João Baptista, in Ribatejo
O Núcleo Distrital de Santarém da Rede Europeia Anti Pobreza, organização solidária onde tem pontificado a socióloga Ricardina Dias, tem desenvolvido um notável esforço de pedagogia e acção pública no seu louvável objectivo de erradicação da pobreza.
Parece um paradoxo, nestes tempos de crise em que o número de pobres em Portugal tem crescido de ano para ano – são já mais de dois milhões, segundo os números oficiais.
Mas é precisamente, por essa razão, que as acções deste Núcleo da Rede Anti Pobreza são mais necessárias, para chamar atenção dos cidadãos e pressionar as políticas públicas, que tantas vezes elas próprias estão na origem do agudizar das desigualdades.
A foto documenta, precisamente, a última acção pública do Núcleo de Santarém da Rede Anti Pobreza, que conseguiu juntar quase meio milhar de participantes, muito deles jovens estudantes, numa Caminhada solidária pela erradicação da pobreza.
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23.10.15
Erradicar a pobreza é possível, mas não é imediato
Mário Barros, in Jornal de Notícias
Há hoje pessoas que apesar de terem fonte de rendimento pelo trabalho, vivem já em situações de pobreza ou de grande vulnerabilidade sócio económica. A titulo de exemplo, podemos dizer que cerca de metade das mais de 500 pessoas que as equipas de rua da Comunidade Vida e Paz contactam todas as noites não são pessoas ainda a viver na rua, mas são pessoas em situação de elevada vulnerabilidade social e um forte risco de pobreza e de exclusão social”.
Henrique Joaquim lança o desafio comum a interventores (profissionais e voluntários), Investigadores. decisores políticos (locais e nacionais), organizações da sociedade civil e empresas para se interrogarem acerca das razões que levam a que esteja quase tudo na mesma. É urgente um abanão de consciências para combater uma certa resignação no combate a estes problemas sociais”. Ou seja. acabar com a pobreza é possível, mas não no curto prazo.
Contribuir para a mobilização de outros setores, envolvendo-os no A pobreza e a exclusão social andam muitas vezes ligadas, ainda que a primeira condição seja sinónima da segunda O relatório da Cáritas 0 aumento da pobreza e das desigualdades - modelos sociais justos são necessários”, apresentado em abril deste ano, revelou que Portugal foi o pais, dos sete mais afetados pela crise, aquele teve a maior subida da taxa de risco de pobreza e exclusão social no ano de 2014. Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portugal. disse, então, ser “preciso tomar conta de toda a população portuguesa, mas temos de dar especial atenção aos grupos mais vulneráveis , que conjuntos vulneráveis são esses? Henrique Joaquim, presidente da Comunidade Além dos já devidamente Identificados. Hen- Vida e Paz, adianta; Se de facto continuamos
a ter os grupos Infelizmente já tradicionais a ip(e ai de risco viver a pobreza, cada vez mais se verifica a existência de outros grupos . E concretiza; de pobreza mais subiu Como solução, aponta um pacto alargado entre entidades públicas e privadas, desde os ministérios das áreas da Segurança Social e do Emprego, passando pela Saúde e Educação, às organizações da Economia Social e Solidária, até às empresas. Se a finalidade é a de que ninguém fique abaixo de um patamar mínimo de uma vida digna, então ninguém pode ficar de fora deste compromisso , declara.
Entidades como a EAPN Portugal - Rede Europeia Anti Pobreza são abrangentes no campo de atuação, ao promover, junto de pessoas em situação de pobreza, bem como de dirigentes Institucionais, a integração, ou Inclusão social, e a organização de ações que visem o desenvolvimento cultural, moral e físico das pessoas, reforçando a sua autonomia, sejam Idosos, deficientes, desempregados. famílias monoparentais. jovens em situação de risco. Imigrados, minorias étnicas e culturais, crianças maltratadas, pessoas sem abrigo ou outras. São já mais de seis dezenas de projetos nos quais a EAPN está envolvida, em matérias que vão desde a Inclusão e empregabilidade,à qualificação da intervenção social, à comunidade cigana, à escola contra a violência, entre muitos outros.
desenvolvimento de serviços e formas de Intervenção e de proteção social alternativas e de melhoria da qualidade de vida de pessoas ou grupos, prestando e dinamizando o necessário atendimento em centros especialmente construídos para esses fins, utilizando técnicas de ação social, apoio direto, de acordo com os meios materiais e técnicas próprias, encaminhamento com vista à resolução dos seus problemas, e formação em ordem à sua Integração social e Inserção sócio proflsslonal”.
