Miguel Roque Dias, in "euronews"
O Papa Francisco afirmou, este domingo, que é necessário colocar um fim à “escravidão moderna” do trabalho infantil.
Segundo os últimos dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), para cerca de 168 milhões de crianças, em todo o mundo, o trabalho é uma realidade.
No dia em que se assinala o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, o Sumo Pontífice, depois de presidir ao ângelus, lembrou que “existem, no mundo, muitas crianças escravas”
“Renovamos o compromisso de eliminar as causas desta escravidão moderna, que priva milhões de crianças de alguns direitos fundamentais e as expõe a sérios perigos. Hoje, no mundo, há muitas crianças escravas”, afirma Francisco.
Segundo a OIT, dos 168 milhões de menores que trabalham a maioria está nos setores agrícola, manufatura, turismo e mineração.
A Amnistia Internacional assinalou a data manifestando-se em frente a uma loja da Apple, em Bruxelas, na Bélgica.
A organização afirma que o cobalto, utilizado em baterias de iões, extraído por crianças na República Democrática do Congo pode entrar na cadeia de fornecimento de grandes tecnológicas, como a Apple, Samsung ou Microsoft.
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14.6.16
9.6.16
Há 168 milhões de crianças obrigadas a trabalhar no mundo
In "Diário de Notícias"
O trabalho infantil ocorre sobretudo nas economias pequenas e rurais, onde não existem inspeções de trabalho
O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT) considerou hoje que "é inaceitável" que o trabalho infantil ainda seja uma realidade para 168 milhões de crianças em todo o mundo, 85 milhões das quais realizam tarefas perigosas.
"É claro que o trabalho infantil não tem lugar nos mercados regulamentados, mas a realidade é que a prática é generalizada nas cadeias de produção", declarou Guy Ryder, a propósito do Dia contra o Trabalho Infantil, que se assinala no domingo.
Numa intervenção na conferência anual da OIT, que decorre em Genebra, Ryder explicou que o trabalho infantil ocorre sobretudo nas economias pequenas e rurais, onde não existem inspeções de trabalho nem organizações que protejam os direitos dos trabalhadores.
Precisou que dos 168 milhões de menores que trabalham, 99 milhões estão no setor agrícola e os restantes em atividades como a mineração, a manufatura e o turismo.
Milhares de crianças trabalham nas plantações de tabaco da Indonésia
Fator de risco para o trabalho infantil é a situação económica das famílias, muitas das quais se veem obrigadas a contar com o trabalho dos filhos para poderem sobreviver, adiantou.
O responsável da OIT considerou, no entanto, que "existem sinais encorajadores de uma vontade de agir e prevenir o trabalho infantil, aumentar a transparência na cadeia de produção e aplicar melhor as leis".
O trabalho infantil ocorre sobretudo nas economias pequenas e rurais, onde não existem inspeções de trabalho
O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT) considerou hoje que "é inaceitável" que o trabalho infantil ainda seja uma realidade para 168 milhões de crianças em todo o mundo, 85 milhões das quais realizam tarefas perigosas.
"É claro que o trabalho infantil não tem lugar nos mercados regulamentados, mas a realidade é que a prática é generalizada nas cadeias de produção", declarou Guy Ryder, a propósito do Dia contra o Trabalho Infantil, que se assinala no domingo.
Numa intervenção na conferência anual da OIT, que decorre em Genebra, Ryder explicou que o trabalho infantil ocorre sobretudo nas economias pequenas e rurais, onde não existem inspeções de trabalho nem organizações que protejam os direitos dos trabalhadores.
Precisou que dos 168 milhões de menores que trabalham, 99 milhões estão no setor agrícola e os restantes em atividades como a mineração, a manufatura e o turismo.
Milhares de crianças trabalham nas plantações de tabaco da Indonésia
Fator de risco para o trabalho infantil é a situação económica das famílias, muitas das quais se veem obrigadas a contar com o trabalho dos filhos para poderem sobreviver, adiantou.
