in SicNotícias
A lei da paridade, que na quinta-feira faz um ano, diminuiu o fosso entre homens e mulheres em cargos de administração e fiscalização de empresas públicas e cotadas, segundo a Comissão de Igualdade de Género.
De acordo com os dados fornecidos à Lusa pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), em julho deste ano as mulheres representavam 16% dos membros dos órgãos de administração de empresas cotadas em bolsa quando no mesmo mês do ano passado a proporção era de 12%.
Já nas empresas do Setor Empresarial do Estado, as mulheres representam 31% do total de membros dos órgãos de administração, acima dos 28% de julho de 2017, enquanto nas empresas do Setor Empresarial Local (SEL) representam 28%, acima dos 20% do mesmo mês de 2017.
Quanto aos órgãos de fiscalização das empresas, as mulheres representavam em julho último 18% dos membros destes órgãos nas empresas cotadas em bolsa, acima dos 11% do mesmo mês de 2017.
No setor empresarial do Estado (SEE), as mulheres representavam 37% dos membros órgãos de fiscalização, sendo que para julho de 2017 não há dados.
Contudo, há que ter em conta que os dados de mulheres nos órgãos de fiscalização do Setor Empresarial do Estado reflete apenas "34% do universo do SEE relativamente aos quais existe informação para o cálculo do indicador", referem.
No setor empresarial local não há dados para proporção por género nos órgãos de fiscalização, uma vez que são empresas de fiscal único.
Os dados da CIG baseiam-se, em julho de 2018, em 43 empresas cotadas, 160 empresas do Setor Empresarial do Estado e 150 empresas do Setor Empresarial Local, acima das analisadas em julho de 2017 (46 empresas cotadas, 169 empresas do SEE e 185 empresas do SEL).
Em 01 de agosto de 2017 foi publicada a lei sobre a paridade nos cargos de decisão nas empresas públicas e nas cotadas em bolsa, aprovada na Assembleia da República em 23 de junho de 2017.
Esta lei estabelece um regime de representação equilibrada entre mulheres e homens quer nas empresas do setor público, quer nas empresas cotadas.
Segundo a lei, nas empresas cotadas as mulheres têm de representar 20% dos cargos de administração e fiscalização em 01 de janeiro de 2018, no caso dos novos órgãos de administração e fiscalização nomeados, o que terá de subir para 33,3% no início de 2020.
Já para o SEE a lei é mais ambiciosa e obriga a, a partir de 01 de janeiro de 2018, que “a proporção de pessoas de cada sexo designadas para cada órgão de administração e de fiscalização de cada empresa não pode ser inferior a 33,3%".
As obrigações de proporção de mulheres referem-se apenas aos novos órgãos nomeados. Ou seja, os limiares aplicam-se quando se iniciar um novo mandato ou substituição do mandato e curso.
Os dados facultados à Lusa pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género referem-se ao total de mulheres nos órgãos de gestão das empresas, não tendo apenas em conta as novas nomeações.
Sobre a existência de repreensões e sanções às empresas, que a lei prevê quando estas não cumpram as regras nas novas nomeações, a CIG indicou que “não tem conhecimento de ter sido aplicada qualquer repreensão ou sanção”.
Por órgãos de fiscalização, nos dados da CIG, entendem-se Conselhos de Administração, Conselhos Diretivos, Conselhos Executivos, Conselhos de Gestão e outros órgãos colegiais com competências semelhantes. Os órgãos de fiscalização são Conselhos Fiscais, Conselhos Gerais e de Supervisão e outros com competências semelhantes.
Lusa
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2.8.18
PR promulga lei da igualdade salarial entre homens e mulheres
Luís Reis Ribeiro , in Dinheiro Vivo
O Artigo que prevê a emissão de pareceres "sobre a existência de discriminação remuneratória" parece ser complicado de aplicar, diz Marcelo.
