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14.4.21

Dress for Success lança iniciativa para combater o desemprego entre as mulheres portuguesas

Maria Castanheira, in Público on-line

LabEmprego é a mais recente tentativa por parte da associação para integrar as mulheres no mercado de trabalho. Formações, mentorias e parcerias com empresas são algumas das características deste projecto.

A Dress for Success é uma instituição particular de solidariedade social (IPSS) cujo o objectivo é proporcionar uma rede de apoio a mulheres através de programas de ajuda na obtenção e retenção de emprego. Agora, tem uma nova iniciativa a que chamou LabEmprego. Trata-se de um plano personalizado de integração no mercado de trabalho e surge com o intuito de combater o desemprego feminino em Portugal, que aumentou durante a pandemia.

A actividade da associação baseia-se em dois programas: a Boutique e o Centro de Carreira. Através da Boutique, a organização presta um atendimento personalizado por consultoras de imagem, de forma a preparar as mulheres para entrevistas de trabalho com o vestuário adequado e, ao mesmo tempo, ajudá-las a promover a sua confiança e auto-estima. Já no Centro de Carreira, a organização disponibiliza orientação por parte de especialistas na área da psicologia e dos recursos humanos no contacto com o mundo laboral.

O LabEmprego nasce nesta segunda vertente, devido à “necessidade de uma resposta mais completa face à questão da empregabilidade”, explica Filipa Gonçalves, vice-presidente da associação, ao PÚBLICO. De acordo com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), as mulheres correspondem a praticamente 56% dos desempregados registados. Assim, com o apoio da consultora Deloitte, criado com o objectivo de financiar projectos de intervenção social, a Dress for Success desenvolveu esta iniciativa, que consiste num circuito personalizado para cada beneficiária.

Este está dividido em quatro áreas. A primeira diz respeito à análise do perfil da interessada, com elaboração do currículo, construção de página no Linkedin, e simulações de entrevistas de emprego. A segunda corresponde à análise e desenvolvimento de competências, através de formações e webinars. A terceira consiste num programa de mentoria, composto por seis sessões de acompanhamento, dirigido a quem se encontra numa fase de reorientação profissional. Por fim, o último passo traduz-se numa correspondência entre as candidatas e as vagas de emprego existentes, através de um acesso privilegiado da associação às oportunidades disponibilizadas por empresas parceiras.

Neste primeiro ano do projecto, a Dress for Success espera atingir 120 mulheres. De momento conta apenas com três parcerias, empresas nos sectores de retalho e serviços. “Contudo, acreditamos que as empresas, aos poucos, irão aderir a este projecto e, em conjunto, trabalharemos em prol da inclusão e da diversidade no mercado de trabalho”, acredita Filipa Gonçalves. Esta é a grande aposta da associação para 2021/2022, “estabelecer parcerias com empresas em diversas áreas para garantir o maior número possível de oportunidades e ter um papel cada vez mais activo no combate ao desemprego”, lê-se num comunicado da IPSS.

Em 2020, face à pandemia, a organização lançou a Call to Success, com conferências abertas a todas as pessoas do país relativas à vida profissional, chegando aos 400 participantes. Na primeira edição, em Abril, foram discutidos temas como a importância do marketing pessoal no contexto digital, estratégias de conciliação da vida profissional e pessoal em teletrabalho, e como gerir a ansiedade em época de pandemia. Na segunda edição, em Junho, abordaram-se assuntos como a importância do networking na carreira profissional, a saúde e as emoções, ou como elaborar um pitch.

A IPSS está ainda disponível para receber doações como roupas ou dinheiro. Existe ainda a possibilidade de ser voluntário. Quanto às empresas, estas também podem contribuir através de doações, recursos, formações, descontos.

A Dress for Success é uma organização internacional sem fins lucrativos, criada em 1997 nos Estados Unidos. Em Portugal, a organização existe há menos tempo: depois de ver um programa de Oprah Winfrey relacionado com a instituição, Fernanda Machado escolheu alguns fatos para doar ao projecto, mas apercebeu-se que ainda não existia representação em Portugal. Então, submeteu a sua candidatura e, em 2012, nasceu a Dress for Success Lisboa, “particularmente dirigida a mulheres com poucos recursos económicos”, lê-se no site.

16.12.20

Tratar desemprego a jusante e reconfigurar saúde serão desafios do pós-pandemia, diz Costa Silva

in TVI24

"Esta crise tornou visível que há constrangimentos estruturais de base no nosso desenvolvimento”, diz o autor do plano de recuperação económica do executivo

Tratar o desemprego a jusante e reconfigurar a área da saúde serão dois dos “grandes desafios” de Portugal no pós-pandemia, alertou hoje António Costa e Silva, consultor do Governo e autor do plano de recuperação económica.

Teremos um grande desafio na área da saúde. O âmbito dos desafios da saúde foi muito alargado. Temos uma interrogação grande: o que é a segurança hoje quando a segurança da própria espécie humana está em causa. Isso implica uma reconfiguração brutal do Serviço Nacional de Saúde. Há que mudar as métricas e fazer a pergunta ‘investir em saúde hoje é uma despesa ou um ativo?’”, referiu António Costa e Silva na conferência “Como vamos viver depois da pandemia?”.

O engenheiro, que foi autor do plano de recuperação económica do executivo socialista de António Costa, juntou o tema do desemprego como “uma das coisas mais importantes” com que Portugal se vai confrontar no pós-covid-19, mas alertou: “o problema do desemprego está a jusante”.

Esta crise tornou visível que há constrangimentos estruturais de base no nosso desenvolvimento”, disse Costa e Silva, dando como exemplos as empresas descapitalizadas, a dívida pública inibidora, a exiguidade do mercado interno, o baixo nível de investimento e o baixo nível de produtividade, bem como o nível elevado da fiscalidade em Portugal.

Temos de revisitar todas estas questões e mudá-las”, afirmou Costa e Silva, numa conferência que decorreu via ‘online’ e foi organizada pelo Jornal de Notícias em parceria com a câmara de Vila Nova de Gaia, do distrito do Porto.

António Costa e Silva comentou que muito se tem falado do que é negativo, mas existem “aspetos fundamentais que a crise [pandémica] veio exponenciar que são positivos”, tendo enumerado a digitalização das empresas como “oportunidade” de aumentar a produtividade” e criar ganhos de escala e ganhos de eficiência, bem como a aceleração da revolução tecnológica.


Mas para fazermos a transição significativa, não podemos esquecer a ponta do icebergue: temos uma crise ambiental e climática que é dramática para o planeta. As emissões diminuíram durante a pandemia, mas temo que voltemos ao consumo exponencial de recursos”, analisou.

A conferência “Como vamos viver depois da pandemia?” foi introduzida pelo ex-ministro da Economia e antigo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Luís Braga da Cruz, que falou dos níveis de governação do país, considerando que Portugal “não explora bem o princípio da subsidiariedade que define o modelo europeu”.

É cada nível fazer bem aquilo que sabe fazer bem e não o transferir para o nível superior. Em Portugal, dermos as voltas que dermos, optamos pelo modelo centralista. O modelo centralista gera muita disfunção. É caro e é difícil resolver problemas no modelo centralista porque tudo é mais complexo”, defendeu Braga da Cruz.

O antigo governante deu exemplos relacionados com a pandemia da covid-19, apontando-os como “bons”, mas depois concluiu que as Administrações Regionais de Saúde “por muita autonomia que tenham, não têm responsabilidade política para responder”.

Quando foi dada autonomia ao Hospital de São João para se organizar no combate à pandemia foi um êxito. É um caso de estudo bem-sucedido. Acredito que o nível municipal também deu resposta adequada (…). No nível de região, que é estratégico, estamos dependentes do centro e o centro não tem capacidade para fazer tudo bem feito (…). É um défice que qualquer país evoluído já resolveu e nós continuamos a não resolver”, analisou.

