Mostrar mensagens com a etiqueta Combate à Violência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Combate à Violência. Mostrar todas as mensagens

4.5.16

APAV apoia investigação sobre violência

In "Expresso"

A Associação de Apoio à Vítima (APAV) está a promover a segunda edição do Prémio APAV para a Investigação, com o apoio da Fundação Montepio. O prémio destina-se a reconhecer trabalhos de investigação científica sobre temas ou problemas relacionados com a missão da APAV: “Apoiar as vítimas de crime, as suas famílias e os seus amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas, sociais e privadas centradas no estatuto da vítima”, faz saber a associação na apresentação da iniciativa. O Prémio APAV para a Investigação vai distinguir um trabalho inédito, desenvolvido em língua portuguesa, que contribua para o conhecimento geral ou específico dos temas ou problemas relacionados com as vítimas de crime, ou para a melhoria de qualidade dos serviços de apoio à vítima em Portugal. As candidaturas podem ser formalizadas até 30 de junho.

29.7.15

México usa arte urbana para combater a violência e gerar emprego

in TSF

Um "arco-íris" de cor cobriu as paredes de um bairro degradado do México. O pedido veio do governo mexicano e os resultados estão à vista.

A "Germen Crew" é um coletivo de artistas urbanos que se especializou em nos últimos 13 anos em usar formas alternativas de comunicação - como o grafito ou o muralismo - para contribuir para a regeneração do tecido social através da reinterpretação da história e cultura mexicanas.

O governo mexicano pediu-lhes que reabilitassem a imagem do bairro de Palmitas, em Pachuca, no México, e o desafio foi aceite. Durante cinco meses as paredes de mais de 209 casas, habitadas por 452 famílias, foram cobertas de tinta, passando cada uma a ser uma pequena parte do mosaico que constitui o macro-mural com cerca de 20 mil metros quadrados.

O projeto macro-mural não se limitou a tornar o bairro mais bonito, mas também alavancou uma transformação social positiva: as famílias foram envolvidas no processo, promovendo a coexistência, criando uma herança cultural e também uma atração turística. Como resultado, a violência entre os jovens foi erradicada e foram criados postos de trabalho.

Fotogaleria de Ana António, fotografias cedidas por Germen Crew.

5.8.14

Crise obriga a silenciar vítimas de violência doméstica

in Ribatejo

No último mês de junho, todas as campainhas de alarme tocaram no GAV - Gabinete de Apoio à Vítima em Santarém. Santarém registou um número recorde de 35 novos processos de violência doméstica. A funcionar em Santarém desde 2007, o Gabinete de Apoio à Vítima é coordenado por Carmen Ludovino, advogada que trocou a barra dos tribunais para abraçar esta causa.

“A razão para este súbito aumento das denúncias pode estar no facto de terem sido mortas duas mulheres em Santarém, nos dias 1. e 12 de junho, vítimas de violência doméstica”, afirma a O Ribatejo Carmen Ludovino. “Estas mortes fizeram muitas pessoas tomarem consciência de estarem também elas em perigo iminente ou levaram a familiares e vizinhos a quebrar o silêncio que normalmente envolve estes casos”, adianta a gestora do GAV. Isto embora a violência doméstica seja crime público - a exemplo dos homicídios, sequestros, roubos ou abuso sexual de crianças bastando que o Ministério Público tenha conhecimento, por qualquer via, da sua ocorrência para instaurar um processo crime, ou seja, o processo é aberto independentemente da vontade da vítima, podendo ser denunciado por qualquer pessoa que tiver conhecimento da sua prática.

No entanto, em 2013 registou-se um menor número de denúncias relativamente ao ano anterior. “Com a crise, agrava-se a falta de recursos económicos e sociais, e as pessoas hesitam em denunciar os casos, vão aguentando os maus tratos, a violência, porque não têm suporte social que lhes permita sair de casa e reconstruir as suas vidas longe dos agressores”, afirma Carmen Ludovino. Na verdade, adianta, “regra geral, o agressor fica em casa e mantém o emprego, enquanto a vítima e os filhos têm de sair da residência, ir para casa de amigos,
familiares ou casas-abrigo, e têm de abandonar o emprego, além de sofrerem ainda a chamada vitimização secundária que recai sobre os filhos que por sua vez têm de abandonar a escola, os amigos... O último recurso são as casas-abrigo, em que temos de “prender” as vítimas!”, afirma a gestora do GAV.

Carmen Ludovino afirma que a “Lei é excelente, prevê medidas de coação urgentes, de proteção das vítimas, etc., mas na realidade, para os seus aplicadores, a lei é letra morta; o GAV sugere ao MP e aos juízes a aplicação de medidas de restrição de contato do agressor /afastamento da vítima, aplicação de pulseiras eletrónicas, mas regra geral é a vítima que tem de sair de casa e abandonar o emprego”. Desta forma, afirma Carmen Ludovino, “muitas vítimas decidem ficar caladas e acabam por sofrer uma intensificação da violência doméstica, nunca se sabendo quando estão em perigo eminente da própria vida”. A gestora do GAV Santarém considera que “não há saídas para as vítimas. Na Segurança Social são cortes, cortes e mais cortes. As autarquias não têm habitação social”.

