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19.1.16

Belém elege causas do direito ao trabalho e pobreza infantil Candidata quer mobilizar a sociedade em torno destas causas.

in Correio da Manhã

A candidata presidencial Maria de Belém Roseira disse esta sexta-feira, em Santo Tirso, que quer mobilizar a sociedade na luta contra a pobreza infantil e pelo direito ao trabalho, defendendo ainda a importância da contratação coletiva. Num jantar com cerca de 350 apoiantes e simpatizantes, a antiga presidente do PS direcionou o seu discurso à causa do direito ao trabalho, referindo que este tem sido "enfraquecido em nome da produtividade", mas sem que o emprego tenha crescido. O que cresceu, na sua opinião, foi a precariedade, transformada em recibos verdes ou em contratos a prazo, para além daquilo que é razoável e é admissível e com um grande abaixamento dos salários". "Temos uma coisa em Portugal, que é algo que passou a acontecer nos países submetidos a programas de ajustamento, que é uma nova realidade, que é a realidade dos trabalhadores pobres. As pessoas trabalham, têm ocupação mas não ganham o suficiente para viver a vida com dignidade", referiu. Por isso mesmo, frisou, "é que é preciso mobilizar a sociedade". "Sabemos que devemos flexibilizar as condições de trabalho para facilitar a vida de todos, para ajudar as empresas a aumentarem os seus níveis de produtividade, mas a flexibilização das condições de trabalho não tem nada a ver com o enfraquecimento do direito laboral, do vínculo laboral, nem tem nada a ver com o perder-se a noção que, numa relação de trabalho, há um que pode mais e há outro que pode menos e é dever do Estado corrigir essa assimetria para que haja justiça", salientou.

12.1.16

Maria de Belém: Pobreza infantil é um flagelo nacional

In "TSF"

A candidata presidencial diz que não deve ser o Governo a tomar sozinho as rédeas do assunto e garante que há muito a fazer também pela Presidência da República.

Depois de um domingo marcado por visitas a lares e a instituições sociais, Maria de Belém estará esta segunda-feira no Hospital de Portimão e em duas creches de Évora para apontar o dedo aos problemas que afetam os mais novos.

O mandatário nacional da candidatura, Marçal Grilo, diz que Maria de Belém continua igual a ela própria e por isso, se for eleita, vai combater aquilo que são vergonhas para o país. Na voz da candidata, as atenções estão voltadas para os mais vulneráveis.

"E aí a minha luta que pode e deve mobilizar a sociedade civil. Quando falo no combate à pobreza infantil não estou a falar das políticas públicas conduzidas pelo governo, que espero que sejam muito eficazes, mas estou a falar do que nos deve sobressaltar e tirar o sono", e por isso aponta aquilo que considera mais grave: "que ao nosso lado estejam crianças desnutridas, que não têm capacidade para ir à escola ou para aceder aos manuais escolares"

Maria de Belém considera a pobreza infantil como um flagelo e um problema estrutural do país e refere que o combate a este flagelo deve partir também da sociedade civil e não apenas do Governo.