in RTP
A economia portuguesa deverá crescer 2,7 por cento este ano e 2,4 por cento em 2024, prevê o Banco de Portugal, que reviu esta sexta-feira em altas as projeções para o PIB. A instituição salienta o desempenho acima do esperado no primeiro trimestre.
No Boletim Económico de junho, divulgado esta sexta-feira, as projeções para o crescimento da atividade foram melhoradas face aos 1,8 por cento para este ano e dois por cento para 2024 e 2025 esperados em março.
"A economia portuguesa deverá crescer 2,7 por cento em 2023, 2,4 por cento em 2024 e 2,3 por cento em 2025", pode ler-se no relatório, que frisa o "desempenho robusto" que dá "continuidade à convergência com a área do euro, com as exportações a crescerem mais do que a procura externa".
O regulador está, assim, mais otimista do que o Governo, que prevê um crescimento de 1,8 por cento este ano e de 2 por cento em 2024.
Já a inflação "reduz-se de 5,2 por cento este ano, para 3,3 por cento em 2024 e 2,1 por cento em 2025, próximo do objetivo do Banco Central Europeu, refletindo a redução das pressões inflacionistas externas e a maior restritividade da política monetária".
"Projeta-se uma redução da taxa de inflação de 5,2 por cento este ano para 3,3 por cento em 2024 e 2,1 por cento em 2025, valor já próximo do objetivo de política monetária", assinala o documento, que justifica esta redução com a diminuição das pressões inflacionistas externas e ao impacto da redução temporária do IVA.
O Banco de Portugal vê ainda uma melhoria do saldo orçamental mais rápida do que o Governo, apontando para um défice de 0,1 por cento este ano, seguido de um excedente de 0,2 por cento a partir de 2024.
Após um défice de 0,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, o BdP prevê uma redução para 0,1 por cento em 2023 e excedentes de 0,2 por cento nos anos seguintes.
c/ Lusa
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17.5.22
Taxa de desemprego cai para 5,9% no primeiro trimestre
Rita Robalo Rosa, in Expresso
A taxa de desemprego fixou-se em 5,9% no primeiro trimestre de 2021, o que compara com 6,3% no trimestre anterior e 7,1% no período homólogo. O número de pessoas empregadas cresceu para 4,9 milhões
taxa de desemprego em Portugal recuou no primeiro trimestre de 2022, atingindo 5,9%, o que compara com 6,3% no último trimestre do ano passado, indicam os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), esta quarta-feira. É também um recuo face ao mesmo período do ano passado, quando a taxa de desemprego atingiu os 7,1%.
De acordo com a nota do gabinete estatístico, o número de desempregados - isto é, pessoas sem emprego, mas que estão ativamente à procura - atingiu as 308,4 mil pessoas, menos 6,7% que no trimestre anterior e menos 14,3% que no trimestre homólogo.
Quanto ao desemprego jovem, entre os 15 e os 24 anos, diminuiu para 20,6%, "valor inferior em 2,8 p.p. [pontos percentuais] ao do trimestre anterior e em 3,5 p.p. ao do trimestre homólogo", ainda assim superior aos valores pré-pandemia.
Os últimos dados do INE mostravam um aumento da taxa de desemprego em março (para 5,7%), contudo, no total do trimestre o desemprego recuou face ao trimestre anterior. De notar, contudo, que a taxa de desemprego trimestral não é ajustada à sazonalidade ao contrário da taxa mensal e, tradicionalmente, o primeiro trimestre é mais "negro" para o mercado de trabalho do que o segundo ou terceiro trimestre do ano, por causa do turismo e da agricultura.
O mercado de trabalho está, assim, a beneficiar da recuperação da economia com o aligeirar de restrições e parece ainda não estar a ser fortemente afetado pela inflação e pela guerra na Ucrânia. Esta descida está em linha com o crescimento da economia no primeiro trimestre, que surpreendeu todas as expectativas, com o Produto Interno Bruto a crescer 11,9%, depois das projeções dos economistas ouvidos pelo Expresso apontarem, em média, para uma expansão de 9,3%.