Carmen Ludovino afirma que “quando as vítimas são empregadas nas grandes cadeias de hipermercados, ainda se consegue transferir o seu local de trabalho e, assim, facilitar o reinício de vida noutro local, mas de forma geral não há saídas e, por isso, se calhar, silenciam mais, pois sabem que a rotura vai tornar a situação insustentável do ponto de vista económico, com o aumento das despesas e sem apoios de qualquer espécie”.

Ainda assim, no passado mês de junho, verificou-se um número anormal de novos processos. Houve 35 novos casos em Santarém. O facto de ter havido duas mortes por violência doméstica a 1 e a 12 de junho em Santarém pode ter levado a que muitas pessoas tenham denunciado casos de violência doméstica com receio de terem o mesmo fim que aquelas duas mulheres, ou até mesmo de vizinhos, amigos ou familiares que tenham decidido deixar de ser cúmplices destes crimes.

CRIMES No decorrer do ano de 2013, o Gabinete de Apoio à Vítima de Santarém trabalhou em 312 processos de apoio, realizando um total de 1.953 atendimentos. No que diz respeito aos 312 processos de apoio registados em 2013, há que referir que em 296 deles (94,9%) verificou- se efetivamente problemática de crime. Os crimes praticados no âmbito da violência doméstica representam mais de 80% dos crimes registados pelo GAV de Santarém.

Em 2013, registaram-se 3 homicídios consumados, um tentado, 31 ofensas à integridade física simples, uma ofensa à integridade física grave, 12 casos de maus tratos (que não de violência doméstica). Registaram-se 4 casos de violação (crianças e adultos, 4 de assédio sexual (com prática de atos sexuais), 6 de importunação sexual e 6 de abuso sexual de crianças (menos de 14 anos de idade. Nos
crimes contra a honra e a reserva da vida privada, registaram-se 14 casos de difamação, 5 de violação de domicílio ou perturbação da vida privada, 2 de devassa da vida privada/gravações e fotos ilícitas, 3 de violação de correspondência ou de telecomunicações. os crimes de violência doméstica, registaram-se 9 casos de violação de domicílio, 7 de violação de correspondência ou de telecomunicações, 8 de dano, 6 de violação, 5 de furto/roubo, 4 homicídios tentados, 4 devassa da vida privada/ gravações e fotos ilícitas, 1 de coação sexual, 1 de abuso sexual de crianças, 1 de abuso sexual de menor dependente. Nos crimes de violência doméstica no sentido estrito, num total de 655 casos registaram-se 141 casos de ameaça/ coação (20%), 103 injúrias/difamação (14,6%). 171 maus tratos físicos (24,3%), 231 maus tratos psíquicos (32,8), 7 de natureza sexual (1%).

Grande plano
Santarém Crise obriga a silenciar vítimas de violência doméstica
No passado mês de junho, verificou-se um número anormal de novos processos de violência doméstica. Houve 35 novos casos denunciados em Santarém, após as notícias dos homicídios de duas mulheres em Santarém, vítimas de violência doméstica..
Gabinete de Apoio à Vítima de Santarém recebeu 312 vítimas

20.1.14

ONG lança iniciativa online para identificar discursos de ódio

in Jornal de Notícias

A Organização Não Governamental "Global Voices" lançou um projeto na internet chamado Hatebase que pretende identificar os discursos que incitam ao ódio e violência em todo o mundo e assim prevenir a sua evolução para genocídios.

"A Hatebase é uma rede colaborativa sobre discurso de ódio, criada em torno da ideia da identificação e prevenção. Através da rede, as pessoas podem enviar relatórios sobre discursos de ódio, indicando o lugar do mundo onde o caso aconteceu e os termos que foram usados", disse o fundador da iniciativa, Timothy Quinn, numa entrevista citada pelo site que alberga o projeto.

"A chave para entender a Hatebase é olhar para ela como uma camada de dados, como um tráfego sobre o mapa de uma cidade", acrescentou, explicando que a rede foi construída para que as agências governamentais e as ONG possam identificar os discursos de ódio como um indicador da provável violência regional que deverá acontecer de seguida.

"A rede pede aos usuários que contribuam com 'sightings' [avistamentos de acontecimentos relacionados, neste caso a audição de um discurso de ódio], de acordo com a localização e idioma, etiquetados por etnia, nacionalidade, género, orientação sexual, entre outros tópicos", lê-se no site da iniciativa, que afirma que já há mais de "60 mil relatórios de discurso de ódio, sabendo o tempo e o local onde aconteceram".

Na infografia que acompanha o texto, nota-se que a maior e mais recente concentração deste tipo de discurso, de acordo com os utilizadores que os reportaram, está nos Estados Unidos, havendo apenas duas denúncias em África, ambas na África do Sul, e algumas na Europa, nomeadamente na Alemanha, Polónia, Reino Unido e Irlanda.