Há hoje pessoas que apesar de terem fonte de rendimento pelo trabalho, vivem já em situações de pobreza ou de grande vulnerabilidade sócio económica. A titulo de exemplo, podemos dizer que cerca de metade das mais de 500 pessoas que as equipas de rua da Comunidade Vida e Paz contactam todas as noites não são pessoas ainda a viver na rua, mas são pessoas em situação de elevada vulnerabilidade social e um forte risco de pobreza e de exclusão social”.
Henrique Joaquim lança o desafio comum a interventores (profissionais e voluntários), Investigadores. decisores políticos (locais e nacionais), organizações da sociedade civil e empresas para se interrogarem acerca das razões que levam a que esteja quase tudo na mesma. É urgente um abanão de consciências para combater uma certa resignação no combate a estes problemas sociais”. Ou seja. acabar com a pobreza é possível, mas não no curto prazo.
Contribuir para a mobilização de outros setores, envolvendo-os no A pobreza e a exclusão social andam muitas vezes ligadas, ainda que a primeira condição seja sinónima da segunda O relatório da Cáritas 0 aumento da pobreza e das desigualdades - modelos sociais justos são necessários”, apresentado em abril deste ano, revelou que Portugal foi o pais, dos sete mais afetados pela crise, aquele teve a maior subida da taxa de risco de pobreza e exclusão social no ano de 2014. Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portugal. disse, então, ser “preciso tomar conta de toda a população portuguesa, mas temos de dar especial atenção aos grupos mais vulneráveis , que conjuntos vulneráveis são esses? Henrique Joaquim, presidente da Comunidade Além dos já devidamente Identificados. Hen- Vida e Paz, adianta; Se de facto continuamos
a ter os grupos Infelizmente já tradicionais a ip(e ai de risco viver a pobreza, cada vez mais se verifica a existência de outros grupos . E concretiza; de pobreza mais subiu Como solução, aponta um pacto alargado entre entidades públicas e privadas, desde os ministérios das áreas da Segurança Social e do Emprego, passando pela Saúde e Educação, às organizações da Economia Social e Solidária, até às empresas. Se a finalidade é a de que ninguém fique abaixo de um patamar mínimo de uma vida digna, então ninguém pode ficar de fora deste compromisso , declara.
Entidades como a EAPN Portugal - Rede Europeia Anti Pobreza são abrangentes no campo de atuação, ao promover, junto de pessoas em situação de pobreza, bem como de dirigentes Institucionais, a integração, ou Inclusão social, e a organização de ações que visem o desenvolvimento cultural, moral e físico das pessoas, reforçando a sua autonomia, sejam Idosos, deficientes, desempregados. famílias monoparentais. jovens em situação de risco. Imigrados, minorias étnicas e culturais, crianças maltratadas, pessoas sem abrigo ou outras. São já mais de seis dezenas de projetos nos quais a EAPN está envolvida, em matérias que vão desde a Inclusão e empregabilidade,à qualificação da intervenção social, à comunidade cigana, à escola contra a violência, entre muitos outros.
desenvolvimento de serviços e formas de Intervenção e de proteção social alternativas e de melhoria da qualidade de vida de pessoas ou grupos, prestando e dinamizando o necessário atendimento em centros especialmente construídos para esses fins, utilizando técnicas de ação social, apoio direto, de acordo com os meios materiais e técnicas próprias, encaminhamento com vista à resolução dos seus problemas, e formação em ordem à sua Integração social e Inserção sócio proflsslonal”.
21.10.15
Fome e pobreza na Lusofonia, excluindo Portugal, ainda afectam 40 milhões de pessoas
in DnNoticias.pt
A fome e a pobreza afetam 16% dos cerca de 250 milhões de lusófonos, excluindo Portugal, com Guiné-Bissau e Guiné Equatorial a registarem uma taxa de 75% de pobres, segundo dados oficiais de várias instituições internacionais.
