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11.7.12

Quebra de 17% na construção em maio foi a maior num ano

in Jornal de Notícias

A quebra no setor da construção voltou a agravar-se em maio com o índice de produção a descer 17,3% face ao mês homólogo, a maior descida num ano, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

A variação negativa de maio, mais acentuada face aos 16,1% de abril, resulta da diminuição de 17,4 % no segmento da construção de edifícios (-16,2% em abril) e da descida de 17,2% nas obras de engenharia civil (-16,1% no mês anterior).

O volume de emprego baixou 16,1% em termos homólogos (15,7% em abril), enquanto as remunerações registaram uma variação homóloga negativa de 18,4 (-18,6% em abril).

19.6.12

Construção cai em Portugal quase três vezes mais do que na zona euro

in Público on-line

A produção da construção em Portugal caiu 14,3% em Abril face ao mesmo período do ano passado, o que representa uma quebra quase três vezes superior à verificada na zona euro, de 5%, assinala esta terça-feira o Eurostat.

A evolução do sector na zona euro continua bastante deprimida. Face ao período homólogo, a produção da construção registou uma quebra de 5% em Abril passado e de 6,4% no primeiro trimestre de 2012. Esta tendência prolonga a trajectória que se verifica desde 2007.

Mas para Portugal, a quebra de actividade é ainda mais pronunciada. Os valores hoje publicados pelo organismo estatístico europeu dão conta de um afundamento da actividade. No segundo trimestre de 2011, a quebra homóloga foi de 8,5% e tem vindo a acentuar-se. No primeiro trimestre de 2012, a quebra já foi de 13,8%. Só em Abril, a retracção de actividade no período homólogo foi de 14,3%. Quando se compara os valores face ao ano base de 2005, verifica-se que, na zona euro, o sector sofreu uma quebra de 28%. Mas em Portugal foi de quase 40%.

Este valor para a construção portuguesa segue de perto a evolução do sector para a generalidade dos países. Mas há excepções: é o caso da Bélgica, Bulgária, Malta, Polónia, Finlândia e Suécia que verificaram subidas dos índices de produção desde 2005. No primeiro trimestre de 2012, apenas sete países registaram subidas de actividade – Bélgica, Letónia, Lituânia, Polónia, Roménia, Finlândia e Suécia. Em Abril passado, igualmente a França começou a registar valores positivos.

24.5.12

Construção Civil. Quebra de concursos públicos provoca saída de 350 mil trabalhadores

Por Rita Dantas Ferreira, ionline

Assiste-se a uma redução do investimento público sem precedentes. Nos primeiros três meses de 2012 apenas foram lançados 457 concursos públicos, o que representa uma queda de 19% face ao mesmo período do ano anterior. No que diz respeito a adjudicações, de acordo com a Associação das Indústrias da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), registaram-se 859 concursos públicos adjudicados, o que representa uma queda de 20% em termos homólogos.

As associações do sector queixam-se e dizem que vivem uma situação de emergência, sem quaisquer perspectivas de futuro. Em 2010, o sector da construção empregava mais de 600 mil pessoas. No final de 2011, já só dava trabalho a 450 mil. E até ao final deste ano, a previsão aponta para pouco mais de 250 mil pessoas. Os responsáveis do sector dizem que se não forem tomadas medidas urgentes nos próximos seis meses o colapso parece inevitável. E a falta de investimento em obras públicas é um dos problemas. A maior parte das empresas de construção civil depara-se com problemas como a escassez de obras, bem evidenciada nos números das adjudicações e nos atrasos de pagamento do Estado. De acordo com os dados apresentados pela Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas (AECOPS), o montante das adjudicações de obras públicas caiu 1889 milhões de euros. Em 2011, a administração central, local, regiões autónomas e outras entidades gastaram 2400 milhões de euros nos concursos públicos. Entre Janeiro e Março de 2012, os valores caíram para 511,2 milhões de euros.