Indo ao encontro da análise de Braga da Cruz, Costa e Silva disse que “o país tem de fazer uma reflexão profunda sobre o seu modelo de governação” e que Portugal “não vai conseguir sair do fosso sem contratos de desenvolvimento regional”.

Penso que o país não está preparado para regionalização, mas tem de se descentralizar”, frisou.

Numa conferência em que também participaram o virologista Pedro Simas, o sociólogo Moisés de Lemos Martins, e o presidente da câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, o economista Pedro Pitta Barros disse, quando o debate estava centrado na questão do desemprego, que “provavelmente irão surgir novas necessidades (…) que podem levar a absorver algumas das pessoas que saem das áreas” que estão a sofrer com a pandemia como o turismo e a restauração, ideia com a qual Braga da Cruz manifestou concordar ao referir que “as pessoas podem vir a ser reorientadas para outras funções”.

Admitindo ser conservador, Pitta Barros também defendeu que Portugal “não precisa de uma mudança radical porque as mudanças radicais ficam paradas” no que diz respeito à articulação público/privado na área da saúde.

Quanto ao teletrabalho, o economista disse não ter a certeza de toda a experiência seja para ficar: “O teletrabalho dilui muito a fronteira entre trabalho e família e vamos ter de recuperar esse equilíbrio”, concluiu.





16.11.20

Esta padaria comunitária tenta combater o desemprego num bairro lisboeta

 in Público on-line

Com apenas seis pessoas envolvidas, o projecto visa o fornecimento de pão às escolas em que os refeitórios são geridos pela Junta de Freguesia de Benfica e à população do Bairro da Boavista, mas, no futuro, vai permitir formar padeiros para criar emprego.

Um cheiro a pão flutua na Associação de Moradores do Bairro da Boavista, na freguesia de Benfica (Lisboa), e activa o paladar. Uma padaria comunitária surge neste lugar como uma luz no meio da pandemia para combater o desemprego. É numa das salas da associação que o forno está ligado e o pão coze à espera de ficar crocante e ser distribuído pelas escolas e pelos fregueses.

A responsável pelo pelouro dos Direitos Sociais da Junta de Freguesia de Benfica conta que o projecto comunitário nasceu em Outubro com o objectivo de fornecer pão e pizas num bairro “bastante segregado” da cidade. “Surgiu para dar resposta àquilo que eram as necessidades diárias de uma comunidade que está muito isolada por questões de fronteiras e de ruas, cujo acesso quer de pizarias, quer de padarias ao bairro é dificultado”, realça Carla Rothes (PS).

De acordo com a dirigente, a iniciativa, avaliada em 50 mil euros, acontece também através do programa BIP/ZIP da Câmara Municipal de Lisboa, que dinamiza e apoia projectos locais que contribuem para o reforço da coesão sócio-territorial no município.

“O fim desta padaria não é propriamente o negócio, mas é o poder prestar um serviço à comunidade e também conseguir recolher dinheiro para investir nas necessidades que o bairro tem em termos sociais e até em equipamentos de saúde”, observa. O espaço envolve o trabalho de um grupo de voluntários, tendo também sido contratados uma padeira e um ajudante de padaria.

Com apenas seis pessoas envolvidas, o projecto visa o fornecimento de pão às escolas em que os refeitórios são geridos pela Junta de Freguesia de Benfica e à população do Bairro da Boavista, mas, no futuro, vai permitir formar padeiros para criar emprego.

“Terá uma segunda componente muito importante que é o capacitar jovens em termos de qualificação, ou seja, vai ser e está a ser articulado com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Vão ser dinamizadas acções de formação de padeiros para podermos aumentar aqui o potencial de empregabilidade de muitos jovens”, diz Carla Rothes.
Pão para cinco mil pessoa a baixo custo

O projecto é recente, mas ideia já tem quatro anos. Vem na sequência de uma cozinha comunitária que distribui refeições quentes na zona. A padaria, segundo Carla Rothes, consegue fornecer pão a baixo custo aos cerca de cinco mil habitantes do bairro.

“O impacto é muito grande neste contexto de pandemia, precisamente porque as pessoas estão a passar por sérias dificuldades. É um bairro que tem uma taxa de desemprego muito grande, fruto de uma economia informal muito persistente no bairro. Face ao contexto de pandemia as pessoas efectivamente ficaram sem os seus empregos habituais”, explica.

Carla Rothes recorda ainda que a taxa de desemprego no Bairro da Boavista rondava os 15% até Março, mas agora, face à crise da covid-19, atinge os 35%.

As fornadas vão saindo. Os pães saltam de tabuleiro em tabuleiro para serem colocados à venda. Os sentidos são despertados pelo aroma, enquanto a padeira Andrea Alves amassa a próxima fornada.

Andrea Aves não fala, diz que não se sente à vontade, e passa a “massa” para a presidente da Associação de Moradores do Bairro da Boavista, que refere que são distribuídos cerca de 900 pães pelas escolas e que o projecto vem “numa boa e numa má fase”. “Nesta altura da pandemia, foi uma coisa muito boa. É uma obra que estamos a conseguir fazer. Estamos a escoar o medo da pandemia, estamos a dar algo, um conforto”, suspira Anabela Rebelo.

Para a responsável, a padaria comunitária é também uma forma de ajudar as pessoas que não podem sair de casa. “Vai ser entregue ao domicílio, as pessoas podem encomendar e a gente pode levar até à porta [...], e há pessoas que vêm à associação comprar o pão”, revela Anabela Rebelo, adiantando que se tenta vender o pão mais barato do que o mercado normal.

Apontando a uma grande variedade de pão, a presidente da associação estima que o projecto continue para além dos três meses de experimentação, uma vez que há postos de trabalho que devem ser mantidos.

“Além dos três meses que temos da candidatura, temos de o proteger, porque demos emprego a três pessoas [na padaria e na cozinha comunitária] e queremos garanti-lo. Temos de arranjar meios para que possamos remunerar essas pessoas, fazer o ordenado”, recorda.


16.9.20

Fundação Ageas lança programa de combate ao desemprego

in Sapo25

O programa promove transição de novos desempregados para o autoemprego, apoiando projetos de empreendedorismo sustentável. Cada uma das 10 ideias selecionadas terá apoio de 1500 euros.

Fundação Ageas, em parceria com o Impact Hub Lisbon, acaba de lança um programa que “pretende ser uma resposta ao aumento do desemprego em Portugal, resultante da crise pandémica”, anunciou a instituição.

Através de uma versão online da Escola de Impacto – Programa de Empreendedorismo e Inovação Social, nasce o “Relança-te”, que consiste num “percurso de capacitação e motivação de oito meses que inclui um bootcamp, um programa de aceleração e incubação, acompanhado por formadores e mentores experientes”. Todas as fases preveem um processo de seleção e só os projetos selecionados seguem para a fase seguinte.

Célia Inácio, presidente da Fundação Ageas: “O programa quer ser parte da solução, evitar o desemprego de longa duração e ajudar a relançar a economia através da capacitação de pessoas”.

Para apoiar a mudança para o empreendedorismo, a Escola de Impacto online RELANÇA-TE oferece uma bolsa de 1500 euros a cada um dos dez projetos selecionados para os três meses de Incubação.

Célia Inácio, presidente da Fundação Ageas afirma: “A crise pandémica que vivemos teve fortes consequências a nível social e económico. O período de confinamento, e a consequente paragem da economia, aumentou drasticamente a percentagem de desempregados em território nacional. A Fundação Ageas quer ser parte da solução, evitar o desemprego de longa duração e ajudar a relançar a economia, através da capacitação de pessoas, mas também da motivação, por forma a voltarem a acreditar que é possível recomeçar, daí o nome desta versão da Escola de Impacto online “Relança-te”.”

