Natália Faria, in Público on-line
A reabertura dos lares de idosos aos familiares continua sem data prevista. CNIS defende que deve acontecer “o quanto antes”, para que os idosos não se sintam abandonados.
Em vez de uma data fixa para a abertura de todas as creches – que o Governo apontou para o dia 1 de Junho —, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos, preferia uma solução “à dinamarquesa”: que as creches e jardins-de-infância pudessem abrir progressivamente, já a partir de meados de Maio, consoante as necessidades e vontade manifestadas pelos pais das crianças.
“Numa zona fabril, cujas unidades começam a reabrir no início de Maio, como em Vizela, por exemplo, há muitos pais que estão a falar com as misericórdias para se poderem reabrir as creches, porque não têm onde deixar os filhos. E, com cautela e testes, acho que estas creches têm o dever de reabrir, para ajudar a economia”, defendeu o presidente da UMP, sob cuja tutela existem 218 creches e jardins-de-infância espalhados pelo país.
Apontando o exemplo dinamarquês – “que são os ‘latinos’ da Europa do Norte” —, Manuel Lemos admite que estes equipamentos possam aumentar a distância entre crianças de dois para seis metros quadrados, para diminuir o risco de contágio, dizendo acreditar que tal possa acontecer sem necessidade de regulamentação específica. “Vai haver mais gente desempregada, que deixa de precisar de recorrer aos equipamentos e muitos pais que não o quererão e arranjarão outras soluções”, admite, para considerar que “abrir tudo no dia 1 de Junho, ‘à bruta’, pode não ajudar naquilo que se quer seja a responsabilização dos pais no combate ao contágio” pelo novo coronavírus.
A abertura progressiva destes equipamentos de guarda das crianças — ressalva o presidente da UMP — não poderá ser feita sem que estejam garantidas medidas, como sejam a medição da temperatura de crianças e cuidadores, por um lado, e a garantia da existência de equipamentos de protecção individual.
E os lares? “O quanto antes"
Sem data definida está a reabertura dos lares às visitas dos familiares. Conscientes de que o confinamento dos idosos institucionalizados em lares já dura há quase dois meses, o presidente da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade Nacional (CNIS), Lino Maia, considera que as portas dos lares deveriam abrir-se aos familiares dos utentes o quanto antes. “Os lares estão encerrados desde o dia 6 de Março. É muito tempo. E a saudade e o enclausuramento tornam os idosos ainda mais frágeis. Aliás, estou convencido que vamos ter de enfrentar problemas mentais acrescidos nesta população”, avisa, ressalvando que a ideia “não é escancarar os lares”, mas garantir que, “em espaços próprios, devidamente desinfectados e com a devida distância”, tais contactos se possam restabelecer.
“A decisão não é nossa – será do Governo —, mas penso que temos de começar a tomar medidas para o ‘próximo imediato’ e uma das mais importantes será fazer sentir aos idosos que não estão abandonados”, avisa, confessando-se horrorizado com as declarações da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, que estimou há dias que a proibição de visitas nos lares de idosos possa perdurar até ao fim do ano. “Estes utentes viram os prisioneiros transpor as portas das prisões – e aplaudiram isso —, vêem as creches e outras actividades serem reabertas e interrogam-se: ‘E nós?’. É importante que se aponte uma data, porque os idosos também precisam de perspectivas”, insiste.
O presidente da CNIS considera, de resto, que a recente abertura de portas à possibilidade de os idosos com covid-19 serem transferidos para outras instalações — que diz estarem a ser criadas em vários pontos do país, com a colaboração das autarquias — possa ajudar a acelerar o calendário da reabertura dos lares. O mesmo se passa com o despacho publicado sábado pelo Ministério da Saúde que prevê que estes utentes possam ser acompanhados pelos médicos e enfermeiros dos centros de saúde. “Foi uma decisão importantíssima — tardia, mas importantíssima —, porque com os médicos e enfermeiros que colaboravam com os lares cooptados pelo SNS, os profissionais dos lares não têm, em muitos casos, condições de garantir os cuidados a estes doentes.”
Mais cauteloso sobre esta matéria, o presidente da UMP, Manuel Lemos, não prevê que este “desconfinamento” dos lares se possa fazer antes de decorrido um mês ou um mês e meio. “Do ponto de vista afectivo e emocional isto é muito violento para os utentes, mas temos de nos assegurar que estão garantidas todas as condições de segurança, embora admita que este processo se possa fazer de forma gradual, consoante as instituições: num lar que tenha jardim, e estando bom tempo, esse contacto pode ser feito no exterior para minimizar o risco”, admite, concluindo que “cada caso será um caso”.
quando estes existam e nos casos em que os idosos se possam deslocar. É, de resto, o que se passa na Noruega, onde a ideia é que, nos dias de bom tempo, as visitas possam fazer-se ao ar livre, sem contacto físico entre idosos e familiares. Na Alemanha, a proibição de visitas cessa a partir de 1 de Maio. Para garantir a protecção dos idosos, serão obrigatórias medidas como a medição da febre, a desinfecção das mãos e a protecção do nariz e da boca, com máscaras. Os visitantes só poderão entrar em determinadas áreas do lar, devidamente higienizadas e previamente definidas. Serão, de igual modo, criadas as chamadas “salas de despedida”, onde familiares poderão despedir-se dos idosos em cuidados paliativos.