A lei para promover a igualdade salarial entre mulheres e homens foi promulgada esta quarta-feira pelo Presidente da República (PR), Marcelo Rebelo de Sousa. De acordo com uma nota no site oficial, “o Presidente da República promulgou o Decreto da Assembleia da República nº 237/XIII, que aprova medidas de promoção da igualdade remuneratória entre mulheres e homens por trabalho igual ou de igual valor”. No entanto, o sim de Marcelo vem com recados. Há um artigo da referida lei que pode ser bastante difícil de concretizar: o que prevê que haja pareceres sobre a existência de desigualdades nas empresas. O PR nota “complexidade administrativa do procedimento previsto no artigo 6º” e que isso é “suscetível de criar problemas de aplicação”.
Como referido, o artigo sobre o qual o Presidente tem dúvidas é o que prevê que a entidade competente na área da igualdade de oportunidades (neste caso, a CITE – Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego) possa emitir pareceres “sobre a existência de discriminação remuneratória em razão do sexo por trabalho igual ou de igual valor, a requerimento do trabalhador ou de representante sindical”. Homens ganham em média mais 19% que as mulheres No entanto, “atendendo à essencial razão de ser do diploma, merecedora de louvável consagração política e legal”, o Chefe de Estado optou por deixar passar o decreto na sua totalidade, aprovado pela Assembleia da República há menos de duas semanas, no último dia da sessão legislativa (18 de julho). Os dados mais recentes do inquérito ao emprego do INE (primeiro trimestre) mostram que os trabalhadores por conta de outrem homens ganhavam, em média, um salário líquido de 955 euros, mais 19% do que as mulheres. Elas recebem cerca de 805 euros, em média.
Empresas vão ser avaliadas na igualdade de género A nova lei também altera o Código do Trabalho (lei 105/2009, de 14 de setembro), obrigando os empregadores a prestarem informação aos sindicatos ou aos próprios trabalhadores para depois se poder avaliar se há muita ou pouca desigualdade de género nas empresas. Esta avaliação vai ser obrigatória. O Código do Trabalho passará assim a prever que “a informação prestada aos representantes dos empregadores ou dos trabalhadores, com exceção das remunerações em relação aos sindicatos e ao serviço competente para proceder ao apuramento estatístico, deve ser expurgada de elementos nominativos, excluindo o sexo”.
O Artigo que prevê a emissão de pareceres "sobre a existência de discriminação remuneratória" parece ser complicado de aplicar, diz Marcelo.
A lei para promover a igualdade salarial entre mulheres e homens foi promulgada esta quarta-feira pelo Presidente da República (PR), Marcelo Rebelo de Sousa. De acordo com uma nota no site oficial, “o Presidente da República promulgou o Decreto da Assembleia da República nº 237/XIII, que aprova medidas de promoção da igualdade remuneratória entre mulheres e homens por trabalho igual ou de igual valor”. No entanto, o sim de Marcelo vem com recados. Há um artigo da referida lei que pode ser bastante difícil de concretizar: o que prevê que haja pareceres sobre a existência de desigualdades nas empresas. O PR nota “complexidade administrativa do procedimento previsto no artigo 6º” e que isso é “suscetível de criar problemas de aplicação”.
Como referido, o artigo sobre o qual o Presidente tem dúvidas é o que prevê que a entidade competente na área da igualdade de oportunidades (neste caso, a CITE – Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego) possa emitir pareceres “sobre a existência de discriminação remuneratória em razão do sexo por trabalho igual ou de igual valor, a requerimento do trabalhador ou de representante sindical”. Homens ganham em média mais 19% que as mulheres No entanto, “atendendo à essencial razão de ser do diploma, merecedora de louvável consagração política e legal”, o Chefe de Estado optou por deixar passar o decreto na sua totalidade, aprovado pela Assembleia da República há menos de duas semanas, no último dia da sessão legislativa (18 de julho). Os dados mais recentes do inquérito ao emprego do INE (primeiro trimestre) mostram que os trabalhadores por conta de outrem homens ganhavam, em média, um salário líquido de 955 euros, mais 19% do que as mulheres. Elas recebem cerca de 805 euros, em média.
Empresas vão ser avaliadas na igualdade de género A nova lei também altera o Código do Trabalho (lei 105/2009, de 14 de setembro), obrigando os empregadores a prestarem informação aos sindicatos ou aos próprios trabalhadores para depois se poder avaliar se há muita ou pouca desigualdade de género nas empresas. Esta avaliação vai ser obrigatória. O Código do Trabalho passará assim a prever que “a informação prestada aos representantes dos empregadores ou dos trabalhadores, com exceção das remunerações em relação aos sindicatos e ao serviço competente para proceder ao apuramento estatístico, deve ser expurgada de elementos nominativos, excluindo o sexo”.