O Impact Hub Lisbon, parceiro estratégico da Fundação Ageas, será responsável pela gestão e implementação do programa. Para Francesco Rocca, gestor da Impact Hub Lisbon: “A crise pandémica de 2020 tem consequências graves, mas representa também uma oportunidade para criarmos e incentivarmos melhores soluções. Os negócios de impacto com preocupações sociais e ambientais são fulcrais na reconstrução social futura e pretendemos com este programa relançar carreiras e apoiar os empreendedores na construção do seu projeto”.

O programa, que promove a transição dos novos desempregados para o autoemprego, apoia projetos de empreendedorismo e inovação com responsabilidade social, ambiental ou económica, com modelos de negócio sustentáveis e objetivos de impacto adaptados ao mundo futuro.

O “Relança-te” destina-se a quem tem mais de 21 anos e ficou numa situação de desemprego, de lay-off ou com uma significativa redução do seu rendimento; Iniciou um projeto de empreendedorismo sustentável ou gostaria de empreender num projeto desta natureza; Tem disponibilidade total para participar no programa de aceleração e desenvolvimento, com elevado nível de compromisso.

As candidaturas para a primeira edição do programa estão abertas até 12 de outubro.

10.9.20

Governo Regional aumenta comparticipação e duração dos programas de estágio - Foram introduzidas alterações às medidas já em vigor.

in Secretaria Regional de Inclusão Social e Cidadania 

“O emprego é um dos pilares do desenvolvimento económico e social e um objetivo estratégico deste Governo Regional, pelo que continuaremos a tomar as medidas necessárias para a sua promoção e manutenção. Desta forma, tem sido possível apoiar, durante a conjuntura marcada pela pandemia da COVID-19, as entidades enquadradoras dos programas de emprego apoiados pelo Instituto de Emprego da Madeira, através do reforço de novas medidas de apoio ao emprego e à criação e manutenção de postos de trabalho”, realça Augusta Aguiar, Secretária Regional de Inclusão Social e Cidadania.

No atual quadro social e económico, o Governo Regional tem vindo a adotar diversas medidas de caráter temporário, procedendo agora ao aumento das comparticipações às entidades enquadradoras/promotoras nas medidas/programas de estágios promovidos pelo Instituto de Emprego da Madeira, IEM, IP-RAM e alargar a sua duração, tratando-se esta de mais uma modalidade de apoio às empresas e aos cidadãos.

Estas novas medidas na área do emprego, introduziram as seguintes alterações às medidas já em vigor:
aumento nas comparticipações às entidades enquadradoras/ promotoras nas medidas/ programas Estágios Profissionais (EP), REATIVAR Madeira e PROJOVEM;
alargamento de três meses na duração das medidas/ programas de emprego Estágios Profissionais na Administração Pública (EPAP), Estágios Profissionais (EP), PROJOVEM e Programa Experiência Jovem (PEJ).

Desta forma, a comparticipação financeira do IEM, IP-RAM no valor da bolsa das medidas/programas Estágios Profissionais (EP), REATIVAR e PROJOVEM - Medida Estágio Garantia, passa de 80%/85% para 95%, para as pessoas coletivas de direito privado sem fins lucrativos, e de 65%/70% para 80%, no caso de pessoas singulares ou coletivas de direito privado com fins lucrativos. No caso específico do programa REATIVAR Madeira, à comparticipação prevista será ainda aplicada uma majoração de 5%, nos casos em que os destinatários sejam desempregados de difícil colocação.

Por outro lado, a duração dos estágios/ atividades profissionais desenvolvidas no âmbito das medidas/ programas Estágios Profissionais na Administração Pública (EPAP), Estágios Profissionais (EP) e ‘PROJOVEM - Medida Estágio Garantia’, passa de nove para doze meses. No que respeita aos Programas ‘PROJOVEM - Medida Experiência Garantia’ e ‘Programa Experiência Jovem (PEJ)’, a duração passa de seis para nove meses.

Estas medidas aplicam-se aos processos pendentes, que ainda não tenham sido objeto de aprovação à data da entrada em vigor da nova Portaria, bem como às novas candidaturas, apresentadas até 30 de novembro de 2020, podendo este prazo ser estendido no tempo, face à evolução da situação pandémica. Adicionalmente, os estágios já em curso poderão, igualmente, usufruir desta prorrogação de 3 meses, beneficiando das novas comparticipações durante o período do alargamento, desde que as entidades enquadradoras/promotoras manifestem interesse, por escrito, até 30 de setembro de 2020.

Augusta Aguiar relembra ainda que “Na área do emprego, desde a primeira hora, o Governo Regional tem vindo continuamente a aprovar nova regulamentação, de apoio às empresas e aos cidadãos, sempre com o objetivo de atenuar os efeitos da pandemia no tecido económico regional e no dia a dia das pessoas. E continuará a adotar e adaptar novas medidas sociais e económicas sempre que necessário. As medidas são dinâmicas, sempre com o foco na salvaguarda ou criação de postos de trabalho”.

31.8.20

Abrantes | Programa CLDS 4G arranca com foco no combate à exclusão social e desemprego

in MediaTejo

O programa CLDS 4G Abrantes, coordenado pelo CRIA (Centro de Recuperação e Integração de Abrantes) assenta no desenvolvimento de estratégias de combate à exclusão social e desemprego, com vista à empregabilidade e inclusão social ativa dos cidadãos. O programa centra-se no objetivo de atuar de acordo com as necessidades reais da população, com especial foco para a população desempregada, com situações críticas de pobreza, principalmente a infantil.

A direção do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) vai promover uma sessão para apresentação do programa CLDS 4G Abrantes – Desafiar, Colaborar, Empreender e Inovar, evento que decorrerá no auditório do CRIA, na terça-feira, dia 1 de setembro, às 16:30, dia do arranque de um programa que se estenderá pelos próximos três anos.

A quarta geração do CLDS, no concelho de Abrantes, foi concebida por intermédio de uma parceria constituída pelo Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) como Entidade Coordenadora Local de Parceria (ECLP), designada pela Câmara Municipal de Abrantes, e por uma Entidade Executora de Ações (ELEA), TagusValley – Associação para a promoção e desenvolvimento do Tecnopolo do Vale do Tejo.

O Plano de Ação do CLDS 4G Abrantes, que tem como coordenadora Andreia Vitório, assenta em 17 ações e tem os seus objetivos direcionados para as diferentes comunidades do concelho, divididas pelas 13 Freguesias.

As ações a desenvolver pelos CLDS-4G integram três eixos de intervenção:

• Eixo 1: Emprego, formação e qualificação;

• Eixo 2: Intervenção familiar e parental, preventiva da pobreza infantil;

• Eixo 3: Promoção do envelhecimento ativo e apoio à população idosa.

O CLDS é um programa co-financiado pelo POISE (Programa Operacional Inclusão Social e Emprego), Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Social Europeu.


27.7.17

IEFP e Primavera assinam protocolo para combater desemprego e aumentar formação tecnológica

in O Vilaverdense

O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Primavera Business Software Solutions assinaram, esta quinta-feira, um protocolo de colaboração com vista ao aumento da empregabilidade e à formação tecnológica.

A parceria estratégica, aplicável a todos Centros de Emprego e Formação Profissional do país, pretende combater o desemprego, formando novos profissionais para áreas tecnológicas com forte procura e potencial de crescimento.

Ao abrigo deste protocolo, que surge no âmbito do projecto “Primavera Education”, os cursos de Gestão, Contabilidade, Ciências Empresariais e Sistemas de Informação ministrados pelo IEFP passarão a incluir formação prática e gratuita na utilização das soluções de gestão da tecnológica portuguesa.

Integrarão também laboratórios de simulação empresarial, uma nova componente prática que permitirá aos formandos desenvolver competências nas novas ferramentas de digitalização e modernização disponíveis para os sectores da Logística, Contabilidade e Gestão, Recursos Humanos, Retalho e Restauração, Construção Civil e Indústria, entre outros.