Em Portugal, para que se possa obter um retrato fiel dos lares de idosos e dependentes, bem como das unidades de cuidados continuados tutelados pelas Misericórdias, Manuel Lemos endereçou segunda-feira uma carta aos 400 provedores pedindo-lhes que comuniquem semanalmente todos os casos de contágio e óbitos relacionados com a covid-19. “Estes números serão divulgados todas as semanas, para o melhor e para o pior. Mas acredito que ajudarão a combater esta ideia de que os lares são antecâmaras da morte. Não são. E, aliás, esta contabilização das mortes de utentes de lares por covid-19 que é feita pela Direcção-Geral de Saúde, sem distinguir entre os que são os lares com protocolos com o Estado e os restantes, causa-nos um dano reputacional desnecessário”, critica.
A UMP tem 551 lares de idosos sob sua tutela – com cerca de 29 mil idosos —, além de 150 unidades de cuidados continuados, com cerca de 4500 camas.
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10.3.14
O jardim-de-infância dos meus filhos
Por Inês Teotónio Pereira, in iOnline
Ninguém levantava a voz, mas quando era preciso a criançada era posta na ordem
As crianças passam a maior parte das suas vidas em escolas e creches e quanto mais pequenas mais tempo passam nas creches e nas escolas. Se virmos bem, tirando os fins-de-semana e as férias, elas só vão a casa comer, tomar banho, ver televisão e dormir. Ou seja, as creches são muitas vezes as primeiras casas dos nossos filhos.
A primeira vez que entrei numa creche para deixar o meu filho com dois anos foi um momento inesquecível: dezenas de crianças do mesmo tamanho (grande parte delas a chorar) e divididas por salas que iam dos meses de idade aos cinco anos. O meu filho lá ficou, a chorar, e eu fui trabalhar com uma nuvem em cima da cabeça. Quando voltei para o ir buscar disseram-me que ele tinha parado de chorado passado pouco tempo de o ter abandonado, que tinha feito cocó duas vezes, que tinha comido bem e que também tinha feito uma sesta razoável. Um dia ele deixou finalmente de chorar e entregou-se ao destino. A creche tinha imensas crianças, imensas regras e imensos horários. Nós, pais, sabíamos pouco do que ali se passava porque não podíamos entrar na escola sempre que nos apetecia ou sem razão. O relato era feito de tempos a tempos pela educadora, que nos ia informando da evolução nas necessidades orgânicas da criança e pouco mais e a avaliação versava sobre coisas como o desembaraço da criança a apertar os sapatos. Era à confiança. Era tudo uma questão de confiança. Toda a gente me tratava por "mãe" e para conversas mais prolongadas ou detalhadas marcava-se uma reunião. Fui infeliz naquela creche. Apesar de ser uma excelente creche, com excelentes instalações, educadoras com óptimos currículos e regras imbatíveis.
Até que descobri outra creche. Nesta creche havia a sala de cima e a sala de baixo. Depois havia a oficina, bicicletas sem pedais e com pedais, a cozinha, dois coelhos, pintos, duas árvores a que se podia trepar e até areia. Ninguém me chamava "mãe", tratavam-me todos pelo nome e ao meu filho tratavam pela alcunha. A natureza das actividades variava: se estivesse bom tempo iam à praça, iam à serra, iam à praia, pisavam uvas, iam ao parque dos baloiços, e se estivesse a chover faziam bolos e bolachas, teatros, desenhos, o jogo das cadeiras e até havia o dia ao contrário: as crianças iam de pijama para escola e começavam o almoço pela sobremesa. No arraial do final do ano saltávamos todos à fogueira. Cada um punha o seu lugar à mesa e só aos cinco anos é que começavam a fazer fichas. Faziam os desenhos e as brincadeiras mais incríveis e por cada obstáculo que conseguiam ultrapassar (subir a uma árvore ou andar de bicicleta, por exemplo) organizava-se uma festa. No Natal éramos nós, pais, quem fazíamos figura de parvos no teatro. Ali não havia regras imbatíveis e todos eram disciplinados. Ninguém levantava a voz mas quando era preciso a criançada era posta na ordem.