O responsável da OIT considerou, no entanto, que "existem sinais encorajadores de uma vontade de agir e prevenir o trabalho infantil, aumentar a transparência na cadeia de produção e aplicar melhor as leis".
4.2.16
Crianças sírias encontradas a trabalhar nas fábricas da H&M e Next
Ana Bela Ferreira, in "Diário de Notícias"
Duas das maiores cadeias de moda da Europa admitiram ter encontrado crianças sírias a trabalhar em fábricas dos seus fornecedores na Turquia
A sueca H&M e a britânica Next foram as únicas marcas que admitiram ter encontrado crianças refugiadas sírias a trabalhar nas fábricas dos seus fornecedores da Turquia. A denúncia foi feita pela organização sem fins lucrativos Business and Human Rights Resource Centre (BHRRC) e divulgada pelo jornal britânico The Independent.
A organização, que se dedica a monitorizar a área da responsabilidade social das empresas, questionou no mês passado 28 das maiores marcas sobre os seus fornecedores na Turquia e quais as suas estratégias para combater a exploração das crianças e adultos sírios. Apenas a H&M e a Next responderam ter encontrado crianças nas suas fábricas e garantiram estar a resolver o problema colocando as crianças na escola e apoiando as suas famílias. Contudo, não revelaram as idades das crianças.
A atitude destas duas cadeias foi elogiada pela BHRRC que, no entanto, teme que este problema seja muito mais alargado, uma vez que algumas marcas não responderam a estas questões. Primark e C&A disseram ter identificado adultos sírios entre os trabalhadores. Adidas, Burberry, Nike e Puma garantiram não ter sírios ilegais na sua cadeia de fornecedores, tal como o grupo Arcadia (dono da Topshop, Dorothy Perkins e Burton Menswear).
Outras marcas, como a M&S, Asos, Debenhams e Superdry, simplesmente não responderam à questão dos trabalhadores sírios. Enquanto dez empresas (incluindo a GAP, New Look e River Island) não enviaram ainda qualquer resposta.
"Apenas algumas marcas parecem comprometidas com a dimensão e a complexidade destes problemas com os seus fornecedores turcos; menos ainda admitem ter tomado medidas para proteger estes trabalhadores vulneráveis", refere a associação, citada pelo The Independent.
A Turquia é, juntamente com a China, Camboja e Bangladesh, um dos maiores produtores mundiais da roupa vendida nas lojas europeias. É também o país que mais refugiados sírios acolheu desde o início da guerra em 2011: 2,5 milhões. Mas, a Associação de Exportadores de Roupa e Confeção já negou que as fábricas dos seus associados tenham recorrido a trabalho de crianças sírias refugiadas. Sendo também
Como só agora, na sequência de um acordo com a União Europeia, a Turquia vai conceder autorizações de trabalho para a população síria, muitos deles encontravam-se a trabalhar de forma ilegal. Vulneráveis à exploração recebem muito menos do que os trabalhadores turcos e muitas crianças são usadas para garantir mão-de-obra ainda mais barata.
Esta notícia de abuso na utilização de crianças em fábricas de roupa surge na mesma altura em que a Europol alertou para o desaparecimento de 10 mil crianças refugiadas em dois anos.
Duas das maiores cadeias de moda da Europa admitiram ter encontrado crianças sírias a trabalhar em fábricas dos seus fornecedores na Turquia
A sueca H&M e a britânica Next foram as únicas marcas que admitiram ter encontrado crianças refugiadas sírias a trabalhar nas fábricas dos seus fornecedores da Turquia. A denúncia foi feita pela organização sem fins lucrativos Business and Human Rights Resource Centre (BHRRC) e divulgada pelo jornal britânico The Independent.