12.7.17

Governo propõe a parceiros europeus medidas inéditas no combate ao desemprego

in RTP

O Governo grego vai propor à União Europeia (UE) que os países com taxa de desemprego acima da média possam investir mais nessa área sem serem penalizados no saldo primário, referiu à Lusa em Atenas a ministra-adjunta para o Emprego.

"Propusemos a todos os nossos parceiros, e à Comissão Europeia, que qualquer país na Europa com uma taxa de desemprego acima da média seja autorizado a gastar proporcionalmente mais [em apoios aos desempregados], de modo a cobrir a diferença, e que esse gasto não entre no cálculo do saldo primário", revelou Rania Antonopoulou, que admitiu ter mantido uma conversa nesse sentido com o ministro português do Trabalho, Vieira da Silva, e outros homólogos da zona euro.

O desemprego permanece um dos principais flagelos da economia grega, apesar de ter recuado de 27% para cerca de 22% por cento desde janeiro de 2015, quando o Governo de coligação liderado pelo partido de esquerda Syriza subiu ao poder.

Atualmente, seis países da zona euro -- incluindo Portugal, França, Espanha ou Itália -- possuem uma taxa de desemprego superior à média da União, e o objetivo desta medida consiste em que o investimento proposto "fique fora dos livros e numa rubrica à parte, como se se tratasse de uma despesa para construir uma estrada", indicou a responsável grega à Lusa, no decurso de uma deslocação a Atenas organizada pelo ministério de Política digital, comunicações e media.

"Espanha, Portugal, Luxemburgo, França, Alemanha e Eslovénia concordaram com esta proposta. O próximo passo é ir ao Parlamento Europeu, e ainda ao Conselho Europeu. Espero que em setembro estejamos envolvidos numa campanha através dos países da UE que reconheça que a pobreza tem duas causas: salários muito baixos e desemprego maciço em alguns países", precisou.

Nos seus contactos com os ministros do Trabalho da zona euro, a ministra-adjunta grega, professora de Economia no Bard College de Nova Iorque, argumentou que o "investimento nas pessoas" não deve ser considerado como uma despesa que depois vai pesar nas contas do Estado.

"Vamos assumir que alguém nos empresta dinheiro, que vamos descobrir dinheiro, ou que vamos obter mais dinheiro dos impostos. Posso gastá-lo? A resposta [de Bruxelas] é não. Porque não? Porque esses apoios [aos desempregados] são considerados como despesa. Olhem para o investimento em [capital] humano, olhem para o investimento em trabalho. Mas como isto é considerado como despesa, entra no cálculo do excedente primário do país", explicou.

Na Grécia, a taxa de desemprego disparou dos 7% em 2011, no início da "crise da dívida", para 27,5% em janeiro de 2015, quando o partido da esquerda grega Syriza venceu as eleições e subiu ao poder, desde então coligado com a direita soberanista dos Gregos Independentes (Anel). Uma aliança confirmada nas legislativas antecipadas de setembro desse ano, e que se mantém.

"Quando se observam os 200.000 novos empregos que foram criados [desde janeiro de 2015] isso significa que 200.000 famílias que não tinham uma pessoa sem trabalho, têm agora alguém que está empregada. No entanto, isso não é um motivo para celebrar, porque um milhão de pessoas ainda está sem emprego", assinalou a responsável grega.

Entre as medidas adotadas pelo atual executivo para combater o desemprego, incluem-se subsídios para as pequenas e médias empresas que possam contratar, e apoio à formação, reciclagem ou atualização das competências profissionais.

Na área que abrange o desemprego de longa duração, precisou a ministra-adjunta, foram organizados programas no setor público que se prolongam por oito meses, com apoio municipal, e que incluem requalificação.

O desemprego jovem, que em janeiro de 2015 atingia os 62%, também tem vindo a ser reduzido, mas de forma insuficiente.

"A taxa de desempego é muito elevada entre os jovens", refere Rania Antonopoulou. "Mas quando se observa o número total de desempregados, entre os 30 anos e os 45 anos existem 450.000 pessoas sem emprego. Entre os 15 anos e os 29 anos, são 200.000".

Entre os jovens desempregados, 52.000 são licenciados em universidades ou escolas técnicas e ainda permanecem na Grécia. Pelo contrário, 427 mil gregos saíram do país desde o início da crise, em 2008, na maioria recém-licenciados.

A ministra-adjunta admite que o êxodo da população jovem prosseguiu nos dois últimos anos, mas acusa a oposição de direita de distorcer os números para benefício eleitoral.

Apesar dos tímidos sinais de recuperação, muitos jovens mantêm um trabalho em `part time`, e ainda não é percetível quantas pessoas com trabalho a tempo inteiro conseguiram ultrapassar a "linha de pobreza", num país onde o PIB recuou 25% entre 2010 e 2015, onde os reformados perderam 65% do rendimento, e onde um em cada três gregos caiu na pobreza.

Neste cenário, o combate à "pobreza extrema" tornou-se na prioridade do Executivo, e quando o salário mínimo líquido se situa nos 495 euros.

"Nos últimos cinco meses tivemos 52% de empregos a tempo inteiro. Tivemos de travar a tendência em que se impunha o trabalho parcial, e começar a revertê-la. Mas em dois anos, não há milagres", constatou.

PCR // PJA

Lusa/Fim

13.2.17

Desemprego jovem: um flagelo a combater

Jorge Faria de Sousa, in Diário de Notícias

No último trimestre de 2016, a taxa de desemprego em Portugal situava-se nos 10,5%. Sendo que, entre os jovens foi de 28% (entre os 15 e os 24 anos), segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. A taxa de desemprego tem vindo assim a baixar, ainda que a ritmo baixo.
O desemprego jovem é um flagelo que afeta muitas famílias e sobretudo os sonhos e as aspirações da juventude portuguesa, que tem de ser combatido. Neste momento, estima-se que cerca de 300.000 jovens portugueses com histórias de vida próprias, que não estudam, não estão em formação, nem trabalham.

No entanto, o atual governo reduziu para metade os apoios contratação de jovens, acabou com o programa Retomar, que combatia o abandono escolar e praticamente congelou a aprovação de novos estágios ao abrigo do programa Garantia Jovem.

Assim, considero que é fundamental que seja desbloqueada a aprovação de estágios profissionais através do programa Garantia Jovem. Por outro lado, é essencial que Portugal tenha uma estratégia de combate ao abandono escolar e ainda, que sejam criados mecanismos e apoios à contratação de jovens por parte das empresas.

Além destes temas, é importante ajustar o sistema de ensino ao mercado de trabalho, quer seja pela via do ensino profissional, quer superior. Defendo que, há uma enorme necessidade da criação de sinergias entre as instituições de ensino e as empresas, com mecanismos como a realização de estágios no decorrer da formação académica dos jovens. No que ainda à educação diz respeito, é urgente em Portugal rever a oferta de ensino superior. Por isso, defendo que deve haver uma reorganização do ensino superior em Portugal, não optando pelo fecho de cursos, mas sim pela diminuição do número de vagas dos cursos com menor empregabilidade. Considero também que o ensino profissional, articulado com as empresas, deve de ser uma aposta. A meu ver, é essencial que os jovens, que não pretendam prosseguir estudos para o ensino superior, possam optar pela via profissional, tendo assim, a possibilidade de aprender uma profissão. Portugal necessita de técnicos de nível intermédio e uma entrada mais rápida para o mercado de trabalho e para uma profissão. Tal como no ensino superior, a oferta do ensino profissional deve dar resposta as necessidades do mercado de trabalho e deve ajustar-se às características de cada concelho, ou região.

