in RR
Verbas do Fundo Social Europeu só chegaram até Novembro. "Só estamos a laborar porque temos a boa compreensão de todos os funcionários".
O ensino artístico está no limite. A asfixia financeira está a impedir o pagamento de salários a três mil professores nas 79 escolas de ensino artístico especializado, espalhadas pelo país. Auxiliares e administrativos também não recebem.
O cenário repete-se em mais de 75% dos conservatórios de música do país, que estão desde Dezembro sem receber qualquer verba do Fundo Social Europeu, que lhes chega através do Estado.
"Isto causa constrangimentos enormes à liquidez das escolas", diz à Renascença Pedro Rovira, director administrativo de três escolas do centro: Coimbra, Figueira da Foz e Pombal.
“Neste momento, só estamos a laborar porque temos a boa compreensão de todos. No nosso caso, estamos a falar em mais de 100 pessoas que têm sido inexcedíveis, profissionais de mão cheia. Não fosse isso, não conseguiríamos estar abertos", acrescenta. Os salários estão em atraso desde Março.
Com excepção das escolas de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve, a maioria teme fechar portas e, face à falta de resposta por parte do Ministério da Educação, preparam-se para um dia de protesto, marcado para quinta-feira.
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27.4.15
2.2.15
Escolas de ensino artístico abrem portas mesmo sem dinheiro
in RR
Associação tem reunião marcada com o Ministério da Educação no fim da semana, na qual espera que lhe seja comunicada uma solução para o problema. O Estado deve três milhões de euros a 15 estabelecimentos.
Apesar de ainda não terem recebido o que o Estado lhes deve, as escolas profissionais e artísticas abriram portas esta segunda-feira, na expectativa de uma resposta do Governo no final da semana.
“Ainda não recebemos a quantia em dívida. Todas as escolas de ensino artístico, neste momento, já esgotaram os seus ‘plafonds’. No entanto. vão abrir portas e receber os alunos normalmente. Essa é sempre a nossa primeira prioridade: procurar manter os alunos e funcionar com os alunos”, adianta o presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Educativo, Rodrigo Queirós e Melo.
A associação tem reunião marcada para sexta-feira com o secretário de Estado da tutela, na qual espera que lhe seja comunicada uma solução para o problema.
“Esperamos que esta semana possa haver evoluções. Temos já agendada uma reunião com o senhor secretário de Estado para o final da semana e esperamos, nessa altura, termos já a solução para esta situação e a preparação do próximo ano lectivo”, adianta.
Em causa está uma dívida de três milhões de euros a 15 estabelecimentos de ensino.
Associação tem reunião marcada com o Ministério da Educação no fim da semana, na qual espera que lhe seja comunicada uma solução para o problema. O Estado deve três milhões de euros a 15 estabelecimentos.
Apesar de ainda não terem recebido o que o Estado lhes deve, as escolas profissionais e artísticas abriram portas esta segunda-feira, na expectativa de uma resposta do Governo no final da semana.
“Ainda não recebemos a quantia em dívida. Todas as escolas de ensino artístico, neste momento, já esgotaram os seus ‘plafonds’. No entanto. vão abrir portas e receber os alunos normalmente. Essa é sempre a nossa primeira prioridade: procurar manter os alunos e funcionar com os alunos”, adianta o presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Educativo, Rodrigo Queirós e Melo.
A associação tem reunião marcada para sexta-feira com o secretário de Estado da tutela, na qual espera que lhe seja comunicada uma solução para o problema.
“Esperamos que esta semana possa haver evoluções. Temos já agendada uma reunião com o senhor secretário de Estado para o final da semana e esperamos, nessa altura, termos já a solução para esta situação e a preparação do próximo ano lectivo”, adianta.
Em causa está uma dívida de três milhões de euros a 15 estabelecimentos de ensino.
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