Relativamente às pessoas empregadas, o número aumentou para 4,9 milhões, mais 0,4% que no último trimestre de 2021 e mais 4,7% que no período homólogo.
O INE refere ainda que a subutilização do trabalho (que abrange os desempregados "oficiais", o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos disponíveis para trabalhar mas que não procuraram ativamente emprego, e os inativos que procuraram trabalho mas não estavam disponíveis no imediato) abrangeu 618,2 mil pessoas no trimestre em análise, isto é, menos 1,9% que no trimestre anterior e 17,2% que nos primeiros três meses do ano passado.
A taxa de desemprego fixou-se em 5,9% no primeiro trimestre de 2021, o que compara com 6,3% no trimestre anterior e 7,1% no período homólogo. O número de pessoas empregadas cresceu para 4,9 milhões
taxa de desemprego em Portugal recuou no primeiro trimestre de 2022, atingindo 5,9%, o que compara com 6,3% no último trimestre do ano passado, indicam os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), esta quarta-feira. É também um recuo face ao mesmo período do ano passado, quando a taxa de desemprego atingiu os 7,1%.
De acordo com a nota do gabinete estatístico, o número de desempregados - isto é, pessoas sem emprego, mas que estão ativamente à procura - atingiu as 308,4 mil pessoas, menos 6,7% que no trimestre anterior e menos 14,3% que no trimestre homólogo.
Quanto ao desemprego jovem, entre os 15 e os 24 anos, diminuiu para 20,6%, "valor inferior em 2,8 p.p. [pontos percentuais] ao do trimestre anterior e em 3,5 p.p. ao do trimestre homólogo", ainda assim superior aos valores pré-pandemia.
Os últimos dados do INE mostravam um aumento da taxa de desemprego em março (para 5,7%), contudo, no total do trimestre o desemprego recuou face ao trimestre anterior. De notar, contudo, que a taxa de desemprego trimestral não é ajustada à sazonalidade ao contrário da taxa mensal e, tradicionalmente, o primeiro trimestre é mais "negro" para o mercado de trabalho do que o segundo ou terceiro trimestre do ano, por causa do turismo e da agricultura.
O mercado de trabalho está, assim, a beneficiar da recuperação da economia com o aligeirar de restrições e parece ainda não estar a ser fortemente afetado pela inflação e pela guerra na Ucrânia. Esta descida está em linha com o crescimento da economia no primeiro trimestre, que surpreendeu todas as expectativas, com o Produto Interno Bruto a crescer 11,9%, depois das projeções dos economistas ouvidos pelo Expresso apontarem, em média, para uma expansão de 9,3%.
Relativamente às pessoas empregadas, o número aumentou para 4,9 milhões, mais 0,4% que no último trimestre de 2021 e mais 4,7% que no período homólogo.
O INE refere ainda que a subutilização do trabalho (que abrange os desempregados "oficiais", o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos disponíveis para trabalhar mas que não procuraram ativamente emprego, e os inativos que procuraram trabalho mas não estavam disponíveis no imediato) abrangeu 618,2 mil pessoas no trimestre em análise, isto é, menos 1,9% que no trimestre anterior e 17,2% que nos primeiros três meses do ano passado.
30.8.19
INE confirma crescimento do PIB de 1,8%. Travagem nas importações impede abrandamento
Sónia M. Lourenço, in Expresso
O Instituto Nacional de Estatística confirmou esta sexta-feira que a economia portuguesa cresceu 1,8% no segundo trimestre do ano. Um ritmo idêntico ao trimestre anterior. O investimento abrandou, depois de ter sido a estrela no arranque do ano, mas a travagem a fundo das importações sustentou a expansão do PIB
Está confirmado. A economia portuguesa resisitiu à degradação da conjuntura internacional e cresceu 1,8% no segundo trimestre em termos homólogos, revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicados esta sexta-feira.
