In "Jornal de Notícias"
Portugal foi um dos países que registaram o maior aumento da desigualdade no rendimento das famílias com crianças, revela um relatório da Unicef que analisou 41 países da União Europeia e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
"Nos grandes países do Sul da Europa, Grécia, Espanha. Itália e Portugal, registaram-se diferenças nos rendimentos superiores a 60%, tal como em Israel. no Japão e no México", refere o documento, que analisa as disparidades em termos de rendimento, desempenho escolar, problemas de saúde e satisfação com a vida reportados pelas próprias crianças.
Segundo o relatório, o maior aumento na desigualdade, de pelo menos 5%, foi registado em quatro países do Sul da Europa. Espanha, Grécia, Itália e Portugal, e em trés países da Europa Oriental: Eslováquia. Eslovénia e Hungria.
Em todos estes países, com exceção da Eslováquia, o rendimento médio das famílias com crianças desceu, refere o relatório "Equidade para as crianças: Uma tabela classificativa das desigualdades de bem-estar das crianças nos países ricos".
O relatório salienta que o mercado de trabalho determina em grande parte o rendimento das famílias com crianças, em especial após uma crise económica, quando aumentam as taxas de desemprego e o trabalho precário.
Alerta ainda que, no nível de rendimentos mais baixos. "abundam de forma desproporcionada" os casos de crianças que vivem em lares onde todos os membros da família estão desempregados. uma situação verificada em todos os países europeus.
A nível da desigualdade na saúde. Portugal ocupa a 7.' posição, atrás da Áustria. Alemanha. Suíça, Noruega. Dinamarca e Finlândia.
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15.1.16
Alunos da ESECS debatem ´Desigualdades Sociais`
In "Diário de Leiria"
'Desigualdades Sociais' é o tema central do encontro organizado pelos alunos do 3.º ano, de ensino a distância, de Relações Humanas e Comunicação Organizacional da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Instituto Politécnico de Leiria, que vai ter lugar amanhã, no Auditório 1 da ESECS, pelas 19h00.
Promover o debate de questões relacionadas com as desigualdades sociais, a pobreza e a exclusão social, fazendo assim uma abordagem sobre a actual situação da sociedade portuguesa, é o principal objectivo da iniciativa. A organização pretende, ainda, contribuir para uma melhor compreensão das medidas de combate às desigualdades sociais, uma realidade que afecta um número considerável de pessoas em Portugal.
Para debater esta realidade vai estar presente Carlos Farinha Rodrigues, professor de Economia no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade Técnica de Lisboa, investigador e autor de vários artigos sobre desigualdades sociais. Patrícia Ervilha, coordenadora Distrital do Núcleo de Leiria da Rede Europeia Anti-Pobreza, e Maria José Vieira, presidente da Direcção Colina da Castelo Associação de Solidariedade Social de Leiria, são as outras convidadas para o encontro.
A sessão de abertura está marcada para as 19h00. A primeira intervenção é de Patrícia Ervilha, coordenadora Distrital do Núcleo de Leiria da Rede Europeia Anti-Pobreza, seguin do-se a de Maria José Vieira, presidente da direcção da Colina do Castelo Associação de Solidariedade Social de Leiria.
Às 19h30 tem lugar a intervenção de Carlos Farinha Rodrigue, professor de Economia no ISEG da Universidade Técnica de Lisboa e especialista nas áreas da pobreza, desigualdades e repartição dos rendimentos, seguindo um debate.
'Desigualdades Sociais' é o tema central do encontro organizado pelos alunos do 3.º ano, de ensino a distância, de Relações Humanas e Comunicação Organizacional da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Instituto Politécnico de Leiria, que vai ter lugar amanhã, no Auditório 1 da ESECS, pelas 19h00.
Promover o debate de questões relacionadas com as desigualdades sociais, a pobreza e a exclusão social, fazendo assim uma abordagem sobre a actual situação da sociedade portuguesa, é o principal objectivo da iniciativa. A organização pretende, ainda, contribuir para uma melhor compreensão das medidas de combate às desigualdades sociais, uma realidade que afecta um número considerável de pessoas em Portugal.
Para debater esta realidade vai estar presente Carlos Farinha Rodrigues, professor de Economia no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade Técnica de Lisboa, investigador e autor de vários artigos sobre desigualdades sociais. Patrícia Ervilha, coordenadora Distrital do Núcleo de Leiria da Rede Europeia Anti-Pobreza, e Maria José Vieira, presidente da Direcção Colina da Castelo Associação de Solidariedade Social de Leiria, são as outras convidadas para o encontro.