Uma alternativa para muitos jovens hoje é arriscar e criar o seu próprio negócio. Hoje em dia, as start-ups representam cerca de 18% do novo emprego criado anualmente pelas empresas e ainda, com um peso significativo na evolução exportações. Entre 2007 e 2015, foram constituídas 309 550 empresas e outras organizações, (34 mil por ano, em média). Por isso, hoje o empreendedorismo pode ser uma saída e existem muitos bons exemplos de start-ups que vingaram no mercado e que são verdadeiros casos de sucesso, gerando riqueza e criando postos de trabalho.
O desemprego jovem é um problema que afeta as novas gerações, aquelas que são as mais bem preparadas de sempre, num mundo global. Portanto, é fundamental por em prática políticas ativas de emprego jovem, como os estágios e ainda, encarar o empreendedorismo jovem como parte da solução.

26.1.17

Políticas contra desemprego são insuficientes, alerta Conselho da Europa

in Público on-line

Relatório Comité Europeu dos Direitos Sociais dá conta de seis violações em Portugal no período de 2011 a 2014.

Portugal não adoptou políticas suficientes para lutar contra o desemprego e para incentivar a criação de postos de trabalho, segundo as conclusões de um relatório do Comité Europeu dos Direitos Sociais divulgado nesta quarta-feira.

O Comité, do Conselho da Europa, identificou 166 violações em matéria de emprego, formação e igualdade de oportunidades em 34 países, seis delas em Portugal.

Este organismo avalia se as situações nacionais estão de acordo com a Carta Social Europeia (um tratado do Conselho da Europa assinado em 1961 e revisto em 1996) que os 34 países subscreveram. Portugal ratificou a carta em 2002.

O relatório agora divulgado tem como período de referência 2011 a 2014 e registou 21 situações em Portugal: 13 conclusões de conformidade com a Carta, seis de não conformidade e duas em que o Comité precisa de informações suplementares.

"O Comité considera que a falta das informações solicitadas constitui uma violação da obrigação de comunicar subscrita por Portugal no âmbito da Carta", refere o documento, no qual se lembram faltas de informações sobre trabalho de presos e de trabalho doméstico, da duração mínima do serviço nas Forças Armadas, sobre a obrigação de alguém aceitar um emprego ou uma formação e sobre o direito à vida privada enquanto trabalhador.

No relatório, o Comité pede, por exemplo, mais informações sobre casos de discriminação no emprego levados aos tribunais e medidas para lutar contra as formas de discriminação no emprego.

No capítulo do trabalho forçado adianta que Portugal não tomou medidas para casos em relação aos quais já tinha sido alertado na marinha mercante (sanções contra marinheiros que não estarão em conformidade).

Se o relatório nada tem a apontar em matérias como os serviços de apoio ao trabalho, a formação e readaptação profissionais, o direito à negociação colectiva ou o direito à orientação e formação profissional, alerta no entanto para deficiências na área da formação profissional: desempregados de longa duração e de igualdade de oportunidades para estrangeiros que residam legalmente em Portugal.

No relatório sobre Portugal, de 48 páginas, lê-se que nada há a apontar na área dos direitos das pessoas com deficiência (autonomia, integração social e participação na vida da comunidade), especificamente na formação profissional, educação, emprego e vida social e cultural, mas deixa-se dúvidas sobre se Portugal cumpre a carta no que respeita ao direito ao exercício de uma actividade lucrativa de um cidadão de outro país, porque não está provado que a lei em vigor seja aplicada "num espírito liberal".

O relatório especifica que o tempo médio necessário para honrar as reivindicações dos trabalhadores em caso de insolvência do empregador é excessivo e adia conclusões sobre o direito à igualdade de oportunidades e tratamento em matéria de emprego e de profissão, sem discriminação de género.

24.1.17

Vai ser relançado o centro que ajuda mulheres a combater o desemprego

Claudia Carvalho Silva, in Público on-line

O Centro de Desenvolvimento de Carreira auxilia mulheres através do desenvolvimento de competências ou até mesmo de uma mudança de imagem profissional.

Sara, nome fictício, tinha 38 anos, estava sem trabalho, tinha uma criança menor à sua responsabilidade e tinha problemas de apresentação visual quando recorreu aos serviços do Centro de Desenvolvimento de Carreira. “Ajudaram-me de todas as formas possíveis e imaginárias”, diz, considerando este apoio “fundamental e extremamente importante para alguém que estava completamente perdida, num beco sem saída”. Passados cerca de dez meses, trabalha como empregada doméstica. “Apesar de não ser a minha área (antes trabalhava no atendimento ao público) estou muito feliz”, conta Sara que, finalmente, consegue conciliar o horário de um trabalho com o tempo para tomar conta do filho.

Depois de um período de reestruturação, reabre esta quarta-feira o centro que ajudou Sara e que ajuda outras mulheres a combater problemas de índole profissional: o desemprego, a conciliação da vida pessoal com o trabalho, a falta de competências e situações conflituosas do dia-a-dia. O Centro de Desenvolvimento de Carreira faz parte da organização Dress for Success cuja missão é proporcionar uma rede de apoio a mulheres, promovendo a sua independência económica e financeira.

Este centro “consiste num espaço que pretende apoiar mulheres”, sobretudo “na sua vida profissional ou em situação de desemprego”, esclarece Sofia Contente, coordenadora do centro. Entre as actividades desenvolvidas estão a elaboração ou revisão de currículos, preenchimento de propostas de trabalho ou preparação para entrevistas. Este processo é feito em articulação com a “Boutique” da organização, em que as clientes podem, com a ajuda de uma consultora, “repensar a sua imagem profissional e levar, de forma totalmente gratuita, roupas profissionais em excelente estado” diz Sofia Contente.

O Centro de Desenvolvimento de Carreira passou “por um período de ajustamento”, tendo-se iniciado em Fevereiro de 2016 uma reestruturação deste espaço que agora se encontra “mais focado naquilo que são os objectivos da Dress for Success e alinhado com as necessidades da realidade portuguesa”.

“A angústia face ao desemprego, sobretudo de longa duração, é algo com que nos deparamos todos os dias”, revela Sofia Contente, referindo que existem outras complicações como o burnout e a dificuldade em gerir a vida pessoal e profissional. O apoio, segundo esta responsável, vai além das mulheres. “Cada pessoa é uma história de vida e representa, muitas vezes, uma família e ao ajudarmos aquela pessoa estamos a ajudar e a apoiar o bem-estar da família”. Sofia Contente diz que o projecto “tem tido casos de sucesso”. A Dress for Success funciona de forma quase exclusiva de trabalho voluntário, contando com o apoio de cerca de 40 pessoas.

Apesar de não ter estado completamente interrompido, o centro não estava a funcionar a 100%, prestando “apoio pontual no âmbito de projectos específicos”. “Agora, sim, está aberto a todas as pessoas.”
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Para esta quarta-feira, dia 25 de Janeiro, está agendada a primeira fase do relançamento do Centro de Desenvolvimento de Carreira: um seminário na área de recursos humanos e gestão de pessoas. A sessão – cujas inscrições já estão esgotadas – decorre no auditório CIUL, no Picoas Plaza e conta com a participação de vários oradores relacionados com a temática em destaque, como Sandra Brito Pereira, da Jerónimo Martins, Graça Rebocho, da Fundação PT, ou Catarina Zagalo, da Deloitte.

O relançamento do centro de desenvolvimento está dividido em três fases: para além da sessão desta quarta-feira, vai-se realizar um segundo seminário na área da economia social e um terceiro “direccionado para pessoas em situação de desemprego”. Este último seminário desdobra-se em quatro workshops gratuitos. Os restantes seminários são igualmente gratuitos, estando sujeitos a inscrição prévia. “Este ano queremos ser ainda mais activos e intervencionistas na área social e de empregabilidade, como tal iremos levar a cabo várias actividades nesse sentido, sempre alinhadas com a nossa missão”, diz a presidente da Dress for Success Lisboa, Teresa Durão.

