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2.4.20

Alijó disponibiliza 140 camas para situações de emergência

Agência Lusa, in o Observador

As camas estão distribuídas pelo pavilhão gimnodesportivo e pela pousada da juventude do município. Vai ainda ser disponibilizado um apoio financeiro anual a todas as IPSS do concelho.

A autarquia do distrito de Vila Real disse que continua a “ser proativa na adoção de medidas de combate à pandemia de Covid-19 e de apoio às entidades que estão na linha na frente em todo o território concelhio”. Nesse sentido, preparou 140 camas “para dar resposta a situações em que seja necessário assegurar o isolamento profilático, eventuais casos de contágio por Covid-19, que não necessitem de internamento hospitalar, e outros casos relativos às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) que necessitem deste tipo de apoio”.

As camas estão distribuídas pelo pavilhão gimnodesportivo e pela pousada da juventude, que se disponibilizou para colaborar com a autarquia. O município de Alijó decidiu também desbloquear os apoios financeiros às juntas e IPSS “para permitir uma atuação mais eficaz por parte destas entidades”.

Segundo informou, a partir desta quarta-feira vai “disponibilizar o apoio financeiro anual a todas as IPSS do concelho, eliminando a burocracia de instrução de candidatura” e, nos próximos dias, “será feito um adiantamento de 60% do apoio financeiro anual a todas as 14 juntas que desempenham um papel de proximidade junto de todas as aldeias”.

A Câmara referiu ainda que o FabLab – um laboratório de fabricação digital – antecipou a sua entrada em funcionamento e está a produzir viseiras de proteção, que serão disponibilizadas aos profissionais das IPSS, centro de saúde e corporações de Bombeiros, que estão na linha da frente no combate à Covid-19. A autarquia adquiriu também álcool gel, 10 mil máscaras cirúrgicas e 4 mil máscaras tipo FFP2, que serão distribuídas esta semana por aquelas instituições, “para fazer face a uma carência imediata deste material”.

Disse ainda que comprou máquinas de desinfeção de ar para espaços interiores, que utilizam um “sistema de ozonização”, que vai atribuir a cada uma das IPSS locais. A par destas medidas, a Câmara de Alijó criou um serviço de apoio à população mais vulnerável e sem retaguarda familiar, assegurando a entrega de alimentos e medicamentos, e abriu um banco local de voluntariado. Lançou também a aplicação “Alijó em Casa” que disponibiliza informação sobre os serviços com entrega ao domicílio no concelho.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil. Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes, mais 20 do que na véspera, e 7.443 casos de infeções confirmadas.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 0h de 19 de março e até às 23h59 de 02 de abril.

4.8.15

Câmara de Alijó faz reparações domésticas grátis a pessoas carenciadas

in Público on-line

Abrange cinco áreas de intervenção: serralharia, carpintaria, electricidade, canalização e serviços de pedreiro

A Câmara de Alijó vai realizar gratuitamente pequenas reparações domésticas a pessoas idosas, portadoras de deficiência ou com doença prolongada, que vivem em pobreza extrema, para lhes proporcionar melhores condições de vida.

Este serviço, apelidado de “Oficina Solidária – O SOL”, cujo regulamento foi publicado nesta segunda-feira em Diário da República, abrange cinco áreas de intervenção: serralharia, carpintaria, electricidade, canalização e serviços de pedreiro.

As intervenções deverão ser feitas, preferencialmente, no interior das casas, mas em situações excepcionais, desde que não sejam necessárias licenças ou autorizações camarárias, podem ser alargadas ao exterior.

“A Oficina Solidária tem por missão atenuar a pobreza e a exclusão social, promovendo-se a inclusão das pessoas economicamente mais desfavorecidas ou em vivência de extrema pobreza”, lê-se no estatuto.

A autarquia de Alijó, no distrito de Vila Real, frisou que os benefícios do projecto são “claramente superiores” aos custos, para o qual disponibiliza um funcionário, sem que daí decorra “qualquer despesa acrescida”.

“Além disso, trata-se da prestação de pequenos serviços de reparação doméstica, cujos recursos associados não são expressivos, sobretudo se comparados com os inegáveis benefícios e vantagens que daí decorrem para a população abrangida por estas medidas”, frisou.

Para usufruir deste projecto, os munícipes deverão fazer o pedido na câmara municipal ou, em caso de urgência, por telefone.

A Câmara de Alijó realçou que a população vive cada vez mais isolada por causa de factores demográficos, económicos e sociais, registando-se elevados índices de envelhecimento, por isso, o projecto é de “extrema importância”.

“É imperioso minimizar os constrangimentos que acompanham o processo de envelhecimento e/ou as limitações das pessoas portadoras de deficiência ou de mobilidade reduzida, associados a situações de fragilidade económica, para que possam viver com conforto e segurança”, referiu.