Ao longo da última década, porém, Angola, Brasil e Cabo Verde têm melhorado os respetivos índices, com particular destaque para o país sul-americano que, em 12 anos, "desapareceu" do mapa mundial da fome (de 10% em 2002 para 1,7% em 2014), já abaixo do limite de 2,3%, considerado pela FAO o patamar de "erradicação", envolvendo, ainda assim, 3,4 milhões de pessoas, segundo dados do Governo.
Os casos mais extremos ocorrem na Guiné-Bissau e Guiné Equatorial, em que ambas registam três casos de pobreza por cada quatro habitantes, facto agravado por a primeira manter 45% dos 1,7 milhões de habitantes em pobreza extrema e de a segunda não conseguir obter melhorias nos resultados, apesar de ter o maior rendimento 'per capita' da África subsaariana.
A mesma situação acontece em Moçambique, onde o índice de pobreza, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), se manteve estável na última década, apenas com uma ténue melhoria, descendo de 54,7%, para 54% o total da população (de cerca de 26 milhões de habitantes) considerada pobre, o que representa pouco mais de mais de 13 milhões de habitantes.
Moçambique, aliás, referem o Banco Mundial (BM) e o FMI, "falhou" no objetivo de redução da pobreza, que deveria ter chegado aos 42% em 2014, embora ambos se mostrem otimistas face à diminuição da fome (de 56% no final da década de 1990 para 24% em 2014).
Os resultados práticos, porém, são trágicos, porque Moçambique regista uma média de 80 mil mortos por ano devido à desnutrição crónica, que afeta cerca de 40% da população.
Outra situação grave acontece em São Tomé e Príncipe. Um estudo do Governo com apoio da Organização Internacional o Trabalho (OIT) indica que 63% dos cerca de 195 mil habitantes é considerado pobre, com 14% deles em pobreza extrema e uma taxa de desemprego entre a população ativa a rondar os 70%.
Timor-Leste, por seu lado, tem reduzido gradual, mas também tenuemente, o índice de pobreza no país, segundo a FAO, em que, atualmente, cerca de 41,1% da população vive abaixo do limiar da pobreza, com a subnutrição a registar níveis mais animadores, descendo de 400 para 300 mil o número de subalimentados.
Caso relativo de sucesso passa-se em Angola, onde as estatísticas do FMI e do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica destacam o facto de que, em 2000, quase 92% da população vivia com menos de dois dólares/dia, valor que, dez anos mais tarde, baixou para 54%, prevendo-se que, em 2015, possa descer ainda mais, atingindo os 36,7%.
No entanto, indicam também os mesmos números, alguns deles contraditórios, há ainda entre 7,1 e 9,2 milhões de angolanos na pobreza.
Cabo Verde, segundo os dados das Nações Unidas, é o país lusófono que mais reduziu a pobreza crónica na última década e meia, passando de 49% na década de 1990 para cerca de 26% em 2014, reduzindo, também no mesmo período, a subnutrição crónica na faixa etária entre os zero e os cinco anos de 16% para 9,7% e a subnutrição aguda de 6% para 2,6%.
Hoje assinala-se o Dia mundial da Alimentação, tendo sido criada, nesta data, em 1945, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), enquanto a 17 de outubro comemora-se o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza.
A fome e a pobreza afetam 16% dos cerca de 250 milhões de lusófonos, excluindo Portugal, com Guiné-Bissau e Guiné Equatorial a registarem uma taxa de 75% de pobres, segundo dados oficiais de várias instituições internacionais.
Ao longo da última década, porém, Angola, Brasil e Cabo Verde têm melhorado os respetivos índices, com particular destaque para o país sul-americano que, em 12 anos, "desapareceu" do mapa mundial da fome (de 10% em 2002 para 1,7% em 2014), já abaixo do limite de 2,3%, considerado pela FAO o patamar de "erradicação", envolvendo, ainda assim, 3,4 milhões de pessoas, segundo dados do Governo.
Os casos mais extremos ocorrem na Guiné-Bissau e Guiné Equatorial, em que ambas registam três casos de pobreza por cada quatro habitantes, facto agravado por a primeira manter 45% dos 1,7 milhões de habitantes em pobreza extrema e de a segunda não conseguir obter melhorias nos resultados, apesar de ter o maior rendimento 'per capita' da África subsaariana.
