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18.9.13

Desigualdades e Coesão - Porque presiste Portugal como um dos países mais desiguais da UE?

por P.M., in Diário de Notícias

Um café com Carlos Farinha Rodrigues e Sérgio Aires, moderado por António Barreto.

A redução da desigualdade que foi obtida em Portugal e deve-se essencialmente à melhoria dos condições de vida dos indivíduos mais pobres. O debate mostra que o papel da intervenção do Estado é fundamental para a melhoria das condições de vida dos indivíduos mais pobres e um aumento das prestações sociais.

Para Carlos Farinha Rodrigues não tivemos políticas novas - efetivas - no combate às desigualdades, mas houve políticas sociais de combate à pobreza e exclusão social.

Os ganhos que tivemos nas desigualdades foi "à boleia" das medidas de combate à pobreza e exclusão social.

A austeridade - 2009 foi um ponto de viragem e a partir daí as desigualdades intensificaram-se - tem contribuído para as desigualdades sociais. Segundo um INE há um claro retrocesso, porque as medidas de combate diminuíram como os critérios de atribuição às famílias foram alterados.

A questão da pobreza continua desde 1994 com o cenário de que não é um problema europeu mas sim de cada um dos Estados Membros.

Quando se dá o alargamento Portugal deixou de ser interessante para a instalação de empresas. "Nós somos interessantes até termos salários baixos", afirma Sérgio Aires.

Considera ainda, que os fundos comunitários nos beneficiaram muito e também nos prejudicaram muito.

Conclui que a pobreza é o grande inimigo da democracia. "Na Grécia o partido que dá comida aos pobres na Praça Syntagma é o neo-nazi Aurora Dourada".

Os países mais pobres são simultaneamente os países mais desiguais. Um frase trágica que se ouve muito é : "Sempre houve pobres e sempre haverá pobres", lembrou Carlos Farinha Rodrigues. Há por isso que combater esta tolerância em relação à desigualdade e esta tolerância em relação à pobreza.

12.6.13

António Borges não vê sinais de falta de coesão em Portugal

in iOnline

O consultor do governo, António Borges, diz que os portugueses reconhecem que “a situação não podia continuar como estava” e estão “muito alinhados” com o rumo do país, defendeu em entrevista ao programa “Terça à Noite” da "Renascença".

O responsável para as privatizações considera que “o que há de mais construtivo em Portugal, é que há da parte dos portugueses, não só dos trabalhadores e em particular dos desempregados, mas também das famílias, um certo reconhecimento de que a situação não podia continuar como estava”.

O ex-responsável do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Europa diz ser “impensável” uma crise política neste momento.

O economista sai em defesa de Cavaco Silva, afirmando que a posição do Presidente da República “não tem nada que ver com preferências políticas ou partidárias”, mas com o reconhecimento de que ir para eleições agora seria “absolutamente catastrófico”.

Sobre o chumbo do Tribunal Constitucional a algumas medidas do Orçamento do Estado, António Borges diz, como economista, não entender a decisão e afirma que estas decisões são “um obstáculo ao nosso progresso mais rápido”.

O consultor do Governo considera ainda que “não há alternativa” ao caminho que o país está a percorrer e diz-se um “moderado” na sua opção pela baixa de salários, já que, os que defendem outro caminho, como o Nobel da Economia Paul Krugman, receitam uma descida de “30 a 40% dos salários”, tal como aconteceria caso Portugal saísse do euro