A sessão de abertura está marcada para as 19h00. A primeira intervenção é de Patrícia Ervilha, coordenadora Distrital do Núcleo de Leiria da Rede Europeia Anti-Pobreza, seguin do-se a de Maria José Vieira, presidente da direcção da Colina do Castelo Associação de Solidariedade Social de Leiria.
Às 19h30 tem lugar a intervenção de Carlos Farinha Rodrigue, professor de Economia no ISEG da Universidade Técnica de Lisboa e especialista nas áreas da pobreza, desigualdades e repartição dos rendimentos, seguindo um debate.
10.12.12
Desigualdades sociais podem potenciar prevalência da diabetes tipo 2
in Sol
A baixa escolaridade, o desemprego, as más condições de habitação ou as dificuldades no acesso a cuidados de saúde podem potenciar a prevalência da diabetes, principalmente a de tipo 2, segundo a especialista em geografia da saúde, Paula Santana.
De acordo com a especialista em geografia da saúde e do planeamento urbano sustentável, a diabetes de tipo 2 “tem vindo a revelar-se como uma patologia associada a grupos socioeconómicos mais desfavorecidos”, com uma prevalência mais elevada em pessoas com baixa escolaridade, em situação de desemprego, que vivem em más condições de habitação ou com mais dificuldades em aceder a cuidados de saúde, ao contrário da diabetes de tipo 1, que é genética.
A “Geografia da Diabetes: as desigualdades sociais e o risco de morte” é o tema do primeiro debate do ciclo de conferências “Diabetes Século XXI”, que começam terça-feira, organizadas pela Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, e em resposta a perguntas da agência Lusa, Paula Santana explicou que as desigualdades sociais são uma vulnerabilidade que têm necessariamente impacto em todas as doenças, incluindo a diabetes.
De acordo com a especialista, não estão ainda totalmente identificados os factores de risco biológicos e comportamentais para a diabetes tipo 2, mas vários estudos apontam para que o excesso de peso e/ou obesidade e a falta de exercício físico tenham um forte contributo.
Sendo assim, a diabetes tipo 2 “tem vindo a revelar-se como uma patologia associada a grupos socioeconómicos mais desfavorecidos, sendo a sua prevalência mais elevada em indivíduos e contextos de privação sociomaterial ou ausência de estilos de vida saudáveis, como a prática de actividade física, ou com dificuldades no acesso aos cuidados de saúde”.
Paula Santana aponta que um acesso diferenciado à educação em diabetes e aos cuidados de saúde primários é uma importante causa de resultados positivos em pessoas com diabetes, ao mesmo tempo que quando não é garantido a todos o acesso a cuidados de saúde adequados, pode estar em causa o perpetuar das desigualdades sociais na diabetes.
De acordo com a especialista, é possível retardar o surgimento da diabetes tipo 2 através da prevenção e apontou que a combinação de perda de peso moderada com o aumento da actividade física pode levar a uma redução de 60% na incidência da diabetes em indivíduos geneticamente vulneráveis ou de alto risco.
“Intervenções que têm uma forte componente de educação para comportamentos e estilos de vida saudáveis podem atenuar o impacto das desigualdades sociais no desenvolvimento da diabetes”, defendeu, salientando que, a educação e a mudança de comportamentos só conseguem ser estimulados em ambientes que criem oportunidades para comportamentos saudáveis.
Na opinião de Paula Santana, o desafio em tempos de crise está em criar programas públicos de prevenção da diabetes, das suas complicações e consequências, desenvolvendo e avaliando formas de perceber os factores que tornam as pessoas mais vulneráveis.
“É este o desafio para os próximos anos: gastar melhor na prevenção para gastar menos no tratamento, já que a tendência crescente é de aumento da incidência”, defendeu.
Lusa/SOL
A baixa escolaridade, o desemprego, as más condições de habitação ou as dificuldades no acesso a cuidados de saúde podem potenciar a prevalência da diabetes, principalmente a de tipo 2, segundo a especialista em geografia da saúde, Paula Santana.
De acordo com a especialista em geografia da saúde e do planeamento urbano sustentável, a diabetes de tipo 2 “tem vindo a revelar-se como uma patologia associada a grupos socioeconómicos mais desfavorecidos”, com uma prevalência mais elevada em pessoas com baixa escolaridade, em situação de desemprego, que vivem em más condições de habitação ou com mais dificuldades em aceder a cuidados de saúde, ao contrário da diabetes de tipo 1, que é genética.
A “Geografia da Diabetes: as desigualdades sociais e o risco de morte” é o tema do primeiro debate do ciclo de conferências “Diabetes Século XXI”, que começam terça-feira, organizadas pela Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, e em resposta a perguntas da agência Lusa, Paula Santana explicou que as desigualdades sociais são uma vulnerabilidade que têm necessariamente impacto em todas as doenças, incluindo a diabetes.