27.10.16
Homens e mulheres com igualdade salarial? Só daqui a 170 anos
in Jornal de Notícias
Fim do fosso aumentou do ano 2133 para 2186
A igualdade de género em termos económicos deverá ser atingida dentro de 170 anos, prevê o Fórum Económico Mundial, um retrocesso em relação aos 118 previstos em 2015.
"Ao ritmo atual, e tendo em conta o alargamento da desigualdade desde o ano passado, o fosso só deverá ser fechado dentro de 170 anos", indica o relatório de 2016.
As mulheres ganham, em média, pouco mais de metade do que os homens, apesar de em geral trabalharem mais horas
As projeções baseadas em dados do relatório sobre as diferenças globais entre géneros de 2015 indicavam que o fosso poderia fechar-se dentro de 118 anos (em 2133). No entanto, este processo inverteu-se desde então e o período aumentou para 170 anos (2186).
O Fórum Económico Mundial, que analisa fatores como educação, saúde e sobrevivência, oportunidades económicas e participação política, revela que globalmente a igualdade se situa nos 68%, mas em termos económicos a percentagem de paridade desce para os 59%, uma proporção que, ainda assim, é a melhor desde 2008.
Segundo o relatório de 2016, divulgado esta quarta-feira de madrugada, as mulheres ganham, em média, pouco mais de metade do que os homens, apesar de em geral trabalharem mais horas.
O número de mulheres em postos de responsabilidade também se mantém baixo: apenas quatro países em todo o mundo têm o mesmo número de homens e mulheres a exercerem a função de deputados, funcionários de alto nível e diretores, apesar de 95 países terem atualmente tantas mulheres como homens com formação universitária.
A educação é a área em que mais se avançou, com o Fórum Económico Mundial a atribuir-lhe 95% em termos de igualdade. Apesar de uma ligeira deterioração, saúde e sobrevivência contabilizam 96%.
"Dois terços dos 144 países incluídos no relatório deste ano podem gabar-se de ter acabado completamente com a desigualdade de género no que toca à proporção de géneros no nascimento, enquanto mais de um terço fez fechar o fosso totalmente em termos de esperança de vida saudável", destaca o relatório.
Os quatro primeiros lugares, em termos de igualdade de género: Islândia, Finlândia, Noruega e Suécia
O setor em que a diferença de género é mais pronunciada, o empoderamento político, é também aquele em que se verificaram mais desenvolvimentos desde que o Fórum Económico Mundial começou a medir a desigualdade de género, em 2006.
Nesta área, a igualdade de género situa-se agora em 23%, mais 1% que em 2015 e quase 10% mais elevado que em 2006 - segundo o método do Fórum, quanto mais elevada a percentagem, menor a desigualdade.
No entanto, as melhorias acontecem tendo pontos de partida muito reduzidos: apenas dois países alcançaram paridade parlamentar e apenas quatro em cargos ministeriais.
O Fórum salienta que há "países que começam a disputar a tradicional hegemonia das nações nórdicas no 'ranking' da igualdade de género".
Na lista de 144 nações, Portugal fica em 31.º lugar
Apesar de os quatro primeiros lugares, em termos de igualdade de género, pertencerem à Islândia, Finlândia, Noruega e Suécia, o quinto país mais bem colocado no índice global é o Ruanda, que ultrapassa a Irlanda, em sexto lugar.
Na lista de 144 nações, Portugal fica em 31.º lugar, mas desce de posição nos índices de participação e oportunidade económica (46.º), formação académica (63.º), saúde e sobrevivência (76.º) e empoderamento político (36.º).
Após a Europa e a América do Norte, a região com maior igualdade de género é a América Latina e o Caribe, com 70%, bem como a Europa de Leste e a Ásia Central.
A Ásia Oriental e o Pacífico conseguiram 68% de igualdade de género.