A organização, que se dedica a monitorizar a área da responsabilidade social das empresas, questionou no mês passado 28 das maiores marcas sobre os seus fornecedores na Turquia e quais as suas estratégias para combater a exploração das crianças e adultos sírios. Apenas a H&M e a Next responderam ter encontrado crianças nas suas fábricas e garantiram estar a resolver o problema colocando as crianças na escola e apoiando as suas famílias. Contudo, não revelaram as idades das crianças.
A atitude destas duas cadeias foi elogiada pela BHRRC que, no entanto, teme que este problema seja muito mais alargado, uma vez que algumas marcas não responderam a estas questões. Primark e C&A disseram ter identificado adultos sírios entre os trabalhadores. Adidas, Burberry, Nike e Puma garantiram não ter sírios ilegais na sua cadeia de fornecedores, tal como o grupo Arcadia (dono da Topshop, Dorothy Perkins e Burton Menswear).
Outras marcas, como a M&S, Asos, Debenhams e Superdry, simplesmente não responderam à questão dos trabalhadores sírios. Enquanto dez empresas (incluindo a GAP, New Look e River Island) não enviaram ainda qualquer resposta.
"Apenas algumas marcas parecem comprometidas com a dimensão e a complexidade destes problemas com os seus fornecedores turcos; menos ainda admitem ter tomado medidas para proteger estes trabalhadores vulneráveis", refere a associação, citada pelo The Independent.
A Turquia é, juntamente com a China, Camboja e Bangladesh, um dos maiores produtores mundiais da roupa vendida nas lojas europeias. É também o país que mais refugiados sírios acolheu desde o início da guerra em 2011: 2,5 milhões. Mas, a Associação de Exportadores de Roupa e Confeção já negou que as fábricas dos seus associados tenham recorrido a trabalho de crianças sírias refugiadas. Sendo também
Como só agora, na sequência de um acordo com a União Europeia, a Turquia vai conceder autorizações de trabalho para a população síria, muitos deles encontravam-se a trabalhar de forma ilegal. Vulneráveis à exploração recebem muito menos do que os trabalhadores turcos e muitas crianças são usadas para garantir mão-de-obra ainda mais barata.
Esta notícia de abuso na utilização de crianças em fábricas de roupa surge na mesma altura em que a Europol alertou para o desaparecimento de 10 mil crianças refugiadas em dois anos.
21.1.16
Relatório acusa Apple, Samsung e Sony de conivência com trabalho infantil
In "Económico"
Multinacionais podem estar a utilizar cobalto obtido com trabalho infantil.
Multinacionais como Apple, Samsung ou Sony falham em comprovar que os seus produtos não utilizam cobalto extraído por mão-de-obra infantil em países como a República Democrática do Congo, acusou hoje a Amnistia Internacional (AI).
Num relatório, a AI e outra organização não-governamental, a Afrewatch, documentam como se compra o cobalto nas zonas onde o trabalho infantil está muito disseminado e se vende à Congo Dongfang Mining, uma filial da empresa chinesa Huayong Cobalt, que o distribui a fabricantes de baterias que abastecem empresas como Apple, Microsoft, Samsung, Sony ou Volkswagen.
“Já é hora de as grandes empresas assumirem parte da responsabilidade da extração das matérias-primas com que obtêm os seus lucrativos produtos”, apontou o investigador da Amnistia Internacional para a área da relação entre empresas e direitos humanos”, Mark Dummett.
Pelo menos 50% do cobalto do mundo é produzido na República Democrática do Congo, onde em 2014 existiam 40 mil crianças a trabalhar nas minas do sul do país, segundo a UNICEF.
No documento existem relatos de crianças que asseguram que trabalham até 12 horas diárias em troca de um ou dois dólares por dia.
Multinacionais podem estar a utilizar cobalto obtido com trabalho infantil.
Multinacionais como Apple, Samsung ou Sony falham em comprovar que os seus produtos não utilizam cobalto extraído por mão-de-obra infantil em países como a República Democrática do Congo, acusou hoje a Amnistia Internacional (AI).
