in a Reconquista
As IPSS têm falta de recursos humanos, pelo que o novo paradigma passa pela aposta reestruturada no apoio domiciliário.
Um dos encontros decorreu no Lar Major Rato em Alcains
O Núcleo Distrital de Castelo Branco da Rede Europeia Anti Pobreza (EAPN), no âmbito do Dia Internacional de Erradicação da Pobreza (celebrado a 17 de outubro), promoveu, dia 19 na Santa Casa da Misericórdia da Covilhã e dia 20 no Lar Major Rato em Alcains, em parceria com estas instituições anfitriãs, mas também com o Instituto Português do Desporto e Juventude, a delegação de Castelo Branco da Cruz Vermelha Portuguesa e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Castelo Branco, um encontro de associados, onde analisaram o impacto da crise na vida das instituições.
O encontro de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), associadas à EAPN, teve como foco um “debate de Reflexão da situação atual das instituições do Distrito de Castelo Branco”, na semana dedicada à “Erradicação da Pobreza”.
O Núcleo Distrital de Castelo Branco da EAPN, “tendo um olhar atento às questões das respostas sociais do distrito, associadas à Pobreza e Exclusão Social, que se agravam, debruçou-se neste debate sobre o modelo social atual, com o intuito de contribuir para a construção de um novo paradigma”. Desde logo, “a pandemia, trouxe novos desafios às entidades de cariz social e para os quais não estavam preparadas. Muitas dificuldades foram superadas, enquanto outras se mantêm, obrigando a outras soluções que passam pela formação, pelas respostas sociais e de grande apoio financeiro para manter as respostas que oferecem à comunidade”, avançam os promotores, acrescentando que “o decréscimo de utentes nas respostas socias de Centro de Dia, Apoio Domiciliário, e Centros de Convívio, levaram os utentes a procurarem resposta de ERPI (Estrutura Residencial Para Idosos - Lar) com o aumento da fragilidade das pessoas, devido à dependência e de muitos residirem isolados da comunidade”.
Por outro lado, “a média de idades muito altas, nas direções das IPSS, leva a repensar no rejuvenescimento das mesmas, mas a falta de recursos humanos é notório em todas a instituições, as quais têm que rever todos os seus quadros. O problema mais eminente de hoje e de futuro é o quadro de pessoal”. Além disso, “o envelhecimento populacional de algumas freguesias, leva ao acentuar da questão dos recursos humanos e que futuro, têm as organizações para manter as respostas à comunidade”.
Os associados da EAPN defendem assim que “o apoio domiciliário será o paradigma do futuro, nos próximos anos, numa aposta mais individualizada às necessidades das pessoas, envolvendo uma rede de parceiros locais de forma a envolver todos na reposta social, habitacional e saúde”.
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28.10.22
17.10.18
A erradicação da pobreza não pode ser assunto "apenas nos momentos de crise"
in SicNotícias
O Presidente da República a acompanhar o grupo SAOM que apoia os sem-abrigo no Porto, em maio de 2018
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje que é preciso uma estratégia autónoma de combate à pobreza, à semelhança do que já acontece com as pessoas sem-abrigo, sublinhando que o momento de o fazer é agora.
"A pobreza e a sua erradicação não podem ser assuntos aos quais voltamos apenas nos momentos de crise. Agora que o tempo é de recuperação económica e financeira é o momento para agir", lê-se na nota publicada na página da internet da Presidência da República, a propósito do Dia Internacional de Erradicação da Pobreza.
Para o Presidente, trata-se de uma data que deve ser lembrada por todos os portugueses, sobretudo nos bons momentos, e aponta que a "erradicação da pobreza e o combate às desigualdades sociais são dois dos problemas para os quais a sociedade portuguesa tem de olhar com determinação e vontade de agir".
Marcelo vai mais longe e diz mesmo que em Portugal é preciso criar e defender a noção de responsabilidade coletiva sobre estes temas.Lembra que ainda este mês Portugal foi elogiado pelo Conselho da Europa pelo esforço feito no sentido de os mais pobres acederem à justiça, sendo destacado "o facto de o universo de pessoas abrangidas pelo apoio judiciário em Portugal ser muito superior ao de outros países europeus".