A Dress for Success é uma organização internacional sem fins lucrativos, criada em 1997 nos Estados Unidos. Em Portugal, a organização existe há menos tempo: depois de ver um programa de Oprah Winfrey relacionado com a instituição, Fernanda Machado escolheu alguns fatos para doar ao projecto, mas apercebeu-se que ainda não existia representação em Portugal. Fernanda submeteu a candidatura e, em 2012, nasceu a Dress for Success Lisboa, “particularmente dirigida a mulheres com poucos recursos económicos”, lê-se no site da iniciativa.

19.9.16

Leiria defende necessidade de acordo de regime no combate ao desemprego

in Notícias ao Minuto

O presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, defendeu hoje a necessidade de ser estabelecido um acordo de regime no combate ao desemprego em Portugal, de forma a evitar que as próximas gerações tenham o seu futuro hipotecado.

"A gravidade deste assunto convoca os nossos decisores políticos para um verdadeiro acordo de regime, sob pena de carregarem sobre os ombros o peso de hipotecarem o futuro das próximas gerações", explica Castro, citado num comunicado de imprensa enviado à agência Lusa.

Durante a sessão de abertura da "Volta de Apoio ao Emprego 2016", Raul Castro considerou que é urgente encontrar respostas para o desemprego, um problema que tem sido amplamente diagnosticado nas últimas décadas.

"Vivemos num país endemicamente atingido por esta praga, para a qual tem sido difícil encontrar soluções capazes de a combater", destacou.

No seu entender, falar de emprego é falar do presente, mas sobretudo do futuro do país, seja daqueles que estão aptos e querem trabalhar, seja daqueles que dependem dos mecanismos de apoio solidário financiados com as contribuições resultantes do trabalho.

"Com altas taxas de emprego não é possível encarar o presente e muito menos o futuro com confiança", alertou.

Na sua intervenção, o presidente da Câmara de Leiria abordou ainda o contributo que os municípios podem dar para a resolução deste problema, considerando que a palavra-chave é a competitividade.

"Tudo temos feito para tornar o nosso concelho cada vez mais atrativo, seja para investidores, que desejam, legitimamente, que os seus negócios prosperem, seja para trabalhadores, que procuram estabilidade nos postos de trabalho e valores remuneratórios que sejam compatíveis com as suas necessidades ou ambições", apontou, manifestando o desejo de contribuir para a criação de um clima favorável à mudança no Município, de forma a torná-lo mais competitivo, não apenas à escala regional mas também global, desenvolvendo estratégias que respondam a um mundo em que tecnologia apresenta renovados desafios e oportunidades.

A "Volta de Apoio ao Emprego 2016" é uma iniciativa conjunta da Representação da Comissão Europeia em Portugal, Centro de Informação EUROPE DIRECT da Alta Estremadura - ADAE e o Instituto de Emprego e Formação Profissional, com o apoio do Município de Leiria.

27.7.16

"As políticas prioritárias são o combate à pobreza e ao desemprego"

in DNMadeira

O PCP-Madeira apresentou hoje o balanço do trabalho parlamentar ao longo da sessão legislativa.

Segundo a deputada Sílvia Vasconcelos, foram várias as propostas apresentadas mas a maioria “lamentavelmente” não foi aprovada, excepto algumas que foram remetidas para a Assembleia da República.

“As práticas políticas que o PSD nos habituou nos últimos 40 anos permanecem. Práticas poucos éticas que consideramos que não vão ao encontro dos cidadãos”, referiu a deputada, acrescentando que “as campanhas eleitorais estão pejadas de promessas e até o próprio discurso da tomada de posse do Governo também deu um grande enfoque às matérias sociais mas quando se chega à via parlamentar deparamo-nos com situações que não contribuem para que haja mais progresso nesta área”.

Sílvia Vasconcelos disse ainda que “na Madeira existe uma economia baseada em salários baixos com recurso a programas de desemprego para mascarar o próprio desemprego e em termos de precariedade e de exclusão social somos uma Região com índice altamente preocupantes”. Referiu também que o para o PCP as polícias prioritárias são o combate à pobreza e ao desemprego.


12.7.16

Municípios apresentam projetos para combater desemprego e despovoamento

in Notícias ao Minuto

O desemprego, o despovoamento e a exclusão da terceira idade são alguns dos problemas que a Iniciativa para a Economia Cívica (IEC), câmaras municipais e outras entidades locais propuseram hoje combater através de projetos de inovação social.

No total, sete municípios - Lousã, Gouveia, Vila Velha de Ródão, Idanha-a-Nova, Fundão, Penela e Miranda do Corvo -, juntamente com mais de 160 entidades públicas, privadas e da área da Economia Social, apresentaram em Lisboa "projetos-bandeira" que pretendem lançar soluções inovadoras para problemas e desafios sociais.

A presidir à cerimónia esteve a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, para quem estes projetos "são o exemplo daquilo que se pode fazer de maneira diferente, não desprezando as soluções tradicionais, mas potenciando outros caminhos que poderão ser sustentáveis e poderão trazer novas respostas para problemas que vão desde o envelhecimento da população ao desemprego jovem, ao insucesso escolar, à reinserção social, à reconstrução do espírito de comunidade".

Maria Manuel Marques frisou, contudo, que estas iniciativas "não são vistas por este Governo como uma oportunidade para se desresponsabilizar da resolução dos problemas que afetam a sociedade".

"Não é esse o seu objetivo, não será essa a nossa linha de atuação. Temos uma tradição de muitos séculos de descentralização de respostas aos problemas da sociedade e queremos reforçá-la. Contamos com o saber de entidades como as misericórdias, as fundações, as instituições particulares de solidariedade social, as coletividades e com as autarquias", afirmou.

A governante aproveitou a ocasião para anunciar que as primeiras candidaturas para o programa Portugal Inovação Social abrem até ao dia 15 de julho e apelou aos parceiros sociais para aproveitarem os fundos comunitários de 150 milhões de euros disponíveis.

Entre os projetos hoje apresentados, está o de "Saúde Inteligente e Preventiva", da Câmara de Penela, que pretende modificar comportamentos e melhorar a qualidade de vida da população.

"Passará fundamentalmente por um processo de inovação social: modificação de hábitos de vida, mais focados na alimentação saudável, no cuidado físico e, na parte mais tecnológica, desenvolver um conjunto de plataformas, serviços e produtos que ajudem à monitorização e acompanhamento para que essas pessoas possam melhorar os seus indicadores de saúde", explicou à Lusa o presidente, Luís Matias.

Em Miranda do Corvo, o projeto "Família Pública" quer promover os deveres da fraternidade, que "são fundamentais" e se foram perdendo, disse o presidente da Fundação Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional, Jaime Ramos.

"Nos últimos anos habituámo-nos muito a criar uma população muito exigente em termos de direitos, mas quase nunca assumimos os deveres da fraternidade, que são fundamentais. Preocuparmo-nos com os outros, com os vizinhos, em fazer uma comunidade melhor. Queremos esta caminhada para envolver mais as pessoas com os outros", afirmou.

Além destes, serão desenvolvidos os projetos 'Território Inclusivo' (Lousã), 'TIC e Inovação Social' (Fundão), 'Valorização do Capital Intergeracional' (Gouveia), 'Plataforma Digital de Promoção e Comercialização da Economia Local' (Vila Velha de Ródão) e 'Idanha Social Lab Valley' (Idanha-a-Nova).

A IEC é uma plataforma que pretende promover uma nova economia de base local e de interesse geral, desenvolvendo projetos escolhidos pelas comunidades locais e que contribuam para resolver problemas, gerar riqueza e emprego nas mais diferentes áreas de ação de uma sociedade, entre as quais saúde, educação e desenvolvimento económico.

29.4.16

Governo prepara medidas de combate ao desemprego

In "RTP"

A taxa de desemprego desceu em março para 12,1 por cento, menos uma décima face a fevereiro. O ministro do trabalho reconhece que, apesar da descida, a taxa de desemprego ainda é muito elevada. Vieira da Silva anunciou que o Governo está a preparar medidas para que o valor baixe de forma mais significativa.

