in RR
Juros da dívida a subir, cenário de "crash" na bolsa nacional, segundo os analistas. Quem tem dívida pública portuguesa vai sofrer com a hipótese de um segundo resgate a Portugal, possibilidade de que se volta a falar perante a situação de instabilidade política provocada pelas demissões no Governo. A banca nacional, muito exposta à dívida portuguesa, será extremamente lesada. E há uma certeza: hoje já estamos mais pobres, depois da ruptura no Governo.
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4.7.13
18.10.12
Economia cai mais 1%, desemprego sobe para 16,4% no próximo ano
in RTP
A economia portuguesa voltará a contrair 1 por cento no próximo ano, enquanto a taxa de desemprego vai subir para um novo máximo histórico de 16,4 por cento da população ativa.
Este é o cenário macroeconómico do Orçamento do Estado para 2013 (OE2013), idêntico ao divulgado no início do mês pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar.
A confirmarem-se as projeções do Executivo, será o terceiro ano consecutivo de recessão, e o quinto consecutivo de aumento do desemprego. Só em 2014 é que haverá uma recuperação, com o PIB a crescer 1,2% e a taxa de desemprego a recuar para 15,9%.
Nas contas do Governo, 2013 voltará a ser um ano de `apertar o cinto`, com o consumo privado a reduzir-se 2,2%. O investimento também sofrerá nova queda (menos 4,2%).
Assim, o único fator a contribuir para o crescimento económico será o comércio externo. O Governo prevê um aumento (embora mais moderado) das exportações (3,6 por cento), e uma quebra também mais modesta das importações (1,4 por cento).
A inflação deverá rondar uma taxa de 1% no próximo ano, bastante abaixo da que se deverá registar em 2012.
O Governo prevê ainda para o próximo ano um défice orçamental de 4,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), que remeterá a dívida pública para os 124 por cento do PIB no final do próximo ano.
A economia portuguesa voltará a contrair 1 por cento no próximo ano, enquanto a taxa de desemprego vai subir para um novo máximo histórico de 16,4 por cento da população ativa.
Este é o cenário macroeconómico do Orçamento do Estado para 2013 (OE2013), idêntico ao divulgado no início do mês pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar.
A confirmarem-se as projeções do Executivo, será o terceiro ano consecutivo de recessão, e o quinto consecutivo de aumento do desemprego. Só em 2014 é que haverá uma recuperação, com o PIB a crescer 1,2% e a taxa de desemprego a recuar para 15,9%.
Nas contas do Governo, 2013 voltará a ser um ano de `apertar o cinto`, com o consumo privado a reduzir-se 2,2%. O investimento também sofrerá nova queda (menos 4,2%).
Assim, o único fator a contribuir para o crescimento económico será o comércio externo. O Governo prevê um aumento (embora mais moderado) das exportações (3,6 por cento), e uma quebra também mais modesta das importações (1,4 por cento).
A inflação deverá rondar uma taxa de 1% no próximo ano, bastante abaixo da que se deverá registar em 2012.
O Governo prevê ainda para o próximo ano um défice orçamental de 4,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), que remeterá a dívida pública para os 124 por cento do PIB no final do próximo ano.
Cada ponto a mais no desemprego agrava défice em 0,3
João Silvestre, in Expresso
Desemprego e recessão são as grandes ameaças ao cumprimento do défice de 2013. Um ponto a mais na taxa de desemprego agrava contas em 0,3. No caso do PIB, um ponto 'vale' 0,4. Juros, petróleo e procura externa são os principais riscos no exterior.
O Governo estima que o défice se agrave em três décimas por cada ponto a mais na taxa de desemprego. O Orçamento do Estado prevê uma taxa média de 16,4% em 2013, um número considerado excessivamente otimista para muitos especialistas, principalmente porque em agosto chegou já a 15,9%. Ou seja, basta que a taxa de desemprego média do próximo ano seja de 17,4% para o défice derrapar para 4,8%.