De acordo com a especialista, não estão ainda totalmente identificados os factores de risco biológicos e comportamentais para a diabetes tipo 2, mas vários estudos apontam para que o excesso de peso e/ou obesidade e a falta de exercício físico tenham um forte contributo.
Sendo assim, a diabetes tipo 2 “tem vindo a revelar-se como uma patologia associada a grupos socioeconómicos mais desfavorecidos, sendo a sua prevalência mais elevada em indivíduos e contextos de privação sociomaterial ou ausência de estilos de vida saudáveis, como a prática de actividade física, ou com dificuldades no acesso aos cuidados de saúde”.
Paula Santana aponta que um acesso diferenciado à educação em diabetes e aos cuidados de saúde primários é uma importante causa de resultados positivos em pessoas com diabetes, ao mesmo tempo que quando não é garantido a todos o acesso a cuidados de saúde adequados, pode estar em causa o perpetuar das desigualdades sociais na diabetes.
De acordo com a especialista, é possível retardar o surgimento da diabetes tipo 2 através da prevenção e apontou que a combinação de perda de peso moderada com o aumento da actividade física pode levar a uma redução de 60% na incidência da diabetes em indivíduos geneticamente vulneráveis ou de alto risco.
“Intervenções que têm uma forte componente de educação para comportamentos e estilos de vida saudáveis podem atenuar o impacto das desigualdades sociais no desenvolvimento da diabetes”, defendeu, salientando que, a educação e a mudança de comportamentos só conseguem ser estimulados em ambientes que criem oportunidades para comportamentos saudáveis.
Na opinião de Paula Santana, o desafio em tempos de crise está em criar programas públicos de prevenção da diabetes, das suas complicações e consequências, desenvolvendo e avaliando formas de perceber os factores que tornam as pessoas mais vulneráveis.
“É este o desafio para os próximos anos: gastar melhor na prevenção para gastar menos no tratamento, já que a tendência crescente é de aumento da incidência”, defendeu.
Lusa/SOL
20.9.12
Portugal é terceiro na Europa quanto à desigualdade na distribuição de rendimentos, indicam dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos
Andreia Brito, in RTP
Portugal é o terceiro país da União Europeia com mais desigualdades na distribuição de rendimentos. Pior, só mesmo a Letónia e a Lituânia.
O documento mostra que, apesar de uma ligeira queda, as desigualdades na distribuição dos rendimentos pelas famílias portuguesas "são mais elevadas em Portugal do que em todos os países europeus, exceto Letónia e Lituânia".
Em Portugal, os 20 por cento mais ricos têm um rendimento seis vezes superior ao dos 20 por cento mais pobres.
O risco de pobreza atinge os 43,4 por cento, e apesar dos apoios sociais darem alguma ajuda, uma em cada cinco pessoas é considerada pobre, e uma, em cada três pessoas com mais de 65 anos vive só e é considerada pobre. Números abaixo da média europeia.
A diferença entre ricos e pobres também é superior à da média dos outros países europeus, e mostra uma clara divisão entre ricos nas cidades e pobres no campo.
O estudo conclui que "o despovoamento do Portugal rural em favor das áreas urbanas e do litoral é uma tendência prevalecente".
O despovoamento das zonas rurais tem contribuído para a redução do número de explorações agrícolas - que eram quase 800 mil em 1979, mas agora quase não ultrapassam as 300 mil. O abandono dos campos, também é um dos motivos que leva ao aumento do número de incêndios florestais.
Portugal é o terceiro país da União Europeia com mais desigualdades na distribuição de rendimentos. Pior, só mesmo a Letónia e a Lituânia.
O documento mostra que, apesar de uma ligeira queda, as desigualdades na distribuição dos rendimentos pelas famílias portuguesas "são mais elevadas em Portugal do que em todos os países europeus, exceto Letónia e Lituânia".
Em Portugal, os 20 por cento mais ricos têm um rendimento seis vezes superior ao dos 20 por cento mais pobres.
O risco de pobreza atinge os 43,4 por cento, e apesar dos apoios sociais darem alguma ajuda, uma em cada cinco pessoas é considerada pobre, e uma, em cada três pessoas com mais de 65 anos vive só e é considerada pobre. Números abaixo da média europeia.
A diferença entre ricos e pobres também é superior à da média dos outros países europeus, e mostra uma clara divisão entre ricos nas cidades e pobres no campo.
O estudo conclui que "o despovoamento do Portugal rural em favor das áreas urbanas e do litoral é uma tendência prevalecente".
O despovoamento das zonas rurais tem contribuído para a redução do número de explorações agrícolas - que eram quase 800 mil em 1979, mas agora quase não ultrapassam as 300 mil. O abandono dos campos, também é um dos motivos que leva ao aumento do número de incêndios florestais.
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