segundo semestre eles comecem a ser atribuídos.
O projecto Housing First, lançado há sete anos e gerido pela Associação Crescer e pela Associação para o Estudo e Integração Psicossocial (AEIPS), tem neste momento 80 fogos em que habitam pessoas que viviam na rua ou nos centros de acolhimento temporário. Este ano está a decorrer o arrendamento de mais 145 casas, mas Manuel Grilo quer que se avance já para outras 200.
O vereador do BE tem defendido nas últimas semanas que os sem-abrigo acolhidos em pavilhões durante a pandemia não devem voltar à rua e materializa a intenção na proposta que leva a votos. “Esta é uma resposta não só para a população de rua, mas também será a solução habitacional para quem está hoje nos quatro centros de acolhimento de emergência da câmara, incluindo pessoas que caíram na rua já por perda de rendimento devido à pandemia”, diz Manuel Grilo, em nota de imprensa.
O investimento previsto nesta nova fase do Housing First é de 1,4 milhões de euros, que são entregues às associações parceiras para que estas encontrem e arrendem os fogos e façam o acompanhamento técnico das pessoas. Neste momento, a Crescer apoia pessoas com dependências e a AEIPS está responsável pelas pessoas com doença mental.
O actual Plano Municipal para a Pessoa em situação de Sem Abrigo (PMSA), a vigorar entre 2020 e 2023, aponta para este último ano a disponibilização de 400 casas em regime de Housing First. O documento, aprovado pela câmara em Junho de 2019, sofreu uma grande alteração nos seis meses seguintes, passando de um orçamento de 4,2 milhões de euros para mais de 14 milhões. O valor alocado a esta missão foi uma das críticas iniciais de toda a oposição, que lamentou que o executivo não estivesse disposto a gastar mais. Depois de reuniões com Fernando Medina e o Governo, Manuel Grilo acabou por anunciar um reforço de todas as linhas do plano.
No anterior PMSA, que vigorou entre 2016 e 2019, estava previsto que em 2018 já houvesse 150 casas no Housing First, mas o vereador do Bloco justificou então que os preços praticados no mercado de arrendamento tornavam incomportável o aumento da resposta.
No ano passado havia cerca de 360 pessoas a viver na rua e 1967 em centros de acolhimento. Na aprovação do novo PMSA, Manuel Grilo assumiu o objectivo de tirar todas as pessoas da rua até 2021
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