Ou seja, uma redução de 44% face ao ano anterior. Em valor, as quebras ao nível dos concursos públicos são ainda mais expressivas. De acordo com o último inquérito aos prazos de recebimento das obras públicas, no seu conjunto, as dívidas em atraso das autarquias ascendem aos 930 milhões de euros e o prazo médio fixou-se em 7,9 meses.


“Durante anos, o Estado foi o principal investidor. Era o papel dele”, refere o CEO da Casais Engenharia e Construção, António Carlos Rodrigues. Ao desinvestimento público somam-se as dificuldades nos restantes segmentos de actividade. “O Estado era considerado como cumpridor mas agora é um activo que já não é credível”, explica o responsável pela empresa que encontrou na internacionalização uma forma de escapar à crise. Em 2011, fecharam 8800 empresas portuguesas do sector e perderam-se 83 mil postos de trabalho. A aposta em novos mercados como Alemanha, Brasil e Qatar permitiu à empresa de Braga fazer frente às dificuldades no sector que começara em 2001. António Carlos diz que cabe ao governo perceber o que se passa no ramo e perceber o que é o mercado realmente precisa. “O papel de regulador foi esquecido”, acusa o responsável, que pretende criar uma carteira de clientes no estrangeiro de 70%.

Uma outra empresa da zona norte, que pediu para não ser identificada, acusa o Estado de ser o principal responsável pela falência das empresas da construção. “O executivo não tem noção das implicações com o fim do TGV”, refere. A Soares da Costa informou que o fim do projecto ferroviário terá um impacto de cerca de 209 milhões de euros em obra a menos. A construtora vai ser obrigada a reduzir o número de trabalhadores.
Para o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Distrito de Braga, o maior problema são os subsectores da construção. “São as primeiras a cair”, refere o presidente do organismo, José Ferreira. De acordo com os dados disponíveis pela entidade, desde 2011, 60% das pequenas empresas na zona norte fecharam.”As grandes empresas estão presas por um fio”, explica José Ferreira. Ao sindicato, têm chegado relatos de rescisão de contratos das principais firmas de construção no norte do país como a Sá Machado, Cantinhos e Eusébios. “Não é possível perceber que empresas que se apresentam como modelos caem como baralhos de cartas”, culpa o presidente do sindicato, referindo-se à construtora FDO, que declarou insolvência com mais de 200 milhões de dívidas.


As autarquias locais são as entidades que têm o montante de dívidas às empresas de construção mais elevado. No entanto, são elas que pagam a menos de 3 meses. Desta forma, 54% das autarquias cumprem os prazos de pagamento dentro do que está estipulado na lei. No entanto, também se verifica que quase um terço paga a mais de seis meses.
Para as associações da área, a reabilitação urbana e o arrendamento são a solução mais rápida, capazes de salvaguardar o emprego e as empresas de um dos sectores que mais tem sofrido com a crise económica.

17.5.12

Construção e imobiliário perdem 400 postos de trabalho por dia

in Jornal de Notícias

A construção e o imobiliário perderam 38 mil postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano, cerca de 400 empregos por dia, de acordo com os cálculos da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário.

A estrutura liderada por Reis Campos garante que o setor já soma mais de dez anos de crise com a perda de mais de 300 mil efetivos, desde 2002, mas que a situação está a agravar-se.

No seguimento dos dados do desemprego avançados, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) afirma que os números "refletem a total ausência de soluções capazes de dinamizar a atividade".

Assim, a confederação exige uma "atuação imediata" do Governo, uma vez que a eliminição de postos de trabalho neste setor irá fazer com que a taxa de desemprego nacional fique "inevitavelmente" acima de 20%.

"Mais de metade dos postos de trabalho perdidos no primeiro trimestre de 2012 são oriundos da construção e do imobiliário", reforçou.

A taxa de desemprego portuguesa atingiu os 14,9% da população ativa no primeiro trimestre de 2012, o nível mais alto de sempre, segundo dados esta quarta-feira divulgados pelo INE.

