in Público on-line
O Health Behaviour in School-aged Children, da Organização Mundial da Saúde, estuda a cada quatro anos os comportamentos e a saúde dos adolescentes nos seus contextos de vida. É realizado em Portugal desde 1998. O último inquérito foi feito em 2018, a 227.441 alunos de 11, 13 e 15 anos de 45 países. Em Portugal, onde são consideradas as respostas de 5839 jovens, as más notícias passam por aqui: fraca prática da actividade física, fraco gosto pela escola e relatos de uma excessiva pressão com os trabalhos escolares. Já o comportamento alimentar continua em geral melhor do que a média. Os resultados acabam de ser divulgados.
Os adolescentes portugueses estão entre os que se sentem mais pressionados pela escola
O problema não é novo, foi identificado em edições anteriores deste megainquérito à adolescência: em Portugal os estudantes sentem-se mais pressionados pelos trabalhos de casa do que a média. Sobretudo as meninas. E piorou esse sentimento. E há menos jovens a dizer que gostam da escola do que noutros países
Quantos dizem que gostam muito da escola? Portugal em 38.º lugar
[leia o artigo e veja a infografia aqui]
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20.5.20
13.1.14
Jovens portugueses não têm dinheiro para estudar
in Público on-line (P3)
Maioria dos alunos está mal informada sobre as oportunidades de trabalho antes de sair do ensino secundário, segundo um estudo apresentado esta segunda-feira em Bruxelas
Portugal tem uma das mais altas percentagens de jovens que queriam prosseguir os estudos, mas não têm possibilidade de os pagar (38%), revela um inquérito patrocinado pela Comissão Europeia que é apresentado nesta segunda-feira em Bruxelas. O mesmo estudo revela que os alunos não estão bem informados sobre as oportunidades de trabalho antes de terminarem a escola secundária.
O inquérito, intitulado Educação para o Emprego: “Pôr a Juventude Europeia a Trabalhar” e elaborado pela consultora McKenzie, questionou 5300 jovens, 2600 empregadores e 700 instituições educativas de oito países da União Europeia: França, Alemanha, Grécia, Itália, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido.
O documento sublinha que entre os oito países estão as cinco maiores economias da Europa (Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Espanha), dois dos países mais afectados pela crise (Grécia e Portugal) e um da Escandinávia (Suécia). No conjunto, estes países têm perto de 75% do desemprego jovem na União Europeia a 28.
O valor das propinas pago pelos estudantes nas universidades públicas ultrapassa os mil euros por ano e o relatório indica outro factor que eleva as despesas: a deslocação da área de residência. "Quarenta e cinco por cento dos jovens tem de sair da sua cidade para continuar a estudar".
Neste inquérito, um terço (31%) dos jovens portugueses declarou não ter tempo para estudar porque tinha de trabalhar, o valor mais elevado entre os países analisados. Além da situação económica, em geral, é também afirmado que "problemas com o sistema de educação-emprego não estão a ajudar", já que "apenas 47 por cento dos jovens acredita que os seus estudos pós-secundário melhoraram as perspectivas de emprego".
Maioria dos alunos está mal informada sobre as oportunidades de trabalho antes de sair do ensino secundário, segundo um estudo apresentado esta segunda-feira em Bruxelas
Portugal tem uma das mais altas percentagens de jovens que queriam prosseguir os estudos, mas não têm possibilidade de os pagar (38%), revela um inquérito patrocinado pela Comissão Europeia que é apresentado nesta segunda-feira em Bruxelas. O mesmo estudo revela que os alunos não estão bem informados sobre as oportunidades de trabalho antes de terminarem a escola secundária.
O inquérito, intitulado Educação para o Emprego: “Pôr a Juventude Europeia a Trabalhar” e elaborado pela consultora McKenzie, questionou 5300 jovens, 2600 empregadores e 700 instituições educativas de oito países da União Europeia: França, Alemanha, Grécia, Itália, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido.
O documento sublinha que entre os oito países estão as cinco maiores economias da Europa (Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Espanha), dois dos países mais afectados pela crise (Grécia e Portugal) e um da Escandinávia (Suécia). No conjunto, estes países têm perto de 75% do desemprego jovem na União Europeia a 28.