A mesma situação acontece em Moçambique, onde o índice de pobreza, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), se manteve estável na última década, apenas com uma ténue melhoria, descendo de 54,7%, para 54% o total da população (de cerca de 26 milhões de habitantes) considerada pobre, o que representa pouco mais de mais de 13 milhões de habitantes.
Moçambique, aliás, referem o Banco Mundial (BM) e o FMI, "falhou" no objetivo de redução da pobreza, que deveria ter chegado aos 42% em 2014, embora ambos se mostrem otimistas face à diminuição da fome (de 56% no final da década de 1990 para 24% em 2014).
Os resultados práticos, porém, são trágicos, porque Moçambique regista uma média de 80 mil mortos por ano devido à desnutrição crónica, que afeta cerca de 40% da população.
Outra situação grave acontece em São Tomé e Príncipe. Um estudo do Governo com apoio da Organização Internacional o Trabalho (OIT) indica que 63% dos cerca de 195 mil habitantes é considerado pobre, com 14% deles em pobreza extrema e uma taxa de desemprego entre a população ativa a rondar os 70%.
Timor-Leste, por seu lado, tem reduzido gradual, mas também tenuemente, o índice de pobreza no país, segundo a FAO, em que, atualmente, cerca de 41,1% da população vive abaixo do limiar da pobreza, com a subnutrição a registar níveis mais animadores, descendo de 400 para 300 mil o número de subalimentados.
Caso relativo de sucesso passa-se em Angola, onde as estatísticas do FMI e do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica destacam o facto de que, em 2000, quase 92% da população vivia com menos de dois dólares/dia, valor que, dez anos mais tarde, baixou para 54%, prevendo-se que, em 2015, possa descer ainda mais, atingindo os 36,7%.
No entanto, indicam também os mesmos números, alguns deles contraditórios, há ainda entre 7,1 e 9,2 milhões de angolanos na pobreza.
Cabo Verde, segundo os dados das Nações Unidas, é o país lusófono que mais reduziu a pobreza crónica na última década e meia, passando de 49% na década de 1990 para cerca de 26% em 2014, reduzindo, também no mesmo período, a subnutrição crónica na faixa etária entre os zero e os cinco anos de 16% para 9,7% e a subnutrição aguda de 6% para 2,6%.
Hoje assinala-se o Dia mundial da Alimentação, tendo sido criada, nesta data, em 1945, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), enquanto a 17 de outubro comemora-se o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza.
Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza assinala-se esta semana
in SicNotícias
O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza celebra-se a 17 de outubro. Segundo os dados da UNESCO, entre 2011 e 2013, cerca de 842 milhões de pessoas sofriam de fome crónica. As imagens da agência Reuters mostram um olhar sobre a pobreza pelo mundo.
O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza celebra-se a 17 de outubro. Segundo os dados da UNESCO, entre 2011 e 2013, cerca de 842 milhões de pessoas sofriam de fome crónica. As imagens da agência Reuters mostram um olhar sobre a pobreza pelo mundo.
Portugal: Rede Anti Pobreza exige «estratégia nacional» para «travar flagelo» de 2,8 milhões de portugueses
in Agência Ecclesia
«Políticos não podem alegar desconhecimento», realça o organismo
Lisboa, 17 out 2015 (Ecclesia) – A Rede Anti Pobreza (EAPN) em Portugal exigiu “uma estratégia nacional” para a “erradicação” de um problema que, segundo as últimas estatísticas, ameaça atualmente 2,8 milhões de pessoas, 30 por cento da população do país.
Numa mensagem enviada à Agência ECCLESIA, no contexto do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se celebra hoje, o organismo sublinha “a urgência de travar este flagelo” e chama à responsabilidade o setor político, “que não pode, de forma nenhuma, alegar desconhecimento para a falta de ação”.
“Se olharmos apenas para os números, sabendo que é preciso ir muito para além deles, ficaremos assustados com as crianças que, em Portugal, se encontram em risco de pobreza e ou exclusão social; e ficamos igualmente assustados com os números da emigração e com os números do desemprego jovem”, realça a organização.
De acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, cerca de 2 milhões e oitocentos mil portugueses convivem hoje com o risco de pobreza ou de exclusão social.
A EAPN Portugal recorda a situação das “novas gerações”, que “não vislumbram oportunidades no país”, dos “adultos em idade ativa” que se debatem com “elevadas taxas de desemprego”, e “o número de trabalhadores pobres” que é hoje “surpreendentemente alto”.
