Mostrar mensagens com a etiqueta Imigrantes desempregados. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Imigrantes desempregados. Mostrar todas as mensagens

25.3.15

Serviço Jesuíta aos Refugiados dá formação a imigrantes desempregados

por Ana Lisboa, in RR

Projecto “Capacitação 4Job” pretende preparar jovens para se integrarem no mercado de trabalho.

Inverter um ciclo de pobreza, dando formação e experiência laboral a quem não tem emprego é o objectivo este projecto “Capacitação 4Job”, do Serviço Jesuíta aos Refugiados.

Projecto vai habilitar 45 jovens imigrantes entre os 18 e os 30 anos para poderem integrar-se no mercado de trabalho.

Com uma larga experiência na integração profissional de imigrantes, o Serviço Jesuíta pretende dar ferramentas a este grupo para que possa inverter a situação de pobreza e de vulnerabilidade em que se encontra. Daí que a selecção dos jovens tenha em consideração uma série de factores de risco.

André Costa Jorge, director do Serviço Jesuíta aos Refugiados, explicou à Renascença que se procura “seleccionar aqueles que reúnem um conjunto de condições em termos de perfil, mas também os que estão em situação mais vulnerável, isto é, aqueles que têm maior necessidade e têm menos rede e menos apoio social. Todos estavam desempregados e manifestavam potencial e competências básicas que lhes permitiam apostar nestas pessoas de forma que elas invertessem um ciclo de exclusão.”

Até Abril de 2016, três grupos de 15 jovens vão passar por várias fases. Um primeiro já está em contexto de trabalho e um segundo está prestes a iniciar a formação naquela que é a parte teórica, em que “aprendem um conjunto de ferramentas de valorização pessoal e de conhecimento da realidade da empregabilidade” e ainda “um conjunto de comportamentos que os habilitam a ter uma atitude mais correcta para o contexto laboral.”

Segue-se a experiência no mercado de trabalho graças a um parceiro que é o Grupo Jerónimo Martins.

André Costa Jorge adianta que “de acordo com o perfil dos jovens, as pessoas vão desempenhar funções em vários serviços disponíveis, seja na reposição, seja nas cozinhas, seja noutra actividade qualquer de acordo com as necessidades do empregador.”

O objectivo é que estes jovens possam conseguir “uma empregabilidade de 100% concretamente no Grupo Jerónimo Martins.” Mas quem não conseguir isso, também não perdeu nada, antes pelo contrário, “ganharam competências e poderão concorrer para outras oportunidades de emprego que possam surgir no futuro.”

“Capacitação 4Job” é um projecto enquadrado no Programa Cidadania Activa e é gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian.

29.1.13

Segurança Social acusada de discriminar imigrantes desempregados

Ana Cristina Pereira, in Público on-line

SEF reconheceu “alguma morosidade na apreciação de processos de documentação de cidadãos estrangeiros”.

A Atlas – Cooperativa Cultural é que levou o caso ao Observatório dos Direitos Humanos, frente inter-associativa que se pronuncia sobre violações dos direitos fundamentais perpetrados por entidades públicas: os brasileiros Elói e Maria Carolina viviam na Maia; requereram a renovação de residência ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF); o processo arrastou-se; ele perdeu o emprego na construção civil. Quando foi à Segurança Social solicitar o subsídio de desemprego, de nada lhe valeu mostrar o comprovativo de que entregara o pedido de renovação, exigiram-lhe o título de residência. Vendo-os assim, sem meios de subsistência, a Direcção Regional do Norte do SEF recusou-se a renovar-lhes a residência.

“A situação exposta tem vindo a repetir-se com outros imigrantes nas mesmas circunstâncias”, denunciou a Atlas.“Ficam privados de meios de subsistência e impossibilitados de obter a renovação da sua autorização de residência” e são “convidados a abandonar o território nacional”.

Contactado pelo PÚBLICO, o SEF reconheceu “alguma morosidade na apreciação de processos de documentação de cidadãos estrangeiros”. “Está em curso, desde Dezembro, uma reorganização da Direcção Regional do Norte que concorre para o objectivo de melhorar o serviço público prestada”, esclareceu.

Mas a questão fundamental não será essa. “Se o imigrante pode trabalhar na pendência do seu pedido de renovação da autorização de residência, não há razão para que não possa requerer e beneficiar do subsídio de desemprego”, concluiu Andréa Lúcia Alves da Silva, da comissão executiva do Observatório, acusando a Segurança Social de discriminação.

“O casal não regularizou a sua situação no tempo devido, encontrando-se em situação ilegal desde Novembro de 2011, data muito anterior à data de situação desemprego”, reagiu, por escrito, o Instituto de Segurança Social. Recusa estar a praticar qualquer discriminação no acesso a protecção social, alegando que esta mesma família já recebera “outras prestações, como abono e subsídio de parentalidade”.