22.3.16

Desenhos de crianças sobre Alcântara vão decorar azulejos e candeeiros contra o desemprego

In "Público"

Projecto Fábrica Alcântara Mar vai usar desenhos para decorar peças que adultos desempregados irão produzir.

Crianças do Alvito Velho, em Lisboa, estão a desenhar referências artísticas de Alcântara, como os painéis de Almada Negreiros, em azulejos e caixas de vinho, que desempregados deste bairro carenciado deverão produzir para vender, num projecto de empreendedorismo social.

Espinho, outrora líder do desemprego, está a dar a volta por cima e explica como

Sara Dias Oliveira, in "Público"

Concelho tem um Plano Director Municipal amigo do investimento, taxas mais atractivas e 500 novos postos de trabalho. Antiga Fosforeira será transformada num complexo comercial.

“O mercado imobiliário está a fervilhar em Espinho”, garante Pinto Moreira, presidente da câmara municipal. Mas nem sempre foi assim. Em 2011, o concelho era notícia por más razões. Era o campeão nacional do desemprego, líder do ranking com 24% da população activa sem trabalho, segundo os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Nessa altura, o Instituto Nacional de Estatística (INE) informava que a taxa de desemprego do município era de 18,38%, acima da média do país. As indústrias tradicionais desapareciam do mapa do concelho à beira-mar plantado, o comércio definhava, o turismo perdia brilho. Espinho sofria com a alcunha e tentava rumar contra a maré. Agora parece ter conseguido: Pinto Moreira fala na criação de 500 novos postos de trabalho. É possível dar a volta por cima? O autarca acredita que sim.

O cenário está a mudar com vários projectos comerciais desenhados de raiz, e não só. O Lidl está em construção em frente ao Continente, que abriu no final do ano passado, e vai entrar em funcionamento no próximo Verão. A Rádio Popular e o McDonalds remeteram à câmara pedidos de informação prévia para saberem se há possibilidade de avançar com os projectos que traçaram para a entrada norte da cidade, onde agora está em construção um centro de inspecções de automóveis. A antiga Fosforeira Portuguesa será transformada num complexo comercial ainda este ano e a praça de touros foi vendida a uma imobiliária que deverá também investir numa área de comércio e serviços.

Os investimentos não surgem por acaso. As taxas para quem quer investir estão mais atractivas, os processos de execução mais céleres e abriu-se a porta a equipamentos estratégicos que têm de obedecer a dois critérios: serem inovadores e implicarem um investimento superior a um milhão de euros.

O Plano Director Municipal (PDM) de Espinho acaba de ser revisto, deverá entrar em vigor ainda este ano, e olha para várias direcções, nomeadamente para o acolhimento industrial em zonas onde anteriormente não era permitido erguer negócios. Este plano renovado assume-se como amigo do investimento e com uma estratégia que “permite acolher os interesses que agregam mais-valias para o território, nomeadamente pela criação de postos de trabalho, pelo valor do investimento, pelos efeitos multiplicativos no desenvolvimento económico e social”.

A actual área empresarial da cidade é assim requalificada e olhada como um pólo de criatividade e inovação. O comércio tradicional não fica à margem: a sua revitalização surge como uma vontade no PDM e como um importante suporte à vida local e à animação urbana e ao turismo – sector que também aparece como fundamental na qualificação e disponibilização dos espaços dedicados às actividades económicas do concelho.

“A face de Espinho vai mudar", promete Pinto Moreira. Os últimos dados do INE sobre o desemprego são de 2011, mas os mais recentes números de espinhenses inscritos no centro de emprego “têm vindo a diminuir”. “Há uma tendência de inversão. Esta mudança de paradigma do desenvolvimento económico do concelho irá alavancar a criação de emprego e gerar mais postos de trabalho”, acredita o autarca.

Nada surge do céu. O mercado fervilha porque há mudanças. Nos últimos anos, a câmara tem feito alterações em regulamentos e instrumentos de planeamento do seu território. Pinto Moreira destaca algumas mudanças: o plano de urbanização das áreas industriais alargou o seu âmbito ao comércio e serviços. Na Rua 19, a principal via pedonal da cidade, são os donos dos edifícios ou promotores de negócios que agora escolhem a finalidade a dar às suas casas, para habitação ou comércio, nos processos de reabilitação – quando anteriormente havia restrições. As margens para o investimento privado aumentaram, as taxas para quem quer investir baixaram de preço, os prazos para apreciação de projectos encurtaram. “Criámos um ambiente propício ao investimento”, congratula-se o presidente da câmara. Alguns resultados estão à vista, outros em construção, vários em apreciação.

“Há uma revitalização do tecido social e económico que é importante registar”. Mas Pinto Moreira não esquece o comércio tradicional. Mais actividade económica aumenta o fluxo de pessoas. Mais pessoas geram mais negócios. “Esta indução de competitividade será benéfica para o comércio de proximidade, local”, diz o autarca.

Edifícios antigos, novos projectos

Além das construções de raiz, Espinho tem também projectos na reabilitação de prédios que, neste momento, não têm qualquer actividade. O antigo edifício da produção da Fosforeira Portuguesa será transformado num complexo comercial e de serviços ainda este ano. O projecto de arquitectura já está aprovado e estima-se um investimento privado, que rondará os nove milhões de euros. A maior parte da fachada do prédio, de interesse patrimonial, será mantida. O interior totalmente modificado. O miolo será demolido para ali surgirem dois corpos independentes mas ligados ao nível da cave. No corpo norte, será instalado um comércio retalhista de média dimensão; na face sul, estarão seis fracções de comércio e serviços; a meio, ficará um atravessamento privado de serviço às lojas constituído por dois passeios, um espaço para circulação automóvel, duas áreas de estacionamento para o espaço comercial e uma praça afecta às fracções. Em termos de altura, é possível construir apenas um piso acima da cota da soleira.

A empreitada terá duas fases. Primeiro, avança a construção do corpo norte, a cave e os arranjos exteriores, numa área total de cerca de seis mil metros quadrados em cave e 2300 acima da cota da soleira. Depois, avança-se para o edifício sul, as seis fracções de comércio e serviço, numa área de cerca de 1500 metros quadrados de construção.

As remodelações não ficam por aqui. A antiga praça de touros de Espinho, na entrada sul da cidade, construída em 1945 e que entretanto deixou de ter actividade já no século passado, será demolida. O projecto do que ali pode surgir ainda não deu entrada na câmara, mas há fortes probabilidades de se tratar de um complexo comercial, habitacional e de serviços.

Contactada pelo PÚBLICO, a imobiliária que comprou o equipamento não divulgou os seus planos, argumentando que ainda é prematuro anunciar o projecto que tem na cabeça para erguer quando a arena for demolida.

A praça de touros foi vendida em hasta pública por 885 mil euros, quantia quatro vezes superior ao orçamento da Junta de Freguesia de Espinho. A base de licitação começou nos 800 mil euros e foi disputada por dois interessados. A escritura foi assinada no início deste ano e o dinheiro já está do lado da autarquia.

“Vamos avançar com novos projectos para a comunidade, fazer obras na junta, olhar para os nossos espaços que estão subaproveitados e que com algum investimento possam estar disponíveis para a comunidade”, refere Rui Torres, presidente da Junta de Espinho.

O empreendedorismo jovem também anda debaixo de olho. O encaixe financeiro era esperado, a alienação daquele espaço era uma decisão tomada face à incapacidade de investir naquele património. “A nossa opção foi alienar”. Rui Torres pensa no futuro. “Queremos deixar uma junta mais rica, mais autónoma, mais forte e com mais serviços para a comunidade”, conclui.

4.12.15

Padres criam empresa para combater desemprego

In "Sic Notícias"

Há quatro anos, para combater o desemprego, três paróquias de Paços de Ferreira uniram-se para criar uma empresa. O negócio de catering, queijos, licores e bolachas não tem parado de crescer. A empresa já dá emprego a oito pessoas e espera em breve começar a vender para o estrangeiro.

