Ivan Gonçalves, opinião, in Setubalense
Desde 2003 que Portugal e os restantes países da União Europeia monitorizam os dados da pobreza, o que permite uma observação mais clara e factual sobre as condições de vida no nosso país.
A comparação que possamos fazer entre o Portugal que temos hoje e o que tínhamos há 20 anos tem um interesse acrescido por ser o período que coincide, aproximadamente, com a entrada em vigor da moeda única e que muitas vezes é identificado como tendo sido um dos de maior prosperidade económica do Portugal democrático.
É por isso ainda mais relevante constatar que os dados confirmam a evolução que o país tem sofrido ao longo deste tempo.
A taxa de risco de pobreza (que mede a proporção da população abaixo do limiar de pobreza, ou seja, cujo rendimento está abaixo dos 60% do rendimento mediano por adulto) diminuiu em 4%. Há hoje menos 130 mil trabalhadores a viver abaixo deste limiar.
Mas, se o número de crianças a viver com carências económicas diminuiu 6%, é entre a população mais idosa que a diferença mais se evidencia, já que o número de idosos pobres desceu de 29% para 17%.
Este combate prossegue e, por isso mesmo, o Governo do Partido Socialista lançou, há pouco mais de um ano, a “Estratégia Nacional de Combate à Pobreza” que contempla, entre os seus objetivos até 2030, a redução da taxa de pobreza monetária para 10% da população, retirando 660 mil pessoas da situação de pobreza, a redução para metade da taxa de pobreza nas crianças, retirando 170 mil crianças dessa condição, e a redução da taxa de pobreza entre trabalhadores, diminuindo em 230 mil os trabalhadores nesta condição.
O combate à pobreza faz-se também da melhoria das condições de partida de cada um. Ao Estado cabe promover igualdade no acesso a um conjunto de condições de base que assegurem verdadeira liberdade de escolha e de realização de cada indivíduo. Exemplo clássico é o das qualificações e também aí os avanços são evidentes e diversos, mas destaco um: ao longo dos últimos 50 anos Portugal quase quintuplicou o número de estudantes no ensino superior e o atual ano letivo foi aquele em que mais jovens se inscreveram no Ensino Superior, um fator fundamental para o desenvolvimento do país e para a sua transformação económica.
Ainda assim, e apesar do caminho feito, Portugal enfrenta ainda hoje enormes desafios, em todos os domínios, para ser tornar aquilo que todos desejamos: um dos países com maiores níveis de bem-estar do mundo.
A crise habitacional que assola as cidades europeias, e a que Portugal não está imune, é um bom exemplo de um risco sério que, se não for atendido, poderá contribuir decisivamente para a degradação da qualidade de vida dos portugueses.
Há, por isso, em vários domínios, caminho para fazer. Mas ignorar a trajetória que temos seguido nas últimas décadas, de generalizada melhoria da qualidade de vida, de acesso a bens de consumo, de diminuição da pobreza e da miséria, de promoção das liberdades individuais e, em suma, de realização pessoal é, não apenas falacioso, mas uma desonestidade.
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1.2.23
Continuar a combater a pobreza, uma garantia de liberdade
13.3.14
Katy Perry adere a campanha de combate à pobreza
in Notícias ao Minuto
Katy Perry foi uma das artistas que aderiu à campanha Global Citizen, que visa ajudar pessoas em situação de pobreza extrema.
Katy Perry, One Direction e Ed Sheeran estão entre os 100 artistas que ofereceram bilhetes aos fãs do Reino Unido comparecerem em concertos gratuitos para ajudar a combater a pobreza global.
As estrelas da música pop aderiram ao Global Poverty Project and Global Citizen Tickets, que incentiva os fãs a acumular pontos para ações de combate à pobreza extrema. Após acumular pontos, as pessoas podem trocá-los por ingressos para concertos e festivais.
"É uma iniciativa simples, inteligente e moderna, com um potencial de impacto enorme. O Global Citizen oferece às pessoas a oportunidade de tornarem o mundo um lugar melhor e serem recompensados por isso”, disse Katy Perry.
O esquema de troca de pontos já funciona na Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos e será lançado em breve no Reino Unido.
"A iniciativa Global Citizen no Reino Unido marca o início de um trabalho duro e gratificante. Não tenho dúvida de que vamos somar aos sucessos que esta iniciativa já tem nos EUA, algo que só poderia ter sido alcançado pela união da indústria com esta causa tão interessante", sublinhou a responsável Emma Banks.
Kings of Leon, Jessie J, Neil Young, McBusted, Arcade Fire e até o ex-marido de Katy Perry, Russell Brand, fazem parte do movimento, cujos pontos podem ser conquistados através de voluntariado em instituições de caridade, com o objetivo de angariar 1,2 mil milhões de euros.
Katy Perry foi uma das artistas que aderiu à campanha Global Citizen, que visa ajudar pessoas em situação de pobreza extrema.
Katy Perry, One Direction e Ed Sheeran estão entre os 100 artistas que ofereceram bilhetes aos fãs do Reino Unido comparecerem em concertos gratuitos para ajudar a combater a pobreza global.
As estrelas da música pop aderiram ao Global Poverty Project and Global Citizen Tickets, que incentiva os fãs a acumular pontos para ações de combate à pobreza extrema. Após acumular pontos, as pessoas podem trocá-los por ingressos para concertos e festivais.
"É uma iniciativa simples, inteligente e moderna, com um potencial de impacto enorme. O Global Citizen oferece às pessoas a oportunidade de tornarem o mundo um lugar melhor e serem recompensados por isso”, disse Katy Perry.
O esquema de troca de pontos já funciona na Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos e será lançado em breve no Reino Unido.
"A iniciativa Global Citizen no Reino Unido marca o início de um trabalho duro e gratificante. Não tenho dúvida de que vamos somar aos sucessos que esta iniciativa já tem nos EUA, algo que só poderia ter sido alcançado pela união da indústria com esta causa tão interessante", sublinhou a responsável Emma Banks.
Kings of Leon, Jessie J, Neil Young, McBusted, Arcade Fire e até o ex-marido de Katy Perry, Russell Brand, fazem parte do movimento, cujos pontos podem ser conquistados através de voluntariado em instituições de caridade, com o objetivo de angariar 1,2 mil milhões de euros.
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