O valor das propinas pago pelos estudantes nas universidades públicas ultrapassa os mil euros por ano e o relatório indica outro factor que eleva as despesas: a deslocação da área de residência. "Quarenta e cinco por cento dos jovens tem de sair da sua cidade para continuar a estudar".
Neste inquérito, um terço (31%) dos jovens portugueses declarou não ter tempo para estudar porque tinha de trabalhar, o valor mais elevado entre os países analisados. Além da situação económica, em geral, é também afirmado que "problemas com o sistema de educação-emprego não estão a ajudar", já que "apenas 47 por cento dos jovens acredita que os seus estudos pós-secundário melhoraram as perspectivas de emprego".
8.11.13
Mais de 430 mil jovens portugueses não trabalham nem estudam
Nuno Guedes, in RR
Um estudo pioneiro do Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que o fenómeno atingiu um novo máximo em 2012.
As estatísticas do emprego conhecidas hoje fazem pela primeira vez um retrato profundo desta realidade a que alguns já chamaram geração "nem nem" ou "ni ni".
O estudo feito pelo INE sobre os jovens no mercado de trabalho revela que em 2012 Portugal atingiu um novo recorde de jovens que não trabalham nem estudam: 434 mil com idades entre os 15 e os 34 anos.
Este fenómeno é mais forte entre o grupo dos chamados jovens adultos, dos 25 aos 34 anos, com uma taxa 18,9%. Para a geração mais nova, dos 15 aos 24 anos, a taxa desce para 14,1%.
O estudo sublinha que esta população jovem que não trabalha nem estuda é particularmente vulnerável. Como não estuda nem entra no mercado de trabalho, vai acumulando desvantagens como a falta de experiência.
Dos mais de 430 mil jovens parados, quase 130 mil não são considerados desempregados pelo INE pois não fizeram nada nos tempos mais recentes para encontrar trabalho.
O Instituto Nacional de Estatistica revela ainda que o aumento deste fenómeno dos jovens que não trabalham nem estudam começou em 2008 e deve-se, sobretudo, ao aumento do desemprego.
Os jovens com menos escolaridade são os mais afetados, mas o problema cresceu nos últimos anos entre quem tem o ensino secundário ou andou na universidade.
As regiões do país com mais jovens parados são, de longe, a Madeira e os Açores, com percentagens superiores a 20 por cento.
No entanto, apesar da elevada taxa de desemprego jovem, a taxa portuguesa de jovens que não trabalham nem estudam é apenas um pouco maior do que a média europeia.
Um estudo pioneiro do Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que o fenómeno atingiu um novo máximo em 2012.
As estatísticas do emprego conhecidas hoje fazem pela primeira vez um retrato profundo desta realidade a que alguns já chamaram geração "nem nem" ou "ni ni".
O estudo feito pelo INE sobre os jovens no mercado de trabalho revela que em 2012 Portugal atingiu um novo recorde de jovens que não trabalham nem estudam: 434 mil com idades entre os 15 e os 34 anos.
Este fenómeno é mais forte entre o grupo dos chamados jovens adultos, dos 25 aos 34 anos, com uma taxa 18,9%. Para a geração mais nova, dos 15 aos 24 anos, a taxa desce para 14,1%.
O estudo sublinha que esta população jovem que não trabalha nem estuda é particularmente vulnerável. Como não estuda nem entra no mercado de trabalho, vai acumulando desvantagens como a falta de experiência.
Dos mais de 430 mil jovens parados, quase 130 mil não são considerados desempregados pelo INE pois não fizeram nada nos tempos mais recentes para encontrar trabalho.
O Instituto Nacional de Estatistica revela ainda que o aumento deste fenómeno dos jovens que não trabalham nem estudam começou em 2008 e deve-se, sobretudo, ao aumento do desemprego.
Os jovens com menos escolaridade são os mais afetados, mas o problema cresceu nos últimos anos entre quem tem o ensino secundário ou andou na universidade.
As regiões do país com mais jovens parados são, de longe, a Madeira e os Açores, com percentagens superiores a 20 por cento.
No entanto, apesar da elevada taxa de desemprego jovem, a taxa portuguesa de jovens que não trabalham nem estudam é apenas um pouco maior do que a média europeia.
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