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18.11.13

Fundo para a Globalização alarga âmbito e vai ajudar jovens europeus desempregados

in RTP

O Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização (FEG), que em 2014 será alargado ao combate ao desemprego juvenil, apoiou 15.700 trabalhadores despedidos na União Europeia em 11 estados-membros, em 2012, foi hoje divulgado, em Bruxelas.

Segundo um relatório, o FEG -- que ajuda trabalhadores despedidos devido aos efeitos da globalização económica a encontrar novas oportunidades de emprego e que foi, entretanto, alargado a vítimas da crise -- foi acionado, no ano passado, para 15.700 trabalhadores na Alemanha, Áustria, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Roménia e Suécia.

Aos mais de 73,5 milhões de euros disponibilizados por Bruxelas corresponderam 51,7 milhões de euros de cofinanciamentos nacionais.

A partir de 01 de janeiro de 2014, o fundo passará a abranger trabalhadores com contratos a termo e trabalhadores por conta própria, bem como jovens que não trabalham, não estudam, nem seguem qualquer ação de formação em regiões de elevado desemprego juvenil.

"Muito me congratulo pelo facto de o Conselho e o Parlamento Europeu terem acordado a extensão da vigência do FEG no período entre 2014 e 2020, podendo este continuar a ajudar os trabalhadores despedidos em resultado da crise económica. Do mesmo modo, pela primeira vez, o FEG estará disponível para assistir trabalhadores com contratos a termo, trabalhadores por conta própria e ainda, em regiões de elevado desemprego juvenil, os jovens que não trabalham, não estudam nem seguem qualquer ação de formação", disse hoje o comissário europeu para o Emprego, Laszlo Andro.

O fundo entrou em funcionamento em 2007 e até agosto de 2013, registaram-se 110 candidaturas: 20 Estados-Membros solicitaram cerca de 471,2 milhões de euros para ajudar 100.022 trabalhadores despedidos.

Portugal já recorreu ao FEG cinco vezes, tendo recebido 8,6 milhões de euros para ajudar um total de 4.367 trabalhadores.

O FEG financia medidas concretas para ajudar os trabalhadores despedidos a melhorar a sua empregabilidade e encontrar novas oportunidades de emprego e pode ser usado para financiar medidas adaptadas às circunstâncias específicas dos trabalhadores em questão.

17.6.13

Durão quer fundos estruturais contra desemprego juvenil

por Lusa, texto publicado por Isaltina Padrão, in Diário de Notícias

O presidente da Comissão Europeia (CE), Durão Barroso, defendeu hoje, em Roma (Itália), a necessidade de recorrer a fundos estruturais para lutar contra o desemprego juvenil na União Europeia.

Durão Barroso, que falava após uma reunião com o presidente do Governo italiano, afirmou que os fundos estruturais (da União Europeia) são tão necessários para combater o desemprego juvenil tal como os recursos nacionais.

O presidente da CE considerou ainda fundamental que se estabeleça um novo consenso europeu com políticas concretas de combate ao desemprego juvenil, assinalando que existem condições para adotar tais medidas.

Barroso reuniu-se com o Presidente italiano depois de ter estado com o papa Francisco, com quem analisou a crise económica e o desemprego na Europa, especialmente entre os jovens, que consideraram "gravíssimo".

Durante a reunião, o presidente do Governo italiano, Enrico Letta, confirmou que Itália se compromete a manter o seu défice abaixo dos 3%, depois de ter terminado 2012 com um défice de 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

O Governo prevê que este ano será possível manter o défice abaixo da barreira do pacto de estabilidade, em 2,9%.

Letta disse ainda que a Itália pretende levar a cabo todas as medidas previstas para sair da crise, mas que o seu Governo não aceita "compromissos para o futuro" sobre a união bancária europeia.