O governo prevê que a taxa de desemprego média, em 2012, seja 14,5%. No entanto, o ministro das Finanças anunciou já uma revisão do método de previsão, cujos resultados serão revelados no início de Junho.

9.5.12

Construção: desemprego vai tocar os 20%

in Agência Financeira

Crise vai fazer disparar a taxa de desemprego em Portugal, avisa a confederação do setor que pede ajuda ao Governo


A crise na construção civil vai levar os número do desemprego em Portugal até aos 20 por cento. O aviso surgiu esta segunda-feira pelo presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI).

«O setor da construção e do imobiliário vai conduzir a que o desemprego nacional supere os 20%. Esta é uma realidade e, principalmente, uma angústia para quem, neste momento, é empresário é trabalhador», disse Reis Campos à TVI.

A 5 de Junho realiza-se em Lisboa o primeiro encontro de empresas de construção civil, um setor em que, por dia, há uma média de 12 falências.

Reis Campos reclama medida por parte do Governo e diz que, se nada for feito, os números do desemprego vão disparar.

26.3.12

Construção pode ficar com menos 140 mil trabalhadores até ao fim do ano

in RR

Construção pode ficar com menos 140 mil trabalhadores até ao fim do ano
Áudio Reis Campos apresenta os números negros

O sector da construção pode fechar 2012 com menos 14 mil empresas e 140 mil trabalhadores. A previsão é avançada à Renascença pelo presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário.

“Até ao final do ano, se nada for feito, não for avançado o lançamento do mercado reabilitação urbana, se não houver o reajustamento das regras de acesso ao QREN, o sector vai perder 140 mil trabalhadores este ano e cerca de 13 ou 14 mil empresas”, indica Reis Campos.

A cada dia, quase 400 trabalhadores da construção caem no desemprego. Para travar a tendência, é necessário uma estratégia que passe, nomeadamente, pelo relançamento do mercado de reabilitação urbana pode evitar uma contabilidade tão negra.

“Uma vez que estamos a perder, por dia, cerca de 380 postos de trabalho e cerca de 16 empresas. Ou seja, a construção é, neste momento, a actividade mais afectada com a política de austeridade imposta pelo Governo. Quedas, face ao ano passado, de 64,4%, promoções de concursos públicos e 38% do valor dos concursos adjudicados”, aponta Reis Campos, acusando o Governo de fazer “cortes cegos”.

2.2.12

Construção: sector pode perder 130 mil empregos

in Agência Financeira

Sindicato teme «escravatura» no estrangeiro

O Sindicato da Construção de Portugal alertou esta quinta-feira para a previsível perda de 130 mil empregos no sector até ao fim do ano, culpabilizando o Governo «pelos milhares de portugueses que vão ser escravos» na Europa.

«O primeiro-ministro e o ministro da Economia serão responsabilizados pela maior escravatura de sempre se não tiverem em atenção as nossas propostas», frisou Albano Ribeiro, presidente do sindicato, em conferência de imprensa.

As propostas da estrutura sindical para evitar a perda de 130 mil trabalhadores no sector passam pelo investimento na requalificação de redes de saneamento básico, estradas secundárias e requalificação habitacional.

De acordo com Albano Ribeiro, estas apostas permitiriam criar 30 mil, 40 mil e 60 mil postos de trabalho, respectivamente.

O sindicato, que em Dezembro apontava a perda de mais 60 mil empregos na construção em 2012, estima agora um aumento de mais de 50 por cento no número de desempregados, indicando uma perda «de 130 mil trabalhadores» até ao fim do ano.

Albano Ribeiro lembra que, em 2010, o sector tinha 770 mil trabalhadores, que em 2011 perdeu 90 mil e que o ritmo tende «a aumentar porque a construção de muitas infra-estruturas está a terminar», levando «muitos trabalhadores para fora do país».

Desde 2008, o sector perdeu «7300 empresas», a um ritmo de «10 empresas e 360 trabalhadores por dia».