2.11.15

Uma solução para o desemprego

António Manuel de Paula Saraiva, in Sol

Ultimamente vieram a lume notícias de que o desemprego havia baixado – dos 17% em 2013 para apenas 12%.

Independentemente de uma discussão sobre as causas dessa baixa, ou sobre a forma como são calculados os valores, uma coisa há a notar: parece estarmos muito contentes com tal valor – que de facto é apenas ligeiramente superior ao que existe na maior parte dos países europeus. Porque quanto a países subdesenvolvidos essa taxa é ainda (bastante) maior.

Entretanto – “visão das direitas” - afirma-se que os subsídios de desemprego e o rendimento mínimo mais não fazem que incentivar a preguiça e carregar quem trabalha com impostos; enquanto na “visão das esquerdas” o desemprego é uma chaga social que acarreta miséria, e importa combater dificultando os despedimentos.

Parece então que afinal o desemprego não é assim tão bom.

Mas o desemprego tem ainda outra faceta, muito pouco referida, mas não menos nociva que as anteriores: a de deprimir, transmitir uma sensação de inutilidade, a quem por ele é afetado. Depois de um jovem ter estudado durante 15 anos ou mais, em que os pais e professores o incentivaram (quando não obrigaram) a esforçar-se, e ele próprio teve muitas vezes de vencer o cansaço e o desânimo – depara-se agora com a inutilidade do seu estudo. E se o desemprego bater à porta de alguém com cinco décadas de vida esse alguém (homem ou a mulher) pode facilmente pensar que está “acabado”, que a sua vida terminou.

Ora não se pode viver sem esperança.

Não falando que a falta de empregos provoca uma competição exagerada, que começa por vezes desde os bancos da escola - os colegas deixam de ser “colegas” para passarem a ser “concorrentes” ou mesmo “ameaças”; e na desatualização e perda de competências que a inatividade acarreta.

Mas agora – perguntemos: e porquê tais níveis de desemprego?

A resposta é fácil – porque hoje cada homem dispõe, hoje em dia e em média, do equivalente a 100 escravos – sob a forma de máquinas que lhe aquecem a água do banho, acendem o fogo, o transportam, lavram e colhem, fabricam os mais variados objetos, copiam livros, ensinam, trocam dinheiro...

É por isso, para “dar que fazer” a tanto “escravo”, que uma boa parte da população vive afogada em objetos – pares de sapatos, livros, roupas, maquinaria vária, brinquedos... E como ainda assim ficaria muita gente desempregada há que mascarar o desemprego: e para tal, nos países ricos, multiplica-se o número de pessoas que trabalham em atividades culturais, desportivas, que estudam ou fazem estágios, etc.; enquanto nos países pobres se recorre sobretudo ao aumento do exército e da função pública.

Creio ser tempo de encarar o assunto de frente. Se há tanta gente desempregada e outros tantos em empregos de interesse pelo menos duvidoso é porque não é preciso trabalhar tanto. E para que todos trabalhassem (haverá sempre 1 ou 2 % residuais que por desadaptação não conseguem emprego) o trabalho existente seria dividido por todos, tendo assim cada trabalhador de trabalhar menos horas. De facto esta é a tendência histórica – no início da Revolução Industrial os operários chegavam a trabalhar 16 horas por dia. Em França as 12 horas de trabalho foram conseguidas após a revolução de 1848, as 8 horas vieram em 1936. Em Portugal as 8 horas de trabalho datam da 1ª República.

Entretanto estas reduções, embora tornadas possíveis pela crescente mecanização, foram resultado de movimentações sindicais; já a redução das horas de trabalho para criar mais emprego é um movimento recente. Esta solução iniciou-se no ano de 2000 em França (35 horas de trabalho e 5 semanas de férias), e está em expansão atualmente na Suécia (6 horas de trabalho por dia, sem implicar redução de salários); mas não foi favoravelmente recebida pela generalidade do patronato e capital internacional, que via diminuídos os seus lucros (embora na Suécia as 6 horas de trabalho já sejam praticadas pela Toyota desde há 13 anos; e o famoso Henry Ford praticasse, nas suas fábricas, horários de 8 horas, o que para a época era um horário reduzido). Em Portugal, recentemente, optou-se pela oposta, aumentando o número de horas de trabalho na esperança de assim tornar os investimentos mais rentáveis e aumentar o seu número; mas a nível global este tipo de soluções terá pouco efeito, dado apenas deslocar o desemprego de uns países para outros.

Desta forma, e para que não se invocasse que a redução de horas de trabalho iria pôr as empresas em situação difícil, esta redução de horas seria acompanhada por uma redução de ordenados - embora numa proporção ligeiramente menor que a redução de horas de trabalho, pois trabalhando menos horas o trabalhador ficará menos cansado e terá maior rendimento horário (sem contar que a redução não poderia passar certos limites pois atualmente em Portugal muitos ordenados estão quase ao nível da sobrevivência). Essa redução de ordenados só aparentemente se traduziria num “castigo” para o trabalhador, ou mesmo para o capital: para o trabalhador pois o atual desempregado está a ser sustentado – seja pelo Estado, pelos pais, pela mulher, ou, inclusive, por atividades ilícitas – e diminuindo os desempregados famílias e Estado ficariam mais aliviados. Numa família em que, p. ex., apenas a mulher estivesse a trabalhar ganhando 800 euros, e o marido desempregado, baixando o salário da mulher para 700 euros, mas passando o marido a estar empregado o rendimento do casal passaria para 1400 euros; e pagariam menos impostos pois as verbas para o desemprego baixariam. Para o capital também traria benefícios, pois os impostos diminuiriam (dada a diminuição dos gastos em subsídios de desemprego; e a . previsível diminuição de baixas por doença, pois o stress diminuiria). Mais: arriscamo-nos a prever que o número de crianças aumentaria, pois a atual instabilidade a nível de empregos (sobretudo para os jovens) é uma das causas que leva a adiar a maternidade/paternidade (ainda que continuasse a instabilidade os períodos sem emprego seriam muito mais reduzidos).

E – last but not least – os pais teriam mais tempo para brincar e acompanhar os filhos.

E então – poderá perguntar o leitor - como é que se levavam as firmas a tal solução? E não haveria empresas em que os empregados trabalhariam legalmente seis horas mas na prática oito ou dez? E...

Como em tudo os problemas (supostos ou reais) seriam muitos. Mas não se pode prever como iremos educar os filhos antes destes nascerem. Para nos orientarmos na vida há no entanto que saber para onde queremos ir.

29.7.15

México usa arte urbana para combater a violência e gerar emprego

in TSF

Um "arco-íris" de cor cobriu as paredes de um bairro degradado do México. O pedido veio do governo mexicano e os resultados estão à vista.

A "Germen Crew" é um coletivo de artistas urbanos que se especializou em nos últimos 13 anos em usar formas alternativas de comunicação - como o grafito ou o muralismo - para contribuir para a regeneração do tecido social através da reinterpretação da história e cultura mexicanas.

O governo mexicano pediu-lhes que reabilitassem a imagem do bairro de Palmitas, em Pachuca, no México, e o desafio foi aceite. Durante cinco meses as paredes de mais de 209 casas, habitadas por 452 famílias, foram cobertas de tinta, passando cada uma a ser uma pequena parte do mosaico que constitui o macro-mural com cerca de 20 mil metros quadrados.

O projeto macro-mural não se limitou a tornar o bairro mais bonito, mas também alavancou uma transformação social positiva: as famílias foram envolvidas no processo, promovendo a coexistência, criando uma herança cultural e também uma atração turística. Como resultado, a violência entre os jovens foi erradicada e foram criados postos de trabalho.

Fotogaleria de Ana António, fotografias cedidas por Germen Crew.