O organismo presidido pelo padre Jardim Moreira aponta também o drama do “índice envelhecimento” da população portuguesa, que “é elevadíssimo”, sendo que as previsões para o futuro são “muito pouco animadoras”.
“Este é o retrato breve do país real!”, alerta a EAPN, que desafia os portugueses, sobretudo os mais pobres, para no próximo domingo e “em todos os dias, levantarem incansavelmente a voz” contra a desigualdade e a injustiça que marca a sociedade.
“A pobreza não é um problema de escassez de recursos. Se evitarmos a ganância e o desperdício e partilharmos o que temos de forma equitativa e sustentável, através de uma distribuição mais justa, é possível erradicar a pobreza! Não se trata de utopia, trata-se de encarar o problema de uma outra forma”, acrescenta a organização.
Instituído em 1987 pela Organização das Nações Unidas, o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza está este ano enquadrado pelo esforço da ONU em adotar uma nova agenda mundial para o desenvolvimento sustentável até 2030.
O evento acontece também num contexto de “crise humanitária, na sequência de guerras e conflitos” que têm como face “mais visível uma enorme vaga de refugiados”.
“A incerteza na tomada de decisão por parte dos líderes europeus face a este fenómeno, as consequentes manifestações xenófobas que se vão registando um pouco por toda a Europa, questionando a indispensável solidariedade no seio da União Europeia, levam-nos a temer um futuro de forte instabilidade e desesperança”, conclui a EAPN Portugal.
O Papa associou-se esta quarta-feira no Vaticano ao Dia Mundial para a Erradicação da Miséria, que se celebra a 17 de outubro, e defendeu os direitos “fundamentais” de todos os seres humanos.
“Este dia propõe-se aumentar os esforços para eliminar a pobreza extrema e a discriminação, assegurando que cada um possa exercitar plenamente os seus direitos fundamentais”, disse Francisco.
JCP
«Políticos não podem alegar desconhecimento», realça o organismo
Lisboa, 17 out 2015 (Ecclesia) – A Rede Anti Pobreza (EAPN) em Portugal exigiu “uma estratégia nacional” para a “erradicação” de um problema que, segundo as últimas estatísticas, ameaça atualmente 2,8 milhões de pessoas, 30 por cento da população do país.
Numa mensagem enviada à Agência ECCLESIA, no contexto do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se celebra hoje, o organismo sublinha “a urgência de travar este flagelo” e chama à responsabilidade o setor político, “que não pode, de forma nenhuma, alegar desconhecimento para a falta de ação”.
“Se olharmos apenas para os números, sabendo que é preciso ir muito para além deles, ficaremos assustados com as crianças que, em Portugal, se encontram em risco de pobreza e ou exclusão social; e ficamos igualmente assustados com os números da emigração e com os números do desemprego jovem”, realça a organização.
De acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, cerca de 2 milhões e oitocentos mil portugueses convivem hoje com o risco de pobreza ou de exclusão social.
A EAPN Portugal recorda a situação das “novas gerações”, que “não vislumbram oportunidades no país”, dos “adultos em idade ativa” que se debatem com “elevadas taxas de desemprego”, e “o número de trabalhadores pobres” que é hoje “surpreendentemente alto”.
O organismo presidido pelo padre Jardim Moreira aponta também o drama do “índice envelhecimento” da população portuguesa, que “é elevadíssimo”, sendo que as previsões para o futuro são “muito pouco animadoras”.
“Este é o retrato breve do país real!”, alerta a EAPN, que desafia os portugueses, sobretudo os mais pobres, para no próximo domingo e “em todos os dias, levantarem incansavelmente a voz” contra a desigualdade e a injustiça que marca a sociedade.
“A pobreza não é um problema de escassez de recursos. Se evitarmos a ganância e o desperdício e partilharmos o que temos de forma equitativa e sustentável, através de uma distribuição mais justa, é possível erradicar a pobreza! Não se trata de utopia, trata-se de encarar o problema de uma outra forma”, acrescenta a organização.
Instituído em 1987 pela Organização das Nações Unidas, o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza está este ano enquadrado pelo esforço da ONU em adotar uma nova agenda mundial para o desenvolvimento sustentável até 2030.