Os meus filhos andaram lá todos e chegavam mesmo a chorar quando não iam ao jardim infantil ou quando os iam buscar. Eu entrava lá sempre que queria e conhecia os pais e os avós da criançada toda. Este jardim-infantil ajudou-me a educar os meus filhos. Não os educou por mim nem os entreteve por mim. Ajudou-me a educá-los e a fazer com que cada dia que eles ali passaram fosse um dia feliz. E foram. Todos. Nunca conheci nada parecido com O Pinhão, mas acho que todas as crianças deviam ter direito a passar mais de metade da sua infância em sítios assim. Em que se dá mais importância à brincadeira e à auto-estima de cada um deles do que ao desembaraço a fazer os laços dos sapatos ou às fichas de ortografia. É que até aos cinco anos, meus senhores, as crianças deviam passar os dias a brincar e pouco mais.
Ninguém levantava a voz, mas quando era preciso a criançada era posta na ordem
As crianças passam a maior parte das suas vidas em escolas e creches e quanto mais pequenas mais tempo passam nas creches e nas escolas. Se virmos bem, tirando os fins-de-semana e as férias, elas só vão a casa comer, tomar banho, ver televisão e dormir. Ou seja, as creches são muitas vezes as primeiras casas dos nossos filhos.
A primeira vez que entrei numa creche para deixar o meu filho com dois anos foi um momento inesquecível: dezenas de crianças do mesmo tamanho (grande parte delas a chorar) e divididas por salas que iam dos meses de idade aos cinco anos. O meu filho lá ficou, a chorar, e eu fui trabalhar com uma nuvem em cima da cabeça. Quando voltei para o ir buscar disseram-me que ele tinha parado de chorado passado pouco tempo de o ter abandonado, que tinha feito cocó duas vezes, que tinha comido bem e que também tinha feito uma sesta razoável. Um dia ele deixou finalmente de chorar e entregou-se ao destino. A creche tinha imensas crianças, imensas regras e imensos horários. Nós, pais, sabíamos pouco do que ali se passava porque não podíamos entrar na escola sempre que nos apetecia ou sem razão. O relato era feito de tempos a tempos pela educadora, que nos ia informando da evolução nas necessidades orgânicas da criança e pouco mais e a avaliação versava sobre coisas como o desembaraço da criança a apertar os sapatos. Era à confiança. Era tudo uma questão de confiança. Toda a gente me tratava por "mãe" e para conversas mais prolongadas ou detalhadas marcava-se uma reunião. Fui infeliz naquela creche. Apesar de ser uma excelente creche, com excelentes instalações, educadoras com óptimos currículos e regras imbatíveis.
Até que descobri outra creche. Nesta creche havia a sala de cima e a sala de baixo. Depois havia a oficina, bicicletas sem pedais e com pedais, a cozinha, dois coelhos, pintos, duas árvores a que se podia trepar e até areia. Ninguém me chamava "mãe", tratavam-me todos pelo nome e ao meu filho tratavam pela alcunha. A natureza das actividades variava: se estivesse bom tempo iam à praça, iam à serra, iam à praia, pisavam uvas, iam ao parque dos baloiços, e se estivesse a chover faziam bolos e bolachas, teatros, desenhos, o jogo das cadeiras e até havia o dia ao contrário: as crianças iam de pijama para escola e começavam o almoço pela sobremesa. No arraial do final do ano saltávamos todos à fogueira. Cada um punha o seu lugar à mesa e só aos cinco anos é que começavam a fazer fichas. Faziam os desenhos e as brincadeiras mais incríveis e por cada obstáculo que conseguiam ultrapassar (subir a uma árvore ou andar de bicicleta, por exemplo) organizava-se uma festa. No Natal éramos nós, pais, quem fazíamos figura de parvos no teatro. Ali não havia regras imbatíveis e todos eram disciplinados. Ninguém levantava a voz mas quando era preciso a criançada era posta na ordem.
Os meus filhos andaram lá todos e chegavam mesmo a chorar quando não iam ao jardim infantil ou quando os iam buscar. Eu entrava lá sempre que queria e conhecia os pais e os avós da criançada toda. Este jardim-infantil ajudou-me a educar os meus filhos. Não os educou por mim nem os entreteve por mim. Ajudou-me a educá-los e a fazer com que cada dia que eles ali passaram fosse um dia feliz. E foram. Todos. Nunca conheci nada parecido com O Pinhão, mas acho que todas as crianças deviam ter direito a passar mais de metade da sua infância em sítios assim. Em que se dá mais importância à brincadeira e à auto-estima de cada um deles do que ao desembaraço a fazer os laços dos sapatos ou às fichas de ortografia. É que até aos cinco anos, meus senhores, as crianças deviam passar os dias a brincar e pouco mais.
11.6.13
Infantários públicos "inacessíveis" a famílias pobres
in Jornal de Notícias
A maioria dos jardins-de-infância públicos em Portugal não cumpre os seis escalões de mensalidade previstos na lei e opta por um preço médio, inviabilizando a frequência das crianças oriundas das famílias mais desfavorecidas, concluiu uma investigadora da Universidade do Minho.