Quatro países da África Subsariana - Ruanda (5.º), Burundi (12.º), Namíbia (14.º) e África do Sul (15.º) - encontram-se nos primeiros 20 lugares, colocando a região na segunda posição, atrás da Europa Ocidental.
A região pior situada (com 61% de igualdade de género) é o Médio Oriente e o Norte de África.
Fim do fosso aumentou do ano 2133 para 2186
A igualdade de género em termos económicos deverá ser atingida dentro de 170 anos, prevê o Fórum Económico Mundial, um retrocesso em relação aos 118 previstos em 2015.
"Ao ritmo atual, e tendo em conta o alargamento da desigualdade desde o ano passado, o fosso só deverá ser fechado dentro de 170 anos", indica o relatório de 2016.
As mulheres ganham, em média, pouco mais de metade do que os homens, apesar de em geral trabalharem mais horas
As projeções baseadas em dados do relatório sobre as diferenças globais entre géneros de 2015 indicavam que o fosso poderia fechar-se dentro de 118 anos (em 2133). No entanto, este processo inverteu-se desde então e o período aumentou para 170 anos (2186).
O Fórum Económico Mundial, que analisa fatores como educação, saúde e sobrevivência, oportunidades económicas e participação política, revela que globalmente a igualdade se situa nos 68%, mas em termos económicos a percentagem de paridade desce para os 59%, uma proporção que, ainda assim, é a melhor desde 2008.
Segundo o relatório de 2016, divulgado esta quarta-feira de madrugada, as mulheres ganham, em média, pouco mais de metade do que os homens, apesar de em geral trabalharem mais horas.
O número de mulheres em postos de responsabilidade também se mantém baixo: apenas quatro países em todo o mundo têm o mesmo número de homens e mulheres a exercerem a função de deputados, funcionários de alto nível e diretores, apesar de 95 países terem atualmente tantas mulheres como homens com formação universitária.
A educação é a área em que mais se avançou, com o Fórum Económico Mundial a atribuir-lhe 95% em termos de igualdade. Apesar de uma ligeira deterioração, saúde e sobrevivência contabilizam 96%.
"Dois terços dos 144 países incluídos no relatório deste ano podem gabar-se de ter acabado completamente com a desigualdade de género no que toca à proporção de géneros no nascimento, enquanto mais de um terço fez fechar o fosso totalmente em termos de esperança de vida saudável", destaca o relatório.
Os quatro primeiros lugares, em termos de igualdade de género: Islândia, Finlândia, Noruega e Suécia
O setor em que a diferença de género é mais pronunciada, o empoderamento político, é também aquele em que se verificaram mais desenvolvimentos desde que o Fórum Económico Mundial começou a medir a desigualdade de género, em 2006.
Nesta área, a igualdade de género situa-se agora em 23%, mais 1% que em 2015 e quase 10% mais elevado que em 2006 - segundo o método do Fórum, quanto mais elevada a percentagem, menor a desigualdade.
No entanto, as melhorias acontecem tendo pontos de partida muito reduzidos: apenas dois países alcançaram paridade parlamentar e apenas quatro em cargos ministeriais.
O Fórum salienta que há "países que começam a disputar a tradicional hegemonia das nações nórdicas no 'ranking' da igualdade de género".
Na lista de 144 nações, Portugal fica em 31.º lugar
Apesar de os quatro primeiros lugares, em termos de igualdade de género, pertencerem à Islândia, Finlândia, Noruega e Suécia, o quinto país mais bem colocado no índice global é o Ruanda, que ultrapassa a Irlanda, em sexto lugar.
Na lista de 144 nações, Portugal fica em 31.º lugar, mas desce de posição nos índices de participação e oportunidade económica (46.º), formação académica (63.º), saúde e sobrevivência (76.º) e empoderamento político (36.º).
Após a Europa e a América do Norte, a região com maior igualdade de género é a América Latina e o Caribe, com 70%, bem como a Europa de Leste e a Ásia Central.
A Ásia Oriental e o Pacífico conseguiram 68% de igualdade de género.
Quatro países da África Subsariana - Ruanda (5.º), Burundi (12.º), Namíbia (14.º) e África do Sul (15.º) - encontram-se nos primeiros 20 lugares, colocando a região na segunda posição, atrás da Europa Ocidental.