Marcelo Rebelo de Sousa admite que esses elogios são bons e que estimulam, mas não chegam. "É necessário ir mais longe e criar uma estratégia autónoma de combate à pobreza.
Uma estratégia transversal, que olhe para a justiça, mas também para o trabalho, para a educação, para a saúde, para a habitação", defende o Presidente.
Marcelo Rebelo de Sousa dá como exemplo o que já acontece para as pessoas sem-abrigo, para as quais já há uma estratégia multidisciplinar, "com objetivos traçados (e alguns já atingidos) e um prazo temporal para avaliação".
"É um exemplo no caminho para o combate às desigualdades, juntando os esforços e os meios do Estado à experiência das estruturas da sociedade civil e ao voluntariado de tantos cidadãos anónimos", lê-se na nota.
O Presidente da República sublinha também que a pobreza não é uma estatística, mas uma realidade, apontando que os dados mais recentes apontam para a existência de perto de dois milhões de portugueses que são pobres, muitos deles com emprego.
"Ou seja, o risco de pobreza não é uma situação marginal, que atinge apenas os mais vulneráveis ou aqueles que em determinado momento da vida se encontram em risco de exclusão. O risco de pobreza é uma realidade social à qual nenhum português pode virar as costas", conclui.
O Presidente da República a acompanhar o grupo SAOM que apoia os sem-abrigo no Porto, em maio de 2018
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje que é preciso uma estratégia autónoma de combate à pobreza, à semelhança do que já acontece com as pessoas sem-abrigo, sublinhando que o momento de o fazer é agora.
"A pobreza e a sua erradicação não podem ser assuntos aos quais voltamos apenas nos momentos de crise. Agora que o tempo é de recuperação económica e financeira é o momento para agir", lê-se na nota publicada na página da internet da Presidência da República, a propósito do Dia Internacional de Erradicação da Pobreza.
Para o Presidente, trata-se de uma data que deve ser lembrada por todos os portugueses, sobretudo nos bons momentos, e aponta que a "erradicação da pobreza e o combate às desigualdades sociais são dois dos problemas para os quais a sociedade portuguesa tem de olhar com determinação e vontade de agir".
Marcelo vai mais longe e diz mesmo que em Portugal é preciso criar e defender a noção de responsabilidade coletiva sobre estes temas.Lembra que ainda este mês Portugal foi elogiado pelo Conselho da Europa pelo esforço feito no sentido de os mais pobres acederem à justiça, sendo destacado "o facto de o universo de pessoas abrangidas pelo apoio judiciário em Portugal ser muito superior ao de outros países europeus".
Marcelo Rebelo de Sousa admite que esses elogios são bons e que estimulam, mas não chegam. "É necessário ir mais longe e criar uma estratégia autónoma de combate à pobreza.
Uma estratégia transversal, que olhe para a justiça, mas também para o trabalho, para a educação, para a saúde, para a habitação", defende o Presidente.
Marcelo Rebelo de Sousa dá como exemplo o que já acontece para as pessoas sem-abrigo, para as quais já há uma estratégia multidisciplinar, "com objetivos traçados (e alguns já atingidos) e um prazo temporal para avaliação".
"É um exemplo no caminho para o combate às desigualdades, juntando os esforços e os meios do Estado à experiência das estruturas da sociedade civil e ao voluntariado de tantos cidadãos anónimos", lê-se na nota.
O Presidente da República sublinha também que a pobreza não é uma estatística, mas uma realidade, apontando que os dados mais recentes apontam para a existência de perto de dois milhões de portugueses que são pobres, muitos deles com emprego.
"Ou seja, o risco de pobreza não é uma situação marginal, que atinge apenas os mais vulneráveis ou aqueles que em determinado momento da vida se encontram em risco de exclusão. O risco de pobreza é uma realidade social à qual nenhum português pode virar as costas", conclui.
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