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22.8.23

Estudo: Aumento salarial estimado para 2024 é de 4,59% no salário base

Por Lusa, in Notícias ao Minuto


Saiba quais os setores que se destacam.

O aumento salarial estimado para 2024 é de 4,59% no salário base, de acordo com um estudo da Korn Ferry, que envolveu mais de 570 organizações a atuar em Portugal.


"Olhando para os principais setores de atividade, o setor de Tecnologias de Informação, Bens de Consumo e Energia (Utilities e Oil & Gas) são os que preveem dar um maior aumento salarial (6,59%, 5,15% e 5,03%, respetivamente)", concluiu a consultora.

Já o setor farmacêutico, Banca e Seguros e Transportes são os que preveem atribuir um valor mais baixo (3,46%, 3,45% e 2,50%, respetivamente).

10.5.23

Com salários baixos a economia nunca se vai desenvolver

 Pedro Emídio, in Lusa



O ministro da Economia e do Mar defendeu hoje, na Assembleia da República, que, com salários baixos a economia nunca se vai desenvolver, mas destacou o esforço feito para aumentar a massa salarial.


“A questão dos salários é decisiva para o futuro dos trabalhadores e das empresas. Se tivermos salários baixos, a economia nunca se vai desenvolver. Esse problema está umbilicalmente ligado com algum esforço que tem vindo a ser feito para aumentar os salários”, apontou Costa Silva, em resposta ao PCP, na comissão parlamentar de Economia.

De acordo com o governante, a remuneração média mensal bruta está nos 1.411 euros, o que se traduz num aumento de 19,7% face a 2015.

Para o ministro, isto representa um esforço das políticas públicas para aumentar a massa salarial.


Costa Silva referiu ainda que o aumento dos salários é um complemento ao “desígnio maior”, que é a capacidade de o país criar riqueza, destacando o trabalho feito ao nível do tecido empresarial para introduzir “novas ondas de tecnologias digitais”.


O ministro da Economia e do Mar abordou também a situação da indústria de moldes, que disse ter sobrevivido a todas as crises, ao contrário do que, por exemplo, aconteceu em Espanha.

No entanto, considerou ser necessário diversificar os clientes, notando que entre 75% a 80% dos funcionários deste setor trabalham para a indústria automóvel.

Já sobre o fecho da refinaria da Galp em Matosinhos, tema levantado pelo Bloco de Esquerda, o governante considerou que “este é um problema” e disse que "se está a tentar pressionar" a Galp a readmitir os seus trabalhadores.

Relativamente à perda de antiguidade dos trabalhadores readmitidos, o ministro da Economia disse “não estar a par”, mas prometeu investigar o assunto.

PE // CSJ

Lusa/Fim

18.7.22

“Aumento de salários” gera “discórdia” entre médicos e governo

in Rádio Voz da Planície

A reunião do Ministério da Saúde com os sindicatos médicos foi suspensa. Aumentos salariais, propostos pelas estruturas sindicais, falta de equipamento e condições de trabalho geraram desentendimento nas negociações, que regressam no dia 26 deste mês.

“A proposta que o Ministério da Saúde colocou perante os sindicatos não respondeu ao que era básico, nomeadamente uma discussão sustentada em relação às questões estruturais”, disse aos jornalistas o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), à saída da reunião com o Ministério da Saúde, onde estiveram também representantes das Finanças.

Jorge Roque da Cunha salientou como positivo o facto do processo negocial ter começado, mas sublinhou que “questões como a organização do trabalho médico, a organização na urgência e uma grelha salarial são essenciais para que os médicos continuem no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

Em declarações aos jornalistas, Noel Carrilho, presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), considerou “absolutamente essencial” o facto do objeto desta negociação excluir “as condições base para os médicos permanecerem no SNS”.

“Estamos a falar de temas importantes como a valorização do trabalho em serviço de urgência, da dedicação aqui chamada plena, mas que preferimos chamar exclusiva, da organização e disciplina do trabalho médico, isto é o que é proposto [pelo governo]. Para nós é essencial que se trate da base, nomeadamente da valorização transversal remuneratória na carreira”, afirmou o responsável, insistindo que “sem se falar disso, tudo o resto será ineficaz para manter os médicos no SNS”.

Noel Carrilho reconheceu que “há outras condições essenciais para manter os médicos no SNS”, mas sublinhou que a valorização do vencimento base dos médicos “tem de estar incluída no protocolo negocial”.

“Não havendo condições para chegar a esse entendimento nesta reunião, ficou suspensa para haver uma decisão por parte do governo para esse tipo de evolução”, afirmou.

Questionado sobre se o governo não quer incluir aumentos salariais nesta negociação, Roque da Cunha respondeu: “o que estamos aqui a falar é de criar as condições para ultrapassarmos os problemas que são evidentes perante toda a gente: aumento das listas de espera de cirurgias e consultas, o caos que existe nas urgências e um continuo de saída de médicos do SNS”.

“Há 10 anos que a grelha salarial não é atualizada (…) e ao mesmo tempo há uma falta de investimento no SNS. Não são só questões salariais, são questões de falta de equipamentos e de condições de trabalho”, acrescentou.