O evento acontece também num contexto de “crise humanitária, na sequência de guerras e conflitos” que têm como face “mais visível uma enorme vaga de refugiados”.
“A incerteza na tomada de decisão por parte dos líderes europeus face a este fenómeno, as consequentes manifestações xenófobas que se vão registando um pouco por toda a Europa, questionando a indispensável solidariedade no seio da União Europeia, levam-nos a temer um futuro de forte instabilidade e desesperança”, conclui a EAPN Portugal.
O Papa associou-se esta quarta-feira no Vaticano ao Dia Mundial para a Erradicação da Miséria, que se celebra a 17 de outubro, e defendeu os direitos “fundamentais” de todos os seres humanos.
“Este dia propõe-se aumentar os esforços para eliminar a pobreza extrema e a discriminação, assegurando que cada um possa exercitar plenamente os seus direitos fundamentais”, disse Francisco.
JCP
15.10.15
Europa. Pobreza não tem sido prioridade
in Jornal de Notícias
O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza afirmou ontem que o combate à pobreza não tem sido uma prioridade dos governos europeus, que adotaram um modelo de crescimento económico que prlvi legia o lucro. Sérgio Alres considera que o crescimento estâ a ser feito à custa da redução de direitos em termos de proteção social.
O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza afirmou ontem que o combate à pobreza não tem sido uma prioridade dos governos europeus, que adotaram um modelo de crescimento económico que prlvi legia o lucro. Sérgio Alres considera que o crescimento estâ a ser feito à custa da redução de direitos em termos de proteção social.
Campanha “Pobreza não” com acções no IPDJ
in Rádio Pax
O Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza está a promover diversas actividades de sensibilização no âmbito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinala no próximo sábado.
No Instituto Português de Desporto e Juventude (IPDJ) decorre uma feira do livro reutilizado durante esta semana. A venda de livros a preços simbólicos reverte para os vários projectos da Rede. No mesmo espaço está patente uma exposição de fotografia sobre a pobreza no distrito de Beja e uma mostra de desenhos sobre a pobreza infantil.
João Martins, presidente do Núcleo de Beja, diz que as acções de sensibilização têm de fazer parte de “um programa para o dia-a-dia” de combate à pobreza.
O Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza está a promover diversas actividades de sensibilização no âmbito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinala no próximo sábado.
No Instituto Português de Desporto e Juventude (IPDJ) decorre uma feira do livro reutilizado durante esta semana. A venda de livros a preços simbólicos reverte para os vários projectos da Rede. No mesmo espaço está patente uma exposição de fotografia sobre a pobreza no distrito de Beja e uma mostra de desenhos sobre a pobreza infantil.
João Martins, presidente do Núcleo de Beja, diz que as acções de sensibilização têm de fazer parte de “um programa para o dia-a-dia” de combate à pobreza.
Portugal: Rede Europeia Anti-Pobreza lança campanha de sensibilização
in Agência Ecclesia
Fórum Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social decorre na Figueira da Foz
Porto, 13 out 2015 (Ecclesia) – A EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza está a organizar a campanha nacional ‘A pobreza não…’ que pretende sensibilizar para “as múltiplas questões da pobreza” e vai ser apresentada no âmbito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
“Temos procurado promover a cidadania e a participação das pessoas que vivem ou viveram em situação de pobreza e/ou exclusão social, particularmente entre os grupos sociais mais desfavorecidos. E, este desígnio, tem-se materializado através da promoção e desenvolvimento de movimentos de cidadania, quer a nível distrital, quer a nível nacional”, revela o presidente da EAPN Portugal, o padre Jardim Moreira.
Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a EAPN Portugal explica que o foco da campanha está centrado em cinco imagens que remetem para cinco mensagens sobre o combate à discriminação; ao envelhecimento; à pobreza infantil; desemprego e desemprego juvenil, como ‘A pobreza não…’: “Tem barreiras; vive no nevoeiro; é cor-de-rosa; é indolor; tem só uma face.”
A organização que apela a que as pessoas “não faça de conta que isto não lhe diz respeito”, já conta com a adesão de “mais de 125 municípios” que disponibilizaram cerca de 400 suportes publicitários nos diferentes concelhos envolvidos nesta ação de sensibilização.
A campanha ‘A pobreza não…’ é apresentada esta quarta-feira, no sétimo Fórum Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, que começou hoje, no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz.