Com os receios de uma nova crise global a subir de tom, o Produto Interno Bruto (PIB) manteve o mesmo ritmo de expansão dos primeiros três meses de 2019. Resta saber como evoluirá a eocnomia durante o Verão e, aí, a informação ainda é muito escassa.
O Instituto Nacional de Estatística confirmou esta sexta-feira que a economia portuguesa cresceu 1,8% no segundo trimestre do ano. Um ritmo idêntico ao trimestre anterior. O investimento abrandou, depois de ter sido a estrela no arranque do ano, mas a travagem a fundo das importações sustentou a expansão do PIB
Está confirmado. A economia portuguesa resisitiu à degradação da conjuntura internacional e cresceu 1,8% no segundo trimestre em termos homólogos, revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicados esta sexta-feira.
Com os receios de uma nova crise global a subir de tom, o Produto Interno Bruto (PIB) manteve o mesmo ritmo de expansão dos primeiros três meses de 2019. Resta saber como evoluirá a eocnomia durante o Verão e, aí, a informação ainda é muito escassa.
5.5.15
UE. PIB português cresce em 2015 e 2016
Margarida Vaqueiro Lopes, in iOnline
Bruxelas prevê défice acima de 3% em 2015 e quebra do desemprego
A Comissão Europeia divulgou esta terça-feira as previsões económicas de Primavera, nas quais prevê um crescimento do PIB português de 1,6% para este ano e 1,8% em 2016. Ainda assim, as previsões ficam abaixo das estimativas do Executivo, que apontam para um crescimento de 2% no próximo ano. Para este ano, as previsões batem certo com as inscritas no Programa de Estabilidade.
A suportar este crescimento está o aumento do consumo interno que deverá aumentar 2% este ano. A gradual reposição de salários e a reforma do IRS estão a ser apontados como os que mais têm beneficiado este aumento do consumo. Bruxelas sinaliza ainda um crescimento do investimento este ano e no próximo, de 3,5% e 4% respectivamente. Segundo o documento libertado pela Comissão Europeia, as exportações também deverão aumentar entre 5% a 6% em 2015 e em 2016, a beneficiar do enfraquecimento do euro e da recuperação económica dos principais parceiros de comércio. Por outro lado, as importações deverão cair de 6,4% para 4,7% em 2015.
Bruxelas aponta ainda para uma redução da taxa de desemprego, em Portugal, já este ano, para 13,4% (contra os actuais 14,1%). Em 2016 a taxa de desemprego estimada é de 12,6%.
Bruxelas prevê défice acima de 3% em 2015 e quebra do desemprego
A Comissão Europeia divulgou esta terça-feira as previsões económicas de Primavera, nas quais prevê um crescimento do PIB português de 1,6% para este ano e 1,8% em 2016. Ainda assim, as previsões ficam abaixo das estimativas do Executivo, que apontam para um crescimento de 2% no próximo ano. Para este ano, as previsões batem certo com as inscritas no Programa de Estabilidade.
A suportar este crescimento está o aumento do consumo interno que deverá aumentar 2% este ano. A gradual reposição de salários e a reforma do IRS estão a ser apontados como os que mais têm beneficiado este aumento do consumo. Bruxelas sinaliza ainda um crescimento do investimento este ano e no próximo, de 3,5% e 4% respectivamente. Segundo o documento libertado pela Comissão Europeia, as exportações também deverão aumentar entre 5% a 6% em 2015 e em 2016, a beneficiar do enfraquecimento do euro e da recuperação económica dos principais parceiros de comércio. Por outro lado, as importações deverão cair de 6,4% para 4,7% em 2015.
Bruxelas aponta ainda para uma redução da taxa de desemprego, em Portugal, já este ano, para 13,4% (contra os actuais 14,1%). Em 2016 a taxa de desemprego estimada é de 12,6%.
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