A região pior situada (com 61% de igualdade de género) é o Médio Oriente e o Norte de África.
10.3.16
Estudo: Equilíbrio entre géneros reduziria níveis de miséria financeira
In "Economia ao Minuto"
Combate aos baixos rendimentos seria bem mais fácil com salários mais próximos para ambos os géneros, mostram dados divulgados este mês.
Afinal, a redução do números de pessoas a viver abaixo do limiar de pobreza poderá estar mais ligada à igualdade entre género do que a maior parte das pessoas pensa.
De acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa de Políticas Femininas dos Estados Unidos, o equilíbrio salarial entre homens e mulheres teria um efeito muito significativo no número total de pessoas pobres em território norte-americano, devido à redistribuição de rendimentos pelas famílias e pela restante economia.
Os dados foram recolhidos nos EUA, mas a verdade é que o próprio Instituto defende a aplicação dos mesmos princípios de igualdade de rendimentos no resto do mundo, como alternativa aoutras políticas de redistribuição e apoio social tentadas em vários países. Os autores do estudo garantem que a "discriminação salarial afunda toda a economia" e falam de reduções dos níveis de pobreza para metade com o simples reequilíbrio financeiro entre homens e mulheres.
Combate aos baixos rendimentos seria bem mais fácil com salários mais próximos para ambos os géneros, mostram dados divulgados este mês.
Afinal, a redução do números de pessoas a viver abaixo do limiar de pobreza poderá estar mais ligada à igualdade entre género do que a maior parte das pessoas pensa.
De acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa de Políticas Femininas dos Estados Unidos, o equilíbrio salarial entre homens e mulheres teria um efeito muito significativo no número total de pessoas pobres em território norte-americano, devido à redistribuição de rendimentos pelas famílias e pela restante economia.
Os dados foram recolhidos nos EUA, mas a verdade é que o próprio Instituto defende a aplicação dos mesmos princípios de igualdade de rendimentos no resto do mundo, como alternativa aoutras políticas de redistribuição e apoio social tentadas em vários países. Os autores do estudo garantem que a "discriminação salarial afunda toda a economia" e falam de reduções dos níveis de pobreza para metade com o simples reequilíbrio financeiro entre homens e mulheres.
10.3.14
Governo defende combate à desigualdade salarial entre homens e mulheres
in Jornal de Notícias
O Governo determinou a adoção de "medidas específicas" pelas empresas para contrariar a desigualdade salarial "penalizadora para as mulheres" e promover uma "efetiva igualdade de género", segundo uma resolução publicada, esta sexta-feira, em "Diário da República".
"Os dados que vão sendo conhecidos revelam que a disparidade salarial entre mulheres e homens continua a ser uma realidade persistente, difícil de combater, por assentar em desigualdades estruturais resultantes da diferente participação, ao longo da história, de homens e mulheres no mercado de trabalho", sublinha o Governo.
Na resolução, adotada em Conselho de Ministros na quarta-feira e agora publicada, o Governo afirma que "é necessário intensificar medidas específicas que possam contrariar a tendência histórica de desigualdade salarial penalizadora para as mulheres".
Esta matéria será inserida no debate da concertação social sobre o relatório referente às diferenciações salariais por ramos de atividade, adianta a resolução, publicada na véspera de se assinalar o Dia Internacional da Mulher.
Já as empresas do setor empresarial do Estado devem promover, de três em três anos, a elaboração de um relatório, a divulgar internamente e a disponibilizar no respetivo sítio na Internet, sobre as remunerações pagas a mulheres e homens, tendo em vista "o diagnóstico e a prevenção de diferenças injustificadas naquelas remunerações".
Na sequência destes relatórios, as empresas devem tomar "medidas concretas", a integrar nos planos para a igualdade, para acabar com as situações de desigualdade salarial detetadas.
O Governo recomenda ainda às empresas privadas com mais de 25 trabalhadores que elaborem "uma análise quantitativa e qualitativa" das diferenças salariais entre mulheres e homens.
Na sequência desse diagnóstico, as empresas devem conceber uma estratégia para correção de eventuais diferenças injustificadas naquelas remunerações.