Mais desemprego significa menos receitas fiscais e contributivas e também maiores gastos com subsídio de desemprego e prestações sociais. Em termos de PIB, o ponto a mais na taxa de desemprego representaria um agravamento da recessão de 1% para 1,2%. Este ano, um dos problemas que impediu o Governo de chegar ao défice de 4,5% foi precisamente o desemprego. Só em quebra nas contribuições sociais e aumento dos subsídios, as contas derraparam em cerca de 1000 milhões (0,6% do PIB).
O agravamento do desemprego é, de acordo com análise de riscos do Governo, uma das duas ameaças internas ao défice do próximo ano. A outra é a queda do PIB. O Governo pe Passos Coelho prevê uma contração de 1% mas calcula que, por cada ponto a mais de recessão, as contas se agravem em 0,4 pontos. Neste cenário, o desemprego seria de 16,9% em vez de 16,4%.
Na vertente externa, o Orçamento do Estado destaca três riscos: petróleo, juros e procura externa. As simulações realizadas pelo Ministério das Finanças apontam para quedas adicionais do PIB de 0,34 pontos, 0,11 pontos ou 0,2 pontos nos cenários em que, respetivamente, o preço do petróleo é superior em 20 dólares à média anual prevista (que é de 96,9 dólares), as taxas de juro de curto prazo ficam 1 ponto acima do esperado (1,4% em vez de 0,4%) ou a procura externa cresce a um ritmo um ponto inferior (1,8% em vez 2,8%).
Nestes três cenários, o défice melhoraria no caso do petróleo (0,05 pontos), ficaria inalterado caso a procura externa crescesse mais lentamente ou agravar-se-ia no cenário de subida mais rápida das taxas de juro de curto prazo (0,09).
Desemprego e recessão são as grandes ameaças ao cumprimento do défice de 2013. Um ponto a mais na taxa de desemprego agrava contas em 0,3. No caso do PIB, um ponto 'vale' 0,4. Juros, petróleo e procura externa são os principais riscos no exterior.
O Governo estima que o défice se agrave em três décimas por cada ponto a mais na taxa de desemprego. O Orçamento do Estado prevê uma taxa média de 16,4% em 2013, um número considerado excessivamente otimista para muitos especialistas, principalmente porque em agosto chegou já a 15,9%. Ou seja, basta que a taxa de desemprego média do próximo ano seja de 17,4% para o défice derrapar para 4,8%.
Mais desemprego significa menos receitas fiscais e contributivas e também maiores gastos com subsídio de desemprego e prestações sociais. Em termos de PIB, o ponto a mais na taxa de desemprego representaria um agravamento da recessão de 1% para 1,2%. Este ano, um dos problemas que impediu o Governo de chegar ao défice de 4,5% foi precisamente o desemprego. Só em quebra nas contribuições sociais e aumento dos subsídios, as contas derraparam em cerca de 1000 milhões (0,6% do PIB).
O agravamento do desemprego é, de acordo com análise de riscos do Governo, uma das duas ameaças internas ao défice do próximo ano. A outra é a queda do PIB. O Governo pe Passos Coelho prevê uma contração de 1% mas calcula que, por cada ponto a mais de recessão, as contas se agravem em 0,4 pontos. Neste cenário, o desemprego seria de 16,9% em vez de 16,4%.
Na vertente externa, o Orçamento do Estado destaca três riscos: petróleo, juros e procura externa. As simulações realizadas pelo Ministério das Finanças apontam para quedas adicionais do PIB de 0,34 pontos, 0,11 pontos ou 0,2 pontos nos cenários em que, respetivamente, o preço do petróleo é superior em 20 dólares à média anual prevista (que é de 96,9 dólares), as taxas de juro de curto prazo ficam 1 ponto acima do esperado (1,4% em vez de 0,4%) ou a procura externa cresce a um ritmo um ponto inferior (1,8% em vez 2,8%).
Nestes três cenários, o défice melhoraria no caso do petróleo (0,05 pontos), ficaria inalterado caso a procura externa crescesse mais lentamente ou agravar-se-ia no cenário de subida mais rápida das taxas de juro de curto prazo (0,09).
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