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17.10.18

Portugueses que trabalham continuam pobres

in Rádio Comercial

Apesar da pobreza em Portugal estar a diminuir, a Rede Anti-Pobreza deixa alertas ao governo.

A pobreza em Portugal está a diminuir, mas há mais de 1 milhão de portugueses que têm trabalho e são pobres. O alerta é da associação Rede Anti-Pobreza.

Os últimos indicadores do Instituto Nacional de Estatística revelam que em 2017 haviam menos 196 mil portugueses em situação de pobreza, em comparação com o ano anterior.
No total eram 2,4 milhões de portugueses em risco de pobreza, sendo que 10,7 % estão empregados.

Para melhorar a situação, Agostinho Moreira, presidente da Rede Anti-Pobreza, pede ao governo um salário digno para as pessoas em situação de pobreza.

Na proposta de orçamento de estado para 2019, está prevista a diminuição da taxa de desemprego para 6,3 %.

Agostinho Moreira mostra-se satisfeito com a proposta e confirma a tendência para o aumento do emprego.

Apesar dos números apontarem para uma redução da pobreza e da exclusão social, o presidente da associação Rede Anti-Pobreza chama à atenção do governo para as crianças que vivem em situação de pobreza.

Estas preocupações vão ser transmitidas esta quarta-feira ao Ministro do trabalho e da Segurança Social.

A Rede Anti-Pobreza organizou o Fórum Nacional sobre o combate à pobreza e exclusão social para este Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

23.10.17

Vigília assinala hoje em Lisboa Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

in Diário de Notícias

Várias organizações realizam hoje, em Lisboa, uma vigília pela "erradicação da pobreza", para lembrar os 2,6 milhões de pobres em Portugal e apelar ao envolvimento de todos na luta contra este flagelo.

A vigília, marcada para as 21:30 de hoje junto à Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, é organizada pela Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal, pela associação ANIMAR, Amnistia Internacional, Comissão de Freguesias da Estrela e pela Assistência Médica Internacional (AMI).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da EAPN Portugal, o padre Jardim Moreira, explicou que a iniciativa pretende criar "um momento público" de congregação de várias instituições que lutam contra a pobreza em Portugal, assinalando assim o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, 17 de outubro.

Durante a vigília, as instituições irão divulgar vídeos e pessoas em situação de pobreza e exclusão social irão dar o seu testemunho.

No recinto, serão também colocadas velas para "lembrar todos os cidadãos portugueses da necessidade e do dever" que todos têm de corrigir a situação de injustiça em que muitos portugueses vivem.

Além da vigília, outras iniciativas marcam o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza em várias cidades do país,
Em Évora, arranca a iniciativa "Pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social", promovida pela EAPN Portugal, que decorre até dia 24 em todo o país.

Na mesma cidade alentejana decorre o seminário "A Concertação Estratégica no Combate à Pobreza", promovido pela Unitate -- Associação de Desenvolvimento da Economia Social.

Em Braga, é inaugurada na Praça da República a exposição "Construtores de Esperança" e no Funchal, o Núcleo da Madeira do Movimento Erradicar a Pobreza realiza uma iniciativa de contacto com a população.

A Impossible -- Passionate Happenings e a Cáritas Diocesana de Lisboa realizam, em Lisboa, o "Fórum My Precious -- Uso das Coisas -- Quando o mundo não pode ser de ninguém", que assinala a Jornada Internacional pela Erradicação da Pobreza.

Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística referem que, em 2016, havia 2,595 milhões de portugueses (25,1%) em risco de pobreza ou exclusão social, menos 1,5 pontos percentuais face ano anterior.

Destas, 487 mil (18,8%) tinham menos de 18 anos e 468 mil (18%) tinham 65 ou mais anos, adiantam os dados, que apontam um aumento do rendimento médio disponível por família de 79 euros, passando para 1.497 euros por mês, em 2016.

O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza foi instituído pelas Nações Unidas para consciencializar sobre a necessidade de erradicar a pobreza e a miséria em todo o mundo.

15.10.15

Portugal: Rede Europeia Anti-Pobreza lança campanha de sensibilização

in Agência Ecclesia

Fórum Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social decorre na Figueira da Foz

Porto, 13 out 2015 (Ecclesia) – A EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza está a organizar a campanha nacional ‘A pobreza não…’ que pretende sensibilizar para “as múltiplas questões da pobreza” e vai ser apresentada no âmbito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

“Temos procurado promover a cidadania e a participação das pessoas que vivem ou viveram em situação de pobreza e/ou exclusão social, particularmente entre os grupos sociais mais desfavorecidos. E, este desígnio, tem-se materializado através da promoção e desenvolvimento de movimentos de cidadania, quer a nível distrital, quer a nível nacional”, revela o presidente da EAPN Portugal, o padre Jardim Moreira.

Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a EAPN Portugal explica que o foco da campanha está centrado em cinco imagens que remetem para cinco mensagens sobre o combate à discriminação; ao envelhecimento; à pobreza infantil; desemprego e desemprego juvenil, como ‘A pobreza não…’: “Tem barreiras; vive no nevoeiro; é cor-de-rosa; é indolor; tem só uma face.”

A organização que apela a que as pessoas “não faça de conta que isto não lhe diz respeito”, já conta com a adesão de “mais de 125 municípios” que disponibilizaram cerca de 400 suportes publicitários nos diferentes concelhos envolvidos nesta ação de sensibilização.

A campanha ‘A pobreza não…’ é apresentada esta quarta-feira, no sétimo Fórum Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, que começou hoje, no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz.

Com este fórum, a EAPN Portugal pretende de forma geral a participação de cidadãos que “vivem, ou viveram, em situação de pobreza e/ou exclusão social”.

O padre Jardim Moreira alerta que a democracia e os direitos humanos são os princípios orientadores da União Europeia, “fundamentais para sociedades inclusivas e dinâmicas”, e os governos devem estar ao serviço das pessoas.

“Quando estamos perante a violação destes direitos, são os mais vulneráveis quem mais sofre. Se quisermos manter a dignidade humana, lutar contra a pobreza, defender a igualdade e evitar conflitos é fundamental eliminar os obstáculos que perpetuam as violações dos direitos humanos de forma a promover um Estado de direito e construindo sociedades mais justas, coesas e inclusivas”, desenvolve o presidente da EAPN Portugal.

Neste contexto, a instituição considera “importante refletir” também sobre o papel da Europa no mundo relativamente ao combate à pobreza, sensibilizando todos os cidadãos para implicarem-se e participarem no desenvolvimento, de acordo com a temática do Ano Europeu para o Desenvolvimento.

A diretora executiva da EAPN Portugal, Sandra Araújo, acrescenta que com a campanha ‘a pobreza não…’ querem transmitir que “é possível existir uma sociedade mais justa e coesa” onde todos beneficiam com a erradicação da pobreza e da exclusão social.

A campanha e o fórum realizam-se no contexto do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza assinalado este sábado.