Segundo Emília Vilarinho, nos casos em que não é fixada uma mensalidade fixa o habitual é haver até três escalões.
"Certos pais pagam cerca de 55 euros quando, pelos seus rendimentos 'per capita', se situam no primeiro escalão e deveriam pagar de 17 a 21 euros, no máximo", explicou.
Acrescentou que, por norma, e "para evitar confusões", em reuniões de pais é definido um valor mensal médio.
Sublinhou que os dirigentes o fazem ainda "com o sentido de não prejudicar ninguém", mas vincou que, na prática, "há uma falsa igualdade e uma aparente desresponsabilização".
A decisão, considerou a investigadora, "acaba por prejudicar as famílias com menos possibilidades financeiras e coloca em xeque a qualidade e a igualdade educativa das instituições".
Emília Vilarinho avaliou um concelho do norte do país e acompanha os estudos nacionais mais recentes na área.
Segundo a docente, a aplicação da mensalidade média leva à deslocalização das crianças de classe média/alta dos jardins-de-infância privados e solidários para os públicos.
"São lógicas de quase mercado e há uma disputa permanente pelos 'clientes', face à queda da natalidade", referiu.
Para Emília Vilarinho, "este é só um exemplo do hibridismo em que se tornou o complemento de apoio à família, o qual varia naturalmente de freguesia para freguesia, mas é ampliado pela ambiguidade de lógicas, interesses e parcerias, impedindo a promoção da igualdade, qualidade e de oportunidades".
A autora do estudo defende a criação urgente de um Observatório do Pré-Escolar, para evitar problemas como um só escalão na mensalidade, animadores sem qualificação e o crescente abandono de meninos dos jardins-de-infância devido a dificuldades financeiras.
Alerta ainda para o facto de crianças carenciadas do ensino pré-escolar público (escalões A, B e C) pagarem refeição em muitos concelhos e agrupamentos, ao contrário das do 1.º ciclo do ensino público.
"Há diversas interpretações da lei da ação social escolar. A Direção Regional de Educação do Norte clarificou a um município que importa cumprir o Despacho 300/97: só não se paga no 1.º ciclo", refere a investigadora, duvidando que a medida promova a efetiva igualdade.
A maioria dos jardins-de-infância públicos em Portugal não cumpre os seis escalões de mensalidade previstos na lei e opta por um preço médio, inviabilizando a frequência das crianças oriundas das famílias mais desfavorecidas, concluiu uma investigadora da Universidade do Minho.
Segundo Emília Vilarinho, nos casos em que não é fixada uma mensalidade fixa o habitual é haver até três escalões.
"Certos pais pagam cerca de 55 euros quando, pelos seus rendimentos 'per capita', se situam no primeiro escalão e deveriam pagar de 17 a 21 euros, no máximo", explicou.
Acrescentou que, por norma, e "para evitar confusões", em reuniões de pais é definido um valor mensal médio.
Sublinhou que os dirigentes o fazem ainda "com o sentido de não prejudicar ninguém", mas vincou que, na prática, "há uma falsa igualdade e uma aparente desresponsabilização".
A decisão, considerou a investigadora, "acaba por prejudicar as famílias com menos possibilidades financeiras e coloca em xeque a qualidade e a igualdade educativa das instituições".
Emília Vilarinho avaliou um concelho do norte do país e acompanha os estudos nacionais mais recentes na área.
Segundo a docente, a aplicação da mensalidade média leva à deslocalização das crianças de classe média/alta dos jardins-de-infância privados e solidários para os públicos.
"São lógicas de quase mercado e há uma disputa permanente pelos 'clientes', face à queda da natalidade", referiu.
Para Emília Vilarinho, "este é só um exemplo do hibridismo em que se tornou o complemento de apoio à família, o qual varia naturalmente de freguesia para freguesia, mas é ampliado pela ambiguidade de lógicas, interesses e parcerias, impedindo a promoção da igualdade, qualidade e de oportunidades".
A autora do estudo defende a criação urgente de um Observatório do Pré-Escolar, para evitar problemas como um só escalão na mensalidade, animadores sem qualificação e o crescente abandono de meninos dos jardins-de-infância devido a dificuldades financeiras.
Alerta ainda para o facto de crianças carenciadas do ensino pré-escolar público (escalões A, B e C) pagarem refeição em muitos concelhos e agrupamentos, ao contrário das do 1.º ciclo do ensino público.
"Há diversas interpretações da lei da ação social escolar. A Direção Regional de Educação do Norte clarificou a um município que importa cumprir o Despacho 300/97: só não se paga no 1.º ciclo", refere a investigadora, duvidando que a medida promova a efetiva igualdade.
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