Num relatório, a AI e outra organização não-governamental, a Afrewatch, documentam como se compra o cobalto nas zonas onde o trabalho infantil está muito disseminado e se vende à Congo Dongfang Mining, uma filial da empresa chinesa Huayong Cobalt, que o distribui a fabricantes de baterias que abastecem empresas como Apple, Microsoft, Samsung, Sony ou Volkswagen.
“Já é hora de as grandes empresas assumirem parte da responsabilidade da extração das matérias-primas com que obtêm os seus lucrativos produtos”, apontou o investigador da Amnistia Internacional para a área da relação entre empresas e direitos humanos”, Mark Dummett.
Pelo menos 50% do cobalto do mundo é produzido na República Democrática do Congo, onde em 2014 existiam 40 mil crianças a trabalhar nas minas do sul do país, segundo a UNICEF.
No documento existem relatos de crianças que asseguram que trabalham até 12 horas diárias em troca de um ou dois dólares por dia.
19.1.16
Exploração infantil no Congo alimenta gigantes mundiais da tecnologia
Sandra Salvado, in RTP
Há crianças que trabalham mais de 12 horas por dia nas minas do Congo, para ganhar entre um e dois dólares por dia. | Amnistia
Grandes empresas de tecnologia como a Apple, a Samsung ou a Sony, entre outras marcas mundiais, não estão a tomar as medidas necessárias para vedar os seus produtos ao minério de cobalto obtido na República Democrática do Congo com recurso trabalho infantil. É o que conclui um relatório difundido pela Amnistia Internacional.
“Cheguei a passar 24 horas seguidas nos túneis. Entrava de manhã e só saía na manhã seguinte. Tinha de fazer as necessidades lá em baixo. A minha mãe adotiva queria mandar-me para a escola, mas o meu pai adotivo era contra. Ele explorou-me obrigando-me a trabalhar na mina”, relatou Paul, um rapaz órfão de 14 anos que começou a trabalhar nas minas aos 12 anos de idade.
A República Democrática do Congo é a principal fornecedora mundial de minério de cobalto.
Este é apenas um dos testemunhos emocionados que foram transmitidos aos investigadores responsáveis pelo relatório com as chancelas da Amnistia Internacional e da Afrewatch.
As principais marcas de tecnologia internacionais estão a deixar de fazer verificações básicas para garantir que o cobalto extraído por crianças, na República Democrática do Congo (RDC), não seja usado nos seus produtos, nomeadamente baterias de telemóveis, de computadores portáteis e de carros elétricos, segundo as organizações de defesa dos Direitos Humanos.
Há crianças que trabalham mais de 12 horas por dia nas minas do Congo, para ganhar entre um e dois dólares por dia. | Amnistia
Grandes empresas de tecnologia como a Apple, a Samsung ou a Sony, entre outras marcas mundiais, não estão a tomar as medidas necessárias para vedar os seus produtos ao minério de cobalto obtido na República Democrática do Congo com recurso trabalho infantil. É o que conclui um relatório difundido pela Amnistia Internacional.
“Cheguei a passar 24 horas seguidas nos túneis. Entrava de manhã e só saía na manhã seguinte. Tinha de fazer as necessidades lá em baixo. A minha mãe adotiva queria mandar-me para a escola, mas o meu pai adotivo era contra. Ele explorou-me obrigando-me a trabalhar na mina”, relatou Paul, um rapaz órfão de 14 anos que começou a trabalhar nas minas aos 12 anos de idade.
A República Democrática do Congo é a principal fornecedora mundial de minério de cobalto.
Este é apenas um dos testemunhos emocionados que foram transmitidos aos investigadores responsáveis pelo relatório com as chancelas da Amnistia Internacional e da Afrewatch.