Com este fórum, a EAPN Portugal pretende de forma geral a participação de cidadãos que “vivem, ou viveram, em situação de pobreza e/ou exclusão social”.
O padre Jardim Moreira alerta que a democracia e os direitos humanos são os princípios orientadores da União Europeia, “fundamentais para sociedades inclusivas e dinâmicas”, e os governos devem estar ao serviço das pessoas.
“Quando estamos perante a violação destes direitos, são os mais vulneráveis quem mais sofre. Se quisermos manter a dignidade humana, lutar contra a pobreza, defender a igualdade e evitar conflitos é fundamental eliminar os obstáculos que perpetuam as violações dos direitos humanos de forma a promover um Estado de direito e construindo sociedades mais justas, coesas e inclusivas”, desenvolve o presidente da EAPN Portugal.
Neste contexto, a instituição considera “importante refletir” também sobre o papel da Europa no mundo relativamente ao combate à pobreza, sensibilizando todos os cidadãos para implicarem-se e participarem no desenvolvimento, de acordo com a temática do Ano Europeu para o Desenvolvimento.
A diretora executiva da EAPN Portugal, Sandra Araújo, acrescenta que com a campanha ‘a pobreza não…’ querem transmitir que “é possível existir uma sociedade mais justa e coesa” onde todos beneficiam com a erradicação da pobreza e da exclusão social.
A campanha e o fórum realizam-se no contexto do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza assinalado este sábado.
Fórum Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social decorre na Figueira da Foz
Porto, 13 out 2015 (Ecclesia) – A EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza está a organizar a campanha nacional ‘A pobreza não…’ que pretende sensibilizar para “as múltiplas questões da pobreza” e vai ser apresentada no âmbito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
“Temos procurado promover a cidadania e a participação das pessoas que vivem ou viveram em situação de pobreza e/ou exclusão social, particularmente entre os grupos sociais mais desfavorecidos. E, este desígnio, tem-se materializado através da promoção e desenvolvimento de movimentos de cidadania, quer a nível distrital, quer a nível nacional”, revela o presidente da EAPN Portugal, o padre Jardim Moreira.
Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a EAPN Portugal explica que o foco da campanha está centrado em cinco imagens que remetem para cinco mensagens sobre o combate à discriminação; ao envelhecimento; à pobreza infantil; desemprego e desemprego juvenil, como ‘A pobreza não…’: “Tem barreiras; vive no nevoeiro; é cor-de-rosa; é indolor; tem só uma face.”
A organização que apela a que as pessoas “não faça de conta que isto não lhe diz respeito”, já conta com a adesão de “mais de 125 municípios” que disponibilizaram cerca de 400 suportes publicitários nos diferentes concelhos envolvidos nesta ação de sensibilização.
A campanha ‘A pobreza não…’ é apresentada esta quarta-feira, no sétimo Fórum Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, que começou hoje, no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz.
Com este fórum, a EAPN Portugal pretende de forma geral a participação de cidadãos que “vivem, ou viveram, em situação de pobreza e/ou exclusão social”.
O padre Jardim Moreira alerta que a democracia e os direitos humanos são os princípios orientadores da União Europeia, “fundamentais para sociedades inclusivas e dinâmicas”, e os governos devem estar ao serviço das pessoas.
“Quando estamos perante a violação destes direitos, são os mais vulneráveis quem mais sofre. Se quisermos manter a dignidade humana, lutar contra a pobreza, defender a igualdade e evitar conflitos é fundamental eliminar os obstáculos que perpetuam as violações dos direitos humanos de forma a promover um Estado de direito e construindo sociedades mais justas, coesas e inclusivas”, desenvolve o presidente da EAPN Portugal.
Neste contexto, a instituição considera “importante refletir” também sobre o papel da Europa no mundo relativamente ao combate à pobreza, sensibilizando todos os cidadãos para implicarem-se e participarem no desenvolvimento, de acordo com a temática do Ano Europeu para o Desenvolvimento.
A diretora executiva da EAPN Portugal, Sandra Araújo, acrescenta que com a campanha ‘a pobreza não…’ querem transmitir que “é possível existir uma sociedade mais justa e coesa” onde todos beneficiam com a erradicação da pobreza e da exclusão social.
A campanha e o fórum realizam-se no contexto do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza assinalado este sábado.
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