Por outro lado, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego deve disponibilizar às empresas, através da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego, uma ferramenta eletrónica que possibilite que permita "medir o grau das diferenças salariais existentes nas empresas e identificar situações concretas de diferenciações salariais entre mulheres e homens que não podem ser explicadas por fatores objetivos".
Disparidade salarial de 18,5%
Os membros do Governo responsáveis pelas áreas da Igualdade de Género, das Finanças, da Administração Pública, do Desenvolvimento Regional e do Emprego devem adotar as iniciativas necessárias para que estas medidas sejam concretizadas.
Segundo dados do Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia, em 2012, a remuneração média mensal das mulheres correspondia a 81,5% da dos homens, pelo que a disparidade salarial se traduzia em 18,5% em desfavor das mulheres.
No conjunto da União Europeia, entre os 26 países para os quais existem dados, 13 apresentam maiores diferenças salariais do que Portugal, e 12 têm diferenças menores.
Portugal tem uma posição mais favorável do que, por exemplo, a Estónia, a Alemanha, e a Espanha, que apresentam uma diferença salarial de, respetivamente, 30%, 22,4% e 17,8%.
O Governo determinou a adoção de "medidas específicas" pelas empresas para contrariar a desigualdade salarial "penalizadora para as mulheres" e promover uma "efetiva igualdade de género", segundo uma resolução publicada, esta sexta-feira, em "Diário da República".
"Os dados que vão sendo conhecidos revelam que a disparidade salarial entre mulheres e homens continua a ser uma realidade persistente, difícil de combater, por assentar em desigualdades estruturais resultantes da diferente participação, ao longo da história, de homens e mulheres no mercado de trabalho", sublinha o Governo.
Na resolução, adotada em Conselho de Ministros na quarta-feira e agora publicada, o Governo afirma que "é necessário intensificar medidas específicas que possam contrariar a tendência histórica de desigualdade salarial penalizadora para as mulheres".
Esta matéria será inserida no debate da concertação social sobre o relatório referente às diferenciações salariais por ramos de atividade, adianta a resolução, publicada na véspera de se assinalar o Dia Internacional da Mulher.
Já as empresas do setor empresarial do Estado devem promover, de três em três anos, a elaboração de um relatório, a divulgar internamente e a disponibilizar no respetivo sítio na Internet, sobre as remunerações pagas a mulheres e homens, tendo em vista "o diagnóstico e a prevenção de diferenças injustificadas naquelas remunerações".
Na sequência destes relatórios, as empresas devem tomar "medidas concretas", a integrar nos planos para a igualdade, para acabar com as situações de desigualdade salarial detetadas.
O Governo recomenda ainda às empresas privadas com mais de 25 trabalhadores que elaborem "uma análise quantitativa e qualitativa" das diferenças salariais entre mulheres e homens.
Na sequência desse diagnóstico, as empresas devem conceber uma estratégia para correção de eventuais diferenças injustificadas naquelas remunerações.
Por outro lado, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego deve disponibilizar às empresas, através da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego, uma ferramenta eletrónica que possibilite que permita "medir o grau das diferenças salariais existentes nas empresas e identificar situações concretas de diferenciações salariais entre mulheres e homens que não podem ser explicadas por fatores objetivos".
Disparidade salarial de 18,5%
Os membros do Governo responsáveis pelas áreas da Igualdade de Género, das Finanças, da Administração Pública, do Desenvolvimento Regional e do Emprego devem adotar as iniciativas necessárias para que estas medidas sejam concretizadas.
Segundo dados do Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia, em 2012, a remuneração média mensal das mulheres correspondia a 81,5% da dos homens, pelo que a disparidade salarial se traduzia em 18,5% em desfavor das mulheres.
No conjunto da União Europeia, entre os 26 países para os quais existem dados, 13 apresentam maiores diferenças salariais do que Portugal, e 12 têm diferenças menores.
Portugal tem uma posição mais favorável do que, por exemplo, a Estónia, a Alemanha, e a Espanha, que apresentam uma diferença salarial de, respetivamente, 30%, 22,4% e 17,8%.
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