As principais marcas de tecnologia internacionais estão a deixar de fazer verificações básicas para garantir que o cobalto extraído por crianças, na República Democrática do Congo (RDC), não seja usado nos seus produtos, nomeadamente baterias de telemóveis, de computadores portáteis e de carros elétricos, segundo as organizações de defesa dos Direitos Humanos.
12.11.15
9 multinacionais de chocolate que exploram crianças
Daia Florios, in GreenMe
A produção de chocolate muitas vezes esconde uma verdade literalmente amarga. As multinacionais do chocolate ainda fazem uso da exploração do trabalho infantil para lucrarem tanto.
Hoje em dia muitas crianças ainda são tratadas como escravas e forçadas a trabalhar em condições precárias. Em setembro passado, foi arquivado um processo contra algumas empresas bem famosas - entre as quais estão nomes conhecidos, como Mars e Nestlé - que para a produção de seus chocolates, financiam o trabalho escravo de crianças na África Ocidental, de onde provêm dois terços do cacau utilizado no mundo.
As ações judiciais contra as empresas foram impetradas pela Hagens Berman Sobol Shapiro, sustentando que as gigantes do chocolate tendem a fechar os olhos para as violações dos direitos humanos por parte dos fornecedores de cacau na África Ocidental, sem nenhum problema. Estas empresas enganam os consumidores, porque elas se apresentam como socialmente e eticamente responsáveis, quando na verdade sabem que o cultivo e a colheita de cacau têm lugar em condições desumanas.
De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Tulane, mencionado na denúncia, para as grandes empresas do chocolate, na Costa do Marfim, mais de 4.000 crianças estão em condições de trabalho forçado para a produção de cacau. Algumas crianças são vendidas para traficantes pelos seus pais desesperados por causa da pobreza, enquanto outras são sequestradas. Os comerciantes de escravos, por suas vezes, vendem as crianças para os donos das plantações de cacau.
As crianças são forçadas a viver em lugares isolados, são ameaçadas com espancamentos, ficam presas inclusive durante a noite para que não fujam e são forçadas a trabalhar por longas horas, mesmo quando estão doentes, de acordo com as denúncias apresentadas às empresas. As crianças carregam sacolas tão grandes e pesadas, que as colocam em risco de ferimentos graves. A idade das crianças escravizadas varia de 11 a 16 anos, mas também pode haver crianças com idade inferior a 10 anos.
Para aumentar a consciencialização do consumidor, a US Uncut publicou uma lista das empresas que exploram crianças para a produção de cacau e chocolate, para que os cidadãos preocupados com este problema possam evitar a compra de seus produtos.
1. Hershey
2. Mars
3. Nestle
4. ADM cocoa
5. Guittard Chocolate Company
6. Godiva
7. Fowler’s Chocolate
8. Kraft
Já em 2001, nos Estados Unidos, a FDA havia solicitado o rótulo “slave free” nos chocolates produzidos sem a exploração do trabalho infantil, mas as multinacionais se opuseram e a exigência da rotulagem ficou para até 2020, pelo menos.
Infelizmente, nesse meio tempo, entre 2009 e 2014 o número de crianças que trabalham no setor do cacau aumentou em 51%.
A US Uncut também publicou uma lista das empresas de chocolate que decidiram evitar a exploração do trabalho infantil.
1. Clif Bar
2. Green and Black’s
3. Koppers Chocolate
4. L.A. Burdick Chocolates
5. Denman Island Chocolate
6. Gardners Candie
7. Montezuma’s Chocolates
8. Newman’s Own Organics
9. Kailua Candy Company
10. Omanhene Cocoa Bean Company
11. Rapunzel Pure Organics
12. The Endangered Species Chocolate Company
13. Cloud Nine
O que podemos fazer?
Podemos evitar de comprar das empresas que exploram o trabalho infantil com base em um sistema inaceitável para o cultivo e a produção de cacau, escolhendo as que ofereçam garantias de respeito aos trabalhadores, com referência aos produtos de comércio justo.
Para se aprofundar ao tema da exploração ligada à produção de cacau e chocolate, sugerimos assistir ao documentário "The Dark Side of Chocolate", no vídeo legendado em português, aqui abaixo.
A produção de chocolate muitas vezes esconde uma verdade literalmente amarga. As multinacionais do chocolate ainda fazem uso da exploração do trabalho infantil para lucrarem tanto.
Hoje em dia muitas crianças ainda são tratadas como escravas e forçadas a trabalhar em condições precárias. Em setembro passado, foi arquivado um processo contra algumas empresas bem famosas - entre as quais estão nomes conhecidos, como Mars e Nestlé - que para a produção de seus chocolates, financiam o trabalho escravo de crianças na África Ocidental, de onde provêm dois terços do cacau utilizado no mundo.
As ações judiciais contra as empresas foram impetradas pela Hagens Berman Sobol Shapiro, sustentando que as gigantes do chocolate tendem a fechar os olhos para as violações dos direitos humanos por parte dos fornecedores de cacau na África Ocidental, sem nenhum problema. Estas empresas enganam os consumidores, porque elas se apresentam como socialmente e eticamente responsáveis, quando na verdade sabem que o cultivo e a colheita de cacau têm lugar em condições desumanas.
De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Tulane, mencionado na denúncia, para as grandes empresas do chocolate, na Costa do Marfim, mais de 4.000 crianças estão em condições de trabalho forçado para a produção de cacau. Algumas crianças são vendidas para traficantes pelos seus pais desesperados por causa da pobreza, enquanto outras são sequestradas. Os comerciantes de escravos, por suas vezes, vendem as crianças para os donos das plantações de cacau.
As crianças são forçadas a viver em lugares isolados, são ameaçadas com espancamentos, ficam presas inclusive durante a noite para que não fujam e são forçadas a trabalhar por longas horas, mesmo quando estão doentes, de acordo com as denúncias apresentadas às empresas. As crianças carregam sacolas tão grandes e pesadas, que as colocam em risco de ferimentos graves. A idade das crianças escravizadas varia de 11 a 16 anos, mas também pode haver crianças com idade inferior a 10 anos.
Para aumentar a consciencialização do consumidor, a US Uncut publicou uma lista das empresas que exploram crianças para a produção de cacau e chocolate, para que os cidadãos preocupados com este problema possam evitar a compra de seus produtos.
1. Hershey
2. Mars
3. Nestle
4. ADM cocoa
5. Guittard Chocolate Company
6. Godiva
7. Fowler’s Chocolate
8. Kraft
Já em 2001, nos Estados Unidos, a FDA havia solicitado o rótulo “slave free” nos chocolates produzidos sem a exploração do trabalho infantil, mas as multinacionais se opuseram e a exigência da rotulagem ficou para até 2020, pelo menos.
Infelizmente, nesse meio tempo, entre 2009 e 2014 o número de crianças que trabalham no setor do cacau aumentou em 51%.
A US Uncut também publicou uma lista das empresas de chocolate que decidiram evitar a exploração do trabalho infantil.
1. Clif Bar
2. Green and Black’s
3. Koppers Chocolate
4. L.A. Burdick Chocolates
5. Denman Island Chocolate
6. Gardners Candie
7. Montezuma’s Chocolates
8. Newman’s Own Organics
9. Kailua Candy Company
10. Omanhene Cocoa Bean Company
11. Rapunzel Pure Organics
12. The Endangered Species Chocolate Company
13. Cloud Nine
O que podemos fazer?
Podemos evitar de comprar das empresas que exploram o trabalho infantil com base em um sistema inaceitável para o cultivo e a produção de cacau, escolhendo as que ofereçam garantias de respeito aos trabalhadores, com referência aos produtos de comércio justo.
Para se aprofundar ao tema da exploração ligada à produção de cacau e chocolate, sugerimos assistir ao documentário "The Dark Side of Chocolate", no vídeo legendado em português, aqui abaixo.
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